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Palimpnóia

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A pergunta que não respondi


Sempre ressuscito na segunda-feira. Porque a noite de domingo invariavelmente me mata um pouco. Esta segunda me acordou com uma dúvida cruel: corto ou não corto os cabelos? Gosto dos cabelos da Fafi Siqueira e eles combinariam com meus óculos quase vermelhos. Mas gosto também das madeixas rebeldes e encaracoladas que me dão ares remotos da década de 70. E que combinam com quaisquer óculos!
Uma vozinha interior, aquela chata de sempre, me lembrou que as horas passam por mim. Deixei a difícil decisão para depois e me sentei para o café da manhã. Automaticamente uma mão pegou o leite e a outra os jornais. Ler jornais antes de começar o dia é um masoquismo que conservo há anos. E para variar, caíram sobre mim todas as notícias que eu até posso precisar saber, mas bem que poderia ser depois do almoço.
Imediatamente a postura mudou. Política, guerra, crimes – me lembrei desta coluna. Segunda é o dia de escrever algo que preste. E a pergunta da Ray bailou frente aos meus olhos: este mundo tem jeito? Fiz a pergunta em voz alta e recebi um olhar de espanto do marido. Gostei e resolvi repeti-la. Agora, diretamente para ele. Quem sabe uma discussão à mesa do café não me inspiraria?
Com olhar de quem-está-perdendo-a-hora ele se levantou: não venho almoçar, tenho outra reunião. Um beijo e lá se foi ignorando completamente minha necessidade de inspiração. Mas levo a sério o que me proponho e passei a pensar em como escrever sobre o jeito do mundo. Lembrei-me que há alguns anos a ONU fez um pacto com vários países, inclusive o Brasil, para que todos se comprometessem com a promoção da cidadania. Mas o que aconteceu de lá para cá? Pergunta boba, me respondi. O que existe é um expressivo retrocesso na qualidade de vida, sobretudo nos países em desenvolvimento, e uma brutal soberania dos fabricantes de guerra.
Parei por aí e fui me vestir. Mas o tema é instigante demais para ser posto de lado assim, assim. Enquanto me vestia, daquele jeito confuso de escolher várias roupas, fatos e fotos viraram um filminho na minha cabeça. E o que sempre sobressai quando penso nas dores do mundo são as crianças. Crianças morrendo na guerra, crianças morrendo de fome na África e as nossas crianças comendo lixo, cheirando tíner, já na universidade do crime. As crianças, estas que são o nosso futuro.
Mas nesta linha de raciocínio seria quase impossível descobrir um jeito para o mundo. Dei no cérebro um giro de 180 graus e concluí que mais interessante seria escrever sobre esperança. Não é fácil ter esperanças, mas é necessário. Eu, especialmente, não consigo viver sem acreditar que amanhã ou depois as coisas podem mudar. E a chata da vozinha voltou a me lembrar: esperança sem ação, morre na contramão! Não se espante, leitor. Esta rima é ridícula, mas inventei esta frase para usar comigo mesma, com meus filhos e meus alunos. É que realmente acredito nisso. Para mim, esperança necessita de investimento pessoal. É preciso engajamento, idealismo, é preciso abraçar uma causa e lutar por ela. Mudanças não acontecem por acaso ou por milagre. E fiquei por aí, porque havia uma entrevista de emprego me esperando.
A manhã passou, fiz tudo que precisava e estou aqui neste palavrear maluco. Não consigo escrever sobre nada especial e nem sei responder à pergunta da Ray. Mas sei acreditar nesta imagem aí de cima que peguei da Valéria. E sei também que preciso ir ao cabeleireiro para tratar da minha auto-estima. Afinal, preciso dela para dar consistência à vidinha das minhas poucas, mas queridas, crianças. Estas que me fazem acreditar que estou contribuindo para que o mundo tenha jeito.

Imagem sem autoria trabalhada por Valéria C - http://pensar_e_um_ato.blig.ig.com.br/ .

