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Palimpnóia

Correta ou incorreta

Hoje acordei querendo passar longe de questões sociais. Resolvi me alienar propositalmente porque estou no meu primeiro dia de férias compulsórias e pretendo passar o resto do mês falando, pensando, agindo como se fosse Alice e este fosse o país das maravilhas!
E fui tão fiel à minha própria promessa, que me esqueci desta coluna. Sentei-me para escrever sem sequer imaginar sobre o que queria falar. Perdi-me olhando o telhado que fica exatamente à frente da minha janela. De repente, um gato negro e de olhos esquisitamente amarelos apareceu. Gatos são engraçados. Eles param e ficam nos olhando como se fôssemos um ser extraterrestre. Mas aquele gato me fez lembrar de uma antiga superstição da minha avó: ver ou encontrar um gato negro é sinal certo de azar.
Fiquei pensando nisso. Que azar maior alguém pode ter do que engrossar a fila dos mais de 10% da população desempregada? Já tive a minha cota, portanto o gato que fique olhando para mim, porque a superstição ainda não me seduziu. E também porque acho que não sou politicamente correta no que se refere aos animais – respeito-os, mas minha grande afinidade é com o ser humano.
E o “politicamente correto” cresceu à minha frente. Lembrei-me que tempos atrás fui convidada a escrever um texto sobre este tema. Juro que tentei. Mas concluí que não sei o que é isso. Tudo que consegui pensar como politicamente correto me pareceu chato e coercitivo. Sem contar que o advérbio “politicamente” anda me dando comichões. E as comichões que desejo são de outra natureza – aquelas que antecedem o prazer, pode apostar!
Portanto, querido leitor, para que você não saia com a sensação de que perdeu seu tempo lendo a Palimpnóia, deixo uma sugestão: leia novamente O Estatuto do Homem de Thiago de Melo ou me diga o que é ser politicamente correta – ou incorreta, se preferir.

quando vc desconbrir, minha doce loba, por favor, pode me avisar? esses patrulhamentos ideológicos ao logo da vida são terríveis. eles nos colocam fardas e nos colocam numa fila indiana. o bom mesmo é ser éticamente correto, quando assim, puder ser. claro que não estou fazendo apologia ao que não é ético, pelamordeDeus. Falo que somos carne e osso, e como tal, passível de sermos vís e egoisticamente incorretos. Ui. E isso é hora pra falar nisso? Caí da cama como Karl Marx, e seu materialismo histórico, estou cansadíssima. Beijo, minha musa.

Aff mana... esse termo "politicamente correto" não me agradou/agrada muito não.. parece coisa inventada para confundir, para ludribliar ou mascarar personalidades e o que é pior para impor VERDADES e REGRAS...

Por detrás do politicamente correto existe sempre uma VERDADE, uma IDEOLOGIA...

Sei não rs...

Como canta Cassia Eller: Quem sabe eu ainda sou uma criancinha... risos, então só peço a Deus um pouco de malandragem, pois sendo criança eu não conheço a VERDADE rsss

Um beijo sabor de croissant.. Humm.. delicia.. to escrevendo e comendo..

Smacksssssssssss

Eita!

Estou aqui com meu cafezim na mão... Como todos os dias - café com Miolo - é muito bom. Sem contar as saborosas linhas da Loba. Uma propriedade e ao mesmo tempo muita liberdade no que expressa. Gostei muito da Obra do Picasso, tive o prazer de ir apreciar todas elas na OCA aqui em Sampa. Também tenho "o estatuto do homem" música em mp3, se lhe interessar, envio... Acho que vai gostar.

No Mais até semana que vem... Com Palimpnóia pá nóis. bração pro cê!

Lobinha

Não estou conseguindo pensar sobre que é politicamente correto, acho que está ligado ao fato do Brasil ser um país que nunca foi politicamente correto, desde a História do seu descobrimento.. estou ainda inserida nesse contexto..RSRS. Mas hoje não fui trabalhar, andei descalço, curti os filhotes, comi demais, e estou leve. Portanto menina, curta suas férias, deixe a vida te levar, trabalho vai pintar na hora certa. O Estatuto do Homem, foi escrito em 1964 e ainda é super atual, sinal que poucas coisas mudaram na política mundial, lembra um pouco a música dos Titãs: Epitáfio
Beijocas

Lobinha o comentário anterior é meu, esqueci do nome..
beijos
Soninha

Nem me fale em politicamente correto! Acho que esse termo está em desuso, e que devemos fazer tudo ao contrário que os políticos fazem! (rs*)Li rapidamente o texto, me desculpe!! Hoje vim correndo só pra me despedir!! Aproveite suas férias compulsórias! Beijus

Euza essa foi demais!

