<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538</id><updated>2011-07-14T18:30:44.924-03:00</updated><title type='text'>MIOLO-DE-POTE</title><subtitle type='html'>...TEXTOS INTELIGENTES QUE FALAM SOBRE QUASE TUDO...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Nu com a minha musa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08592557786460220984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://i69.photobucket.com/albums/i46/lobamulher/adalperfil.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>118</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-4066296564619728513</id><published>2007-05-10T23:10:00.000-03:00</published><updated>2007-05-10T23:23:11.474-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_suO_FpTnsdk/RkPQ8FBDbmI/AAAAAAAAACM/WtPHYFelBuU/s1600-h/Tumulo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5063120136651894370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_suO_FpTnsdk/RkPQ8FBDbmI/AAAAAAAAACM/WtPHYFelBuU/s320/Tumulo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;AQUI JAZ&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;MIOLO-DE-POTE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#6666cc;"&gt;&lt;strong&gt;* 19 junho 2006&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#6666cc;"&gt;&lt;strong&gt;+ 12 março 2007&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-4066296564619728513?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/4066296564619728513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=4066296564619728513&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/4066296564619728513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/4066296564619728513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2007/05/aqui-jaz-miolo-de-pote-19-junho-2006-12.html' title=''/><author><name>Nu com a minha musa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08592557786460220984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://i69.photobucket.com/albums/i46/lobamulher/adalperfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_suO_FpTnsdk/RkPQ8FBDbmI/AAAAAAAAACM/WtPHYFelBuU/s72-c/Tumulo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-1626893756408877591</id><published>2007-03-12T10:03:00.000-03:00</published><updated>2007-03-12T10:11:37.231-03:00</updated><title type='text'>Filósofos e Juízes - Por Pablo Capistrano</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_suO_FpTnsdk/RfVPt5DEqLI/AAAAAAAAABc/e5uhfJHM_4w/s1600-h/gavel.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5041023007737555122" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_suO_FpTnsdk/RfVPt5DEqLI/AAAAAAAAABc/e5uhfJHM_4w/s320/gavel.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pablo Capistrano&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.pablocapistrano.com.br/" target="_blank" rel="nofollow"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;http://www.pablocapistrano.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo anda tão sinistro que peço licença ao amigo leitor, para iniciar uma série de artigos sobre um tema técnico. Calma. Não se preocupe. Meu objetivo aqui não é o de assustar ninguém com um rosário de citações estranhas e termos intrincados. Lembro da declaração do sábio Akiba, que viveu na Palestina entre os anos 40 e 135 d.c.: “Se tivesse em meu poder um intelectual, o espancaria como a um jumento!”. Pois bem, como vivemos numa época em que intelectuais correm o sério risco de serem espancados como jumentos (se alguém prestar atenção no que eles dizem, é claro) então vou procurar, nessa série, me afastar, por motivos de segurança e manutenção da minha integridade física e da minha propriedade literária, de jargões lingüísticos e de intricados conceitos técnicos.&lt;br /&gt;Falar de filosofia em linguagem de gente normal é uma tarefa difícil. Às vezes, mais difícil do que falar de filosofia na linguagem técnica de um filósofo. É como pedir a um neurocirurgião, que explique no jornal do meio dia, para a dona de casa e o estudante de nível médio brasileiro, a diferença entre um aneurisma cerebral e um derrame. No final das contas, é necessário algum poder de síntese, alguma falta de pudor em falar as coisas de modo impreciso, um certo descompromisso com o rigor dos conceitos, uma boa dose de humor e uma leve e distante vontade de que as pessoas entendam o que você está dizendo.&lt;br /&gt;Ou seja, tudo aquilo que um filósofo acadêmico despreza.&lt;br /&gt;Mas a filosofia é assim mesmo. Ela ama esconder-se. Quando mais você corre atrás dela, mas parece que ela foge de você. Por isso, na origem, o termo filósofo, ganhou essa conotação: “amante do saber”. Se tivesse a ver com o Direito o termo correto seria: “marido do saber”. Sim, porque, oficialmente quem sabe das coisas é o bacharel. Ele é o marido do saber. De papel passado, com direito a regime de separação parcial de bens e solidariedade familiar em caso de Divórcio. O juiz, ao contrário do filósofo, fez um concurso e por isso está casado com a sabedoria. Dorme com ela, acorda de manhã, toma café, almoça, janta e assiste as partidas da Copa do Brasil, na quarta à noite, enquanto ela, entediada, come um saco de pipocas no sofá.&lt;br /&gt;O filósofo, que difere do juiz justamente por não ter emprego público (a não ser como professor) e pelo salário, é o “amante da sabedoria”. Encontra-se com ela nos motéis clandestinos da verdade ou nos restaurantes psicodélicos da argumentação. Livre do tédio conjugal, o filósofo se ressente de não ter esse vínculo oficial com a sabedoria, ao passo que o juiz, sonha em se livrar dele (mantendo, é claro, o salário e pagando o mínimo de pensão alimentícia).&lt;br /&gt;Para se entender a natureza da filosofia é preciso remontar a relação entre filósofos e juízes, que está tão bem retratada no diálogo Eutífron, de Platão. Lá, Sócrates (o Ricardão da Filosofia) se encontra na escadaria do templo com Eutífron (o juiz, esposo da dita cuja). O juiz tem a obrigação pública de dizer o que é a justiça. Sócrates não. O juiz tem o dever de não entrar em contradição e explicar as perguntas que lhe são feitas. Sócrates não. O juiz está atrasado para mais uma audiência. Sócrates passa o dia na praça do mercado batendo papo com os amigos e fica irritado quando Xantipa, sua mulher, vem reclamar que não tem nada para cozinhar na hora do almoço. O juiz fica constrangido quando não consegue achar uma solução para o problema proposto por Sócrates (“O que é a justiça?”) e se envergonha quando deixa claro que a sabedoria só está casada com ele de papel passado, mas que se diverte com o filósofo nas horas vagas. Sócrates sente orgulho de “saber que nada sabe” e sua grande curtição é ficar procurando sua amante pelas ruas, esperando a hora em que ela resolva dar uma “rapidinha” antes de voltar para o templo, para o fórum, ou para o palácio real prestar expediente. Saber porquê algumas pessoas preferem ser juizes ao invés de filósofos é algo difícil, especialmente quando você não faz uma comparação dos contracheques. Nos próximos artigos vamos tentar compreender um pouco mais a natureza dessa estranha relação que os homens mantêm com essa tal “sabedoria”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-1626893756408877591?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/1626893756408877591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=1626893756408877591&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/1626893756408877591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/1626893756408877591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2007/03/filsofos-e-juzes-por-pablo-capistrano.html' title='Filósofos e Juízes - Por Pablo Capistrano'/><author><name>Nu com a minha musa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08592557786460220984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://i69.photobucket.com/albums/i46/lobamulher/adalperfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_suO_FpTnsdk/RfVPt5DEqLI/AAAAAAAAABc/e5uhfJHM_4w/s72-c/gavel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-7684444509695916140</id><published>2007-03-06T22:54:00.000-03:00</published><updated>2007-03-06T23:11:00.415-03:00</updated><title type='text'>(Repostagem)</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_suO_FpTnsdk/Re4eFs1C7mI/AAAAAAAAABM/ySwLjUXW1Hk/s1600-h/ggm.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5038998116355993186" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_suO_FpTnsdk/Re4eFs1C7mI/AAAAAAAAABM/ySwLjUXW1Hk/s400/ggm.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;HOMENAGEM A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;GABRIEL GARCIA MÁRQUEZ – 8O ANOS&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Gabo para iniciantes&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;Por Adalberto dos Santos&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O que é verossímil e o que não numa ficção, ou quais os limites que separam o real do fantástico em literatura? Questões que desde há muito fazem os estudiosos e que, muitas vezes, acompanham o leitor no ato mesmo da leitura quando diante de um enigmático emaranhado de fatos e relatos para os quais nem sempre obtém respostas. É o que se diz da leitura de um Kafka, de um Gabriel Garcia Márquez. Essa literatura causa certo estranhamento aos que nela se iniciam. Claro, literatura recheada de artifícios artísticos que, dominantes no texto, espantam o leitor. Por outro lado, em tal ficção, são os modos autênticos de expressão da realidade que proporcionam a grandeza poética através da qual ocorre o prazer estético esperado no ato de ler.&lt;br /&gt;Em Garcia Márquez, confessadamente influenciado pelo autor de O processo, o estranhamento é alentado por uma linguagem acessível, de teor bastante coloquial, embora os elementos ficcionais presentes nas obras envolvam de tal forma o leitor que este se veja assaltado em sua sensibilidade, a ponto de questionar: isto é aceitável, é razoável, é verossímil? Tomemos Cem anos de solidão.&lt;br /&gt;Romance mais popular de Garcia Márquez, traduzido para quase 40 idiomas, com mais de 30 milhões de exemplares vendidos no mundo inteiro, Cem anos de solidão (1967) narra a trajetória dos fundadores de Macondo ao longo de um século de história. Aldeia imaginada por Márquez, localizada num ponto remoto e distante de toda civilização, em Macondo conhece-se os Buendia (Úrsula Iguarán, José Arcadio, Amaranta, José Arcadio (filho), o coronel Aureliano Buendía, protagonista, Rebeca Montiel, Melquíades - os dois últimos, espécie de Buendía por adoção) e mais não sei quantos personagens que entram e saem de Macondo, morrem, desaparecem, enlouquecem e testemunham os mais extraordinários acontecimentos. Situações que extrapolam o convencional, aquilo que razoavelmente aceitamos como lógico e temos como próximo de uma realidade plausível.&lt;br /&gt;Há vários exemplos na narrativa, como a epidemia de insônia que afeta toda a Macondo, deixando a população sem dormir, sem lembrar os nomes das pessoas, dos objetos e da própria identidade, o dilúvio que dura mais de quatro anos, ininterruptamente, mortos que conversam com vivos, moças que voam, personagens que sobrevivem a seqüências de pestes e doenças de todos os tipos. Diante de tais episódios, inevitavelmente a pergunta: como é possível?&lt;br /&gt;Diríamos ao leitor surpreso, em linguagem atual, que ele está diante do que se pode chamar de “efeitos especiais da ficção”. Aí a ficção dá um giro maior que o mundo real do leitor e por isso o espanta. Acuado, ele não foge: é decifrar a charada ou perder a aposta. Em linguagem crítica, explica-se que se trata de uma realidade estritamente literária (apesar de poder ter sua origem em dados reais, vividos pelo escritor e recriados a seu modo), mas nem por isso menos real ou lógica que não possamos entendê-la.&lt;br /&gt;O estranho dos acontecimentos responde pelo poético nome de “realismo mágico”, ou “realismo fantástico”, prática ficcional de que faz uso Garcia Márquez em seu trabalho artístico e que consiste, segundo João de Melo, numa atividade simples e simultaneamente deslumbrada, recorrendo aos grandes temas sociais, sem dúvida, mas envolvendo as realidades descritas numa auréola de sonhos, crenças e rituais lendários. Assim, no mundo imaginário criado pelo artista, tudo é possível, e tudo se explica, os acontecimentos mais improváveis ganham uma lógica própria, porque possíveis e explicados no próprio contexto da narração. E há uma definição de Gabo para o romance que se encaixa perfeitamente na descrição de “realismo fantástico”: "Acho que um romance é uma representação cifrada da realidade, uma espécie de adivinhação do mundo. A realidade que se maneja num romance é diferente da realidade da vida, embora se apóie nela. Como acontece com os sonhos" (palavras de Márquez em Cheiro de goiaba, 1982).&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_suO_FpTnsdk/Re4e-M1C7nI/AAAAAAAAABU/w3hbiVttF5c/s1600-h/gabriel.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5038999087018602098" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_suO_FpTnsdk/Re4e-M1C7nI/AAAAAAAAABU/w3hbiVttF5c/s320/gabriel.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Por “realismo mágico” entende-se ainda grande parte da arte feita na América Latina na década de 50 do século XX por autores que juntavam a tais procedimentos estéticos o diálogo com a realidade latino-americana, daí ora ser chamado de “realismo mágico latino-americano”, com estatuto de gênero literário surgido quando do lançamento de Cem anos de solidão.&lt;br /&gt;Embora a noção de um procedimento que explica a existência de alguns acontecimentos na ficção de Garcia Márquez, temos que as experiências de vida do escritor de alguma forma também lhe tocam a obra. Não por pura confissão, mas, como disse Gabo (apelido do escritor), porque a história da vida de cada um não é apenas o que se viveu, mas o que se lembrou e o que se contou sobre ela. As palavras de um escritor num romance podem ser, pois, parte de sua experiência real, como muitas vezes sugeriu o Nobel de 1982.&lt;br /&gt;Macondo, sabemos, Macondo não existe, mas vive nas lembranças do escritor como um reflexo do povoado da costa atlântica da Colômbia chamado Aracataca, onde Márquez nasceu aos 06 de março de 1927. Jose Arcadio Buendía, pai do protagonista, Aureliano, é um pouco o avô de Gabo, o coronel Márquez, e, de alguma forma, o próprio Aureliano, herdeiro da solidão dos Buendía e personagem recorrente nos romances do colombiano. O coronel Aureliano Buendía torna-se tão importante na obra de Gabo que o encontramos em mais dois de seus livros, El coronel no tiene quien le escriba (1961) e Crónica de una muerte anunciada (1981). Recentemente li que o personagem também aparece num conto do escritor intitulado “Los funerales de la Mamá Grande".&lt;br /&gt;Bem, Arcadios e Aurelianos à parte, é sempre um prazer ler a literatura de Gabo: é como adivinhar o mundo, magicamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-7684444509695916140?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/7684444509695916140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=7684444509695916140&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/7684444509695916140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/7684444509695916140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2007/03/repostagem.html' title='(Repostagem)'/><author><name>Nu com a minha musa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08592557786460220984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://i69.photobucket.com/albums/i46/lobamulher/adalperfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_suO_FpTnsdk/Re4eFs1C7mI/AAAAAAAAABM/ySwLjUXW1Hk/s72-c/ggm.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-3630994239272574979</id><published>2007-02-28T01:49:00.000-03:00</published><updated>2007-02-28T10:34:24.170-03:00</updated><title type='text'>Amar pelo sem fio - Por Adalberto dos Santos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_suO_FpTnsdk/ReUKibZjeeI/AAAAAAAAAA0/f3f7nFZ-BW0/s1600-h/webcam.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5036443344870537698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_suO_FpTnsdk/ReUKibZjeeI/AAAAAAAAAA0/f3f7nFZ-BW0/s400/webcam.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Djavan se lamenta numa de suas canções pouco conhecidas, “Sem saber”, da falta de sentido da vida quando um sujeito está a léguas da pessoa amada. Ele diz: “A vida já é um absurdo, com você longe, muito mais. A estrada é ruim, oh! trânsito que não vai... Mas com a gente tudo ia em paz!” Parece um apaixonado sujeito de Internet que na hora mais sagrada da comunicação on line tem seu sistema interrompido pelos defeitos técnicos da Web. É o homem virtual, ou mulher virtual que hoje em dia ama pelo sem fio, sofre pelo sem fio, mas, e de verdade, ama.&lt;br /&gt;Estava até pensando em criar o Dia Internacional dos Amores Virtuais. Já é tempo, afinal temos motivos de sobra para fazê-lo. Não fosse o platonismo de toda relação amorosa, que só começa após a sensação de que o sujeito amado é uma irradiação de uma luz vinda de outro mundo, por isso eternamente próximo e inacessível, há esses novos meios de aproximação entre casais que virou moda no mundo tecnológico. Costumeiramente casais sem par se encontram facilmente nos novos meios de mídia, e a Internet, em especial, é o que mais tem possibilitado esses encontros. Sites e mais sites de relacionamento, sistemas de comunicação on line, salas de bate-papo sem fim: com um computador em casa, a Web te traz o mundo, e se der sorte, te põe aos pés, num clique, um tão sonhado amor.&lt;br /&gt;Nem o poeta Shakespeare imaginaria que os casais um dia pudessem estar tão próximos estando, assim, tão distantes. Se houvesse, a briga entre Capuleto e Montéquio não teria sentido: o enredo da peça shakesperiana seria outro. Os dois pombinhos marcariam a exata hora do encontro para fugirem ou continuariam a se encontrar logo ali na próxima esquina da Internet; não morreriam em Verona - que sufoco morrer sem amar! Mas, coitados, Romeu e Julieta não tiveram sorte, Shakespeare não conheceu os encontros virtuais. Os dois tiveram que morrer para o eterno amor universal: coisas da arte.&lt;br /&gt;O Dia Internacional dos Amores Virtuais seria uma ocasião em que todos os namorados, casos, paqueras ou flertes virtuais se reuniriam para festejar o desencontro. Sim, o amor celebrado à distância é um grande desencontro. Quem não pensasse assim não estaria na grande reunião, no grande encontro universal que de uma única vez traria todos os casais virtuais para se desencontrarem na celebração.&lt;br /&gt;Ali os amantes se dariam os mouses e, para efeito de pequenos gestos públicos de carinhos, trocariam mensagens instantâneas de amor em cliques silenciosos de teclado, como se labaredas de palavras fossem sussurradas ao pé do ouvido. Claro, pois haveria silêncio nesse dia. Mesmo com a webcam ligada, a linguagem serviria apenas para a sugestão e, escrevendo, quanto menos palavra se usasse, melhor. Nesse dia os amores virtuais se desencontrariam, e essa distância ainda mais alimentada pela vontade de fazer soar sons estranhos, não límpidos, quando a fala se atrapalha e não correm palavras dos lábios, esses sons estúpidos e sem melodias dos apaixonados, sem poder fazê-los, seria o seu único conforto. Nada do amor cortês, proibido ligar o microfone para qualquer palavra, nada do amor vibrato, a música perfeita seria o silêncio: no Dia Internacional dos Amores Virtuais a ordem seria amar inteiramente pelo sem fio, mas calmo e sossegado, de preferência na calada da noite.&lt;br /&gt;E se desse vontade de falar de assuntos leigos, que nem um nem outro sabe, mas que querem discutir? E se começassem as trocas de arquivos de músicas, fotos, arquivos de textos, emoticons, de códigos secretos? E se as histórias tolas que o outro conta surgissem de repente na tela, se o prazer de ouvir o riso, a gargalhada dele, dela, fosse mais forte? Você sabe que o amor virtual exige atitudes comuns do mesmo amor de quem ama perto, pegando, sentindo o carinho do outro, não sabe? Então, seria inútil um Dia Internacional dos Amores Virtuais? Talvez, sem as bobagens de amor, pagaria para ver as coisas darem certo...