Euza
Bom Dia!!
Você acorda cedo..rsrs já postou..Minha terca-feira já acabou...
Seu texto fala de esperança, e concordo contigo. Como escrevi no seu blog, eu acredito nos homens e tenho esperança de mudanças.
Beijão, boa Semana
Soninha

Oi, Loba.
Ou seria Euza?
Às vezes me confundo, porque você é poética em tudo.
Moça, li com interesse, cada linha, e não tenho críticas a fazer (como de costume pelo e-mail), porém um comentário leve. Gostei das suas dúvidas domingo-segunda. Gostei das dúvidas sobre o cabelo-auto-estima. Gostei disso-e-daquilo, mas o que eu adorei mesmo foi o trecho: "...Com olhar de quem-está-perdendo-a-hora ele se levantou: não venho almoçar, tenho outra reunião. Um beijo e lá se foi ignorando completamente minha necessidade de inspiração...". Menina, não é que isso acontece com quase trocentos por cento de todas as pessoas que precisam do diálogo para a inspiração? O outro, a outra, os outros, os etc, estão sempre dispostos a virarem as costas. Alguns, mais gentis, ainda dão um beijinho de despedida.
Mas... apesar de tudo, a poesia sobrevive, a política também.
Apesar dos domingos e das segundas.
Agora, a imagem da criança aí em cima. Sem comentário. Só perde para aquela que você postou no "Corpus", em que aparece uma vaca "alimentando" um ser absolutamente esquelético.
Dessa maneira, não tem domingo, segunda, terça, quarta... que resistam.
Dá vontade de jogar a toalha e desembarcar desse mundo. Sem intenção de ressuscitar na segunda.
Vou deixar pra você alguns doces, tá?
Quem sabe a sua terça...
Beijos, Euza.
Doces, Loba.
Vicente (Com a mão na consciência, ou melhor, na consistência).

"esperança sem ação, morre na contramão!"
Achei esta rima ridícula não. Há nela muito mais do que o rimado; há um brado. Mobilização, Euza Noronha. Mobilização. Nos mobilizarmos diante do visto. Mas, para que nos mobilizemos, preciso é que não mais ignoremos o que é visto e não aceitamos.
Bju em seu coração
P.S.: tô de volta

Por falar em inspiração a minha sumiu. Ando às voltas comigo mesmo, sem tempo para o mundo. Puro egoísmo, eu sei. Beijos de quem procura sinais de esperança.
Assis Freitas

Estou com muita dificuldade de comentar no blog da Loba, então vim pra cá te ler...
È tudo muito louco mesmo, mas precisamos ter consciência acima de tudo e tentar pelo menos fazer o nosso voto valer a pena, n ão ficar pensando nele apenas até o dia da eleição, mas cobrar o valor dele até a próxima eleição...
Como sempre seu texto é muito bom querida...
Postei la no ventania também.
A Imagem é " DUCA"...
Beijusssssss

Nada me dói mais do imagem como essa, da Valéria. Pra mim, toda criança deveria habitar num mundo cor de rosa (ou azul se for menino...rs), cheio de comida, guloseimas, brinquedos, artes,, e pessoas boas cuidando delas...
Transformar esse mundo q atual/te é negro num mais colorido é dificil, mais olhando pra essa imagem (e tantas outras), sabendo do q acontece com essas, com as nossas crianças, não há como se acomodar. Acredito sim, q cada um fazendo a sua parte, as coisas vão melhorar para elas, nosso futuro.

Beijos Loba!!!

