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Hein!?

Adalberto Santos
Nem o 'Basta!' é mais o 'Basta!'...

Se ainda existe um ponto em que somos todos iguais, esse ponto se chama desgraça. A desgraça da violência, da fome, da estupidez e da falta de caráter. Já não suportamos tamanha redundância em conclusões, toneladas de soluções, piadas e críticas ácidas que já não acrescentam nada. Vamos pular as frases cheias e ir direto ao assunto. Devemos cantar à piedade, à nossa piedade... Vamos cantar aos miseráveis, essas sementes mal plantadas...








Blues da Piedade
por Cazuza e Frejat

Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já nascem com cara de abortadas

Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm

Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas minicertezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia

Pra quem não sabe amar
Fica esperando
Alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada

Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem

Quero cantar só para as pessoas fracas
Que tão no mundo e perderam a viagem
Quero cantar o blues
Com o pastor e o bumbo na praça

Vamos pedir piedade
Pois há um incêndio sob a chuva rala
Somos iguais em desgraça
Vamos cantar o blues da piedade

Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem

Essa gente � careta e quer encaretar os outros, tirar-lhe a visao, ne, Weberth, comanda-la. MAs tem nada nao, apesar delas a luta continua. Piedade, embora. Abra�os.

"Os pobres são o próprio sangue vital dos esquerdistas, atraindo ativistas e apoio na intelligentzyia e – principalmente, talvez – permitindo que a esquerda se entregue à auto-congratulação como uma classe que se “importa.” Mas, se eles realmente se importam, eles deveriam querer saber quais são os fatos e quais são as reais conseqüências de suas várias medidas paliativas...Mas, por que deixar que meros fatos coloquem em risco uma inebriante visão?"

Autor: Thomas Sowell, doutor em Economia, colaborador do Hoover Institute.


http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5042

Weberth, achas mesmo que devemos pedir piedade. Pena!! Desculpa, penso que a hora é de reação.

Não entendi.

Meu amigo,
A violência e a miséria brasileira chegaram a um nível de barbárie que nem mesmo o "Senhor" com todos os seus poderes celestiais conseguiria pacificar. O desvio de investimentos destinado à causa social tem promovido o que nos bate a cara – a fragilidade e morte da população pacífica e, milhões de miseráveis, analfabetos e desempregados reféns de um milionário programa assistencialista.

Adoro este Blues da Piedade, e canto junto com Cazuza. Mas acho que é preciso mais do que cantar.
Concordo com vc sobre o apenas discordar, criticar ou apontar soluções mirabolantes. Como vivo dizendo, já é mais do que tempo de agir. E agir como cidadãos que somos (ou deveriamos ser) participando ativamente de todo processo político-social do nosso país. Discursos só não bastam. É preciso ter ação, ter coerência e não esquecer que somos todos educadores em potencial, portanto responsáveis por aqueles que acreditam em nós, que nos vêem como modelo. E é a nossa ação que será multiplicada!
Nossa... que discurso este! rs... É que me lembrei de tantas coisas! rs...
Beijos querido.

Caro Weberth,
Aproveito o teu post e o mote da Loba para informar que na internet existe uma rede de blogs combativos. Uma ação contra concreta e que o Miolo de Pote pode somar.

Para melhor entender a nossa paralisia é só ler o “O Voto da Pobreza e a Pobreza do Voto – A ética da malandragem” da Maria Lucia Victor Barbosa.
Uma boa semana!

Gosto da maioria das músicas de Cazuza, entre elas está "Blues da Piedade". Não sei se ela seria emblemática na questão que tão bem abordas no post. Entendi que o realce é súplica, perdão, entre outros sentimentos sobre mazelas sociais.

Sabe que eu colocaria outra música junto com a do Cazuza. Colocaria Geraldo Vandré..
Caminhando e cantando e seguindo a canção, somos todos iguais braços dados ou não...

Vem vamos embora, que esperar... Quem sabe faz a hora não espera acontecer.

Tá na hora dos brasileiros mudarem esse jogo, dizer basta. União é força, e devem estar iguais não na desgraça mas nos pensamentos e consciência de mudanças urgentes.
Beijão
Soninha

Weberth, passando de novo por aqui melembrei de te dizer: adorei esta imagem trabalhada! Ficou muito legal, viu?
Beijoconas

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