&lt;br /&gt;Ora, os sintomas do amor que os amantes desejam revelar serão sempre os mesmos, implique ou não o sem fio. Amar virtualmente, à distância, ou tendo o outro, a outra, cara a cara, de todo jeito é amor. Basta uma coisa: pergunta-se hoje se o coração dá pulos quando o telefone toca ou quando recebe um torpedo dele, dela, no celular. Se sim, então é amor.&lt;br /&gt;A propósito, encontrei numa crônica do Rubem Braga um desconsolo para os amantes virtuais; este não lhe dá resposta se você ama mas se queixa de amar pelo sem fio. Ao contrário, a idéia do cronista é oposta aos apaixonados virtuais, e ele diz “Não ameis a distancia”. Não é possível. Se isso pegar, te atropela, te acaba. Tenha certeza que os amantes querem estar perto, nunca distantes, e por conta do amor querem morrer, mas juntos... “Ao que ama o que lhe importa não é a luz nem o som, é a própria pessoa amada mesma, o seu vero cabelo, e o vero pêlo, o osso de seu joelho, sua terna e úmida massa carnal, o imediato calor; é o de hoje, o agora, o aqui - e isso não há.”&lt;br /&gt;Eu, por exemplo, e minha musa - a que queria aqui perto, para sempre, e está longe. Só a webcam nos aproxima, e se a chuva não atrapalha ou se a conexão canalha não falha, morta de ciúme. Mas, estou nem aí. De todo modo, nem Shakespeare nem Rubem adivinhariam esses novos idílios. Nem Drummond que, se estivesse vivo, talvez mudasse os termos de um poema seu e dissesse: em plena era da Internet que pode uma criatura on line senão entre criaturas on line amar?!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-3630994239272574979?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/3630994239272574979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=3630994239272574979&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/3630994239272574979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/3630994239272574979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2007/02/amar-pelo-sem-fio-por-adalberto-dos.html' title='Amar pelo sem fio - Por Adalberto dos Santos'/><author><name>Nu com a minha musa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08592557786460220984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://i69.photobucket.com/albums/i46/lobamulher/adalperfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_suO_FpTnsdk/ReUKibZjeeI/AAAAAAAAAA0/f3f7nFZ-BW0/s72-c/webcam.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-938636488855114494</id><published>2007-02-26T11:22:00.000-03:00</published><updated>2007-02-26T12:06:10.856-03:00</updated><title type='text'>Amores virtuais - Por Pablo Capistrano</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_suO_FpTnsdk/ReLtcbZjedI/AAAAAAAAAAo/9ESoHBIAkq0/s1600-h/kfka.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5035848406000695762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_suO_FpTnsdk/ReLtcbZjedI/AAAAAAAAAAo/9ESoHBIAkq0/s320/kfka.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.pablocapistrano.com.br/" target="_blank" rel="nofollow"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;www.pablocapistrano.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;“Felice querida, o que dizes de uma vida conjugal na qual o marido, pelo menos alguns meses por ano, sai do escritório às duas e meia ou às três horas, almoça, deita, dorme até as seis ou sete horas, engole rapidamente alguma coisa, vai caminhar por uma hora, depois começa a escrever e continua até uma ou duas da manhã?”&lt;br /&gt;O amor tem suas grades e suas armadilhas e uma visão de um cotidiano conjugal desse tipo pode destroçar os sonhos românticos de qualquer mulher. Apesar disso o escritor Tcheco-judeu-alemão Franz Kafka, autor das linhas acima, não teve pudor em expressar à sua noiva Felice Bauer, a idéia de um futuro muito pouco atrativo, para quem acredita no amor. Na verdade, o interesse de Kafka parecia ser justamente o de dissuadir sua noiva, da esperança de construir uma vida a dois. A história de amor entre Kafka e Felice Bauer é curiosíssima. Os dois se encontraram uma única vez, na casa dos pais de Max Brod (amigo íntimo e guardião póstumo do espólio literário de Kafka). Era o dia 13 de Agosto de 1912 e Franz anota em seu diário suas impressões muito pouco instigantes sobre aquela senhorita. “Rosto ossudo e insignificante, que suportava francamente sua insignificância”. Essa não parece de modo algum uma descrição de um homem apaixonado, no entanto, um mês depois do encontro, Kafka inicia sua correspondência com Felice mantendo-a intensamente por mais ou menos quatro anos.&lt;br /&gt;Sempre achei estranho o universo dos amores virtuais. Nunca compreendi muito bem o motivo pelo qual alguém se apaixona por uma foto num desses sites de relacionamento e começa a entabular uma conversa ou com uma imagem borrada que aparece na tela de um computador. O curioso é saber que esse não é um fenômeno recente, derivado do incremento de uma mídia informatizada. Muito antes de Turing equacionar sua máquina e pensar na raiz lógica que iria gerar os futuros computadores, homens como Kafka se apaixonavam pela linguagem e usavam moças como Felice Bauer para deixar vazar todo seu potencial afetivo através das próprias palavras. Os dois só se encontraram pessoalmente duas ou três vezes depois do contato inicial na casa dos pais de Max Brod. Todo universo afetivo que move o virtual amor sem fim de Kafka ocorria no universo estreito de sua linguagem, no campo minado de suas cartas, na ansiedade louca das suas idas à caixa do correio atrás de um pacote qualquer ou um envelope vindo de Berlim. Quando o negócio era partir para o efetivo, o velho Franz se esquivava.&lt;br /&gt;Difícil imaginar se um amor virtual pode ser mais forte, intenso ou sincero do que um amor sensorial. Complicado saber se é o amor que é uma invenção da linguagem ou se é a linguagem que se alimenta de um amor real e mais amplo, para se duplicar e se perpetuar. Se o vazio das palavras pode substituir o calor do corpo de alguém e a força magnética do seu cheiro. Parece que não estamos diante de um mesmo tipo de experiência. Nunca acreditei que existisse alguma coisa que pudesse ser chamado de “amor”. Para mim, o amor é um nome que se refere a uma grande quantidade de sentimentos díspares. Às vezes pode ser amor a dor física de quem sente a ausência de quem se ama. Às vezes, pode ser amor o prazer que eu sinto em tocar o corpo que eu amo. Às vezes, pode ser amor a calma que toma conta da cozinha na hora do café, quando dois amantes de muitos anos se olham como fazem todos os dias. Às vezes, pode ser amor a fúria cega de uma paixão que consome a carne e o equilíbrio dos amantes, lançando-os no limite de suas próprias vidas.&lt;br /&gt;Não acredito nesse singular, que usamos como forma para justificar e padronizar todas as formas por meio das quais nós, humanos, solitários e presos a nossa própria e irredutível alma, nos relacionamos. Essa é uma das palavras que só deveria ser dita no plural. Para não macular seus labirintos e não excluir do campo de sua influência histórias de amor como a que uniu Kafka, um jovem escritor, e sua noiva fantasma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-938636488855114494?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/938636488855114494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=938636488855114494&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/938636488855114494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/938636488855114494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2007/02/amores-virtuais-por-pablo-capistrano.html' title='Amores virtuais - Por Pablo Capistrano'/><author><name>Nu com a minha musa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08592557786460220984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://i69.photobucket.com/albums/i46/lobamulher/adalperfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_suO_FpTnsdk/ReLtcbZjedI/AAAAAAAAAAo/9ESoHBIAkq0/s72-c/kfka.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-4159733257562454362</id><published>2007-02-16T02:28:00.000-02:00</published><updated>2007-02-16T14:20:12.439-02:00</updated><title type='text'>SEM EXPLICAÇÃO - Por Carol Montone</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_T7dh_8BAaa4/RdUzgT2pabI/AAAAAAAAAAM/pizF_e40W60/s1600-h/capa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5031984788834707890" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_T7dh_8BAaa4/RdUzgT2pabI/AAAAAAAAAAM/pizF_e40W60/s320/capa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ai que vontade de encontrar a roupa certa para valsar com o mundo. No meu armário de cores, ainda procuro a pele. O espelho sabe que nada me cairá tão bem quanto a nudez. Eu também sei e ainda assim cubro minhas vergonhas debaixo de seda. Como queria que meu coração coubesse para sempre a salvo no sutiã de algodão, mas eu sempre gostei de sentir os mamilos tocarem o pano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada tempo que vivo me despe. É como um vento forte que rouba a echarpe francesa, varrida para um lugar qualquer entre os carros que vem e vão, na noite da avenida Paulista. A nudez da nuca gela a alma e me deixa a espreita, à espera dos vampiros que me querem anêmica. Ando apressada com a menina, quase desfalecida, sacolejando no ventre atrás de abrigo, o que faço por obrigação. Quero mesmo é me jogar no tempo, sem sandália ou salto agulha. Meus dedos descalços tropeçam menos nos passos ofegantes da imaginação. Como eu queria poder viver lá, na terra do nunca, aonde ninguém precisa saber o que é dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca soube viver estanque na realidade. Tive medo de enlouquecer e emprestei meu corpo para vestir mil anseios de personagens fictícios, de histórias minhas que também são suas, ou de outros que nos separam, mas quando pano cai e o filme acaba volto a ser a mesma farsante de sempre disfarçada de mulher, quando sou apenas um rodopio, um catavento, uma risada, um rio, uma sensação, sou aquilo que amo.......e estou farta de dar explicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Semana passada simplesmente não consegui escrever, nem ao menos para avisar à vocês. Desculpem. Às vezes um torpor de medo imobiliza meus sentidos. Não havia assunto cabível, depois de assistir a tragédia acontecida com o pequeno João, que foi esfolado vivo pela nossa resignação e perante a tamanha monstruosidade todas as minhas urgências particulares viraram um imenso pote de culpa, pesado demais, que passei dias arrastando de cima do meu coração. O pequeno mártir está agora nos braços do poeta carioca, recitando versos no céu até sua mãe chegar, e nós não sabemos mais até aonde chegaremos mudos. ......&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Apesar de qualquer pesar, o Carnaval é impreterível no país do samba e hoje é o primeiro dia da folia. Filosoficamente, a festa é excitante. É ou deveria ser um grito à liberdade. Dançar é por si um ritual sagrado, que liberta a mente dos demônios, bailar altera a consciência deturpada de razões e nos leva à lugares divinos (amo dançar), mas tudo nesta vida depende da intenção e a tradicional festa brasileira, na maioria dos casos, virou um desfile de aberrações, cujo objetivo é vender ou comprar cerveja, abadá, camarote e luxúria, aonde a mercadoria da vez é a alienação..... confesso que confetes e serpentinas não serão suficientes para me convencer de que está tudo bem neste ano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Prefiro me viver minhas fantasias em outros refúgios, como no escuro do cinema, cujos excelentes filmes em cartaz ( Céu de Suely, O perfume e a Grande Família, entre outros) fazem sonhar. A grande Família, por sinal é totalmente capaz de fazer a gente esquecer um pouco da crueza do mundo. O filme é longo, mas não perde a graça. É lúdico, amoroso e delicioso, como a série, que certamente é a melhor da TV. Todos os atores estão excelentes. Marieta Severo e Marcos Nanine dão um show e Pedro Cardoso é um ator com uma veia cômica única. Na história, há várias possibilidades sempre, assim como deveria ser na vida......&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carol Montone é jornalista e atriz e colunista do Miolo de Pote &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-4159733257562454362?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/4159733257562454362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=4159733257562454362&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/4159733257562454362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/4159733257562454362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2007/02/sem-explicao-por-carol-montone.html' title='SEM EXPLICAÇÃO - Por Carol Montone'/><author><name>Carol Montone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13441663748134755307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_T7dh_8BAaa4/RdUzgT2pabI/AAAAAAAAAAM/pizF_e40W60/s72-c/capa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-2587467991641977683</id><published>2007-02-12T15:24:00.000-02:00</published><updated>2007-02-12T16:02:07.703-02:00</updated><title type='text'>manutenção!</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_suO_FpTnsdk/RdCrQEZO1YI/AAAAAAAAAAc/dvCqTSOVuz4/s1600-h/engrenagem.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5030709076318672258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_suO_FpTnsdk/RdCrQEZO1YI/AAAAAAAAAAc/dvCqTSOVuz4/s320/engrenagem.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;ESTE BLOG ESTÁ EM MANUTENÇÃO.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;PEDIMOS AOS VISITANTES QUE POR FAVOR AGUARDEM O SEU RETORNO!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;AGRADECE&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#6666cc;"&gt;&lt;strong&gt;Equipe Miolo de Pote: &lt;a href="mailto:noteco_teco@yahoo.com.br"&gt;noteco_teco@yahoo.com.br&lt;/a&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-2587467991641977683?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/2587467991641977683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=2587467991641977683&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/2587467991641977683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/2587467991641977683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2007/02/manuteno.html' title='manutenção!'/><author><name>Nu com a minha musa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08592557786460220984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://i69.photobucket.com/albums/i46/lobamulher/adalperfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_suO_FpTnsdk/RdCrQEZO1YI/AAAAAAAAAAc/dvCqTSOVuz4/s72-c/engrenagem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-117081629100573306</id><published>2007-02-07T00:42:00.000-02:00</published><updated>2007-02-12T11:33:04.306-02:00</updated><title type='text'>BABEL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3246/3201/1600/824775/saramago.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3246/3201/320/759517/saramago.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Saramago cronista&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2007 irão fazer 70 anos da publicação do primeiro romance do escritor português Jose Saramago. “Terra do pecado” foi lançado em 1947 e, ao que consta, é dos romances do autor o menos lido e conhecido do grande público. Motivos? Nada que não seja o desinteresse das grandes editoras para os livros ditos “imaturos” dos escritores, que só vem à tona depois de reunidos em obras completas. No caso de Saramago as editoras estão e sempre estiveram atentas aos seus grandes romances, especialmente os que foram publicados após a explosão editorial de “Levantado do chão” (1980), romance que consagrou o escritor internacionalmente. A partir daí, o mundo tem olhado o Saramago como uma espécie de renovador da prosa de língua portuguesa, principalmente devido ao seu jeito especial de contar histórias.&lt;br /&gt;Quem já leu Saramago sabe do que estou falando. Sua prosa a partir de “Levantado do chão” ganha um ritmo novo, distanciado da norma tradicional da escrita e isso dá certo ao texto certo dinamismo e fluidez narrativa; o texto passa a estar intimamente ligado à expressão oral da linguagem, aproximando por vezes o registro escrito e a fala costumeira.&lt;br /&gt;Mas além de romancista consagrado, autor de, entre outros, “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, “Todos os nomes”, “Ensaio sobre a cegueira”, “As intermitências da morte”, “Ensaio sobre a lucidez”, “A caverna”, ‘Memorial do convento”, Saramago experimentou gêneros ao longo de sua carreira de escritor. Escreveu teatro, conto, diário, memória (recentemente) e poesia. Como poeta publicou três livros e re-estreou na literatura, em 1966, com os “Poema&lt;/span&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3246/3201/1600/404661/saramago5.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;s Possíveis”, após o intervalo entre o primeiro romance (de 1947) e este livro de poemas.&lt;br /&gt;Nunca li os livros de poemas do escritor, mas bastam alguns poemas que chegaram às mãos e de que, muitos, me impressionaram pela singela e trato poético de temas tão comuns como universais. É o caso desse poeminha de amor homenagem à musa eterna do romanceiro mundial, Dulcinea del Toboso, poema de título e conteúdo, como disse, de um singeleza extrema:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dulcineia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem tu és não importa, nem conheces&lt;br /&gt;O sonho em que nasceu a tua face:&lt;br /&gt;Cristal vazio e mudo.&lt;br /&gt;Do sangue de Quixote te alimentas,&lt;br /&gt;Da alma que nele morre é que recebes&lt;br /&gt;A força de seres tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da lucidez e domínio em torno daqueles gêneros, Saramago é, ainda, mestre naquele que (gênero ou subgênero, não importa) é tido como um texto difícil na literatura, a crônica. A&lt;/span&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3246/3201/1600/572696/saramago5.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; verdade é que poucos conhecem o Saramago cronista. Mas há, e em razão da qualidade literária da obra, este não é diferente do romancista, tampouco do contista (também pouco lido), do teatrólogo ou do poeta.&lt;/span&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3246/3201/1600/72329/Saramago2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3246/3201/1600/249239/saramago4.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 196px; CURSOR: hand; HEIGHT: 242px" height="280" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3246/3201/320/11501/saramago4.jpg" width="211" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Saramago foi jornalista durante muito tempo e, época de vacas magras, colaborou nos principais jornais de Portugal antes de se tornar um romancista conhecido. A travessia até o sucesso e o reconhecimento literário não foi fácil. Como dizemos em bom português, para chegar aonde chegou, Saramago teve que ralar. Antes de escrever profissionalmente, trabalhou como serralheiro mecânico, desenhista, foi funcionário da saúde e da previdência social, além de editor, tradutor, e finalmente jornalista. Foi na lide das redações de jornais, muito após a experiência dos livros de poesia e da retomada do romance, que o autor publicou suas crônicas. Ao todo são quatro os livros de crônicas publicados por ele: “Deste Mundo e do Outro”, 1971, “A Bagagem do Viajante”, 1973, “As Opiniões que o DL teve”, 1974, e “Os Apontamentos”, 1976.&lt;br /&gt;A partir do ano da publicação desse último livro de crônicas, Saramago pode começar a viver de literatura. Inquestionavelmente hoje é um dos maiores escritores não só de língua portuguesa, mas de toda a parte Ocidental do planeta. São mais de 40 países que editam as obras dele.&lt;br /&gt;No Brasil, a Companhia das Letras, que edita suas obras, tem em catálogo o livro de crônicas de 1973, “A bagagem do viajante”. Nele percebe-se que a prosa do Saramago cronista é, no dizer do resenhista da editora, tão boa quanto a do autor dos melhores romances da língua portuguesa. Aí Saramago faz as vezes do grande cronista literário: do mais simples acontecimentos ao mais importante fato, o registro é sempre o de quem escreve uma ode ao instante,ao fugaz e efêmero do tempo que, pelas palavras do escritor, tornam-se eternizadas em chave melódica da melhor prosa poética.