Gostei da tua crônica Euza. A auto-estima é necessária para que possamos trnasmitir incentivo e otimismo, para que se transforme mais além em ação. No entanto, a fome em nosso país é uma mazela de algumas décadas, e, se a mudança não viér de cima,não tem jeito. Uma união do povo, só com boas palavras nada resolve. vão encrobrí-las com sua verborrágica ilusão de que estamos em franco progresso. Políticamente estou desiludida, mas, como vc, mantenho a esperança nas pessoas. Será um longo processo até podermos olhar todos os rostos infantís sem fome.
Beijos

"esperança sem ação
morre na contramão."
eu tambem gostei da rima.
beijos

Este mundo não tem jeito e vai continuar sem jeito.
Nem sequer é falta de esperança, é apenas realismo.
Para que as coisas melhorassem a nível mundial, seria necessário, por exemplo, que as populações dos países mais ricos abdicassem de uma parte significativa da sua riqueza. Mas a maioria não quer, nem os governos se arriscam a isso, pois seria a sua queda.
A China, outro exemplo, está invadindo a Europa com os seus produtos. A pretexto da exploração da mão de obra infantil, que é verdade, há em curso uma espécie de boicote a esses produtos. Porque comprar aos chineses equivale a aumentar o desemprego na Europa.
No fundo, quase ninguém dos países mais desenvolvidos está disposto a ajudar os outros à custa dos seus rendimentos.
E sem melhorar o nível de vida continuaremos a ver os mais pobres a alimentar o terrorismo com as suas franjas mais fundamentalistas.

Excelente a sua crónica.
Um beijo.

vindo pelo convite da amiga e irmã loba, muito bom seu texto.
precisamos de uma cultura de educação e paz. paz!!!! sabe lembrei do gentileza, e da música q o gonzaguinha fez pra ele.
gentileza gera gentileza!!!!
a marisa monte fez uma também. ms a do gonzaguinha, é demais.
beijo e muita luz, saúde,prosperidade e paz. paz pra todos nós!! o mundo precisa de PAZ!!!

Loba, é sempre muito bom ler os teus textos, tão consitentes e de uma consciência implacável. E, essa coisa de Esperança, realmente é o que nos move, nos fazendo lutar por idais nossos ou sociais. Acredito muito no que vc disse, que esperança só é válida quando é concreta, quando nos impulsiona à tranformação. O que vejo hoje é um mundo calamitoso onde se faz guerra por nada, e infelizmente, uma juventude descomprometida, faltam ideais, faltam utopias.
Tambem creio na mudança, de dentro para fora. Sendo que, o que eu faço de bom é que refletirá na sociedade e, caso faça o meu melhor o mundo melhora junto.

Loba, querida!

Sua crônica de hoje, leve e delicada, não deixa de ser também o grito que está sendo dado na blogagem coletiva proposta pela Laura. A consciência do voto e a aceitação da nossa própria responsabilidade podem traduzir a esperança num amanhã um pouco melhor. Um amanhã sem, ou com menos crianças famintas, horrorizadas pelas máquinas de guerra e prontas para entrar na Universidade do Crime. Um amanhã em que a lágrima seja substituída pelo sorriso nos olhos dos nossos pequenos. Nós podemos. Nós devemos lutar por isso.

Beijos, com todo o meu carinho.

Uma bela crôncica

Ah minha amiga!
Eu também penso muito nesse assunto e quando me lembro quanta miséria há por aí, e quanto dinheiro jogado fora com besteiras!
Por que onde há guerra, fome, miséria (especialmente a África)ninguém toma partido, os países simplesmente ignoram o fato? Dói meu coração pensar em cada criança que mal tem o que comer, que é mais osso do que pele!
A foto da Valéria é chocante...
O problema disso, é que infelizmente não depende só de nós...precisamos de uma nação inteira se mobilizando!
Beijos

Boa tarde, Loba!!!

Na verdade, minha cara Euza, com poucas palavras venho dizer que sempre me pergunto de manhã e a noite se este mundo tem jeito e sabe o que ouço o silêncio!!!! Sempre eterno e impertinente! Daí me lembrei... Sabe o que vovó diria? "Quem cala consente!" Daí, logo temos uma resposta... Mas daí, também me lembrei daquele pensador do qual não recordo o nome agora de jeito nenhum, que diz que você é aquilo que você faz de melhor... Logo, não me tem serventia alguma ficar apenas criticando e dizendo que cada qual deve fazer a sua parte... Pois que me interessa a conduta alheia, se eu tenho tantas decisões a tomar, que de algum modo salvem esse mundo e me ajudem a encontrar uma solução, por menor que seja? Ora... Você não escuta!? Ouça com mais atenção e sinta o silêncio....