Não há nada mais autoritário do que a cobrança do “politicamente correto”. Lembro o barulho que a opinião pública fez contra a cartilha Politicamente correto & direitos humanos (lembra?) encomendada pelo Planalto a um comunista jurássico. Estarrecido, João Ubaldo na época deu o pontapé inicial na polêmica. Considerou a Cartilha o ingresso de uma era totalitária, em que o governo institui normas sobre as palavras que devemos usar. A distribuição da cartilha foi rapidamente interrompida (só mais uma trapalhada...), os 35 mil gastos jogados no lixo. Beijos.

Agradeço suas palavras carinhosas no meu blog
.

Eu lembro de uma entrevista que li com um filósofo inglês (depois tento lembrar o nome do cabra), onde ele definia o politicamente correto como a nuvem radioativa que acompanha uma explosão atômica... rs. Bom, o Thiago tem alguma coisinha que me desencanta, e até hj eu não sei dizer o que é - mas ele foi amigo de Neruda, o que serve pra amenizar. Já o Estatuto é um caos, portanto, corretíssimo! :D Bjoca.

Ihhh! Adoro gatos pretos, adoro-os! Acho-os de ums mistério tão lindo, sei lá pq. Quanto ao "politicamente" tb tenho comichões com esta palavras, tb quero minhas férias alienadas, tia Euza. Com certeza ;). Beijo grande.

não gosto de politicamente correto! Aliás, piadas, por exemplo, tem que ser politicamente incorretas, ou não tem graça nenhuma.
Temos de ser bem humorados, sem perder o sentimento ético no fundo.
Gatos? tenho pavor de gatos!

Não há nada que me faça conspirar à polis, nada. Porque a polis é um indivíduo multifacetário e sem ouvidos. Nem polis nem espiritus, apenas corpus et anima

Querida Loba
Ser politicamente correcto é estratégia, é andar à moda, ser "maria vai com as outras". O contrário pode ser desastre, mas também denúncia, luta pelo que é justo, ser genuínamente uma pessoa com dois dedos de testa para pensar.
O livro quando vai ser publicado?
um beijo
Daniel

A política, entre nós, está tão por baixo que a expressão "politicamente correto" é pura invencionice de quem tem complexo de poder.Por isso são naturais as comichões que sentimos ao ouvir tal despropósito. O que nos salva é a suavidade, o lenitivo de seu texto, de sua linguagem. A Loba está se esmerando ao máximo. Parabéns. Cronista é assim, ganha admiração por saber falar com arte de algo que, no linguajar corrente, é simplesmente insosso.

Gatos não me agradam,causam alergias e as temidas coceiras [não àquelas que queremos] que coçam e empolam,rss
Politicamente Correto o que é? em que contexto esse termo hoje se aplica? Caiu em desuso,virou chacota...
Adorei "seu não saber o que escrever".
Dia lindo querida,
beijosssssssssssssss

Minha querida, posso falar das superstições? Então vou falar. Acho que é querer encontrar o culpado antes mesmo que o crime aconteça.
Não sou supersticioso. Nunca fui e nem nunca serei. Não faz parte da minha intimidade com Deus, que Nele acredito.
Adoro a sua coluna. Tenho a sensação de que vc está sentada aqui comigo, me contando um "causo"... rs
Beijos, minha gatona!

Meu blog de contos/crônicas: http://napontadolapis.zip.net

oi Rodrigues... rssss. Tenho um filho Rodrigo, parecido,né? Vim antes aqui e fui ler o "Thiago" (olha só a intimidade) e fiquei navegando por ele, que esquecí de ti. Isto me acontece muito.
Agora lembrei que ficaste me esperando voltar (rsss)e tive que reler a crônica.
Vou respeitar tuas palavras e resolví virar espelho. Este mes vais atravessar muitos espelhos se quiseres viver Alice...
Beijos palimpnoiados

PS: talvez um dia eu fale sobre gatos... e cães, e pássaros.