&lt;br /&gt;Elaborando cada texto mediante um requintado processo lingüístico, o escritor faz da crônica mais um veículo para o experimento do humor e da fina ironia que caracteriza a sua visão de mudo. Não é a mesma prosa de um, digamos, “Todos os nomes” (na minha opinião, o melhor romance dele), mas o trato com o material da realidade é o mesmo, pois ao fim “nada escapa ao olhar arguto do escritor”.&lt;br /&gt;Para o Saramago cronista, a literatura continua a ser o caminho das pedras que levam às questões fundamentais do ser humano: questões sobre a vida e sobre a morte, questões como por que somos ou para que, como certa vez declarou. Afinal ele sabe que na literatura goza e sofre o artista, sofre e goza o homem e “às palavras há que arrancar-lhes a pele". &lt;/span&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3246/3201/1600/767373/Saramago3.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 155px; CURSOR: hand; HEIGHT: 203px" height="213" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3246/3201/320/240821/Saramago3.jpg" width="174" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;É assim o Nobel de Literatura José Saramago: cidadão do Ribatejo, cronista humilde que aprendeu intensamente “o duro ofício de viver” com ninguém mais que suas próprias criaturas, “esses homens e essas mulheres feitos de papel e tinta, essa gente que eu acreditava ir guiando de acordo com as minhas conveniências de narrador e obedecendo à minha vontade de autor, como títeres articulados cujas acções não pudessem ter mais efeito em mim que o peso suportado e a tensão dos fios com que os movia.”&lt;br /&gt;Há coisa mais humilde que ver um artista em completamente entregue à sua própria obra?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-117081629100573306?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/117081629100573306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=117081629100573306&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/117081629100573306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/117081629100573306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2007/02/babel.html' title='BABEL'/><author><name>Adalberto Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-117056282418178697</id><published>2007-02-04T01:57:00.000-02:00</published><updated>2007-02-04T02:20:24.226-02:00</updated><title type='text'>OLHOS FECHADOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5253/4253/1600/863103/peitos%20e%20pupilas.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5253/4253/320/825900/peitos%20e%20pupilas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teus olhos são mangas rosas&lt;br /&gt;Jaboticabas de amoras&lt;br /&gt;Borboletas escuras nuas&lt;br /&gt;Bailadores das luas&lt;br /&gt;Âncoras de tantas ancas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teus olhos têm Chaplin, Baudelaire e Macunaíma&lt;br /&gt;Numa só rima&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teus olhos são aquela chuva que varreu minha alma para viela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje acordei à deriva&lt;br /&gt;De óculos&lt;br /&gt;Cega num corpo deserto&lt;br /&gt;Sábado perdido entre uma sexta qualquer e outro domingo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disseste ser tudo obra da cachaça&lt;br /&gt;Danada feito a rima besta de acalanto&lt;br /&gt;Pois cotonete não estaca o sangue do rombo que me deste&lt;br /&gt;O mérito é da valsinha dos grilinhos do vizinho, sempre a me tirar para dançar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a propósito que direito tens de me querer no poço sem fundo da tua embriagues, agora?&lt;br /&gt;Se continuas a me olhar assim, corres o risco de te ver perdido em mim&lt;br /&gt;Entre as reticências, nossas pupilas ainda fazem amores&lt;br /&gt;Diante da lassidão dos corpos emudecidos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carol Montone é jornalista e atriz e colunista do Miolo-de-Pote aos sábados.&lt;br /&gt;*imagem do site &lt;a href="http://www.olhares.com.br"&gt;www.olhares.com.br&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-117056282418178697?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/117056282418178697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=117056282418178697&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/117056282418178697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/117056282418178697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2007/02/olhos-fechados.html' title='OLHOS FECHADOS'/><author><name>Carol Montone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13441663748134755307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-117021845870111651</id><published>2007-01-31T02:35:00.000-02:00</published><updated>2007-01-31T23:30:43.330-02:00</updated><title type='text'>BABEL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3246/3201/1600/568193/o%20perfume.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 237px; CURSOR: hand; HEIGHT: 279px; TEXT-ALIGN: center" height="299" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3246/3201/320/104751/o%20perfume.jpg" width="261" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Outro Perfume&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, em 2006, O Perfume virou filme. Muitos diziam que não poderiam filmá-lo, que se tratava de obra infilmável. Por muito tempo também tive a mesma opinião. Não tenho mais. Ainda não assisti, mas pelo pouco que li e pelas imagens que vi de cenas do filme, acredito que o roteiro deu conta do projeto e fez uma merecida adaptação da obra. É difícil arriscar palpite antes de ter visto o filme, mas falo pela obra em si, não pela adaptação.&lt;br /&gt;Grenouille, estimável e esquisito personagem de Patrick Süskind já é considerado um dos mais impressionantes personagens da literatura mundial. Seu nome completo: Jean-Baptiste Grenouille, órfão pobre, nascido no Mercado de Peixes de Paris em pleno Século XVIII, criado de casa em casa como uma espécie de bicho a quem se declara verdadeiro horror por sua inacreditável qualidade: é uma criatura que, mais literalmente impossível, nem fede nem cheira. Após sofrer as mais inacreditáveis humilhações, Grenouille descobre seu primoroso talento olfativo. Primeiro, ele não tem cheiro, não cheira, é um bicho sem cheiro nem catinga. Mas, por outro lado, é um senhor digno do maior selo de qualidade pelo melhor nariz do mundo.&lt;br /&gt;Como dissemos, a principal preocupação dos diretores que se interessaram em adaptar a obra estava na dificuldade de se traduzir as sensações do personagem, especialmente aquelas referentes ao mais requintado dos seus sentidos, o olfato (entre tantos diretores, a imprensa tem feito referência a Tim Burton, Martin Scorsese e Milos Forman, além de Stanley Kubrick que chegou a fazer a afirmação de que o livro era realmente infilmável). Na verdade, o problema da adaptação da obra corre por aí, mas nem tanto. Não se trata de construir um outro O Perfume, ou sim? Há certo exagero em afirmar que não haveria como filmar o livro, e o filme do Tom Tykwer mostra bem o contrário das expectativas adversas. É outro? É o mesmo? É outro sim, mas é cinema, e como tal, há de se considerar que em caso de adaptações de obras literárias, pense-se o que a essa arte é possível e o que não é.&lt;br /&gt;Segundo um crítico brasileiro, “O filme não deixa de ter seu encanto como relato de época. O problema de Tykwer é passar para o espectador algo de que o cinema em tese não é capaz - o odor. Mas para isso existem os recursos visuais, e o resto que fique por conta da imaginação do público “ (Luiz Zanin Oricchio, em O Estadão). Disse bem o crítico, o cinema “em tese” não é capaz de transmitir os cheiros que o personagem sente ao longo da história e que são a razão de sua existência e do seu drama. O livro, sim, nesse ponto é extraordinário, pois de modo poético explora a ambigüidade entre um grandioso talentoso de perfumista num homem completamente sem odor. Essa ambigüidade é na verdade o leitmotiv do texto. &lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3246/3201/1600/338646/perfume.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 278px; CURSOR: hand; HEIGHT: 188px" height="206" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3246/3201/320/73985/perfume.jpg" width="278" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O diretor de O Perfume, A história de Um Assassino – no original alemão, Das Perfum-Die Geschichte eines Mörders - disse em entrevista a um jornal europeu que o filme “não é uma história sobre um estranho mundo de fantasia com um homem louco que por acaso tem um olfato apurado”. Trata-se mais do que isso: é a “história de um homem terrivelmente só, tema clássico na literatura e na dramaturgia", com o que concordamos. Talvez por isso o diretor tenha tocado no aspecto universalista da narrativa, e em diversas outras ocasiões haja se referido à discutida incapacidade do cinema de conseguir dar cor aos cheiros. Me parece que, no caso de O Perfume, isso não preocupa: o filme pôde construir o personagem e seu drama humano, e isso basta à audiência. Grenouille não é outra coisa senão um personagem humanamente universal (e, sem trocadilhos, em todos os sentidos).&lt;br /&gt;O esquisito personagem sem cheiro atinge-nos por sua destinação de homem comum e infeliz, solitário e incapaz de reações de afeto ou carinho pelas pessoas. Persegue-o o desejo de ser possuído pela emoção de sentir o mundo através dos cheiros, de todos os cheiros, e para isso ele não poupa o inescrupuloso dos atos e o sadismo, tornando-se o Mörders do título, um assassino cruel e insensível. Grenouille não cheira, mas sente a tudo com uma capacidade que o faz querer ser algo que nem ele sabe ao certo o que é – pensa que é pouco desejar que sua alma pudesse conter todos os cheiros, os que existissem e os que ele pudesse criar. Tragicamente desprovido de odor, o personagem tem no aguçado sentido o caminho para as suas aspirações, para o autoconhecimento e, no fim, para a própria destruição.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3246/3201/1600/758294/perfum.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 218px" height="304" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3246/3201/320/543503/perfum.jpg" width="163" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Tratando ainda a problemática da adaptação dos cheiros, lembro uma passagem do livro que mostra que em O Perfume mais difícil que “dar cor” aos cheiros é transmitir as sensações interiores do personagem, coisa que pela literatura se consegue mediante uma composição que assim aprofunde em detalhes a interioridade dos personagens. Por exemplo, uma passagem como a que segue me parece infilmável, e vá lá que o cinema não tem como construir a fantasia do personagem, não pode nos dar a sentir, enquanto espectadores, a sensação interna vivida pelo personagem, mas abra a cabeça e a sensação de Grenouille passa a ser sentida por inteiro, dependendo do resultado da atuação entre direção e atores:&lt;br /&gt;“Agora estava bêbado de aromas. Os membros jaziam cada vez mais pesados nos travesseiros. O espírito ficava maravilhosamente enevoado. E mesmo assim não estava no fim a orgia. É verdade que os seus olhos não poderiam mais ler, o livro há muito já lhe resvalara da mão – mas ele não queria encerrar a noite sem ter esvaziado a última garrafa, a mais maravilhosa: o cheiro da jovem da Rue des Marais...”&lt;br /&gt;No filme do Tom Tykwer, Jean-Baptiste Grenouille é interpretado pelo ator Ben Whishaw e o espetacular Dustin Hoffman faz Giuseppe Baldini, o prático perfumista de quem Grenouille vai se tornar aprendiz e depois mestre. A esperar do talento do experiente Hoffman, devemos ter aí um grande momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Imagens:&lt;/strong&gt; cenas de &lt;strong&gt;O Perfume&lt;/strong&gt; – 1) Ben Whishaw, como Jean-Baptiste Grenouille e 2) Ben atuando com Dustin Hoffman (Divulgação)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-117021845870111651?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/117021845870111651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=117021845870111651&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/117021845870111651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/117021845870111651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2007/01/babel_31.html' title='BABEL'/><author><name>Adalberto Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116983083117813471</id><published>2007-01-26T14:33:00.000-02:00</published><updated>2007-01-28T19:43:33.300-02:00</updated><title type='text'>REBENTO</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5253/4253/1600/166124/anjo%20blog.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5253/4253/320/637669/anjo%20blog.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REBENTO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero seu colo filho&lt;br /&gt;Você me pariu mãe&lt;br /&gt;Agora agüente!&lt;br /&gt;Alimenta-me das suas risadas&lt;br /&gt;Faça mainha para divertir meus soluços&lt;br /&gt;Me sinta árvore dos seus pousos&lt;br /&gt;Entre os vôos, me saiba no vento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero afinar minha voz as batidas do seu coração&lt;br /&gt;Enquanto dedilha seu violão de anseios&lt;br /&gt;Nada preciso tanto se já te tenho, mas.....&lt;br /&gt;Brinca comigo&lt;br /&gt;Conta seu dia&lt;br /&gt;Diz quando eu encher seu saco&lt;br /&gt;Que eu paro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não esquece&lt;br /&gt;De agasalho nas noites frias&lt;br /&gt;De comer direitinho&lt;br /&gt;De dormir bastante&lt;br /&gt;De amar o quanto lhe couber&lt;br /&gt;De rezar para seu anjo da guarda&lt;br /&gt;De mim&lt;br /&gt;(para meu filho Cauã )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Aprender é uma experiência motivante, mas saber pelos filhos é também encantador. Tive o privilégio de tirar férias de mim e estar , simplesmente estar com meu pequeno gigante por esses dias. Por alguns momentos reencontrei-me com a menina maluquinha de 12 anos que deixei numa estação........nós brincamos muito...os três...e divertir-se é uma experiência divina, cuja única regra é simplesmente estar de verdade ali na brincadeira...esvaziar a mente doida de obrigações e pensamentos impostores e apenas olhar, sentir, tocar, entender a eternidade de cada suspiro.......Obrigada meu menino lindo por você existir e me levar à margem deste rio de ilusões, para ve rum outro ângulo do por do sol.......te amo&lt;br /&gt;Obrigada também a vocês que brincam comigo aqui neste espaço! Queridos me antecipo na postagem pois estarei sem net nesse final final de semana...beijos à todos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116983083117813471?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116983083117813471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116983083117813471&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116983083117813471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116983083117813471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2007/01/rebento.html' title='REBENTO'/><author><name>Carol Montone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13441663748134755307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116961533977233520</id><published>2007-01-24T03:07:00.000-02:00</published><updated>2007-01-24T03:44:01.823-02:00</updated><title type='text'>BABEL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3246/3201/1600/431556/ana%20jobim.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3246/3201/320/891727/ana%20jobim.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Jobim e a literatura&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornal O Globo está perguntando qual a música mais marcante do maestro Tom Jobim. São muitas, e de minha parte prefiro lembrar uma de lembrança especial enquanto as outras vão sendo puxadas pelas relações que mantêm com a literatura, especialmente a brasileira. O maestro, desde os primeiros anos de sua formidável carreira, tem dialogado constantemente com a literatura, seja através de trabalhos ligados diretamente a textos literários (os textos musicados), de trilhas sonoras feitas para a tv e o cinema tendo por base obras da literatura, seja em composições em que aparece como um excelente letrista, cujo esmero estético chega ao extremo da poeticidade, ultrapassado os limites entre letra e poema.&lt;br /&gt;Respondendo a pergunta, primeiro acho que o Tom é muito bom quando canta. Diferente de outros artistas da Bossa Nova, que são ótimos compositores, mas que não cantam quase nada. Do Tom Jobim gosto muito mesmo de “Matita Perê” (a gravação original, de 1973). É de uma beleza impressionante a harmonia e a melodia, sem falar na composição poética que intertextualiza grandes autores, personagens e textos da literatura que estão na memória coletiva brasileira. É o caso de Drummond, Guimarães Rosa e Mário Palmério, a quem Jobim dedica a canção. A letra é parceria do maestro com o grande Paulo César Pinheiro. Em síntese: não há como não gostar de Matita Perê, letra e melodia dão à canção uma dimensão épica que a engrandece a cada nova audição. A canção também fez parte da trilha sonora do filme Sagarana: o duelo, baseado na obra de Rosa, com direção de Paulo Thiago, e lançado no mesmo ano do disco.&lt;br /&gt;A primeira inserção de Tom Jobim na literatura se dá em 1954 com o parceiro de anos, Vinicius de Moraes. Os dois fazem juntas as canções da peça escrita por Vinicius, chamada Orfeu da Conceição, que seria apresentada no mesmo ano do lançamento do disco, interpretado por Vinicius, por Tom (como músico) e por Roberto Paiva. Aí se encontram, entre outros, os sambas “Lamento no morro”, “Se todos fossem iguais a você” e “Mulher, sempre mulher”, verdadeiros clássicos do cancioneiro brasileiro. A peça de Vinicius viraria filme em 1959, dirigido pelo francês Marcel Camus. Em Orfeu negro Tom brilharia com os temas de “A felicidade” e “O nosso amor”.&lt;br /&gt;Há outros temas ligados à literatura, como a música para a Gabriela do Jorge Amado, inspirada obviamente na personagem literária a quem Sonia Braga emprestou corpo e alma no filme de Bruno Barreto (1983). A canção tem o mesmo nome da personagem e ora se desdobra no “Tema de amor de Gabriela”, que ganha uma conotação baiana na voz de Gal, parceira de Jobim na gravação da trilha sonora de 1983.&lt;br /&gt;A trilha sonora de “O Tempo e o Vento”, seriado da Rede Globo gravado em 1985 que adapta a trilogia de mesmo nome do escritor gaúcho Érico Veríssimo, também é assinada por Tom Jobim, e nela se podem ouvir músicas extraordinárias como “Passarim” e “Chanson pour Michelle”, além de outros temas instrumentais de incomparável requinte. Todas as letras do disco são de Tom, com parceiros.&lt;br /&gt;Em A música em Pessoa (1985), projeto que se juntava às comemorações dos cinqüenta anos de morte do poeta português Fernando Pessoa, o maestro assina a melodia de três poemas do autor de Mensagem: “O rio da minha aldeia”, “Cavaleiro Monge” e “Autopsicografia”. O disco traz os poemas na voz do próprio Jobim.&lt;br /&gt;Por ocasião dos cem anos de nascimento do poeta Manuel Bandeira, a cantora Olívia Hime, também produtora de A música em Pessoa, convida Tom para fazer a música do poema “Trem de Ferro” do poeta pernambucano. Um luxo. Num de seus últimos discos, Antonio Brasileiro (1994), Tom Jobim gravou o poema de Manuel Bandeira. A canção é de dar água na boca: ao ouvi-la a impressão que se prova é de que estamos viajando nalgum desses maravilhosos marias-fumaça de outrora, com vento na cara e barulho de café-com-pão.&lt;br /&gt;Ainda no capítulo cinema, Tom é o autor da trilha do filme Fonte da saudade (1984), também ligado à literatura, baseado no romance “Trilogia do Assombro” de sua irmã, Helena Jobim. E é dele a “Canção dos Piratas” que aparece no filme Pluft, o fantasminha, de Romain Lesage, adaptado da obra da dramaturga brasileira Maria Clara Machado, em 1961. Aliás, no terreno da literatura infantil, Jobim daria brilho à voz de Paulo Autran e de outros famosos atores brasileiros ao compor a música do disco O Pequeno Príncipe, adaptação do clássico infantil de Antoine de Saint-Exupéry, gravado em 1957.