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Arte Incomum

Arte digital: o fim da arte?

A arte palpável, sensível ao toque, que começou um dia a ser riscada nas paredes das cavernas e que se consolidou através dos séculos que nos precederam, parecia estar chegando ao fim. Tínhamos que nos adaptar a uma nova arte volátil, efêmera, exposta em um pedaço de vidro, que só existia no estado de ligado-desligado. Que porrada!
Essa nova literatura visual, esse novo código, onde forma e conteúdo se confundem amalgamados em uma carpintaria puramente eletrônica está mais para o surfista que sabe conviver com o caos da onda do que para o executivo que não consegue sobreviver com as velhas regras do edge of chaos. Na medida em que o artista assimilar e dominar o novo environment e as suas novas ferramentas criadoras, certamente essa arte passará a ser imaginativa, criadora, poderosa, como o foi a de Michelangelo ou a de Van Gogh. As experiências em realidade virtual estão apenas engatinhando, aos poucos não só permitirão recriar o passado como também criar um imaginário mundo novo. Se a nova arte digital deve ou não ser aceita como arte, se ela é legítima ou não, por enquanto todas as discussões sobre o assunto estão passando muito distante.

Fonte: Ouattro/Alex Nabuco. Imagens. Século Prodigioso

Boa iniciativa essa sua de buscar discutir essa nova "tendência artística". Parabéns

Rivamar Guedes

Com certeza a arte digital deve ser levada em conta como uma nova tendência de arte. A diferença é que são utilizados outras ferramentas para que isso aconteça.

... oi Helena, vim retribuir seu abraço e dar os parabéns por este Blog muito especial.
Vocês montaram uma bela equipe e só poderia ser sucesso.
Darei uma sugestão a vc para o final de semana. Um passeio virtual pela minha fazenda:

http://paginas.terra.com.br/relacionamento/entrada.htm/cadernoa.htm

O cafezinho está sempre quente, sinta-se bem-vinda.
Bjs do ZC

Helena

Toda a forma de arte vale a pena, não interessa se o suporte é material, imaterial,permanente, transitória...

"Computadores fazem arte
Artistas fazem dinheiro.
Computadores avançam
Artistas pegam carona.
Cientistas criam robôs
Artistas levam a fama. "


chico science
computadores fazem arte

Duas coisas que não entendo. Arte e computadores. Apesar disso gostei do photoshop.

Estou aprendendo a usar o photoshop. Uma ferramente útil para intervenções da cor nas fotos produzidas pela Lata Mágica.

Olá Helena:

"Com certeza a arte digital deve ser levada em conta como uma nova tendência de arte. A diferença é que são utilizados outras ferramentas para que isso aconteça."

Pois antigamente também não eram usados os óleos e os acrílicos de hoje.
Porque é que um pixel não pode ser uma "gota de óleo"?

O futuro não será sujar as mãos, será concerteza a Arte Digital.

Um abraço,

A arte que nos toma, desavisados.

Tróia
Sempre incomum o seu pote:)

excelente post...
alguma é arte...
besitos

Muito bom! É desse "caos" que precisamos.

Helena, obrigada pela visita! Eu acho fantástico o que se faz com a computação/digitalização/manipulação de imagens. Já vi trabalhos incríveis que nós jamais teríamos oportunidade de ver se não fosse pelo alcance e facilidade da web. Vejo como arte e legítima sim, e imagino o que um Dali ou qualquer artista impressionista não faria com estas ferramentas... ;-) Beijocas

Show!!

A mundo digital é uma realidade.Bem ou mal aproveitado é o reflexo do mundo. E a arte digital nesse mundo.

Entre a cadeira e o computador, existe o artista com sensibilidade para expressar suas obras.

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A arte é digital. Só podemos gerar conceitos provisórios.

Trabalhos artísticos produzidos com o auxílio de computadores não é conversa recente. Intensificados a partir de 1962, com o desenvolvimento, por Ivan Sutherland, de um completo sistema interativo de desenho por computador, o Sketchpad, que começaram a aparecer os primeiros trabalhos artísticos produzidos inteiramente com computadores digitais.