A expressão politicamente correto para mim é completamente politicamente incorreta. Partindo de um princípio que se espera que a tal designe um comportamento adequado, coerente, de convivência entre as pessoas, prefiro pensar que é preciso ser humano e fraterno. Ser político enquanto ter uma postura perante as situações vividas, tudo bem, mas sabemos que, há muito, ser político se adequa as conveniências de cada um. Bastaria nos reconhecêssemos humanos, portanto, passíveis de falhas, e agíssemos com fraternidade uns com os outros independente de credo, gênero sexual, classe social, raça e tudo o mais onde insistimos em apontar as diferenças.
Sinto muito pelo tamanho do comentário, mas este é um assunto que me mobiliza.
Bju

Acredita que eu não sabia que dava azar encontrar um gato preto?!Seja bem-vinda amiga à fila dos desempregados...estou nela há um certo tempo!!!Beijos.

Hummmm, quantas novidades...vim matar saudades, e acabei conhecendo mais um cantinho, toda emocionada aqui...adorei! Beijos mãe-Loba... muuuuuuuuuitas saudades!!!!! boas férias

Cada bicho no seu habitat. Gatos em casa jamais.

Politicamente correto???
É bem relativo.
Entramos no amplo espaço da ética e moral.
Explicações??
Por favor, eu também nem definiria por não saber.

Falou, vou me alienar um pouco hehehe

bjos

É Loba, modismos à parte, o politicamente correto é o que vai sendo burilado e polido pelos que viveram e vivem nas “polis” desde a Grécia a inventora da democracia. O político, se puro na época, o que seria difícil, no conjunto com seus pares, buscava ordenar a convivência entre mandatários e cidadãos, estes entre si e aqueles.
E tanto houve de invasões, batalhas e guerras neste mundo perturbado por todos contra todos que não se conhece a paz a não ser pela definição da palavra e nada mais. Costumes foram impostos, outros miscigenados por imitação (veja-se o copismo desta nação brasileira com o que se abriga aqui vindo dos EEUU). Há ONGs (atrás de dinheiro fácil) que primam por “farjutice” querendo comboiar mudanças (quando quem faz a língua e os costumes é o povo. Tivemos como foi lembrado, por Santa a desditosa “Cartilha do politicamente correto” engendrada por tecnocratas engessadores de opinião sob as asas do Nosso Guia. Tentar amordaçar a imprensa, dizer ao povo o que falar, cultuar a falta de instrução, impor “sistema de castas”, instituir o roubo organizado nas esferas dos três poderes, tem que nome?/Beijos

"Perdi-me olhando o telhado que fica exatamente à frente da minha janela..." A poetisa maior que a cronista influenciou este texto que nos convida a discorrer sobre um tema, mas que abre espaço para a discussão de muitos outros. Simplesmente porque se permitiu divagar olhando pela janela. Para mim isso é ser politicamente correto: é estar tão em paz com a consciência que nossos atos dão liberdade ao outro. bj! Ray.

achou mesmo, em algum momento, que eu iria me privar de te visitar em qualquer lugar? sei que não. ando quieta, sim. mas em atividade sempre. hoje e dia, ou vem de muito tempo atrás, ser correto ou não, passou a ser questão mesmo de livre cara-de-pau; nada a ver com livre arbítrio. ainda me sento e pasmo com o que vejo, leio, ouço. ainda me causa frios pela espinha, saber que podemos mudar e que nos limitamos a esperar que alguém comece. entendi que o recado é assim: faça você a sua parte, pequena como seja ela. mas faça. belo texto, Loba. belas expressões da vida que por voc~e, ão passa mesmo incógnita, mas se revela. beijos!

Finalmente cheguei aqui, viajando pelas pradarias virtuais, noutra toca da Loba que me toca sempre mais. Entre o negro gato de arrepiar fico com a Melodia de Luís e o toque Lobaticamente cool-reto acertando os contos com a jam nela...