&lt;br /&gt;Para quem pensa que o nosso maestro era apenas um excelente músico, em momentos grandiosos de sua carreira Tom fez canções realizando sozinho letra e música, com ótimos resultados. Lembrem-se canções como "Falando de amor", "Àguas de março", "Corcovado", "Luiza", "Este seu olhar", "Samba do avião" e teremos a medida de sua relação com literatura. Acreditamos que Tom, reconhecido leitor de literatura, sabia tirar proveito da sua experiência com os livros. Suas letras nessas e em outras canções que assina individualmente são verdadeiros poemas. Como se disse lá em cima, algumas composições são tão ricas em poeticidade que os limites entre letra e poema quase desaparecem.&lt;br /&gt;Amanhã, 25 de janeiro, se estivesse vivo, o maestro estaria completando 80 anos. Tom Jobim nasceu na Tijuca, onde viveu durante muito tempo, antes de se tornar famoso e percorrer o mundo com sua música fenomenal. Em 08 de dezembro de 1994, faleceu aos 67 anos no Hospital Mount Sinai, em Nova York. Nesse dia, Antonio Carlos Brasileiro Jobim tornava-se então, nas palavras de Chico Buarque, o eterno “maestro soberano” de todos os brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Foto:&lt;/strong&gt; Ana Jobim. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116961533977233520?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116961533977233520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116961533977233520&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116961533977233520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116961533977233520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2007/01/babel_24.html' title='BABEL'/><author><name>Adalberto Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116925717439569315</id><published>2007-01-19T23:20:00.000-02:00</published><updated>2007-01-20T00:38:36.543-02:00</updated><title type='text'>A BESTA DA TARDE</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5253/4253/1600/142431/cinema.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5253/4253/320/59153/cinema.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.olhares.com.br"&gt;www.olhares.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era ela ou eu, estatelada justo sobre o elefante vermelho da colcha da sorte, que hoje parecia estanque de possibilidades? Qual das duas virava suco, de saliva de vontades reprimidas, enquanto as lágrimas, fartas de darem o ar da graça, apenas descansavam? Sim, como diz o sábio mestre DeRose ( um ser, um mestre que é sumidade no universo do Yôga, que resgatou corajosamente o Yôga mais antigo, pré-clássico o Swásthya ) “&lt;em&gt;É difícil fazer as coisas parecem fáceis&lt;/em&gt;”, mas esse é o único caminho e eu queria ser como ele diz que devíamos ser..”.&lt;em&gt;como águas dos riachos, que tranquilamente, contornam os obstáculos&lt;/em&gt;”, mas confesso que gastava aqueles segundos tentando eleger culpados, e preferia que ela, a raiva, confessasse tolher minha generosidade para com certas realidades. Tinhosa como o quê, dona raiva fez de tudo para dividir as responsabilidades daquela tarde histérica comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acabava de abandonar um caso de amor, um projeto artístico, que na partilha de bens ficara com grande parte do meu coração – o meu pai, filho e espírito santo. Era só um tempo, não um rompimento, mais doía igual. O motivo da separação é moda. Incompatibilidade de agendas. Eu tinha que conciliar trabalho, dinheiro e tempo, todos ítens em falta na minha geladeira de mãe e na da minha mãe também. E o projeto, claro tinha que seguir. Tá bom! Eu divido a culpa da relação ter desembocado nessa encruzilhada, mas o que adianta assinar termo de responsabilidade? Sim! eu provavelmente fiz escolhas apressadas na vida e de outras certamente fui refém, mas como despedir-me ou apenas me adiar do encontro com o que me faz pulsar? É isso então que chamam maturidade? Escolher aquilo que não se quer? Pois eu passo. Eu e minha raiva, porque ela só quer expurgar a chutes e pontapés a sua dor de impossibilidades e eu quero dar um jeito qualquer de pagar todo o preço do passaporte para os lugares meus. Nós fugimos de ser apenas uma sobra de ausências, mas naquela tarde de chuva , sem bolinhos de vó, era EXATAMENTE SÓ .........só isso que éramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debaixo da quentura calmante daquele torpor, somente a certeza de ser mais uma entre milhares de operários da arte a sofrer as agruras do ofício salvou-me de ser outra reclamante inútil. Sempre haverá uma semente perdida para alimentar um passarinho que não deixa de voar.....pensei e quis acreditar que assim é, ainda que seja no céu do Brasil, aonde política cultural é quase uma piada sem graça e o mau agouro, que envolve o tema, parece vir de longe – o teatro tupiniquim, por exemplo, nos primeiros tempos foi usado para oprimir os índios na catequese, tendo como principal dramaturgo José de Anchieta- ainda bem que na essência sensorial e mitológica, teatro era um ritual à baco (Deus do vinho) finalidade de origem convenhamos bem mais simpática ....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de saber que não há limites para o querer, e de sentir o mundo girar sob os meus pés, num movimento perpétuo de renovação- e eu estarei de novo com aquelas gentes e aquela arte do stúdio Fátima Toledo - estou triste pela necessidade de interromper um projeto integrante da minha formação de atriz, parte de uma verdadeira peregrinação na busca pelo conhecimento tão pouco valorizado e geralmente preterido por banalidades mercadológicas. Sempre suspeitei que dar um tempo é perigoso demais em qualquer relação, mas viver é expor-se ao risco, a todos e por outro lado "Amores serão sempre amáveis" Chico Buarque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, a noite caíu-me como uma luva, clareou as idéias e então ninei minha raiva ao na bela melodia de frejat, que reinventa os ecos de Raul Seixas e as porralouquices mais doces como...”basta ser sincero e desejar profundo/ você é capaz de mudar o mundo....” (aliás raros leitores, peço ajuda porque para ser sincera tenho dúvidas sobre quem compôs tal canção e perdi a capa do CD, além do que não há tempo de pesquisar agora, vou valer-me então da licença subjetiva que este tipo de texto tem, bem ao contrário do jornalismo, no qual estive amarrada por tempo demais creio)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desperta do pesadelo vespertino, fui tirar o pó do fundo dos olhos, quando de frente ao espelho lembrei de Manoel Bandeira e da sua “ternura dentuça”, que tirou poesia até da tuberculose. Este artista pernambucano arretado completaria 120 anos, não tivesse ido “embora pra Pasárgada” quando tinha 82. Justas homenagens serão prestadas à este talento modernista, que a despeito de todas as adversidades voou alto enquanto declarava sutilezas feito: ........”Quero a delícia de poder sentir as coisas mais simples” (poema Belo Belo) .....ainda pensado em Manuel olhei para as estrelas e mentalizei vários pedidos de enxergar as estradas que levam aos meus caminhos e enfim consolei-me no verso...”mas que céu pode satisfazer teu sonho de céu?”(A morte absoluta)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveito o tema homenagem para saudar todos os artistas brasileiros, especialmente meus colegas atores e atrizes, grandes mestres inspiradores, que na sina de largarem de si para serem instrumento da coletividade matam suas fomes apenas com a vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* A edição de janeiro da revista Bravo lembra Bandeira e indica lançamentos do aniversário do poeta....vale a pena.....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carol Montone é jornalista, atriz e colunista do Miolo-de-Pote aos sábados&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116925717439569315?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116925717439569315/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116925717439569315&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116925717439569315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116925717439569315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2007/01/besta-da-tarde.html' title='A BESTA DA TARDE'/><author><name>Carol Montone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13441663748134755307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116917231501260202</id><published>2007-01-19T00:00:00.000-02:00</published><updated>2007-01-19T00:05:15.080-02:00</updated><title type='text'>O MARTELO E A BIGORNA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3332/3201/1600/437349/roberto.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3332/3201/320/430093/roberto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;As múltiplas faces do Rei&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De férias do Miolo há quase um mês, farto de trinta dias de usufruto excessivo de ócio, álcool e lazer, volto a pegar a pena para refletir sobre assuntos do cotidiano. Mas sem deixar para lá as férias, o chato delas é que você acaba por negligenciar assuntos merecedores de algumas linhas. Hoje volto a dezembro de 2006, aproveito para falar sobre o cantor Roberto Carlos, personagem marcante da programação de final de ano da TV Globo.&lt;br /&gt; É bem verdade que quem é rei nunca perde a majestade, mesmo nas conturbadas crises de carisma. Assim tem sido o cantor Roberto Carlos, uma vez que está mais para um nobre em momentos difíceis, vivendo apenas a sombra de seu status. O show de final de ano apresentado pelo cantor representou bem sua trajetória artística, marcada por um hibridismo fonográfico que varia entre canções clássicas e músicas descartáveis.&lt;br /&gt;Nos anos 60 e 70 tivemos um Roberto ousado, subversivo e rebelde, imortalizado por um comportamento avesso aos padrões impostos por autoridades de chumbo. Ícone da Jovem Guarda, nessa época Roberto alcançou em sua carreira uma base musical sólida, responsável até hoje pela resistente figura real.&lt;br /&gt;Na década seguinte, anos 80, a rebeldia sucumbiu às pulsações das emoções, então passamos a ver um Roberto romântico, de voz suave e de frases de amor que compõem o melhor da enciclopédia romântica nacional. Nessa fase o artista consolidou seu título e coroou sua realeza.&lt;br /&gt;Nos anos 90 tivemos um Roberto picolé de chuchu, insosso e sem qualquer referência ao ídolo das décadas anteriores. De rebelde e romântico, o Roberto agora é melancólico e excessivamente religioso, apagado por traz de uma cortina chamada Maria Rita, álibi para um músico submerso em sua própria falta de criatividade e inspiração.&lt;br /&gt;Portanto, surpresa não foi para ninguém ver em dezembro passado um Roberto cantar música funk ao som de MC Leozinho, tampouco será ver este ano um Roberto atracado nas asas de um Calypso. Roberto, um cantor de todas as décadas e para todos os gostos. Mas fica a preferência por um Roberto romântico e rebelde, um Roberto capaz de servir de referência musical para as gerações que virão.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116917231501260202?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116917231501260202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116917231501260202&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116917231501260202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116917231501260202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2007/01/o-martelo-e-bigorna.html' title='O MARTELO E A BIGORNA'/><author><name>Rivamar Guedes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116904151599743782</id><published>2007-01-17T11:41:00.000-02:00</published><updated>2007-01-17T18:18:38.970-02:00</updated><title type='text'>BABEL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3246/3201/1600/86786/quinze02.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3246/3201/320/747576/quinze02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Entre o filme e a obra&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Adalberto dos Santos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre o filme e a obra, há certa distância. Mas ambos podem provocar a curiosidade e servirem como ótimos objetos para a reflexão e o debate na sala de aula. Costumo utilizar o filme nessa perspectiva: para efetivar o domínio crítico de conteúdos. E ainda que o aluno tenha do filme a idéia de que se trata de um produto cultural que está mais para o lazer que para a prática didática, faço o seguinte: deixo-o pensar. Quando mais, a idéia muda e aprendemos quanto o cinema pode fazer pensar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entre o filme e a obra, a prática mais comum é escolher o filme. Aliás, na escola a regra é levar o filme para a sala, nunca a obra. Se esta não foi lida pelo aluno, o professor como facilitador facilita que ela seja “lida” através do filme. Assim, se o filme for visto, o aluno livra-se da obrigatoriedade de ler a obra. E se a obra for grande, um romance longo como, digamos, Guerra e Paz? Aí estaremos falando do melhor resumo para o vestibular.&lt;br /&gt;Na verdade, não é a mesma coisa ler a obra e ler o filme. Cinema é cinema, literatura, literatura: formas de artes diferentes e por isso construídas a partir de procedimentos diferentes. Nem precisa ser expert em intersemiótica para tirar essa conclusão. No cinema, a adaptação pode mudar a “cara” da obra, a transmissão de valores e ideologias pode ser outra no filme, a visão sobre o mundo, as pessoas, etc: tudo provocado pela perspectiva do cinema, coisa bem diversa da obra.&lt;br /&gt;Digamos que lá no fundo, bem no escurinho do cinema, o filme acrescenta sempre algo a mais ou a menos à obra. Não que a adaptação desfaça por completo desta, mas pelo fato de que esse processo cria uma outra linguagem: tradução, transposição, mudança. E que há de negar que não seja assim? Temos de lembrar que uma coisa é um roteiro, uma narrativa especial exclusivamente escrita para o cinema, e outra a obra literária adaptada.&lt;br /&gt;Entre o filme a obra, ganha quem puder ler os dois. Na escola, o problema está em fazer gostar da obra e evitar que o cinema seja utilizado apenas como forma de driblar a oportunidade de o aluno puder conhecer a obra literária. Aliás, sugiro que os professores façam ler primeiro a obra e em seguida tragam o filme para que sejam apreciadas as diferenças e semelhanças entre as duas linguagens.&lt;br /&gt;Às vezes a gente pensa que por ser o filme um produto cultural mais próximo do cotidiano cai com facilidade no gosto do aluno, mas a literatura, como arte complexa que é, afasta o aluno dos conteúdos. Então, exibe-se o filme para que o aluno conheça a história. Só isso? È importante ler a obra, depois ver o filme e estuda-los juntos, enriquecendo o debate com questões que levem a compreender o filme e a obra enquanto objetos cada um com sua linguagem própria. As reflexões em torno da obra podem atingir o filme, e não é a só a história, o enredo, que está em jogo. Por fim, em relação aos dois objetos nada deve ser dispensado.&lt;br /&gt;Vou dar um exemplo. No filme O Quinze, adaptado de Rachel de Queiroz, tanto no romance quanto no filme, é fácil identificar como o drama natural da seca atinge todos os personagens. Mas o clássico problema da divisão de classe, no filme, ganha uma roupagem diversa da que vemos no romance.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na obra é mais difícil perceber o tratamento romantizado que a autora dá às relações de classe. Já no filme é mais fácil. Pela interpretação dos atores, pelo carisma transmitido pelos figurantes que fazem os imigrantes e empregados das fazendas de Vicente e Tia Inácia. No fundo, a gente percebe, através do filme, como eles idolatram o patrão e orquestram o velho dilema: a alienação submete a consciência à palmatória. Há uma coisa no problema da seca que eles não conseguem ver, e por esse motivo o romance sutilmente rouba-nos de atuar com eles. Mas não no filme, embora neste como na obra só consigamos ver, em primeiro plano, o problema da seca como fenômeno exclusivamente natural. Afinal, do que estamos falando? Eis a primeira questão para iniciar o debate entre o filme e a obra com a turma.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Imagem:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Cena de O Quinze. Direção: Jurandir Oliveira.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116904151599743782?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116904151599743782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116904151599743782&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116904151599743782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116904151599743782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2007/01/babel_17.html' title='BABEL'/><author><name>Adalberto Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116885806841240880</id><published>2007-01-15T08:46:00.000-02:00</published><updated>2007-01-15T08:47:48.536-02:00</updated><title type='text'>Darklands - Por Pablo Capistrano</title><content type='html'>www.pablocapistrano.com.br&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Esse ano eu faço 33. Pois então... aos 33 eu começo a perceber que andei perdendo tempo com algumas coisas inúteis. Que andei me preocupando com alguns problemas banais, criando algumas expeditivas falsas e que comprei um monte de CDs ruins (ou baixei muita coisa duvidosa esses últimos tempos da INTERNET) apenas para estar “atualizado”. Daí essa sensação de que eu preciso recuperar certas coisas que abandonei em alguma esquina dessas da minha própria vida. Retomar certas pérolas lançadas na estrada. Acertar as contas com o que passou porque, como afirma o Rabi Eliezer “arrepende-se um dia antes da tua morte”; para que o resto da eternidade você não tenha seu nome gravado à fogo no SPC da vida. Então ando meio interessado em recolher aquilo que um dia eu já tive, mas que, por displicência ou por falsos juízos de valor acabei perdendo. Darklands foi assim.&lt;br /&gt;Eu já tive esse LP. Comprei em algum sebo por volta de 1989 ou 1992, não lembro bem. Eu já tinha numa K7 (para quem não sabe o que é, trata-se de um rolo de fita magnética que a rapaziada usava como uma espécie primitiva de IPOD) o Psychocandy o primeiro álbum do Jesus and The Mary Chain, uma banda cujo núcleo era formada por dois irmãos ingleses, Willian e Jimi Reid. A minha fita cassete rodou quase dois meses num aparelho de som “três em um” que eu tinha no quarto e a distorção era inevitável. O primeiro disco do J&amp;MC era muito barulhento. Saído de um dos joelhos da banda novaiorquina Velvet Underground (1965-1970), o som explorava a distorção e os agudos altos das guitarras, com baterias secas e melodias vocais lentas e melancólicas. Tudo no melhor estilo dos oitenta e de sua escuridão contida e selvagem.  Mas, quando eu cheguei em casa para ouvir o Darklands na vitrola, me assustei. O disco era bem diferente. Mas limpo, mas melódico, mas fácil de ser compreendido. Uma espécie de Beach Boys do mal. Na época eu não vivia clima para as facilidades. Queria coisas difíceis e desconcertantes, queria que um jato certeiro de distorção atravessasse a minha vida, cortando-a ao meio, explodindo seu centro e espalhando seus pedaços pela linha do horizonte. Talvez por isso tenha deixado Darklands meio de lado e passado boa parte do resto da minha vida atrás do Psychocandy que eu tinha gravado no tal rolo de fita magnética que a turma usava como IPOD. Acabei perdendo meus LPs em alguma festas dessas, entre o ano de 1989 e 1995, e a tal fita cassete acabou enrolando no gravador de modo que eu tive que parti-la em três pedaços (esse era um dos problemas de ser adolescente na era pré-IPOD).&lt;br /&gt;O fato é que eu nunca consegui o disco. Até essa semana, um mês antes de completar 33 anos. Veja bem, completar 33 anos é marcante. Faz você pensar em todas aquelas baboseiras que eu disse no começo do artigo, então, quando eu vejo na prateleira da Velvet Discos, juntinhos, Psychocandy e Darklands eu pensei rapidinho nas palavras do Rabi Eliezer: “arrepende-te um dia antes da tua morte”. Comprei os dois. No carro, fiquei um tempo na dúvida de qual deles ouviria primeiro. Não sei porque escolhi Darklands: “and we tried so hard/ and we looked so good/ and we lived our lives in black/ but something about you felt like pain/ you were my sunny day rain/ you were the clouds in the sky/ you were the darkest sky/ but your lips spoke gold and honey/ that´s why I´m happy when it rains”. Era a faixa três. Happy when it rains. A música da propaganda de automóveis.  Quem imaginaria, em 1992, que eu iria passar o resto da semana encantado por uma música de propaganda de automóveis! 