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O Martelo e a Bigorna


O alento da Loba



Desde cedo fui motivado pela pérola chapliniana que afirma ser a persistência o caminho do êxito. Que o diga tantas e tantas paqueras de outrora, que vencidas pelo cansaço acabavam sucumbindo a promover-me namorado, mais pela minha insistência do que por qualquer outro predicativo.
Insistindo aqui, forçando a barra ali, perseverando mais adiante, essa tem sido a dinâmica que historicamente vem governado as minhas ações. Num esforço quase descomunal, o sujeito tem que buscar transcender a si e a suas limitações, eis o ritual da superação.
Muito me inquieta quando a Euza Noronha afirma que para alguém manter uma coluna é necessário, antes de tudo, ser um cronista. Se assim o fosse, ou se eu tivesse o bom senso de reconhecer que assim o é, neste espaço já estaria aberta mais uma vaga para colunista. Mas vejo o universo dos blogs como algo que personifica uma existência didática, espaço de divulgação de idéias que não são castradas diante de uma política editorial restritiva, incapaz de dá voz aqueles que se aventuram a trilhar o caminho das letras.
Longe de serem ridículos, os blogs de adolescentes que devotamente escrevem todos os dias acontecimentos do seu cotidiano, como se o fizessem em um diário, atuam como uma espécie de mão professoral. Um eficaz mecanismo para disciplinar a escrita, não apenas como uma prática corriqueira, mas como um exercício que se encaminha rumo ao aprimoramento literário. Portanto, longe de me considerar cronista, intitulo-me como um mequetrefe da literatura virtual, um marinheiro de primeira viagem que utiliza o ciberespaço para trocar idéias e disciplinar a escrita. Acredito que, entre tantas outras, esta é a função literária dos blogs.
Portanto, não fiquemos constrangidos ao comparar nossa produção a dos grandes ícones da literatura nacional, a menos que tentemos fazer da produção literária o que fizeram eles, um ofício cotidiano. Mas quem, como eu e tantos outros blogueiros que têm na produção intelectual do blog somente um hobby, devem apenas lamentar que deste universo o que nos falta mesmo é o cheiro de mofo.
Faço minhas as palavras do antropólogo Evans-Pritchard, uma vez que os homens devem julgar suas obras pelos obstáculos que superou e as dificuldades que suportou e, por tais padrões, não ficar envergonhados dos resultados. Assim é o mundo das letras, um exercício de superação e disciplinamento intelectual.

Pois vc escreveu e escrevendo fez a coluna do MIOLO. Acredito na superação minuto a minuto, não somente na literatura e nos relacionamentos, mas também no cotidiano. Não há por que se preocupar com a afirmativa da Loba, em suas veredas de pensamento criativo. Uma mestra da brincadeira de escrever. Parabéns pela provocação literária. Abraço.

Rivamar Guedes ! Se você fosse um mequetrefe literario com se intitulou, não sei o que eu seria...
Não sei também se a Loba( Neuza ) tem razão, mas você é um colunista de primeira, pelo menos faz as pessoas sentirem gosto em le-lo.
Abraços.

Menino, e não é que vc tem razão?
Não leve em consideração minha auto-exigência. Quero sempre mais que sei, que posso, que devo! Sou uma chata e estou ainda mais chata ultimamente! rs...
Ainda bem que leio muitos blogs e estou lendo você - que, aliás, gosto desde o primeiro texto! Embora não tenha dito no meu texto, com vocês, os companheiros blogueiros, tenho aprendido muito. de verdade.
Beijo grande.

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