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Babel

Gostar ou não gostar ou não gostar de poesia?

Normal se gostar, mas o poeta e crítico literário paraibano Hildeberto Barbosa Filho escreveu um artigo em que afirmava odiar a poesia. E após tal disparate (nem Platão foi tão ousado!), criou-se um acalorado debate sobre as idéias do crítico. Não pára de se gerar comentários, opiniões de toda ordem e respostas as mais diversas, ora contra, ora a favor do autor.
Escrevemos um longo texto a respeito. Mas aqui, por questões de espaço, limitamo-nos a resumir e descrever o conteúdo do artigo. A polêmica tem sua razão nas observações do crítico acerca de dois grupos de poetas, de duas práticas de poesia contemporânea que, como leitor e crítico o autor rebate.
Muitos viram generalizações no texto do Hildeberto, outros a expressão de um preconceito e de um ódio verdadeiro contra pessoas e de sentimentos pessoais contra grupos e poetas. Ainda outros aplaudiram a atitude, viram-na como justa e corajosa, uma simples questão de opinião, um esclarecimento a favor do leitor e da poesia.
Como o lembrou Linaldo Guedes acerca de Hildeberto Barbosa, trata-se de um leitor calejado, um crítico experiente e de renome. Sua atitude, no entanto, foi correta?
Entre o sim e o não, por ora estamos empatados. São pontos iguais para os dois lados. Apesar disso, tanto o crítico quanto os criticados por certo estão à procura do desempate. Caberá ao leitor somar novos pontos aos lados e, em resposta, compreender à sua maneira as idéias do Hildeberto, dando a este a razão ou o condenando.
Babel sugere a quem ainda não leu, que leia o artigo e responda a mais difícil das questões: Gostar ou não gostar ou não gostar de poesia? Cuidado com a resposta...

(Leia aqui o artigo Odeio poesia! de Hildeberto Barbosa Filho).

Foto: Germano Romero, Carlos Romero e Hildeberto Barbosa: www.aplpb.com.br

EU AMO POESIA!!!!
Já começo com o que vc já sabe! rs... Li tudo sobre esta polêmica, inclusive no seu blog. Respeito sua opinião, mas discordo dela. Nada sei de Hildeberto a não ser o que li ontem e a impressão que tive é que ele, no texto, se faz tão arrogante qto as pessoas a quem assim denomina.
Beijocas

Interessante.
Esse senhor que "poeta" e "crítico literário", vive disso?
É simplesmente patético.
Qualquer comentário além disso é ser condescendente com um pulha sem preconceito e sem noção. No mínimo ele é um escritor MENOR, com inveja dos verdadeiros mentores da literatura e da ARTE da poesia.
Não gostar de poesia é uma coisa e dizer publicamente que não gosta é outra bem diferente, porque isso revela uma coragem que os críticos geralmente não têm. A coragem de dizer que são incompetentes e que não conseguem fazer nada melhor do que falar mal de quem escreve bem. Merece aplausos esse "senhor" que teve a coragem de confessar-se INCOMPETENTE.
Enrustido, talvez.

Não acompanhei a polêmica. Seu texto já esclarece e, de cara, já discordo do senhor Hildeberto Barbosa Filho.

hildeberto barbosa filho elegantemente pega o i e coloca acima o pingo

Gostaria de ser muito sincera contigo, pouco me importa a opinião do Sr. Hildeberto. O que me importa, é saber que o povo brasileiro ainda perde tempo com coisas banais, tipo fofocas, coisas pequenas, que não mereciam destaques na mídia. Acho que é por isso que o Brasil continua país de terceiro mundo. Tem coisas mais importantes e sérias a serem debatidas, do que o gosto literário desse Senhor..
Beijão
Soninha

Há quem visite meu blog e ache que sou uma insensível,uma anarquísta. Pois, pois!!! Eu, adoooooro poesia. Vai ver que sou mesmo uma louca:)))

Quem é esse tal de Adalberto mesmo?
Desculpe, Hildeberto.
Ele já fez o quê mesmo pela poesia?
Ele é o famoso quem, mesmo?
Fala sério...
A Paraíba que já nos deu homens e mulheres de valor inestimável (inclusive um Presidente da República) não poderia ter-nos aprontado essa.
Aroeiras não merecia ter-lhe dado berço
Esse senhor escreveu alguma coisa mais do que "aquilo" que ele postou no "Jornal da Poesia"?
Bem, quem não conhece "aquilo" que ele chama de poesia, está repetido aí embaixo:

Destino
Decerto não serás feliz.Algum oráculo, estranho e de longo tempo, anuncia. Imponderável é o teu destino. Mesmo que o amor inunde o pátio das tardes e as tardes inundem as margens dos dias e os dias invadam o delta das noites, decerto não serás feliz.
Os elos, mesmo os de sangue, ruirão. O tempo, com sua agulha silente, tecerá a fábula febril da dor, os atrozes elementos de tua insaciável agonia. E nada restará a ti, ao animal que és e foste nas horas extremas dessa ancestral melancolia.
.....
Não é, por acaso, uma coisa parecida com aquela que ele vilipendiou em sua verborréia venenosa e grtuita? Nãoi parece, por acaso, com alguma coisa que alguma professora aposentada escreveria?
Sinceramente, Adalberto. Sua biografia não o autoriza a escrever isso aí, não.
Vá aprender a fazer poesia como os grandes que você descreveu, ou então seja alcançado pela modernidade e escreva como as pessoas que já estão vivendo no século e no milênio das transformações.
Suas palavras me fazem sentir vergonha de ter nascido nessa terra chamada Paraíba.
Estou postando como anônimo, porque a vergonha não me deixa ter um canal como você, mas eu, Justino Ferreira, filho e neto de paraibano não gosto do que você escreve.