33 anos é uma ótima oportunidade para você se arrepender das coisas que perdeu. Quando o Rabi Eliezer disse o que disse um aluno esperto interpelou: “mas como podemos saber o dia de nossa morte para nos arrependermos um dia antes?”.  O rabi sorriu e respondeu: “é justamente por isso que você deve se arrepender todos os dias”. Pois é amigo velho, There´s something warm about the rain.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116885806841240880?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116885806841240880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116885806841240880&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116885806841240880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116885806841240880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2007/01/darklands-por-pablo-capistrano.html' title='Darklands - Por Pablo Capistrano'/><author><name>Nu com a minha musa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08592557786460220984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://i69.photobucket.com/albums/i46/lobamulher/adalperfil.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116872997892315367</id><published>2007-01-13T20:46:00.000-02:00</published><updated>2007-01-13T21:12:59.000-02:00</updated><title type='text'>Poemando</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5253/4253/1600/184608/veu%20blog.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5253/4253/320/874679/veu%20blog.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CANTIGA DE NINAR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria morrer de rir de mim sempre e por fim&lt;br /&gt;E  assim pudesse ser com todos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morreria de rir da felicidade de ter amado quem amei&lt;br /&gt;E ainda daqueles grãos de areia, que vizinhos ao meu nariz eram montanhas assombrosas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte pode ser igual calmaria de colo de vó se a gente acreditar que é&lt;br /&gt;Pode ser chá quente em noite de trovão&lt;br /&gt;Ah se ela pudesse ser até  um tanto bonita &lt;br /&gt;Poente ......&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegasse ela de mansinho, com pressa de velha, eu faria amizade&lt;br /&gt;Se me convencesse em silêncio que não preciso temer outras aventuras, sorriria curiosa&lt;br /&gt;Largaria meu corpo qual sorvete derretendo no sol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria que ela matasse as saudades das belezas da minha vida toda num instante&lt;br /&gt;E me ninasse  longe do susto dos soluços de todos os meus tempos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela me prometeria a vida eterna&lt;br /&gt;E a companhia de quem me deixou antes do tempo&lt;br /&gt;Ah se eu pudesse não saber que da morte infelizmente nada se pode querer&lt;br /&gt;Apenas esperar......&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Carol Montone&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempo: Sabernos transitórios é tão assustador quanto fascinante. Com a crença de que a vida é um breve presente, sempre procurei viver o hoje como se fosse único e último. O futuro é um tempo que não existe para mim e isso é bom pois minha morte- se o universo permitir - está num futuro distante (risos) e éruim na medida em que não crer em bençãos anunciadas para depois também me causa ansiedade da obrigação de fazer do agora minha tábua de salvação.   O mais triste deve ser quem morre para seus sonhos em vida. Você já cogitou, como eu, que o tempo pode ser mesmo inventado, assim como pode ser a morte que conhecemos, se pensarmos melhor...mas o que deve importar é que todo dia ao acordar nascemos de novo para  sermos felizes, melhores do que fomos dormir e imaginar coisas boas, emanar energias de amor e paz e acreditar que é possível que mesmo as coisas mais terríveis, como a morte, sejam apenas uma parte engraçada da aventura. Se não nos é permitida a eternidade- para nossa pena ou sorte? -  façamos então de cada momento experimentado, uma vida eterna.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116872997892315367?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116872997892315367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116872997892315367&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116872997892315367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116872997892315367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2007/01/poemando.html' title='Poemando'/><author><name>Carol Montone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13441663748134755307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116840384991013550</id><published>2007-01-10T02:33:00.000-02:00</published><updated>2007-01-10T10:40:14.873-02:00</updated><title type='text'>BABEL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3246/3201/1600/810229/ninguem-escreve-ao-coronel04.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3246/3201/320/907904/ninguem-escreve-ao-coronel04.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ninguém escreve ao Coronel&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solidão tem sido tema freqüente na história da literatura ocidental. Tanto que um dos mais importantes livros da América Espanhola, de Gabriel Garcia MÁRQUEZ, chama-se Cem anos de solidão. Sobre o autor já falei em outro texto, mas não me furto a comentar uma pequena novela do escritor colombiano que tem como tema primeiro a solidão existencial. Aliás, Márquez, mestre do realismo mágico, é, sem dúvida, mestre também em inventar criaturas cuja solidão é a forma e o fundo de suas existências.&lt;br /&gt;Alguns disseram de Ninguém escreve ao Coronel (1957) que se tratava de uma grande alegoria política contra a burocratização da vida comum. Também acho, mas vejo que na novela a questão da solidão existencial predomina entre outras: as dificuldades de sobrevivência em meio à escassez de recursos, a velhice, a fome, a pobreza, etc, vêm em seguida a esse problema maior.&lt;br /&gt;O enredo é bem simples. Um coronel reformado espera religiosamente a chegada de uma carta do governo que lhe renderá a pensão por méritos de guerra, mas esta (a carta) nunca chega. Daí que uma vez por semana ele vai ao cais ver a lancha que traz as correspondências na esperança de obter a tão sonhada ordem burocrática. Em dias de ir ao cais, inquieta-se como um prisioneiro de guerra, arruma-se, cria as mais puras expectativas, e ao final, descobre que ninguém escreve ao Coronel, ninguém. Passam-se quinze anos, e é onde estamos quando o livro começa. Morando com a companheira e um galo de briga herdado do filho morto, o Coronel leva os dias acreditando na possibilidade de driblar a solidão a que se confinou depois que o governo lhe nega o mais importante à sua vida: comida e dignidade (reconhecimento pelo trabalho prestado à pátria como soldado).&lt;br /&gt;Assim, o Coronel passa a viver de ausências, de forma solitária e vazia: ressente a ausência do tempo glorioso das guerras, do filho revolucionário morto pelo governo a quem serviu, da saúde e da juventude, mas não despreza uma espécie de orgulho autoritário de que se gaba. São muitas as vezes em que, tentado a resolver o problema da falta de recursos para garantir ao menos a alimentação diária, procura vender o galo, falar dinheiro emprestado, solicitar favores. Mas entra e sai e a luta continua. Até o final do livro.&lt;br /&gt;Não tenho dúvidas de que essa situação, de caráter nitidamente kafiano, dá ao personagem uma espécie de insegurança contra si mesmo, porque de repente passa a não se conhecer, aos poucos se confina e se anula sem saber por que, que motivos o levaram a viver tal experiência. Garcia MÁRQUEZ, leitor de Kafka, faz lembrar através do Coronel o rebaixamento metafísico a que se impõe o sujeito quando a realidade, quando a existência de repente se reduz a nada.&lt;br /&gt;Através do procedimento de um narrador em certos momentos sádico e irônico percebe-se que a solidão do coronel é de tendência metafísica. A voz narrativa é silenciosa, as frases parece serem ditas em tom de galhofa, por meio de sussurros cuidados, lentamente expressos, próximas à fala da esposa do coronel, dona Lola, de início uma humilde senhora, asmática e calada, depois uma consciência realista para as coisas práticas. Esse sussurro narrativo dá ao livro o tom do vazio existencial do Coronel, exposto ao absurdo de que é vítima, a cada linha um homem revoltado, nos termos de Camus, embora contido por conveniência e orgulho. O governo fora bom com outros, como ao rico Dom Sabas, mas a um dos seus melhores soldados, derrubou da montaria em sua mais importante batalha, reflete o Coronel. Como sorrir, ser feliz, não tornar-se um solitário? Esperar quinze anos por uma mesma coisa, não consegui-la, adiar sempre a sua vinda e ainda ter esperanças? É o máximo a que pode um homem.&lt;br /&gt;Chegamos ao fim da novela e concluímos: a história da mais solitária das personagens de Gabo parece ser a de um homem que não tem história. Mesmo com ares de um imponente guerreiro (o coronel lutara ao lado de Aureliano Buendía, herói de Macondo) a personagem parece não ter história. Pelo menos, diga-se de passagem, Aureliano Buendía tem uma história, uma trajetória, aliás, uma extraordinária trajetória, de importância épica. A vida da personagem da pequena novela de Garcia MÁRQUEZ, ao contrário, é trágica, dramaticamente limitada a uma mesma peleja ao lado da esposa Lola, sem mais que isso. Porque sua luta agora e enquanto existir a novela é a de um solitário que estará sempre a agarrar-se a esperanças.&lt;br /&gt;O livro também virou filme. El Coronel no Tiene Quien lo Escriba é de 1999, e foi dirigido pelo cineasta mexicano Arturo Ripstein. Fez algum sucesso, principalmente por apelar para a caricaturização das personagens. Lembre-se a cena em que o Coronel responde à insistente pergunta da esposa, já ao final da história: “Diga, o que nós vamos comer?” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E o Coronel, no seu orgulho, faz uma cara entre triste e irônico:&lt;br /&gt;- Merda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: &lt;a href="http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/"&gt;http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116840384991013550?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116840384991013550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116840384991013550&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116840384991013550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116840384991013550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2007/01/babel.html' title='BABEL'/><author><name>Adalberto Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116806135141818687</id><published>2007-01-06T03:21:00.000-02:00</published><updated>2007-01-09T00:39:33.293-02:00</updated><title type='text'>TEMPO, TEMPO, TEMPO, TEMPO</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr hb_tag="1" unselectable="on"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;blockquote id="e00175"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5253/4253/1600/147463/miolo%20Rio.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5253/4253/320/323193/miolo%20Rio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" unselectable="on" width="100%"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Foto de Ricardo Zerrenner (www.olhares .com.br)&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo início é de um certo medo. Estou sem tempo e aturdida com uma mudança de fuso horário, digamos assim. Minha casa e minha vida começam este ano de cabeça para baixo, como uma mala cheia de roupas sujas misturadas a outras intactas, a minha espera. Chego de viagem e tenho o texto do Miolo para postar. Trata-se da primeira missiva do ano para vocês meus caros-raros leitores, afetos desconhecidos e instigantes, o que significa uma missão e tanto. Dadas as circunstâncias, a única solução - tão rápida quanto necessária – é entregar-me corajosamente aos verbos triviais de um recomeço para dizer deste outro janeiro, mês propício para faxina na alma e no armário, época aonde a rigidez dos capricornianos atormenta as férias . Se você conhece um capricorniano sabe que esse signo é sinônimo de planejamento. Os nascidos nesse espaço do zodíaco costumam inclusive projetar coisas inverossímeis, mas sempre dentro dos seus próprios parâmetros de risco e benefícios, mas tudo bem...qual de nós pode atirar a primeira pedra.... então salve especialmente todos os nascidos em janeiro e salve o ano novo!!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria ser como Dom Quixote, para quem a batalha era também seu descanso, mas confesso que me assustam tantas providências internas e externas para pelo menos tentar fazer o mínimo possível, em prol daquilo que almejo para esse novo calendário. Estive em companhia de uma criatura ímpar nos últimos dias, minha irmã e escritora Mônica Montone (&lt;a href="http://www.finaflormonicamontone.blogspot.com/"&gt;http://www.finaflormonicamontone.blogspot.com/&lt;/a&gt;) na cidade maravilhosa, que apesar dos inimigos do reino continua a ser o Rio de Janeiro de sempre....lindo. Mô é aliás a paulista mais carioca que conheço, juntamente com a trupe seu Januário e Izildinha. Entre uma caminhada e outra , um chá, vinho tinto e água salgada, falávamos que hoje as pessoas correm tanto contra o tempo que é quase uma heresia falar apenas da vida num começo de ano...das imbecilidades e delícias vitais ...os assuntos certos são projetos e resoluções a curto prazo. Entra ano e sai ano e esse tipo de obsessão faz com que não nos olhemos nos olhos e pra que tanto sucesso sem reciprocidade????&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Eu também tenho minhas empreitadas, mas venho aprendendo com os cariocas que relaxar é preciso....assim como "navegar"...(claro). Apesar do caos, que essa cidade brasileira representa como nenhuma outra, as ruas de lá conservam um jeito brejeiro. São como meninas sapecas ...lá a violência, por mais que tente, ainda não conseguiu matar a alegria de um povo que é carnavalesco de nascença. Acho isso bonito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De votla ao meu berço paulista, que honro e amo, queria iniciar 2007 sem querer tanto, como ensina a filosofia budista. Parece claro que as expectativas são fontes de sofrimento, mas como ainda não atingi esse patamar de coerência...quero unicamente não parar de sonhar, haja o que houver, porque afinal isso seria morrer...” A vida é sonho e os sonhos sonhos são” Shakespeare. Meu maior medo é esse....viver só da realidade ... Quero sonhar e crer que pessoas inocentes não morrerão mais queimadas ao tentar usar um trasnporte coletivo para ir e vir neste mundo do absurdo em que vivemos. Esse também é meu voto de felicidade para você leitor do Miolo, desejo que nada te faça parar de acreditar na possibilidade.......&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, penso ser a paciência uma qualidade essencial nos anos pares e ímpares. Não à toa a palavra deriva em latim dos termos sofrer e resistir. Como é difícil conviver com tudo aquilo que nos aflige...então...que busquemos, cada um à sua maneira, formas de desenvolver esse ofício de ser paciente, principalmente conosco.&lt;br /&gt;Pablo Picasso costumava declarar que não o importava nada do que tinha feito, mas sim o que devia fazer. Radical ele - opino - pois no passado também há força de referência para realizar o futuro. Quem de nós, entretanto pode contentar-se com o que viveu, mesmo que seja saudade?? Pois que venha 2007!!!! Um grande beijo à todos e votos de que o Miolo continue remando com força total, mesmo diante de tempestades anunciadas .......&lt;br /&gt;PS: Euza querida...eu quero você aqui conosco. Por essas e outras, que daria tudo por um varinha mágica de condão que me fizesse fada de todos os meus mais loucos desejos .....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carol Montone é jornalista e atriz e colunista do Miolo-de– Pote aos sábados&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr unselectable="on" hb_tag="1"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116806135141818687?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116806135141818687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116806135141818687&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116806135141818687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116806135141818687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2007/01/tempo-tempo-tempo-tempo.html' title='TEMPO, TEMPO, TEMPO, TEMPO'/><author><name>Carol Montone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13441663748134755307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116779838501491300</id><published>2007-01-03T02:21:00.000-02:00</published><updated>2007-01-03T02:41:24.496-02:00</updated><title type='text'>NOTAS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3246/3201/1600/468198/maos.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 167px; CURSOR: hand; HEIGHT: 247px; TEXT-ALIGN: center" height="294" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3246/3201/320/169159/maos.jpg" width="173" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Neste início de ano, ficarei de fora de estrear a coluna com novo texto. Peço desculpas. È tempo de férias, mas, no meu caso, falta muito para começarem de verdade. Estive viajando e deixei algum trabalho acumulado. Aí, por conta dos feriados não pude escrever meu texto para o Miolo. Peço desculpas. Mil desculpas. Aos amigos, prometo continuar com algum tema na próxima quarta. Mas hoje, embora, tenho umas notas a escrever.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;ÚLTIMO POST DA EUZA NORONHA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Entristece-me a notícia do afastamento da colunista Euza Noronha. Nesta terça ela escreveu seu último texto como colunista do blog. Antes, havia me enviado um e-mail comunicando a razão de seu afastamento. A Euza deixará uma lacuna imensa, já que escreve muito bem, tem sempre ótimos temas e agrada demais aos leitores. Por sua causa, muita gente tem divulgado e visitado ainda mais este blog. Obrigado, Euza, pela excelente contribuição. Você é ótima. Torço para que continue com seu dinamismo e mesmo entusiasmo com as letras e as pessoas. Beijão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;RESTAM DOIS&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Com a saída da colunista Euza Noronha ficamos sem a quinta pessoa da equipe que fez parte da criação do Miolo de Pote. Ao longo de seus quase sete meses, por vários motivos o blog foi perdendo um após outro colunista; alguns se afastaram sem avisar, mas continuamos. Atualmente, da primeira equipe, restam eu e o Rivamar Guedes, ambos da PARAÍBA. Ainda contamos com a colaboração da jornalista Carol Montone que recentemente veio se juntar ao grupo Miolo. Como disse a Euza, está difícil continuar. Como vêem, temos problemas. Iremos em frente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;AJUDA, COLABORAÇÃO, COLUNISTAS&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Bem, por conta de mais uma perda, vimos a público pedir aos que ainda gostam do projeto Miolo que nos ajudem em sua divulgação e que se empenhem em fazê-lo com os colunistas que sobram, ajudando-nos com publicações, com idéias, com novidades. Enquanto editor, ficarei muito empolgado se receber e-mails de pessoas que queiram participar do Miolo de Pote como colaborador, enviando textos e se tornando, com o tempo, colunista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;NOVO LAYOUT?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O layout por enquanto continuará o mesmo, mostrando o mesmo grupo inicial. Pedimos desculpas por continuar assim, porque de nossa parte não entendemos bem de linguagem de sites e blogs. O layout é criação do designer Weberth Mota, de quem há muito tempo não temos notícia; na certa, como sempre, continua muito ocupado e não poderá nos atender tão cedo. Daí que ficamos assim: ou aguardamos o contato do Weberth com sua gentileza, ou só se aparecer um entendedor do assunto e se prontificar a nos ajudar numa nova roupagem para o blog. Se alguém que nos visita puder sanar esse problema, poderemos entrar em contato: &lt;a href="mailto:noteco_teco@yahoo.com.br"&gt;noteco_teco@yahoo.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;CONTINUAREMOS...