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Palimpnóia

De conceitos e preconceitos


Éramos colegas de curso. Ele advogado, eu professora. E viramos uma dupla compulsoriamente inseparável. O sorteio nos juntou e nem Deus separou. Mas lá pelo meio do curso eu já pedia aos céus que me livrasse de carga tão pesada. Ele era paulistano e tinha aquele sotaque italianado que tanto me agradara no início do ano. Mas o sotaque, junto com os irritantes e constantes trocadilhos, passou a me dar alergia. E ainda por cima se achava habitante do primeiro mundo!
Arrastando-se como a carregar correntes, o ano terminou e nunca mais o vi. Na verdade, nunca mais pensei nele, tão grata estava por tê-lo longe de mim. Mas a minha relação com ele deixou marcas profundas. Tomei verdadeira antipatia por paulistanos. De forma completamente irrazoável, coloquei 18 milhões de pessoas no mesmo saco e joguei-os no fundo da minha consciência.
Fui a São Paulo várias vezes desde então, mas sempre por motivos profissionais e ficando lá o tempo estritamente necessário. Cruzei a Ipiranga e a São João vezes sem conta, mas foi na Av. Paulista que um dia aconteceu. Fui roubada. Mais do que roubada. Fui atropelada por dois rapazes, jogada nos braços de um terceiro que me levou a bolsa e me deixou de boca aberta e olhos arregalados. Não era a minha primeira experiência no ramo. Parece que tenho escrito na testa que sou uma vítima confiável, porque já perdi a conta de quantas vezes fui roubada na rua, dentro do carro e até em casa. Mas ser assaltada numa cidade desconhecida e enorme como São Paulo foi apavorante. Em estado de choque fui levada para uma lanchonete e me deram um copo d’água. No meio do meu desespero, fui acalmada e terminei na casa de um casal que nunca vira antes.
Nessa mesma noite, já confortavelmente sentada na poltrona do ônibus que me levava para casa, ainda amargava um sentimento novo e estranho. Estava com vergonha de mim mesma. O que me acontecera serviu para que eu me visse como realmente era. Eu que sempre tivera um lindo discurso contra o pré-conceito, era tão preconceituosa como pessoas que eu condenava. Durante muito tempo construí e transmiti uma imagem completamente equivocada dos paulistanos e eles me devolveram com gentileza e solidariedade.
Vim pensando em como é fácil construir um preconceito. Mesmo que este meu preconceito não tenha tido uma carga discriminatória relevante, mostrou-me que sou tão vulnerável às construções equivocadas quanto qualquer outro ser humano. E o quanto isso pode ser prejudicial, especialmente quando não nos percebemos preconceituosos.
Talvez por isso seja tão difícil combater o preconceito. Porque sequer sabemos a extensão dos nossos próprios. E por não saber, vamos transmitindo nossos conceitos e preconceitos através de palavras e ações, inconscientes ou não. E construindo esta terrível e cruel rede discriminatória em que vivemos.


Foto: Av. Paulista - http://www.cidadedesaopaulo.com/

Affffff, tô procurando onde postar no vermelinho e não acho, rs*... Acabei chegando aqui!!! ADOREI!!! parabéns pela casa [é nova?]

Eu estou de casa nova, a uol travou minha conta e mudei para cá - somos vizinhas, agora, rs*. Quando puder passe para conhecer o novo recanto!!!

Espero que você aproveite bem o seu tempo livre, Euza, querida ;o)

beijos

MM

Ps: depois passo aqui com calma para ler os posts

Olá, obrigada por visitar o Business Opportunities Brasil. Já conhece o Virtual Entrepreneur? É só seguir o link ;)

Gostei daqui e adoro a Santa :) Vamos manter contato.

Forte abraço,
Cris Zimermann

O preconceito, como o egoísmo, estão presentes em todas as pessoas, embora muitas não saibam disso e até neguem. O que varia de pessoa pra pessoa é o grau desse preconceito ou egoísmo e o sincero desejo de amordaçá-los. Já passei por uma tentativa semelhante a essa tua na Av. Paulista, mas dentro do metrô de S.P. Pode uma coisa dessas? Mesmo assim sei que há paulistas e paulistanos dignos da nossa admiração. Meu beijo.

repito nélson rodrigues: não há solidão maior q a cia de um paulista

Haaaa... Vale não! Vale não!

Parece que leu meus pensamentos Euza. Minha próxima coluna ia falar justamente da cidade de São Paulo e dos paulistanos. O foce era justamente a violência e o comportamento da sociedade meio ao caos. Como sabe, sou mineiro e vivo aqui há 4 anos. Fui rassaltado 3 vezes, uma a mão armada. Foi uma experiencia de prova com a realidade em que escolhi para viver.