Ainda existe muito preconceito com relação a arte no computador, embora se conviva bem na fotografia e na música.Aceitação com artes plásticas é mais lenta.

Será que um dia vou entender disso:))))

PARA ADALBERTO:

Adalberto, não achei certo que vc repassasse meu email, uma vez que ele se dirigia APENAS a você e era altamente íntimo e pessoal. Falo de minha vida privada e me sinto chateada com o repasse. Se queria informar os demais de me afastamneto, que informasse, mas que não usasse meu texto na íntegra para tanto. Acho muitíssimo de mau gosto.

Helena
É a humanização das tecnologias, a reação do homem com a máquina também muda na medida que se estabelece um diálogo com o computador, mesmo que ainda incipiente.

Helena
Achei interessante o post, a imagem. Como sou um analfabeto digital não saberia reponder a pergunta que o texto coloca.

Este comentário foi removido por um administrador do blog.

Trabalho em educação e aí está a maioria dos excluídos digitais. Crianças que sem acesso a tecnologia na escola, como também, aqueles que já atingiram o mais alto grau da educação escolar, o ensino superior, mas que ainda não se apropriaram qualitativamente dessa cultura (digital).A questão da arte, ou o fim da arte, é uma discussão que levará um bom tempo.

Helena,

Fica aqui abraços para vc e para Euza, minha conterânea. Agora essa tal de Arte Digital me preocupa e muito, isto por que ela já nasce em processo virtual, frio e distante das imperfeições que caracterizam e humanizam a arte.
Jarbas do Aparte.

Que lugar lindo este pote, Tróia!

Helena

Cheguei atrasada. Um bom domingo!

CAra Helena,

Permita-me discordar,na minha modesta ignorânica acho Andy Whorl deu a sentença final sobre a arte e arrisco a parodia-lo: "No futuro só os quinze segundos (minutos) de fama bastarão", nem que seja fazendo a "arte" mais horrível do mundo para ser aplaudida por meia duzia de aspirantes aos seus quinze segundos.

Bjs

CAra Helena,

Permita-me discordar,na minha modesta ignorânica acho Andy Whorl deu a sentença final sobre a arte e arrisco a parodia-lo: "No futuro só os quinze segundos (minutos) de fama bastarão", nem que seja fazendo a "arte" mais horrível do mundo para ser aplaudida por meia duzia de aspirantes aos seus quinze segundos.

Bjs

Helena, desculpe minha demora, querida. Eu até estive aqui, mas gosto de ler sem pressa!
Olha, há tempos venho fazendo textos sobre a dificuldade que críticos e grandes profissionais da arte e da literatura têm em aceitar o novo. Sabemos que há ainda muita gente que olha a produção feita neste meio virtual como se ela fosse um modismo sujeito a implodir daqui a pouco.
Mas esta nova lingagem, além de ter vindo para ficar, tem facilitado a difusão das artes em todas as suas vertentes, assim como tem nos mostrado novos artistas e escritores que de outra forma seriam mais um número no anonimato.
Eu acredito, gosto e aposto no novo! E espero que tenhamos grandes e belas produções na arte digital!
Grande beijo

Já conhecia a imagem. Gosto muito das intervenções em imagens clássicas.Quando bem feita nos leva a pensar mais sobre arte.

Na verdade é um tema muito aliciante, o saber se ainda se faz arte, utilizando as novas tecnologias que o natural desenvolvimento nos propicia nas mais variadas vertentes artísticas. E nesta linha de pensamento eu poderia questionar o seguinte: os efeitos especiais a que qualquer realizador cinematografico recorre nos dias de hoje para impressionar na tela os espectadores, não é arte? Os meios tecnológicos utilizados hoje num grande concerto musical, numa ópera ou numa peça de teatro, correm sérios riscos de poderem desclassificar estes eventos artisticamente?
Eu acho que não. Desde que a criação aliada sempre á imaginação seja preservada na sua pureza mais nobre, é e continuará a ser sempre, arte.
Muito grato pela visita.

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