Como resposta a esse "senhor" eu sugiro uma lida no "post" ALGUMAS DAS PERGUNTAS Respondidas ao blog ALGARAVARIA, do LAU SIQUEIRA, em seu blog http://www.lausiqueira.blogger.com.br/.
Primeiro deve-se ler o artigo do tal "crítico literário e poeta", denominada "Eu Odeio Poesia", depois sim é que se deve ler a mensagem do Lau.
Depois, quem sabe? Voltar aqui e postar um comentário bem abalizado.
Vicente.

Ousadia. É o mínimo que dirão os doutos literatos. Quem é o abelhudo que se insurge a pitacar sobre o “quid pro quo” causado pelo artigo do professor de literatura da Universidade Federal da Paraíba, mestre Hildeberto Barbosa Filho, intitulado “Odeio poesia”?
É verdade que há uma inundação vertiginosa, nas hostes literárias, de poesia ou daquilo que se insiste em dizer que seja poesia. Dir-se-ia, talvez, de um desarranjo cerebral poético do qual foi assaltada a população.
Mas sempre foi assim! Ora, um velho adágio popular já nos traz bem fresca a memória: ”de poeta e louco todo mundo tem um pouco”. O fato é que nos novos tempos, o aparato tecnológico anda “quebrando o galho” de quem pensa que é poeta, de quem pensa que é cantor, de quem pensa que é o que pensa. E assim a avalanche se torna iminente. E tome poesia. E tome cantoria!
Porém, quem tem autoridade para dizer quem é quem? Com todo respeito à fortuna literária do prof. Hildeberto, acho temerário alguém se colocar sobre tudo e sobre todos e descer a lenha. Sei que o crítico literário tem toda liberdade de exercer seu ofício e deve exercê-lo para o bem da própria literatura. Mas no seu mundo literário, no seu mundo poético, só abrir espaço para um T. S. Elliot, um Mallarmé, um Augusto dos Anjos é minimizar ao extremo o campo dos demiurgos.
Quando o professor diz da poesia “inundatória”: “A taxa de literariedade, se é que se revela alguma taxa de literariedade, é mínima, é baixa. Poeticamente estaria no quadro do mais cediço epigonismo”, é de se concordar. Porém, como se chega ao ápice da montanha senão galgando pedra a pedra. A poesia menor serve, inclusive, como parâmetro para se melhor classificar a densidade, a literariedade de uma produção.
Portanto, exprimindo as entranhas do meu parco conhecimento literário, não sou de concordar, embora respeite, com as posições “in totum” do artigo do eminente professor. .
aroldo camelo de melo(www.kafilaliteraia.blogspot.com)

Ousadia. É o mínimo que dirão os doutos literatos. Quem é o abelhudo que se insurge a pitacar sobre o “quid pro quo” causado pelo artigo do professor de literatura da Universidade Federal da Paraíba, mestre Hildeberto Barbosa Filho, intitulado “Odeio poesia”?
É verdade que há uma inundação vertiginosa, nas hostes literárias, de poesia ou daquilo que se insiste em dizer que seja poesia. Dir-se-ia, talvez, de um desarranjo cerebral poético do qual foi assaltada a população.
Mas sempre foi assim! Ora, um velho adágio popular já nos traz bem fresca a memória: ”de poeta e louco todo mundo tem um pouco”. O fato é que nos novos tempos, o aparato tecnológico anda “quebrando o galho” de quem pensa que é poeta, de quem pensa que é cantor, de quem pensa que é o que pensa. E assim a avalanche se torna iminente. E tome poesia. E tome cantoria!
Porém, quem tem autoridade para dizer quem é quem? Com todo respeito à fortuna literária do prof. Hildeberto, acho temerário alguém se colocar sobre tudo e sobre todos e descer a lenha. Sei que o crítico literário tem toda liberdade de exercer seu ofício e deve exercê-lo para o bem da própria literatura. Mas no seu mundo literário, no seu mundo poético, só abrir espaço para um T. S. Elliot, um Mallarmé, um Augusto dos Anjos é minimizar ao extremo o campo dos demiurgos.
Quando o professor diz da poesia “inundatória”: “A taxa de literariedade, se é que se revela alguma taxa de literariedade, é mínima, é baixa. Poeticamente estaria no quadro do mais cediço epigonismo”, é de se concordar. Porém, como se chega ao ápice da montanha senão galgando pedra a pedra. A poesia menor serve, inclusive, como parâmetro para se melhor classificar a densidade, a literariedade de uma produção.
Portanto, exprimindo as entranhas do meu parco conhecimento literário, não sou de concordar, embora respeite, com as posições “in totum” do artigo do eminente professor. .
aroldo camelo de melo

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