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, buscaremos meios de ir em frente... eu, Carol e Rivamar. E se puder, com a sua ajuda também. O Miolo de Pote é e sempre será um blog de idéias. Assim o vejo e assim quero que continue. Até onde der, continuaremos... Abraços a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Imagem: &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.zonalibre.org/blog/moe/archives/imagenes/a-quatro-maos[1].jpg"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;http://www.zonalibre.org/blog/moe/archives/imagenes/a-quatro-maos%5B1%5D.jpg&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116779838501491300?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116779838501491300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116779838501491300&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116779838501491300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116779838501491300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2007/01/notas.html' title='NOTAS'/><author><name>Adalberto Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116772544538517410</id><published>2007-01-02T06:03:00.000-02:00</published><updated>2007-01-02T06:33:06.126-02:00</updated><title type='text'>Palimpnóia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Indisfarçavelmente, despedida!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cá estou eu sem saber o que se escreve num segundo dia do ano!&lt;br /&gt;Por mais que me esforce, não consigo colocar cara nova neste recém-nascido. Folheio os diversos calendários que ganhei e só consigo ver continuidade. O noticiário televisivo também não ajuda. Tento ressuscitar meu lado místico e faço a soma dos algarismos, tiro a prova dos nove e o resultado me diz apenas que zero é relativo. Tanto pode ser o início de uma contagem quanto pode ser nada. E o nada também é relativo. Pode significar vazio – e segundo as leis da física, vazio é apenas o espaço que será preenchido. Mas pode significar ausência – e ausência é o estado do não-querer, do não-saber, do não-fazer.&lt;br /&gt;Mas ninguém merece esta falta de perspectiva. Nem eu que estou a presentear você com um escrito sem conteúdo. Então façamos o seguinte: a colunista vai se afastar! Por tempo indeterminado. Talvez correr em busca do arco-íris e se vestir das suas cores. Ou talvez reaprender a usar o pincel que pintará de alegria os dias de 2007.&lt;br /&gt;Mas antes de ir deixo aqui registrado o meu agradecimento pela carinhosa companhia em 2006. E meu grande desejo: que saibamos todos construir os novos dias com amor e amor e mais amor.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Carpe diem!&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116772544538517410?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116772544538517410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116772544538517410&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116772544538517410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116772544538517410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2007/01/palimpnia.html' title='Palimpnóia'/><author><name>Euza Noronha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116700087359137400</id><published>2006-12-24T20:50:00.000-02:00</published><updated>2006-12-24T20:54:33.593-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4263/3089/1600/85495/cartaomiolo.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4263/3089/400/253198/cartaomiolo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116700087359137400?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116700087359137400/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116700087359137400&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116700087359137400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116700087359137400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/12/blog-post.html' title=''/><author><name>Nu com a minha musa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08592557786460220984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://i69.photobucket.com/albums/i46/lobamulher/adalperfil.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116689697426883593</id><published>2006-12-23T15:56:00.000-02:00</published><updated>2006-12-23T16:02:54.373-02:00</updated><title type='text'>BONECA VERMELHA</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5253/4253/1600/805974/Boneca%20II.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5253/4253/400/53163/Boneca%20II.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Carol Montone&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             Todos nós temos ao menos um anjo ao redor, cujo brilho é tão forte que nos faz menos cegos. Temos muitos em verdade, mas somos feitos de olhos apressados para enxergar certos milagres. Curiosa que sou, notei logo as asas escondidas na roupa do meu avô, que infelizmente viajou para um mundo desconhecido, aonde não permitem visitas. Fiquei de sobreaviso desde então e pude notar que era rodeada de outros seres encantados. Com um pouco de dor aprendi que a gente nunca saberá quando eles chegarão tampouco quando seguirão viagem, daí a urgência de aproveitar essas companhias como se fossem as últimas bençãos vividas. A vida pode sim tirá-las de você por motivos nobres ou não, mas ninguém tirará o amor vivido. Nesses dias “ pé-natalinos” ,  tive pensando que essa parece ser a única razão realmente cabível para o mundo todo mobilizar-se em torno do dia 25 de dezembro. É piegas mas é um simples...Natal foi inventado para amarmos uns aos outros e dar graças pelos anjos que compartilham suas asas conosco. Claro que não seria necessário estipular data para tanto, mas nós humanóides somos muito “organizados”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Essa semana um anjo chamado Joana Aparecida Salim, de olhos amendoados, mãos calejadas e uma abnegação gigante em relação aos prazeres da vida me deixou sem palavras natalinamente suficientes. Essa anja tem meio metro de altura e um problema neurológico que a traz muitas limitações. Munida destas, ela trabalha há quarenta anos - sem férias ou salário - na casa de uma família “cuidadora”,  que ao mesmo tempo é sua  única salvação e sua cruel algoz. Todos a amam, entre outras coisas talvez por conta daquele sorrisinho maroto e as vezes inconveniente,  que escapa da boca pequenina enquanto suas mãos ágeis carpem jardins, lavam roupas, cuidam de bebês ou qualquer outra coisa útil para qualquer um. Eu queria presenteá-la não apenas por amor, mas por uma certa pena e era eu a coitada quem ganhou o seguinte e inestimável presente: entendi que esse ser tem paz de espírito e por isso se realiza naquilo que é e faz. Ela que quase nada tem além de muito trabalho e dificuldades de saúde me disse “eu não estou precisando de nada, use seu dinheiro para comprar algo para alguma criança, mas se você quiser mesmo me dar algo pode ser uma boneca vermelha”...me disse. Foi emocionante ver ali na minha frente um anjo em carne e osso, que encara a vida com a força silenciosa de um lenhador e guarda no coração a menina que nasceu para ninar eternamente sua boneca vermelha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Apesar de toda a maratona consumista, das misérias e de todo o sofrimento que também enfeita o Natal das diferenças sociais de da pobreza de espírito (como bem lembrou minha nova amiga e “sensível” escritora colaboradora deste site, a Euza) , apesar dos nossos pobres anjos caídos, travestidos em meninos de rua “gente que é para brilhar e não para morrer de fome”, principalmente com tanto peru de Natal indo para o lixo por aí, mas apesar , apesar e apesar....Natal é uma época de milagres talvez  porque muita gente, num repente, tenta conectar-se com a divindade do verbo amar. Não sou religiosa, mas creio que quem conta um conto aumenta um ponto e como jornalista aprendi que essa tal de objetividade factual é balela ou quase, portanto não acho que estamos todos aqui reúnidos para especular se Jesus casou ou não com Maria Madalena e nem nada similar. Também nunca consigo me atentar para datas e não tenho certeza se houve um nascimento , uma morte e uma ressurreição na ordem e jeitos que nos contaram, mas qualquer um sabe que tudo é milagre nessa vida. Jesus e todos os deuses, um dia nascendo, uma criança sorrindo, um casal dançando, eu você e um pé de alface, que como dizia meu vô era a obra de arte mais generosa da terra...”imagina quantas folhas tem um pé e quantas pessoas podem comer juntas ....”, ele dizia lembrando também da beleza das cebolas e outros milagres da natureza.&lt;br /&gt;                        As bonecas vermelhas e a força para seguir em frente a despeito dos infortúnios pode vir de Papai Noel, não do bom velhinho de roupas de cetim, que não dá conta de chegar em quantas ???? casas, mas no papai noel que todos nós podemos encontrar disfarçado num abraço, sorriso ou num olhar de bem querer. Desejo que todos aqueles que sofrem na noite feliz possam pensar no papai noel como um símbolo de esperança de barbas brancas e essa não está à venda....está dentro de cada um.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um grande beijo à todos e claro um Feliz Natal&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116689697426883593?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116689697426883593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116689697426883593&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116689697426883593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116689697426883593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/12/boneca-vermelha.html' title='BONECA VERMELHA'/><author><name>Carol Montone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13441663748134755307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116675424374955260</id><published>2006-12-22T00:21:00.000-02:00</published><updated>2006-12-22T00:24:03.810-02:00</updated><title type='text'>O MARTELO E A BIGORNA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3332/3201/1600/788400/sivuca.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3332/3201/320/193784/sivuca.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Jingobel sem sanfona&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Natal dos brasileiros, especialmente dos nordestinos, perdeu este ano o brilho e a magia característica da data. As múltiplas lâmpadas coloridas cederam lugar a velas de cor única, a uma cortina de fumaça que anuncia o fim de mais uma chama de vida.&lt;br /&gt;A figura mais típica da época este ano não vai mais estar presente, a saber, o bom velhinho de cabelos brancos e careca reluzente, barba em forma de nuvens em tarde de verão e tecido adiposo em excesso na barriga. Este ano faltará a nós, nordestinos, a companhia de Sivuca, o Papai Noel da sanfona.&lt;br /&gt;Severino Dias de Oliveira, o Sivuca, nasceu no ano da revolução de trinta, talvez por isso tenha herdado o dom desse fenômeno, o de revolucionar. Paraibano de Itabaiana, assim como o poeta Zé da Luz, o maestro e acordeonista revolucionou a musicalidade regional nordestina ao incorporá-la num novo contexto rítmico. Com Sivuca a sanfona perdeu o status de estereotipado instrumento rural, usada em palcos de pé-de-serra, para ganhar o glamour da erudição sinfônica dos teatros.   &lt;br /&gt;O instrumentista e arranjador Sivuca deixará um legado sem equivalência para o cardápio popular brasileiro, um misto de regionalismo com música clássica ao sabor de violino, violoncelo e sanfona.  Compor foi o seu dom, encantar a sua maestria.&lt;br /&gt;Do maestro paraibano fica a saudade não apenas de João e Maria, mas de josés, franciscos, beneditos e tantos outros que ao som da sanfona redescobriram o encanto pela música e a firmação de sua nordestinidade.&lt;br /&gt;No Natal deste ano poderá até ter passas, panetone e uma farta mesa de frios, mas na ceia do brasileiro vai faltar produtos da Feira de Mangaio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116675424374955260?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116675424374955260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116675424374955260&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116675424374955260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116675424374955260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/12/o-martelo-e-bigorna_22.html' title='O MARTELO E A BIGORNA'/><author><name>Rivamar Guedes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116657191213787509</id><published>2006-12-19T21:39:00.000-02:00</published><updated>2006-12-20T01:19:01.593-02:00</updated><title type='text'>BABEL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3246/3201/1600/986820/lima%20barreto.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 172px; CURSOR: hand; HEIGHT: 255px; TEXT-ALIGN: center" height="292" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3246/3201/320/699253/lima%20barreto.jpg" width="172" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A falsa fábula de Os Bruzundangas*&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Para Jarisa Augusto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você lê &lt;strong&gt;Os Bruzundangas&lt;/strong&gt; nem precisa que te informem que se trata de ficção, de uma realidade imaginada e, portanto, falsa. Mas não é por ser ficção que se conclui que a história é falsa, mas porque você percebe que aquela terra do livro é a nossa, esta na qual pisamos o chão em que tudo dá e onde vemos um céu pintado com todas as cores da nossa esperança de país de futuro. O escritor carioca Lima Barreto, autor da obra, sabia que não estava falando tolice e que estava dizendo exatamente isso. Daí que essa sátira foi e continuará sendo o símile literário perfeito para representar o Brasil de ontem e de hoje.&lt;br /&gt;Bruzundanga é um “país imaginário” onde as coisas nunca acontecem a favor dos menores, dos pequenos, a sempre maioria de uma sociedade, onde a vida é sem importância e onde as pessoas são tratadas como na verdade do universo da ficção, ou seja, como jogo ou invenção. Algum paralelo com o Brasil? Na verdade, nada mais longe que um país de mentira, nada mais mentiroso. De viés, ao fim e ao cabo, em Bruzundanga o que temos é uma república real que se descortina ao olhar incrédulo de quem não apenas a imagina, mas a vive à luz clara de uma realidade social que já dura bem mais de quinhentos anos. Em Bruzundanga gozamos com uma festa de situações às vezes tão incomuns, tão exageradamente irônicas e engraçadas que nos espantamos, bobões: ah, este país eu conheço!&lt;br /&gt;Lima Barreto surpreende ao construir um mundo que, a partir de uma situação sócio-histórica real, datada, serve de reflexão para entender uma outra situação mais de oitenta anos depois, a nossa, em que nada ou quase nada mudou. Para mim, &lt;strong&gt;Os Bruzundangas&lt;/strong&gt; são um espetáculo de desvendamento artístico a nos garantir que a melhor arte supera os limites de tempo e de espaço.&lt;br /&gt;Em princípio, os Estados Unidos da Bruzundanga pode ser lido como o Estado Oligárquico da República Velha brasileira onde a nata da aristocracia rural e semi-industrial vivia a amordaçar as liberdades mais elementares do povo brasileiro; onde conflituosamente viviam os herdeiros da Casa-Grande e os remanescentes da Senzala, mas principalmente onde reinava uma elite historicamente preconceituosa de cultura mediana (não politizada, mas politiqueira, não completamente emancipada, mas poderosa) na periferia de um capitalismo atrasado num país explorado por bandidos sem-nenhum-caráter. &lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3246/3201/1600/904530/bruzundangas.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 148px; CURSOR: hand; HEIGHT: 202px" height="269" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3246/3201/320/386185/bruzundangas.jpg" width="213" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foi contra esse painel de políticas e ideologias que Lima Barreto escreveu &lt;strong&gt;Os Bruzundangas.&lt;/strong&gt; Painel de &lt;em&gt;Belle Èpoque,&lt;/em&gt; talvez o quadro mais angustiante porque passou o escritor brasileiro crítico e combativo como o criador de Policarpo Quaresma. Após Machado, o país vivia infestado de artistas amorfos e medíocres a se entregarem a futilidades as mais diversas, numa prosa empolada e ideologicamente aristocrata. Era uma época em que a &lt;em&gt;intelligentsia&lt;/em&gt; fadava ao conformismo e estava em total desacordo com as mazelas sociais de seu tempo. Em síntese, o mundo do formalismo parnasiano havia arrastado a reflexão crítica para bem longe, por isso a arte brasileira, a literária em especial, era carente de melhores representantes.&lt;br /&gt;Eis que não de repente, porém atentos às mudanças e aos problemas de natureza interna porque passava o país nas três primeiras décadas da primeira república, surgem escritores mais combativos e interessados em discutir os problemas brasileiros, entre os quais Lima Barreto, famoso amanuense de carreira e escritor por vocação e genialidade. Nesse momento, migramos do país empolado e alienante do Estado Oligárquico - das faceirices modernas das classes cultas, das imundícies sociais e futilidades culturais - para um país real onde habitavam os brasileiros sem história e as classes privilegiadas que se esbaldavam no mormaço das idéias e na exploração do povo mais simples.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como lembra Lucia-Miguel Pereira ao reconhecer a importância de Lima Barreto em seu &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Prosa de ficção (de 1870 a 1920),&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; em meio ao sorriso superficial da alta sociedade, “ressoava subitamente uma voz áspera e amarga, o drama interrompia a opereta, a revolta explodia no seio da amenidade, um atormentado reclamava o direito de se fazer ouvir dos descuidados”, e esse atormentado era o Lima Barreto de &lt;strong&gt;Os Bruzundangas.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Herdeiro de Machado de Assis? Lucia-Miguel se pergunta se o professor não haveria de conhecer o aluno, se não descobriria nele, bem antes da crítica tê-lo esquecido em vida e após a morte durante muito tempo, se não reconheceria em Lima seu substituto primeiro: “&lt;em&gt;Terá o velho Machado tido notícia do jovem Lima Barreto, e sentido que, malgrado irredutíveis diferenças de temperamento e opiniões, era esse outro mulato quem o iria substituir?” &lt;/em&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3246/3201/1600/315190/a%20velha%20republica.jpg"&gt;&lt;em&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 247px; CURSOR: hand; HEIGHT: 176px" height="230" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3246/3201/320/818208/a%20velha%20republica.jpg" width="320" border="0" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Creio que de Machado de Assis Lima não herda os requintes formais de investigação psicológica que fizeram o Bruxo do Cosme Velho pôr a nu as contradições estruturais das elites brasileiras de fim de século (como já observado no clássico estudo de Roberto Schwartz, &lt;strong&gt;Um mestre na periferia do capitalismo, &lt;/strong&gt;de 1990), mas em verdade lhe apura o realismo crítico de forma a desmascarar, revelar e converter a pátria de todas as oligarquias na República de Bruzundanga.&lt;br /&gt;Conhecido na sua época como “escritor mulato”, Lima Barreto não fora aceito como o grande escritor que é: confundiram o artista e o homem. Como se sabe, Lima era alcoólatra, enfrentou internações em hospícios; e principalmente: não escreveu para as elites. Era um gênio rebelde, por isso socialmente incompreendido. Ora, aos gênios não se pergunta a cor. Mulato, sim, como mestiço o fora o próprio Machado, Lima teve infância pobre, juventude pobre e passou a vida pobre e miserável, sobrevivendo a duras penas entre a genialidade de escritor e os fracassos de homem. Mas os dois, Machado e ele, com igual mestria, souberam adentrar os labirintos da psique sócio-ideológica do Brasil entre o final do Império e os limiares da República Velha, e isso sem que se perdessem lá. Tanto que um nos deu Brás Cubas, cujo DNA ainda infecta a ordem política e moral de nossas elites, e o outro nos desvendou vários tipos sociais brasileiros reinventando o país cultural e sociologicamente através de romances exemplares e da falsa fábula dos Bruzundangas.