BOA SEMANA!!!!


Hasta luego!

Hummmm....completamente tontinha, mas conseguí chegar...lí tudo lá e aqui e esquecí o que ía comentar. Acredita?!

você sabe, pelo que já conhece de mim que eu acredito! eu acredito que as pessoas são e serão capazes de parar com o lamento cotidiano e partir pra ação cotidiana...que, mesmo que seja pequena....é melhor do que a letargia... manoel de barros disse assim:"É no ínfimo que eu vejo a exuberância" e é!
beijo beijo e obrigada por usar a imagem ;)

Desculpe,LOBA,estou muito amargo e decepcionado com este mundão.
Não creio que haja mais jeito não. Infelizmente creio que entramos num caminho sem volta.
Bjos!

* E a pergunta da Ray e agora sua, também bailou frente aos meus olhos: este mundo tem jeito?* - Pego a bola que vc jogou e com ela retida por pouco tempo digo que tem, é claro que tem jeito, desde que a paz seja feita entre judeus e árabes e que o islamismo não queira se impor à força como religião universal; desde que o ecumenismo religioso
naturalmente tome pacificamente o lugar das odiosas disputas pela venda de lugares no céu e desde que as potências nucleares transformem todo seu poderio bélico para gerar energia pacífica; desde que cesse a espoliação de recursos minerais, petróleo, vegetais, sobre os povos pobres produtores e desde que o G-7 diminua ou venha a abolir os subsídios aos seus produtores de alimentos; desde que cesse o consumo de tóxicos; desde que cesse a indução à prostituição infantil; desde que se prenda todos os pedófilos; desde que...

Oi Loba,
Meu pai é um senhor de 90 anos, um homem que jamais assistiu a um jornal na tv. Uma vez perguntei a ele o porque e ele respondeu que já tinha problemas demais e n~eo queria o dos outros. não sei o que esta história tem haver com o seu post, mas quando li foi a primeira coisa que me veio a cabeca.
é claro que temos de viver de esperanca senão como será, mas fácil morrer de vez do que viver por viver. O interessante é que existem milhres de pessoas que lutam por causas justas , milhares que sacrificam suas vidas por outras, milhares que abandonam tudo por uma causa justa. Mas esta infelizmente não vendem jornais nem dão IBOPE. Por todas essas que lutam calados é que não devemos desistir e continuar lutando e vivendo. seu post até que foi legal pois hoje estamos todos blogando por causa da violencia.
Beijos

Neste teu linguajar simples desfias tantas questões... a começar pelo começo, cortar ou não cortar os cabelos... no meio de um mundo de fome e guerra, num mundo de medos e agressões, nós nos permitimos saídas para deixar mais leve a vida. No meio de uma questão séria nos distraímos com nosso trivial, ou visual. Em meio a grandes questões, as meras questões nos levam adiante.
A esperança nos move a seguir vivendo e quem sabe atuando pelas melhoras que delegamos a outros.
Carinhos Euzona

Euzam Esta é uma pergunta realmente dificil de responder. É como aquela frase que diz que 'o brasil é o pais do futuro'. Só que o futuro nunca chega. Quero acreditar que este mundo tem conserto. E refletir sobre o tema já é o primeiro passo. Parabéns. Um beijo.