Mas São Paulo tem muitos contra-pontos. Por exemplo; a origem de 90% de seus habitantes, que são imigrantes de outras cidades brasileiras e também de outros países.

Tudo porém, tive vivencias ainda piores viajando pelo Brasil... Incidedntes do tipo em Fortaleza, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Coisas absurdas também.

Com tudo assumo meu preconceito. Condeno piamente a marginalidade, sou vítima e tenho que abrir mão da minha qualidade de vida por causa dela. Repudio também o descaso governamental e até mesmo o nosso como cidadãos em relação ao tema. Pratico cidadania e faço a minha parte na sociedade, o meu preconceito talvez não seja uma amargura pessoal, e sim o contraste entre visões diferentes do mundo.

São Paulo é o mundo em um só lugar. Eu amo esse lugar.

Na verdade vim agradecer a sua passagem pelo meu blog e dizer que gosto muito do Blog da Loba ... mas não encontrei nenhum link pra comentar por lá ... Beijos

Olá amiga: novamente aqui apreciando sua escrita semanal. Pois é, de conceitos e preconceitos todos nós vivemos. Um bom tema para análises, já que é muito difícil - em uma sociedade de tradição cristã (ou falso-cristã)- combater tais arroubos conservadores.

Um beijo sem pré-conceito...

Euza
Seu texto toca num ponto fundamental: a preconceitualização de coisas e pessoas impede que olhemos com nitidez e verdade o que está diante de nossos olhos.

Um grande abraço.

Engraçado, eu falava sobre isso ontem com meu preto. No caso meu preconceito era o namoro de um conhecido de 18 anos com uma jovem de uns vinte e tantos, recém separada e com três pequenos filhos.Discutimos se seria preconceito ou não dizer que era uma roubada onde um garotão se metia. acabamos sem resposta e enveredando pelas dificulkdades de um relacionamato assim.
ó, saudade que eu tava de seus escritos, viu? e fui lá e quase fico doida procurando a caixa de comentários. a senhora queria que fosse aqui, né? rs. beijos!

De preconceito entendo bem pois sofro na pele na medida em que minha atividade profissional não é considera trabalho.
Um bom dia.

Helena,
Estive desplugado por três dias enquando meu PC fazia atualizações para melhorar nosso desempenho. Fui para o mato e voltei a mil. Na estrada li em um caro a seguinte frase: "Lulla a nova praga da agricultura". Realmente algo precisa mudar. A mudança traz a esperança, a última que morre. Abs.Jarbas do Aparte.

Eu deletei de vez o preconceito da minha vida, no dia em que entendi que todos somos, inevitavelmente, CERUMANOS! rs. Bjoca!

Loba, caríssima. Eu entendo tão bem de preconceito! Desde que meu filho Down nasceu, tenho convivido de perto com as dificuldades das pessoas em aceitar "diferenças"...Se qualquer "pequena" diferença é mal aceita, imagine então, o tamanho do preconceito ao qual assisto, quase diuturnamente, com relação ao meu filhinho.
Você já é minha conhecida. Sabe do que falo.
Quanto ao seu texto...ele é, como sempre, devidamente oportuno.
Beijos.
Dora

Admitir que tem preconceito, é um passo para não tê-lo. Rever os nossos conceitos sempre será fundamental.
Agora, o que não aguento são aquelas pessoas pseudo-libeiras que acham tudo lindo e falam que não tem preconceito nenhum. Isso é tão falso...

Todo mundo tem preconceito. Ninguém resiste em julgar e colocar critérios de qualidede em tudo. O preconceito ressalta as diferenças, embora seja justamente isso a mais admirável das leis da natureza.

Olá Loba!Preconceito é assunto sério e muito discutido ainda.Tenho procurado riscá-lo de mim.Obrigada pela visita linda.Amo verdadeiramente suas palavras vindas do coração.Que bom que adorou o espaço...aquele antigo [http://www.indirazinha.zip.net]ainda está no ar até agosto...e a história desse novo está lá no último dia que escrevi...29 dia do meu aniversário e dia que ganhei uma borboleta de presente de um amigo, o Bill[http://www.prahoje.com.br/bill]vamos conversar a respeito...você pode me enviar um email indialegria@gmail.com ou me add no msn indirazinha@hotmail.com ...enquanto isso visite-me http://www.prahoje.com/india beijos!

é mais fácil construir preconceitos do que destruí-los. Mas não devemos ser preconceitousos contra os preconceituosos. é um processo. ser tolerante aos intolerantes é um desafio.