&lt;br /&gt;Digo falsa fábula porque em &lt;strong&gt;Os Bruzundangas,&lt;/strong&gt; como seria normal, a ficção deveria funcionar na esteira de um “como se não fosse, embora sendo”, devido à formalização do processo de construção artística. Mas, neste caso, o relato extrapola os limites da invenção para sugerir o quadro de uma realidade que “é como é”, real e por inteira. Como exemplificação, leia-se essa famosa passagem comparado-a com a atual cena política de aumentos salariais exorbitantes dos nossos camaradas parlamentares:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Não há lá homem influente que não tenha, pelo menos, trinta parentes ocupando cargos do Estado, não há lá político influente que não se julgue com direito a deixar para os seus filhos, netos, sobrinhos, primos, gordas pensões pagas pelo Tesouro da República.&lt;br /&gt;No entanto, a terra vive na pobreza; os latifúndios abandonados e indivisos; a população rural, que é a base de todas as nações, oprimidas por chefões políticos, inúteis, incapazes de dirigir a cousa mais fácil desta vida.&lt;br /&gt;Vive sugada, esfomeada, maltrapilha, macilenta, amarela, para que, &lt;strong&gt;na sua capital, algumas centenas de parvos, com títulos altissonantes disso ou daquilo, gozem vencimentos, subsídios, duplicados e triplicados, afora rendimentos que vêm de outra e qualquer origem, empregando um grande palavreado de quem vai fazer milagres”.&lt;/strong&gt; (grifos nossos).&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Assim é o Brasil de Bruzundanga, mais real impossível. Assim também seu autor, ainda mais real que a própria vida de privações e preconceitos de que foi vítima. Não esqueço a conhecida descrição do velório de Lima Barreto: na sala onde velavam seu corpo, estavam apenas uns dois ou três amigos; da mesma forma durante o enterro. Já os funerais de Machado, 14 anos antes, ficaram conhecidos pela opulência das pompas e homenagens. Conta-se que o cortejo arrastou multidões: uma verdadeira nota de que o valor social do autor de Brás Cubas antes de morrer estava em alta, figurão que era das letras nacionais. Em 1908 quando o jovem Lima Barreto estava começando a escrever os primeiros romances, Machado morria, mas morria com o status de um verdadeiro pop star, hoje tranquilamente comparado aos famigerados autores que a burguesia mais medíocre e a grande mídia apadrinham lá e aqui em Bruzundanga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;NOTA:&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;___* Devo todas as citações e a idéia geral deste artigo ao professor Luiz Ricardo Leitão que publicou recentemente o livro &lt;strong&gt;Lima Barreto: o rebelde imprescindível&lt;/strong&gt; (São Paulo, Expressão Popular, 2006), que acabei de ler.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116657191213787509?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116657191213787509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116657191213787509&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116657191213787509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116657191213787509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/12/babel_19.html' title='BABEL'/><author><name>Adalberto Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116653740663170691</id><published>2006-12-19T11:50:00.000-02:00</published><updated>2006-12-19T12:16:34.723-02:00</updated><title type='text'>Palimpnóia</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3164/3201/1600/497666/luc.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3164/3201/400/812385/luc.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Então é Natal...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este texto deveria começar e terminar falando de amor, de esperança de alegrias. Porque são vésperas de Natal e segundo o cristianismo o nascimento de Cristo simboliza paz, amor e esperança . E também porque há um clima de festa verde e vermelha dançando no ar e pintando nossas almas de luzinhas multicoloridas como se fôssemos milhões de árvores de natal.&lt;br /&gt;Mas sou uma chata e não vou falar deste Natal festivo ou da simbologia religiosa desta comemoração. Vou falar desta festa cristã que, contrariando o próprio espírito cristão, faz crescer, dolorosa e assustadoramente, as diferenças sócio-econômicas das crianças deste nosso país.&lt;br /&gt;Você já imaginou a vida sem sonhos? Podemos até ter períodos em que os sonhos parecem correr de nós, mas no geral somos seres movidos pela esperança e pelos sonhos. Agora imagina como seria sua vida se não houvesse esperança de realizar sonhos? Ou pior: se você não soubesse sonhar!?&lt;br /&gt;Então é Natal... e existem milhões de crianças que não podem ou não sabem sonhar com o Papai Noel. As mesmas crianças que no dia de Natal verão o brilho das luzes refletidas em seus irmãos mais afortunados enquanto seus olhos se encompridarão e se fecharão na tristeza das mãos vazias e da esperança ausente. As mesmas crianças que ouvirão e não entenderão a canção que diz: como é que papai noel, não se esquece de ninguém, seja rico ou seja pobre o presente sempre vem.&lt;br /&gt;Então é Natal... e a chata aqui não consegue estar inteiramente feliz com sua árvore super enfeitada de luzes e presentes, com sua ceia já programada, com o carinho dos amigos em forma de cartões e presença, com a borbulhante alegria da família reunida, com o sorriso de antecipação feliz que vê em cada rosto...&lt;br /&gt;Então é Natal... e desejo a você um Natal exatamente como você planejou, como você quer sua noite de Natal. Com todas as alegrias, todas as luzes e todos os sorrisos de Natal.&lt;br /&gt;E desejo mais. Desejo que você não se esqueça de acender uma luz no túnel de uma criança. Ainda que seja de uma única criança. Ainda que seja numa única noite.&lt;br /&gt;Porque é Natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagem: Foto modificada de Lucas - http://fotolog.terra.com.br/fotologico:237&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116653740663170691?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116653740663170691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116653740663170691&amp;isPopup=true' title='27 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116653740663170691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116653740663170691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/12/palimpnia_19.html' title='Palimpnóia'/><author><name>Euza Noronha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>27</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116644206057629249</id><published>2006-12-18T09:36:00.000-02:00</published><updated>2006-12-18T09:41:00.623-02:00</updated><title type='text'>Javé, Jesus e Alá</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4263/3089/1600/346617/alah.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/4263/3089/320/373512/alah.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pablo Capistrano&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.pablocapistrano.com.br/" target="_blank" rel="nofollow"&gt;www.pablocapistrano.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia mais comum e recorrente que temos sobre a natureza das três grandes religiões monoteístas é de que todas elas, cada uma a sua maneira, cultua de um modo distinto um mesmo Deus. Esse parece ser um ponto tão consensual que pouca gente pensa: “se cultuam um mesmo Deus, qual o motivo dessas disputas sangrentas no decorrer de tantos séculos envolvendo cristãos, judeus e mulçumanos?”.&lt;br /&gt; Essa é uma questão inquietante e, na maioria dos casos, quem pensa nela se depara com uma estranha sensação de absurdo. Há uma explicação político social que pode ser aplicada ao problema e que levanta a hipótese de que o cerne dos conflitos que se estabeleceram no decorrer dos séculos entre esses três ramos da árvore de Abraão não é de cunho teológico, mas eminentemente político e econômico. Neste sentido, teriamos um mesmo Deus para interesses completamente distintos. Rotas comerciais, domínio estratégico do mediterrâneo, controle dos poços de petróleo e das nascentes de água do Jordão. Indícios muito mais mundanos de um conflito que passa longe de qualquer dogma religioso. Essa explicação, no entanto, tem um risco. Primeiro, ela contorna o problema e não explica realmente como um mesmo Deus pode instigar tanta discórdia; depois, ela, sutilmente, desmerece a força dos dogmas religiosos na construção da psicologia dos povos.&lt;br /&gt;Pode ser realmente correto imaginar que o motivo fundamental do ódio contra os judeus no meio da comunidade cristã tenha se espalhado no final da idade média, motivado pela expressão de um conflito envolvendo a atividade mercantil e financeira da classe burguesa ascendente e os interesses da aristocracia feudal européia. Mas uma visão dessa natureza não é suficiente para explicar a violência da guerra da reconquista espanhola, nem explicar o massacre de Lisboa no começo do século XVI que forçou a passagem de muitas famílias sefaraditas para o nordeste brasileiro. O ódio que jogou cristãos contra judeus no fim da idade média e que produziu a Inquisição Ibérica, deve muito ao evangelho de João e sua interpretação anti-semita da morte de Jesus assim como ao ressentimento das interpretações escolásticas terem reduzido a Torah a um apêndice do Novo Testamento. Não há como negar que, se o aspecto teológico não é suficiente para explicar todos esses conflitos ele é, ao menos, necessário.&lt;br /&gt;Da mesma maneira, que não há como explicar o conflito árabe-isrraelense (por si só essa expressão já denota um certo conteúdo ideológico, tendo em vista que, do mesmo modo que existem judeus árabes, existem mulçumanos que não são de modo algum árabes) apelando apenas para justificativas econômicas e geo-políticas, posto que algumas das raízes desse conflito residem em interpretações teológicas específicas do significado das escrituras sagradas, que se entranham no imaginário popular e no corpo doutrinário de setores ortodoxos dessas religiões, muitas vezes, dificultando o diálogo.&lt;br /&gt; Uma interpretação pouco ecumênica é a defendida por Harold Bloom no livro “Jesus e Javé”. Como Bloom não é Teólogo, mas crítico literário, e procura enxergar as escrituras sob a ótica de seu texto e das implicações semânticas do que está escrito nele, enxerga de um modo não muito ortodoxo a questão do monoteísmo que surge a partir de Abraão. Para Bloom está claro: Javé, o Deus cristão (Pai-Filho-Espirito-Santo) e Alá não são o mesmo Deus. A dificuldade de estabelecer uma conexão dogmática entre essas três grandes tradições reside justamente no fato de que elas não falam a mesma língua teológica e as influências culturais na composição das doutrinas religiosas são tão diversas que acabam por construir interpretações completamente diferentes acerca da face deste suposto mesmo Deus único. A idéia da unicidade de Deus, que eclodiu no Egito num primeiro momento e depois foi arquitetada pelo povo de Israel, não parece ter conseguido resolver um dos maiores problemas humanos: a incapacidade que temos de lidar com as diferenças. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Pablo Capistrano&lt;/strong&gt; é escritor e professor de Filosofia. Escreve às segundas no Miolo de Pote.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116644206057629249?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116644206057629249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116644206057629249&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116644206057629249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116644206057629249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/12/jav-jesus-e-al.html' title='Javé, Jesus e Alá'/><author><name>Nu com a minha musa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08592557786460220984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://i69.photobucket.com/albums/i46/lobamulher/adalperfil.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116625485050487823</id><published>2006-12-16T05:01:00.000-02:00</published><updated>2006-12-16T05:40:50.570-02:00</updated><title type='text'>PEDESTAL</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5253/4253/1600/251289/est??tua.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5253/4253/320/934260/est%3F%3Ftua.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="javascript:history.go(-1);"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="javascript:history.go(-1);"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="javascript:history.go(-1);"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="javascript:history.go(-1);"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;imagem A.Brito www.olhares.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teu silêncio fere os instantes&lt;br /&gt;Não há palavra que caiba em tua boca moldada e vazia&lt;br /&gt;Nesse tempo, pairo apavorada no teu medo&lt;br /&gt;Fujo daqueles certos olhos de leão do mato&lt;br /&gt;Daquele não sei bem o quê, que mesmo sem saber me tinha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre pudeste me mastigar sem palavra, nem pecado&lt;br /&gt;Mas preferias me olhar dançando no jardim&lt;br /&gt;Até que curioso lambeste um choro meu e distraidamente viciou-te em atar-me na tua crueza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me permito ser presa incomodada da tua impassividade&lt;br /&gt;E qual insano precisaria fugir de uma estátua?&lt;br /&gt;Já não anseio o combate final da criatura de torpe armadura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tua dureza de cobre&lt;br /&gt;Estampa minha inutilidade&lt;br /&gt;Diante de tal monumento&lt;br /&gt;Erguido por minhas mãos aleijadas de amor&lt;br /&gt;Apenas para talvez continuar me atormentando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Carol Montone&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus queridos, estes versinhos tortos e caóticos são tudo o que essa menina torta e caótica pode lhes oferecer em meio a uma semana muito corrida e diante de uma solidão de pedra. Beijos à todos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116625485050487823?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116625485050487823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116625485050487823&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116625485050487823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116625485050487823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/12/pedestal.html' title='PEDESTAL'/><author><name>Carol Montone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13441663748134755307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116615206724876365</id><published>2006-12-15T01:03:00.000-02:00</published><updated>2006-12-15T01:07:47.300-02:00</updated><title type='text'>O Martelo e a Bigorna</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3332/3201/1600/497650/boemios.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="208" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3332/3201/320/232572/boemios.jpg" width="273" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O fim da boemia bertóldica&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa ocasião, li uma crônica de Biu Ramos que descrevia a vida mundana de um inveterado boêmio da capital paraibana. Um sujeito que, nos anos 70, de sua companhia sempre teve um violão e meia dúzia de amigos apreciadores da água que passarinho não bebe.&lt;br /&gt;Apesar de reconhecido talento como galanteador, o boêmio não renunciava a condição de noivo de uma bela moça do bairro. Argumentava que sua mulher era exemplar único, que jamais haveria de encontrar uma figura feminina com o seu perfil, capaz de tolerar um violão, amigos e noite a fio de um amante das madrugadas.&lt;br /&gt;Diante de tamanha cumplicidade, o boêmio receoso em perder a ultra, mega, hiper-amélia optou por contrair laços matrimoniais. Na primeira oportunidade em que se aventurou sair com o violão, imediatamente presenciou a reprovação da esposa, que retrucou em tom suficientemente alto para se fazer ouvir pelos amigos do marido que o esperavam na calçada: “Tenha vergonha. Para onde você pensa que vai com esse violão? Você agora é um homem casado, seu irresponsável, não esqueça isso”.&lt;br /&gt;Três décadas depois a capital paraibana perde outro afamado boêmio, ao testemunhar na noite de hoje o casamento do soldado PM Edson Bertoldo. Conhecido por um par de olhos verdes, que aumentam de tamanho depois de dois copos de cerveja, Bertoldo é, provavelmente, outro que a instituição do casamento egoisticamente vai privar às madrugas e aos amigos.&lt;br /&gt;De um Bertoldo boêmio, namorador e tagarela fica a lição de que a vida é para ser vivida em um minuto; de que soldado de polícia não ganha por produção, por isso não precisa andar por aí arrotando valentia e prendendo todo mundo, sobretudo os bêbados; e, acima de tudo, fica a lição de que a amizade é um dom de todos e que a todos deve contemplar indiscriminadamente.&lt;br /&gt;Agora resta implorar a esposa Adenilda que ponha uma rubrica nos termos desse casamento, concedendo a Bertoldo uma vez por ano a alforria casamentária por um dia, para que nós, pobres amigos, não percamos definitivamente o prazer de desfrutar da boemia bertóldica. &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Imagem: Boêmios – Tela de Heitor dos Prazeres&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116615206724876365?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116615206724876365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116615206724876365&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116615206724876365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116615206724876365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/12/o-martelo-e-bigorna_15.html' title='O Martelo e a Bigorna'/><author><name>Rivamar Guedes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116598812248829269</id><published>2006-12-13T03:25:00.000-02:00</published><updated>2006-12-13T10:39:46.783-02:00</updated><title type='text'>Babel</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3246/3201/1600/252640/sor-juana-ines-de-la-cruz.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3246/3201/320/791553/sor-juana-ines-de-la-cruz.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mulheres leitoras&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Conta a lenda que durante muito tempo a leitura predileta delas foi o romance. Quem há de negar a tradição? Ninguém, ir contra essa verdade é cometer erros. No caso brasileiro, por exemplo, quando os romances começaram a chegar às livrarias ou mesmo quando ainda havia espaço para publicação de histórias nos velhos jornais, as mulheres liam bastante. Aliás, logo no início do surgimento do romance nas sociedades letradas, as donas de classe média, pequenas burguesas e sabedoras das letras consumiam mais romances que os próprios homens.&lt;br /&gt;Está na historiografia. Até os escritores dão testemunho. Aqui e ali, em poemas e romances do século XIX, encontramos infindáveis referências às mulheres leitoras. Álvares de Azevedo e Castro Alves são nomes. Alencar, o gênio do romance oitocentista brasileiro, ora ou outra faz referência à leitura de romance por parte das fêmeas e a importância do gênero na sociedade carioca do século XIX. Em &lt;strong&gt;Como e porque sou romancista&lt;/strong&gt;, o autor de &lt;strong&gt;Senhora&lt;/strong&gt; descreve sua formação de escritor, mas principalmente dá a conhecer o ambiente cultural e social que acolhia a novidade do romance no seio da corte fluminense. Criador de tipos femininos consagrados (o que ia de acordo com os interesses das madames e mademoiselles leitoras de romances), a certa altura o escritor informa da receptividade que uma obra sua (&lt;strong&gt;Lucíola,&lt;/strong&gt; 1862) teve entre os leitores e, em especial, entre as mulheres: “Apesar do desdém da crítica de barrete, Lucíola conquistou seu público, e não somente fez caminho como ganhou popularidade. Em um ano esgotou-se a primeira edição de mil exemplares, e o Sr. Garnier comprou-me a segunda, propondo-me tomar em iguais condições outro perfil de mulher, que eu então gizava”, diz Alencar.