Não podemos perder as esperanças, não podemos perder a jovialidade de encarar os desafios da vida. E está certa, se não podemos consertar o mundo, vamos consertar o que existe ao nosso redor. Se cada um cumprir o seu dever de cidadão, poderemos juntos mudar o mundo! Beijus

Euza,

Você disse tudo: não existe "esperança sem ação...e investimento pessoal". Se souberem ler vc vão encontrar muitas respostas. Gosto de segunda feira. Abs. Jarbas

Cada um tem q fazer a sua parte, e quem sabe um dia tudo pode mudar??
A palavra é FÉ.
Boa semana

Euza, não podemos ter resposta para tudo. Seria muito sem graça, né? Beijão.

Loba, respondendo a sua pergunta (não encontrei espaço no seu blog para isto), não tenho a história pronta. Tenho alguns episódios que havia criado, a maioria deles com Dulcinéia e que foram publicados no antigo flog. Como resolvi criar a minissérie, dei mais espaço pra Andie. E isto não foi em razão dos feed-back. Achei que Andie é o efeito plástico-visual da história e que merecia transitar mais. Daqui a mais ou menos uns 3 episódios, vc verá que Dulcinéia vai tomar conta do pedaço. Também, outros personagens surgirão. Esses vão entrando na história, como Yana Bahra...
Os feed-backs até agora só interferiram no meu coração. Vejo pelos comentários que desperto algo nas pessoas e isto é muito bom para o processo de criação. Não creio que mude o curso da história que vem tomando forma na minha cabeça. Pode ser que sim... Afinal, nós que escrevemos (e vc é mestra nisso) sabemos que nos surpreendemos a nós mesmo.
Bom, desculpe ter escrito tanto. Te adoro, minha querida. Beijos!

Excelente sua crnica, amiga. Concordo contigo, é preciso participar mais da vida deste nosso país. Temos que saber votar sim, mas não nos esquecermos que cidadania é bem mais do que saber escolher seus representantes.
A imagem é impactante e ilustra bem o que vc deixou nas entrelinhas.
Beijos e boa noite.

Belo texto.. bela crônica...
Sempre busco inspiração nas coisas do cotidiano... busco a simplicidade do meu dia-a-dia..Abraços

Positivo, Loba! Nesse turbilhão de questionamentos sai uma constatação primordial: devemos ter esperanças. E vc as tem a cada dia.
Meus beijos, gatona! Boa semana!

Não existem perguntas sem respostas, umas nem precisariam existir de tão óbvias.
Todo questionamento de segunda se dissipa ao longo da semana quando até o cabelo deixa de ser relevante ao olhar essa imagem chocante e real[pior,é real].
Querida,elogiar seus textos? vou nada,rss
linda noite
beijosssssssss

Euza !Qto mais crianças crescerem com os ensinamentos do amor e da ética dentro de si , maiores serão as chances de um mundo melhor para todos.Bjs p ti!

É preciso idealismo, engajamento, abraçar a causa...principalmente, dando amor e luz á crianças que, precisam acreditar num mundo melhor.
Lendo coisas assim, a gente acredita mais na vida... e nas pessoas.

OI LOBAEUZINHA LINDA QUERIDA! Hum...uma boa dica é cortar só uma parte na frente, assim dá pra usar preso com os repicados de curto, e soltos encobrem acho legal!Esperança e ação é a solução!Agora depois de ler os depoimentos do Marcola demora se a acreditar nela de novo aff!Nosso País sendo tropical e de bom clima com muita água doce de rios e tb no sub-solo é uma terra fértil. O que falta é ter uma administração correta na distribuição de terras e apoio de acordo na agricultura!Dai nenhuma criança passaria fome!E Depois a educação e saúde !O resto seria consequência ! Aí nisso eu aposto, pois, teria futuro com certeza! Beijokinhas docinhas de chocolate mel e cerejinha em seu magnífico e vibrante coraçãozinho!

S2 Veri S2

Oi querida adorei seu comentário...se corta ou não corta?Eu ando com essa dúvida cruel há dias...mas com certeza ela balança para o sim...Beijos!!!

Só mesmo a esperança pode nos levar a continuar buscando um jeito para o mundo, porque a ONU, coitada, virou um instrumento dos donos da vida e da morte no planeta. Beijos.