Euzinha, minha amiga Loba, iniciei a leitura de sua crônica e comecei a sentir cumichòes na pele, arrepios de desgosto. Voce sabe, sou Paulista, Paulistano e acima de tudo BIXIGUENTO, pois nasci e vivi no outrora melhor bairro de São Paulo, a Bela Vista ou, ainda, o velho Bixiga.
Então leio a cronica toda e fiquei mais desgostoso ao saber que os vingadores desse seu sentimento preconceituoso por Sampa era, nada mais nada menos, que um bandinho de sacripantas, de pilantras de meia tijela que grassam por minha Paulicéia Desvairada.
No entanto, depois de lida e digerida, sua cronica me pareceu, como sempre me pareceram seus escritos, uma verdadeira maravilha.
Adoirei
É chato ser repetitivo no encerramento de um comentário, mas só sei fazedr é te elogiar. Valeu!

Oi Loba, eu aqui pela primeira vez e cá pra nós adorando. Sabe, já há tempos venho pensando sobre esse tema e você o expôs de forma clara e objetiva. Preconceito é um círculo vicioso ou lei da ação e reação. O preconceito vai e volta. Já passei por situações bem parecidas como a sua, é comum ouvir sulistas se referindo aos nortistas de forma pejorativa e/ou vice versa. Outro tipo de preconceito é a rejeição de pessoas portadora de deficiência, a falta de informação aliada ao preconceito tem raizes profundas. Sei pq tenho um sobrinho autista e lidamos diariamente com esse tipo de situação. Tudo ao nosso redor muda a todo instante e é preciso tempo para que a gente se adapte e saiba conviver com as diferenças. É preciso que o homem entenda que o preconceito é prejudicial para qualquer tipo de relação harmoniosa. Um beijo querida e parabéns viu, a página é excelente!

Loba,legal demais o texto e auto critica(sua(e nossa.temos sim,muitos preconceitos.O barato disso é nao ter medo em admiti-lo(nao precisamos sair aos berros dizendo isso,mas sabendo onde é a pedra no sapato!)bem,por relaçao de raça(sou judeu)sofremos discriinaçoes milenares,pecha de ganaciosos,o matador de Jesus!Tudo,levando culturalemnte a intolerancia que só atravanca a verdade do relacionamento humano.Fora isso somos todos parecidos na dor,no medo,amor,sonhos.Preconceito creio é MEdO do outro(ignoranica do outro)odiamos aquilo que desconhecemos.Um dia a gente encontra uma situaçao igual a sua e descobrimos o outro lado da face:o melhor do humano, a solidariedade qu nao tem mdo de cor,raça,sexo,religiao.Ótimo texto.Boa tarde,Loba.Grato pelas palavras de incentivo lá em casa.Abraço.dexy

NÃO JULGUEIS POIS NÃO SOIS REIS.
Acho que é não julgar ninguém jamais, sei lá tô mais lunático que o normal, hoje acordei com os versos do Renato Russo: É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã. Cara, hoje pode ser o último dia.
EU ADORO OS CONTOS DA LOBA, A EUZA É DEMAIS. A LUA TÁ CHEIA E UM UIVO DE GRATIDÃO PRA ELA,
Euza Loba EU TE ADORO.
MUITO BÃO O ESCRITO.
Beijão.

Muito bom, falar sobre preconceitos ajuda a romper os de quem os lê.
O preconceito é uma doença cultivada e disseminada. É como uma planta daninha que destrói um jardim inteiro.
A maneira como expuseste revela como eles se instalam mesmo que de maneira ingênua.
Beijo Euza Palimpnoiada

coincidência ... eu falava ontem com um amigo sobre isto. Como as vezes sem perceber nos tornamos tão intolerantes com o outro por conta de conceitos e pré-conceitos que nem nos damos conta inicialmente ... e de repente tomamos uma rasteira e somos obrigados a encarar a realidade.
ótimo texto!
;-)

Oi LOBAEUZINHA LINDA QUERIDA!Não achei o lugar do comentário no seu blog!Eita acho que existem milhões de formas de preconceitos.E na maioria deles nem nos damos conta, pois alguns são adquiridos desde que tentamos conseguir entender o mundo! Meu papi sempre diz, que todos tem o direito de fazer todas as coisas que querem, desde que não prejudique ninguém!Mas veja só a incoerência disso ... tem coisas que eu não posso fazer porque prejudica seu sossego hihihi!Você escreve divinamente, absorve minha atenção de forma total!Fico feliz que sarou da gripe e está tão bemmmm uahuahuah!!Beijokinhas docinhas de cerejinha em seu expressivo e dinâmico coraçãozinho!