Euza, gostei desse ar de distração, do olho do gato, (felizmente, longinho, que também tenho alergias...) O texto ficou tão levinho, que fico sorrindo do "politicamente correto", hoje uma expressão tão falada, né? Mas cadê a prática? Vou dar uma olhada no Estatuo. Vale ver.
Meu abraço e carinho.

Apenas para dizer que Estatudo do Homem, de Thiago de Melo merece uma moldura, e colocação na sala de visitas. Meu beijo.

Querida Loba! Entre gatos pretos e esquecimentos de escrever a coluna e perda de emprego...sobressai a fatídica expressão" politicamente correto". Entendo que esse é um conceito inventado e mal definido, cujo verdadeiro sentido, justificativa e finalidade ninguém sabe ao certo...E cada um faz uso dele em proveito próprio, para colocar o dedo no nariz do "outro" e acusar o próximo. Eu, particularmente, o entendo como "ética" social. Sem patrulhamento, sem coerção, sem tirar a liberdade do outro( contanto que não tolha a minha própria...rs).
Mas é um texto muito leve e vivo o seu, entretanto, que não nos convida a discussões pesadas, não acha? O Estatuto do Thiago é que é vale!!!
Beijos, dona cronista!
Dora

Lobinha, tentei deixar comentário aqui, ms acredita q o blogspot me vetou? Num sei pq...Será q tem alguma coisa contra? Naum sou politicamente corrtea em meus comentários? rs...bobeira...
Bom, ms refaçu o q tentei fazer, c disse, vc é uma pessoa surpreendente, seus textos conseguem sempre (re) construir nossas visões, conceitos, reflexões, enfim um leque de novas (re) descobertas...Vc é sempre versátil seja q for o tema, te admiro por issu e td q vc é, única.
Beijos Poéticos.
;**

Oi Euza ! A expressão citada por ti, me traz dois enfoques:
Nº1) O da malandragem . O sujeito toma aparentemente a decisão "politicamente correta" . Mas a intenção do benefício próprio existe , e está habilmente(ou não ) mascarada. Esta , nem precisa exemplificar!
Nº2)A decisão está "politicamente correta" , mas não seria a decisão escolhida por aquele que detém o poder desta decisão.Eu cito Pôncio Pilatus . Segundo conta a história ,ele fez de tudo para salvar Jesus . Este , conspirava contra si mesmo , na escolhas e no sentido q dava as palavras. E o povo teve sua chance de escolha . Votou pela punição de Jesus e pela libertação de Barrabas .
Por isso , penso q estar bem informada sobre todos os aspectos que podem determinar o rumo de uma sociedade , é decisivo na hora do voto. Vide : "(Nós!)O Povo" versus Barrabas & Jesus !
Obrigada pela oportunidade que me dás , de reflexão e expressão sobre o tema.
Bj p Vc

Euza, querida!

Eu não curto muito essa coisa de "políticamente correto", pois parece mais uma imposição da cultura americana com suas regras engessadoras do que a liberdade no uso das expressões que melhor nos apetecem no momento. Já bastam as tentativas de "enquadrar" a imprensa feitas pelos nossos (in)digníssimos representantes. E o tal manual apresentado pela turma do batráquio beberrão, que determina como devem ser denominadas certas coisas?

Melhor ficar mesmo com o Thiago de Mello, cujo Estatuto do Homem merece todas as honras e homenagens. Ou, na falta dele, com o gato preto mesmo, cujo olhar fixo, no mínimo nos hipnotiza e leva nossas emoções em vôos inimagináveis...

Beijos, carinho, saudades.

Oi Lobita, primeiro faço questão de agradecer sua visita e leitura dos meus rabiscos, ainda mais neste momento que passo por uma fase árida de letras e rimas.`
Sobre seu questionamento "para saber o que é politicamente correto, não saberei responder mas sei, com certeza, que não estamos no "país das maravilhas" e, sei ainda que nos meus tempos de juventude, "politicamente incorreto" era sair pelas noites caçando gatos pretos ou de qualquer outra cor (à noite todos os gatos são pardos) para com seu couro suprir os tamborins da minha sempre campeã Vai-Vai.
Beijos

Na minha humilde opinião de quem está aspirante a escritor( ou tentando estar)... escrever é trangredir e viajar na imaginação. Se ficar preso ao politicamente correto, tudo fica chato demais.
linda coluna!!!!

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