De fato, já me perguntei isso diversas vezes. Até hoje meu grande obstáculo é achar uma resposta, uma resposta que me sacie. Mas ao mesmo tempo, acho errado isso. Apenas achar uma resposta e me sentir satsifeito. Não, puramente errado.
Ao invés de procurar a resposta, eu devia (ou devíamos) moldar a resposta, criá-la, fabricá-la.
Com cada um se movendo e fazendo nem que seja um mínimo de ação estará contribuindo apra que o mundo tenha jeito.
Basta querer.

Ótima reflexão Euza. Pensarei mais nisso e falarei mais (em meu blog).

beijos

Querida Euza
Como li algures há uns dias: a esperança foi aquele sentimento que Deus deixou ao Homem, pois ele não precisa de o ter, pois não tem o tempo... Então, sem ela não saberíamos mudar o agora, para que o futuro deixe de ser uma ilusão.
Um beijo
Daniel

Loba,texto sempre necessario(agua mole em pedra dura tanto bate até que fura!)vale para a ideia da mobilizaçao e consciencia.desistir ,nunca.nao deixar que os maus ucupem o poder por todo o tempo ou por muito tempo.Gahndi assim dizia.Verdade que a laldade,a perversidade é da natureza humana,verdade tambem que ao longo da historia evolutiva desejamos um possível relaçao de harmonia social.Mas..ainda nao vencemos a ganacia e desejo do poder que domina e oprime.Evoluçao é processo e processo longo.Este deve ser o maior desafio da natureza humana:vencer a si proprio,o seu lado irracional e cruel,sermos capzes de bem trabalahar isto.utopico?Agir reque mais que imitar,é criticar os valores e muda-los.Cada ser pensante pode dizer dos incomodos e alterar as regras.Digo isto lá no meu blog desta semana.Pontuo situaçoes e queria mais vozes para pensar alto e discutir sem timidez ,desmsitificando crenças que sao deleterias a nossa razao.Provoco:O HOMEM CONTEMPORAENO FEZ UM ACORDO COM A REALIDADE.NAO A MUDA NEM DELA TOMA CONHECIMENTO,MAS EXIGE QUE ELA SATISFAÇA SUAS EMOÇOES(..)é preciso mais..CONSCIECIA.Excelente artigo,Loba.abraço.

Loba,texto sempre necessario(agua mole em pedra dura tanto bate até que fura!)vale para a ideia da mobilizaçao e consciencia.desistir ,nunca.nao deixar que os maus ucupem o poder por todo o tempo ou por muito tempo.Gahndi assim dizia.Verdade que a laldade,a perversidade é da natureza humana,verdade tambem que ao longo da historia evolutiva desejamos um possível relaçao de harmonia social.Mas..ainda nao vencemos a ganacia e desejo do poder que domina e oprime.Evoluçao é processo e processo longo.Este deve ser o maior desafio da natureza humana:vencer a si proprio,o seu lado irracional e cruel,sermos capzes de bem trabalahar isto.utopico?Agir reque mais que imitar,é criticar os valores e muda-los.Cada ser pensante pode dizer dos incomodos e alterar as regras.Digo isto lá no meu blog desta semana.Pontuo situaçoes e queria mais vozes para pensar alto e discutir sem timidez ,desmsitificando crenças que sao deleterias a nossa razao.Provoco:O HOMEM CONTEMPORAENO FEZ UM ACORDO COM A REALIDADE.NAO A MUDA NEM DELA TOMA CONHECIMENTO,MAS EXIGE QUE ELA SATISFAÇA SUAS EMOÇOES(..)é preciso mais..CONSCIECIA.Excelente artigo,Loba.abraço