Lobinha, às vezes o (pré) conceito está imbuido em nossas (re)ações q naum nos permitimos uma segunda (re)avaliação, ms é sempre bom qdo reflitimos sobre nós mesmos, a partir dissu podemos mudar o q parecia imutável.
Beijos Poéticos.
;***

O PRECONCEITO É UMA QUESTÃO CULTURAL E PASSA PELA EDUCAÇÃO FAMILIAR. É NA PRIMEIRA INFANCIA QUE COMEÇAMOS A CONSTRUIR OS VALORES MORAIS E ÉTICOS E É CLARO QUE ISSO VEM DA FAMILIA. PORTANTO, É PRECISO REPENSAR OS CONCEITOS QUE PASSAMOS PARA NOSSOS FILHOS.
PARABÉNS PELO TEXTO, MUITO BOM.

Querida, ainda não parei pra pensar se tenho preconceito. Conceito sei que tenho muitos, a ponto de ser didático até demais.

PS - estou te esperando no 4º Episódio da minissérie DULCINÉIA.

Beijos, gatona!

mais paulista é mesmo discriminado em todo o resto do país... só pq somos da metrople, somos um dos maiores centros comls do mundo, temos gdes e boas faculdade, tudo qto é estrangeiro vem prá cá, redes de supermecados enormes, cultura pipocando em todas as esquinas ( e não só na Ipiranga com a S. João..rs)...
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk..
e nem somos prepotentes e metidos por causa dessas coisas! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...
Eu amo sp! Não consigo ficar longe (e já tentei, não foi uma nem duas vezes...rs). Mais essa coisa de pré-conceito é um bichinho danado q vai pras entranhas da gente sem nem fazer barulho... rs.. A gente pega um exemplo e acha q é regra... normal. Por mais q nos policiamos, somos humanos, né?
Não dá pra admitir, qdo o precebemos, q ele continue a existir...
Beijos Euza!!! rs

EuzaLoba..

Desculpe ainda não ter feito o comentário, mas estou 12 horas na sua frente, e chego tarde, cansada.. Mas não esqueci vc querida.Xii aqui já é quarta a noite rsrsrs.
Preconceito nem sempre temos consciência do quanto ele faz parte de nós e do nosso dia-a-dia. Infelizmente aqui no Japão enfrentamos muitos preconceitos, pq alguns "brasileiros" desrespeitaram as leis, os constumes, todos que aqui vivem recebem um Rótulo, pessoas que não são confiávies. Tbem enfrentamos problemas para renovar visto de permanência, a quarta geração já não consegue mais entar no Japão.Essa situação piorou depois que um peruano, violentou, matou e esquartejou uma criança de 7 anos.Agora precisamos apresentar um documento de Atencedentes Criminais, enfrentamos a maior burocracia e infinitos problemas por causa do preconceito. Quanto a Sampa, já tem muito tempo que não vou até lá, mas tenho um paulistano que dorme na minha cama todos dias e é super gente boa...Boa Semana e um beijãoooo

Soninha

Ahram. Também é dificil pra mim tb. O preconceito talvez seja algo inerente no ser humano. Mesmo eu que me oponho ferrenhamente ao preconceito, às vezes cai esse erro. Muitas vezes é algo involuntário.
É algo que já está instalado.
Eu sei que precisao me curar de muita coisa, e o pouco preconceito que eu tenho é uma delas.

ótimo texto.
ótimo espaço.

Pois é... o tal dos valores mentais nos coloca em cada situação.

mesmo a contra-gosto, tenho meus preconceitos... infelizmente!

beijo grande.

Loba, querida, somente agora li seu post sobre os paulistanos e fico feliz por você ter descristalizado uma idéia pré-estabelecida ;o)...... Eu tenho várias delas, mas vivo tentando exterminá-las, rs*

beijocas,

MM

Ps: volto a dizer tá muuuuito bonito esse blog, as cores, as imagens, a diagramação, os textos, o nome, tudo. Parabéns!