Comentando atrasada... Importa-se?
Mas, tenho acúmulos de idéias, durante o texto todo...
Falo somente da esperança e da ação de se conscientizar dessa palavra mesma: ESPERANÇA. Que se concentra nas crianças de hoje...
As crianças que ainda não se "contaminaram" com as mazelas mentais.
Escutei uma pessoa falando sobre um caso interessante: se colocarmos duas crianças com mais ou menos 3 anos de idade, juntas, sendo uma brasileira, de família católica, e a outra, muçulmana, negra, elas logo começarão a brincar...Sem perguntas, sem questionamentos, sem preconceitos...
Quando elas deixarem de brincar e passarem a se "perceber diferentes"...a dificuldade se inicia...
Lembrei-me disso( entre as outras milhares de idéias), ao ler seu artigo e ao ver a imagem da Valéria.
Essa esperança na inocência é que eu queria ver cultivada, nos tempos de hoje...
Ah! Vou parar...
Beijos, Lobinha!!
Dora

Respondeu sim, Euza, respondeu. Falou em esperança e em ação. Respondeu. Das vozes que se seguiram, comentando seu texto, apenas uma ou duas demonstraram apatia e desalento. A maioria concorda que cada um fazendo sua parte pode fazer este mundo ter jeito. Gostei especialmente de alguns comentários: Cássio Amaral, Flávio Otávio, Valéria, Clarice, Manoel Donini, S2 Veri, Daniel Aladiah e Dexy. Da sua crônica destaco a escolha do tema "criança faminta", coincidentemente o que me motiva as ações cotidianas em busca de um mundo melhor. Deus lhe abênçoe porque estou naqueles dias em que outra pergunta ronda: vai valer a pena? Seu texto já respondeu: SIM. beijos! RAY

Pego carona com o Dácio...desde que...Falar mais seria chover no molhado. Beijo.

Eis, minha cara, a pergunta que não quer calar. Será que o mundo tem jeito? Existirá uma nesga sequer de esperança principalmente para as crianças?
Um bom texto evidenciando o que todos indagam atualmente.
Eu, em particular, não acredito neste mundo imundo. Vejo o ser (que se diz) humano cada dia mais desumano. Sei não, posso até está errado. Mas que tudo anda de cabeça virada, isso lá é uma verdade palpável.
Uma boa sorte!

Beijos duvidosos...

Querida Euza, por mais duro que seja pensar sobre esse tema, verificando em cada esquina como está a cidadania de nossos irmãos, nossas crianças e velhos,não podemos nos deixar invadir pela tristeza, pois essa é desanimadora, tira nossas forças criativas. E como vc mesma vem sugerindo, sigamos esse veio do rio da esperança, com ações que nos coloquem na mão da história dessas crianças, que esperam por uma palavra, um gesto,um olhar. Penso na falta de contatos positivos na vida dessas meninas e meninos. CONTATO, con-tato. Apaixonadamente, vamos trabalhar dentro de nossas possibilidades amorosas,e o mundo terá jeito. Beijos.

Euzinha,
euzinho muito ocupado com otrabalho só consegui ler teu texto neste Domingo e. então, o domingop acabou e a segunda chegou.,..
Valeu, valeu, valeu e me preocupou...
O que será que devemos fazer para tentar consertar o mundo?????
Braços cruzados: NUNCA!
VALEU!!!!!
Beijos

Fico tranquilo em saber que há alguém neste lugar, pessoalmente prefiro não estar. O engajamento me parece muito perigoso para a arte, mas é claro que pode haver este tipo de utilização dela. A fotografia é chocante, muito eficiente. A arte tem se valido deste tipo de contato que tenta despertar pelo desagradável. Talvez alguém diga 'mas é a pura verdade'. Bom, não vou entrar nestes méritos. Tive a oportunidade de ver esta mesma cena com uma criança índia lá no Pará, ela estava só se alimentando, feliz, e era tudo verdade! Talvez nestes tempos precisemos ser contundentes, talvez. Mas talvez seja apenas uma questão de opção. Na história sempre houveram os contundentes, a maioria deles sobreviveu à história. Loba você me deixou contundido. Mas, bom... contundido pra melhor. Grande abraço!

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