Euza,

Não é preconceito o que vc sente pelos paulista. É que vc é ante-egocentrista. E o paulistano é um egocentrico por formação cultural, consequência da centralização do desenvolvimento econômico, industrial e financeiro da região.Obrigado pela visita. A sua colega Helena vez por outra passa por aqui. Obrigado conte comigo. Abs. Jarbas

(são paulo hoje amanheceu caótica), ótimo texto Euza.
beijo

Oi Euza !
Não sei se posso chamar de "preconceito passivo" uma forma de pensar em relação à outrem , e que não passe do simples "pensar". Que não demonstre sua antipatia , digamos assim , fazendo uma propaganda aberta de idéias próprias, seja contra um ou vários.Penso que desta forma , pessoas que ainda não tem a opinião formada sobre determinado assunto , não serão influenciadas por outros , que já estão até "armados".
Como exemplo de "preconceito ativo" eu cito o IRRESPONSÁVEL vice-presidente do Senado italiano , que de forma comprometedora ,
disse que os italianos ; lombardos , calabreses e napolitanos ,venceram uma seleção sem identidade , escalada com negros, muçulmanos e comunistas !!!
Mas este sr. não se deu conta do cargo que exerce nem das conseqüencias que suas palavras poderiam ou podem ter?
Por isso Euza ,penso q se Vc guardou p si a sua anterior forma de pensar, sobre os paulistanos , ou se pouco a divulgou , pouco dano causou , se é que causou algum !!
Já o político italiano...tomara que não tenha acendido um pavio!!
Adorei seu texto .Me fez pensar bastante sobre preconceito.
Bjs
Taís

Esse seu amigo devia ser uma candura, por inspirar essa afetação com relação aos paulistanos. Ponto positivo foi que ninguém a influênciou, sendo o conceito formado a partir de você. Isso é preconceito?? Preconceito pra mim é tudo aquilo que não parte de nós, mas que vem influenciado de outras pessoas.
Algumas coisas não conheço e tenho pré conceito, as vezes bom e as vezes ruim.
Tive vários pré conceitos que felizmente já foram dismistificados.
Bom fim de semana!! Beijus

Veja vc, como se passa essa construção dentro de nós? Surge um pensamento, e logo caímos no erro de generalizar, reduzir ou distorcer o significado. Aí, minha doce contista, é terrível olhar o espelho, simplesmente irreconhecível nossa imagem, não é assim? Parabéns por discorrer tão livremente sobre a questão. Meu abraço !

Oi Euza,
Adorei o texto. Já discutimos muito sobre o assunto uma vez no "sindrome de estocolmo", é um assunto que dá panos para a manga, mas quanto mais a tona, quanto mais discutido mais fácil será de abrir os olhos de muitas outras pessoas que estão a ler.
beijos Beth

Minha cara,


realmente apreciei a leitura inteligente e racional que aqui li. Na verdade é sempre bom quando passamos por experiências que nos ensinam o quanto errado podemos estar, ou até mesmo, mais que isso, o quando podemos ser egoístas... Egoístas sim senhora, porque em nosso ego inflado, que pode ser maior do que a conta de Bill Gates (tudo bem, isso é uma hipérbole, claro!!!), passamos a considerar apenas a nossa opinião como certa, generalizando e rotulando a tudo e todos que podem nos incomodar, apenas porque não estão inseridos nos padrões que nós tabulamos como "nosso próprio padrão" e daí passamos por uma situação que nos dá um safanão e diz... "Ei, a realidade não é bem assim!" é preciso abrir os olhos, e ver sempre além do que teimamos em superficialmente enxergar!!!
É fácil censurar os outros, mas é sempre difícil aceitar a censura que outros nos impoem... É preciso sempre observar e não apenas ver, aquilo que está diante de nossos olhos, pois um julgamento apressado, pode não apenas magoar quem é vítima dessa opinião pré-formada, mas até, a nós mesmos... Ademais, quantas vezes na vida, algo que detestamos, é examente aquilo que posteriormente fazemos? Quantas boas amizades podem inexistir apenas porque achamos que aquilo ou aquele a que vemos, não nos é adequado, e nos incomoda, porque foge de nossa conservadora regra... Mas já diz o ditado, que o feio aos olhos de quem ama, belo lhe parece... é tudo apenas uma questão de ponto de vista... E quando conseguimos nos livrar de nosso próprio medo de conhecer novidades e diferenças, seja através de uma paciente e resignada aceitação, ou través de um confronto civilizado de opiniões, podemos enxergar o Mundo de um modo muito mais humilde, quando vislumbramos que o mundo é muito maior do que essa limitação que conhecemos...
Não estou dizendo que sou liberal, sem preconceitos, moderninha e perfeita... Mas como ser humano, sou passível de erros e com eles possp sempre aprender, me tornando alguém melhor... Afinal, eu não tenho um mundo próprio... Mas tenho um universo de mundos, que me ajudam a compor o meu....

Boa escolha o tema "preconceito", especialmente abordando um tipo não muito comentado que é o relativo às naturalidades.
Natural de outro estado, fui acolhida por São Paulo. Já fui assaltada aqui, no Rio e em Salvador. O mal, assim como o bem, faz parte do ser humano e, portanto, está em todo lugar. O importante é viver e um prazer ler suas crônicas. Ray.

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