&lt;br /&gt;Num dos mais conhecidos contos de Machado de Assis, “&lt;strong&gt;Missa do Galo”, &lt;/strong&gt;em certo momento do breve e denso diálogo entre o estudante Nogueira e a esposa do escrivão Chiquinho, Dona Conceição, o leitor é surpreendido com a citação de dois famosos romances, um de língua francesa, de Alexandre Dumas, Os três Mosqueteiros, e outro de língua portuguesa do famoso romancista romântico Joaquim Manuel de Macedo. A referência não é gratuita, a personagem Conceição é leitora de romances, e nessa passagem Machado mostra o quanto era comum as jovens, mocinhas e senhoras lerem a mancheia. Conceição observa Nogueira a conduzir o livro &lt;strong&gt;Os três Mosqueteiros&lt;/strong&gt; e depois questiona se o estudante conhece o livro de Macedo, &lt;strong&gt;A Moreninha, &lt;/strong&gt;à época em que se passa a história (por volta de 1861/62), um dos mais famosos e lidos romances brasileiros.&lt;br /&gt;- Que é que estava lendo? Não diga, já sei, é o romance dos Mosqueteiros?&lt;br /&gt;- Justamente, é muito bonito.&lt;br /&gt;- Gosta de romances?&lt;br /&gt;- Gosto.&lt;br /&gt;- Já leu a Moreninha?&lt;br /&gt;- Do Dr. Macedo? Tenho lá em Mangaratiba.&lt;br /&gt;Outra Conceição, dessa vez personagem de &lt;strong&gt;O Quinze&lt;/strong&gt; de Rachel Queiroz, também adorava uma leitura. O sertão velho arretado comendo o couro do seu pretendente, o proprietário Vicente, homem rude e sem letras, e ela comendo os livros deitada numa rede. Em quase todos os momentos do romance Conceição está de livro aberto, inclusive lendo obras de cunho político e social.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3246/3201/1600/886272/Leitora%20grega%202.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3246/3201/320/923667/Leitora%20grega%202.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mas isso são casos que mostram mulheres lendo no século XIX e no XX. Claro que entre as mulheres o hábito de ler é bem mais antigo. Imagens de vasos do mundo clássico, já na Grécia de Homero, dão prova de que as gregas gostavam da leitura. Mulheres esposas e cortesãs da época são vistas lendo enquanto as observam os seus bravos maridos guerreiros. Em Roma também. Não o grosso das mulheres, mas as senhoras de classe social alta liam a medonho. Lembro a figura da irmã de Calígula, Julia Drusilla, retratada nas páginas da história (contando-se o cinema também) como uma figura de extrema sensibilidade e conhecimento livresco.&lt;br /&gt;Falar em cinema, numa recente adaptação da história do mito de Casanova, que se passa na Itália do século XVIII, a mocinha lia, discutia intelectualmente com os homens e escrevia sob pseudônimo. O filme dá a medida do charme e encanto da mulher leitora. A personagem de Sienna Miller, Francesca Bruni, é tudo de bom: linda e especialmente inteligente para os padrões da época. Tanto que é a única em toda a Veneza a resistir aos encantos sedutores do famoso Casanova. Mas não age assim à toa, é sua tendência à reflexão sobre os problemas morais da sociedade veneziana e o viver metida em livros de toda espécie que a faz escritora e forte o suficiente para enfrentar a ira da Inquisição Italiana e o preconceito dos marmanjos de plantão.&lt;br /&gt;E que dizer da pintura que retrata a mulher leitora? Simplesmente fantástica. A imagem da mulher leitora feita por alguns pintores é de uma excelência sem par. Novamente o século XIX sai na frente. São muitos os quadros dessa época em que donzelas inimagináveis são vistas lendo pelos cantos das paredes, encostadas sobre árvores, sentadas em leitos de rios, em paisagens naturais, distraídas em sensações mirabolantes de prazer proporcionado pela leitura, às vezes até adormecidas com um livro ao colo.&lt;br /&gt;Vendo esses quadros, penso em leitoras maravilhosas como Emma Bovary, Eugênia Grandet, Madame Ana Karenina, Luisa Mendonça, Madalena Honório. Não são mulheres exatamente reais. Há as mulheres reais e as inventadas, mas estas e aquelas são uma só. Tomando a personagem de Flaubert como modelo e o conseqüente e discutido termo bovarismo, jamais me pareceu que as mulheres fossem tontas alienadas que, ao lerem, nunca soubessem o que buscam. Se não sabem, ainda assim, ao se entregarem ao êxtase de um romance ou ao prazer da reflexão pura, em livros de outras áreas, estão sempre em busca de alguma coisa. Não estão?&lt;br /&gt;Uma mulher real: Sóror Juana Inés de la Cruz. Conta Octavio Paz na biografia &lt;strong&gt;Sóror Juana Inés de la Cruz: As armadilhas da fé&lt;/strong&gt; que a poeta queria muito aprender, era seu sonho desde muito jovem tornar-se uma intelectual. No México do século XVII uma mulher intelectual não era tão comum. Mas Inês não economizou esforços para tal. Antes de tornar-se freira, Juana teve a ousadia de pretender vestir-se de homem para poder freqüentar a universidade que, nesse tempo, era privilégio da cambada masculina da sociedade. Louca? Talvez. Devota dos livros, Inês dedicou-se com afinco à literatura; e mesmo após ter renunciado ao estudo das letras, antes de morrer havia se tornado uma das principais poetas da língua espanhola.&lt;br /&gt;Hoje, as fêmeas ainda lêem muito (o que me espanta), apesar de não tanto quanto as do passado. Ora, mocinhas de antigamente não tinham a Internet, nem a televisão, às cinco e quinze da tarde não começava a Malhação. Tampouco as moças malhavam. Sem essas novidades modernas, era a leitura quem as tirava da mesmice diária levando-as ao conhecimento, à fantasia, ao delírio, às viagens emotivas e aos sonhos de todos os tipos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Imagem 1:&lt;/strong&gt; Sóror Juana Inés de la Cruz.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Imagem 2:&lt;/strong&gt; Reprodução de vasos gregos (detalhes).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116598812248829269?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116598812248829269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116598812248829269&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116598812248829269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116598812248829269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/12/babel_13.html' title='Babel'/><author><name>Adalberto Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116373558878811412</id><published>2006-11-17T01:46:00.000-02:00</published><updated>2006-11-17T01:53:08.836-02:00</updated><title type='text'>O Martelo e a Bigorna</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3332/3201/1600/etica.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3332/3201/320/etica.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;O vácuo deixado pela ética&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há menos de seis meses, numa aula em uma turma de calouros do Curso de Pedagogia de uma universidade federal fiz uma afirmação que, para muitos, soou um tanto quanto pessimista e desmotivadora. O contexto não era dos mais propícios, uma vez que é quase unanimidade entre os recém ingressos no ensino superior achar que esse rito representa, num primeiro momento, um largo e decisivo passo rumo a ascensão social. Na ocasião afirmei que, nós brasileiros, ou mudamos radicalmente nossa cultura política e passamos mais a valorizar e, sobretudo defender a meritocracia como regra, em detrimento do apadrinhamento e do clientelismo, ou corremos o fatídico risco de ver a educação ser tratada novamente como um artigo de importância secundária.&lt;br /&gt;Num país como o Brasil poucos são os que estudam simplesmente na perspectiva de aquisição de capital cultural, de ambicionar o saber em função de uma formação intelectual sólida por si só. A educação desde que passou a ser democratizada em nosso país, sempre carregou consigo o discurso de ser um mecanismo capaz de melhorar a capacidade econômico das pessoas, de proporcionar-lhes conforto e estabilidade empregatícia. Assim deveria ser, mas essa receita pouco tem funcionado.&lt;br /&gt;Para o sociólogo alemão Max Weber, o Estado só é possível de funcionar convenientemente bem se a ele estiver atrelado um aparelho burocrático eficiente, pautado em critérios como competência e imparcialidade no seu exercício profissional. Uma burocracia formada a partir do mérito, não através da indicação e do apadrinhamento.&lt;br /&gt;No Brasil o que se tem observado, sobretudo no Nordeste em suas instâncias burocráticas de âmbito estadual e municipal, é que o capital social é muito mais vantajoso do que o capital cultural. É através desse capital social, ou seja, dessa rede de contatos que as pessoas estabelecem entre si, que é possível demarcar seu espaço de trabalho no mercado, sobretudo na administração pública.&lt;br /&gt;Os concursos estão cada vez mais parciais e sem idoneidade. A falta de lisura e valorização de pessoal capacitado se faz presente em substituição por uma parasitária pseudo-burocracia, inoperante e cada vez mais dependente de políticos influentes no aparelhamento do Estado.&lt;br /&gt;Nos programas de pós-graduação de quase todas as instituições públicas do Nordeste o que tem sido observado é o corporativismo e o apadrinhamento nos processos seletivos. É grupinhos de pesquisas da graduação sendo transplantados para programas de mestrado e doutorado sem qualquer critério. É o fim da meritocraria e caminho de uma sociedade cada vez mais sufocada por leis e pela pessoalização das relações burocráticas. Parece que o país estar ficando cada vez menos ético, e engana-se quem pensa que a lei vai preencher o vácuo deixado pela ética.&lt;br /&gt;A baixa estima de nossos estudantes universitários, sobretudo os que ousam enveredar pela área das humanidades é reflexo de que a educação há muito deixou de ser essa promessa de felicidade. Quanto menos éticos forem nossos políticos e aqueles que dispõem de influência e decisão administrativa, maior será a inoperabilidade de nossa burocracia e a baixa estima daqueles que ironicamente ainda são classificados como o futuro deste país.&lt;br /&gt;Depois de ter permanecido sete anos na universidade, onde graduou-se e pós-graduou-se em jornalismo, um amigo meu de nome Bosquinho reconheceu decepcionado que havia saído da condição de futuro da nação para se inserir num programa social do governo. Quanto mais isso acontecer, como vem acontecendo, menos interessante se tornará a educação nesse país. Enquanto prevalecer a Filosofia do QI (Quem Indique), menos fascinante será a educação para nossos jovens e para a prosperidade social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Imagem: &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.hsc.org.br/etica/etica.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;http://www.hsc.org.br/etica/etica.jpg&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116373558878811412?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116373558878811412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116373558878811412&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116373558878811412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116373558878811412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/11/o-martelo-e-bigorna_17.html' title='O Martelo e a Bigorna'/><author><name>Rivamar Guedes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116364628079185326</id><published>2006-11-16T01:00:00.000-02:00</published><updated>2006-11-16T01:04:40.840-02:00</updated><title type='text'>Quando o novo é antigo  - por Dora Vilela</title><content type='html'>&lt;a href="http://blogfullmoon.blogs.sapo.pt/arquivo/caminhando.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://blogfullmoon.blogs.sapo.pt/arquivo/caminhando.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Hoje já concebemos o homem como um animal ereto. É bípede e, normalmente, usa os pés para se locomover. As crianças, mal completam poucos meses de nascidas, já tentam dar seus passinhos. Andar é um gesto tão automático que ninguém necessita calcular sua efetivação.&lt;br /&gt;Mas, na época em que vivemos, após o surgimento da imensa variedade dos veículos que nos transportam, parece que essa automação ficou prejudicada.&lt;br /&gt;Quando pequenina, eu andava, sem pensar sobre o fato, talvez quilômetros, por dia, ao me desincumbir de minhas atividades infantis, como ir à escola, correr no recreio entre as aulas, ir à padaria, ao catecismo da minha religião, à casa de amigos, enfim, andava e andava. Minha cidade era pequena e meus pais não possuíam carro.&lt;br /&gt;Fico impressionada ao constatar que as pessoas, atualmente, são “instadas” a caminharem, a fazer uso dessa habilidade natural que, simplesmente, desaprenderam ou esqueceram.&lt;br /&gt;Todos os conselhos médicos, após exames de prevenção ou detecção de moléstias, destacam o movimento de “andar”. A doença do século parece ser o sedentarismo ou, pelo menos, advir dele.&lt;br /&gt;São sobejamente conhecidas essas minhas colocações, mas as repito devido ao espanto que me causam a louvação e a redescoberta de uma obviedade.&lt;br /&gt;Já assisti a passagens até jocosas em casa de minha irmã, cujos filhos, já quase adolescentes, ficavam desnorteados quando a mãe se atrasava para levá-los, de carro, a cursos, que distavam alguns quarteirões de sua residência. Telefonavam-me em pânico, pedindo-me ajuda, e, quando eu dava a sugestão de irem “caminhando” pensavam que eu era de outro planeta. Andar? A pé? E esse fato se repete com minha neta, de sete anos, que não sabe ir à esquina do apartamento dela.&lt;br /&gt;Há outros problemas em jogo, hoje em dia, como a violência nas ruas, o excesso de trânsito, o medo generalizado que paralisa todas as iniciativas nesse sentido.&lt;br /&gt;Então, agora é comum a prática que julgo das mais bizarras: caminhadas em “locais próprios e adequados”. Aplainam-se faixas de terrenos, arranjam-se pisos convenientes, sinalizações, tudo artificialmente arrumado para o homem realizar seu “exercício” de andar.&lt;br /&gt;As orlas de praias são repletas de caminhantes que, de tão numerosos, já necessitam de mão e contramão. Calçados são confeccionados_ os tênis_ de todas as marcas e tipos para facilitar a marcha. E as conversas recaem sempre sobre esse tema atualíssimo!!, de “fazer caminhadas”, nas quais é considerado “out” quem não pratica esse esporte importantíssimo para a saúde do corpo...e da mente.&lt;br /&gt;Não sou contra nada do que exponho, mas o que me chama a atenção é a esquisita maneira de se colocar na ordem do dia, como uma novidade alvissareira, um elemento inerente ao ser humano saudável, que é andar com os próprios pés. É interessante observar as transformações do progresso que, ao criar suportes e facilidades para a vivência do homem, por outro lado, desfalca-o quase de sua própria identidade.&lt;br /&gt;Receio que, mais dia menos dia, desaprendamos outros hábitos essenciais, como o de falar, ou sorrir, ou gesticular, já que sabemos de cor todos os símbolos gráficos da linguagem do computador, e, pelo jeito que as coisas andam, comunicarmo-nos por essa máquina já se tornou nosso costume primordial.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Dora Vilela&lt;/strong&gt; é professora de língua portuguesa e francesa – São Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Imagem: &lt;a href="http://blogfullmoon.blogs.sapo.pt/arquivo/caminhando.jpg"&gt;http://blogfullmoon.blogs.sapo.pt/arquivo/caminhando.jpg&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116364628079185326?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116364628079185326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116364628079185326&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116364628079185326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116364628079185326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/11/quando-o-novo-antigo-por-dora-vilela.html' title='Quando o novo é antigo  - por Dora Vilela'/><author><name>Nu com a minha musa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08592557786460220984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://i69.photobucket.com/albums/i46/lobamulher/adalperfil.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116356959479420873</id><published>2006-11-15T03:43:00.000-02:00</published><updated>2006-11-15T14:16:27.583-02:00</updated><title type='text'>Babel</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.vidaslusofonas.pt/graciliano7.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://kapa.blogspot.com/uploaded_images/publico2-791935.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 264px; CURSOR: hand; HEIGHT: 280px; TEXT-ALIGN: center" height="295" alt="" src="http://kapa.blogspot.com/uploaded_images/publico2-791935.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Direito de não ler?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que os jovens não lêem? Porque eles podem. Assim como podem não vir à escola, mas se, podem não participar da aula, podem não estudar, podem não fazer a prova, portanto, podem também não ler. Eles têm o direito de não ler. Nas escolas é famosa a frase do escritor Daniel Pennac (não originalmente dele, mas vá lá) que diz que o primeiro e grande direito do leitor é poder não ler. Ou seja, quer ter do leitor a possibilidade de que leia, assuma que ele é livre para não ler.&lt;br /&gt;A verdade da frase de Pennac (digo, dita por Pennac nos seus “Direitos imprescindíveis do leitor”, in: Como um romance. 4.ed. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.) soa estranha para quem sabe que todo e qualquer leitor, em princípio, deve ler. É óbvio, é claro, é mais que certo, diz você, leitor, e qualquer outro. Como ser um leitor que não lê? Parece que uma coisa nada tem que ver com a outra.&lt;br /&gt;Olhando mais a fundo a frase, a idéia combina perfeitamente com o seu contrário, que é: apesar do direito de não ler, os que lêem temos o dever de ler, e, paradoxalmente, esse dever não é o dever que a gente chama obrigação. Entendeu? Não? É por que a leitura não é exatamente essa.&lt;br /&gt;Quero dizer que, sabendo ler e escolhendo não ler, perdemos muito. Ficamos atrás, deixamos uma vida de valores e significados culturais que podem nos servir mais que se decidirmos jamais continuar lendo após os primeiros e mais significativos passos da nossa história de leitores.&lt;br /&gt;Esta semana, numa aula de literatura, falei sobre o problema com os meus alunos. Os questionei sobre se não havia algo errado nessa coisa de algumas pessoas não gostarem de ler. Como se fosse preciso que uns lessem e outros não, que a humanidade se dividisse entre intelectuais e não intelectuais, entre sabedores de textos e outros que por mil razões não saboreiam textos, mesmos os que já conhecem a palavra escrita. Que dirá da palavra-mundo? Que dirá da leitura de mundo? Da abertura de significados maiores que não está apenas na experiência do registro da palavra escrita... etc, etc.&lt;br /&gt;Não sou maria-vai-com-as-outras, mas há quem pense que o leitor Leitor tem um dom especial, e às vezes dá vontade de crer que é verdade. Pode ser que o leitor Leitor seja um iluminado, uma espécie de escolhido pelos deuses das linguagens para a função de descobridor das infinitas mensagens que nos cercam. E quem me convence são os próprios, alguns leitores Não-Leitores que dizem não haver jeito de lhes fazer entrar na cabeça a idéia de que ler pode ser bom e de que eles podem aprender a ler, mesmo abertos a essa possibilidade democrática de que assim como eles podem tudo, podem também não ler, e ponto.&lt;br /&gt;Fico pensando em meu trabalho de formador de leitores. Difícil, talvez a mais árdua das tarefas do educador em qualquer nível de ensino. Ensinar a ler é duro (uns dizem que a leitura é o osso duro da escola), às vezes você pensa que não vai conseguir. O leitor Não-Leitor (esse que o Quintana chamou de verdadeiro analfabeto porque prefere não ler) fica repetindo, falando ou não: professor, ler é chato, acaba com isso. Por outro lado, tentamos mostrar o contrário de forma a passar a bola, a garantir que os alunos leiam e que gostem de livros, porque uma vez gostando jamais deixarão de ler.&lt;br /&gt;Pennac tem razão ao dizer que o “direito de não ler” está mais para os leitores que não sentem necessidade de ler, “seja porque tenham coisas demais para fazer (o que dá no mesmo, é que essas outras coisas os obturam ou os obnubilam), seja porque alimentem um outro amor e o vivenciem de maneira absolutamente exclusiva”.&lt;br /&gt;Ainda assim, temos que infundir nos alunos o direito de ter direito a gostar de leitura. Se procurarmos fazer isso, basta. Quem decide o depois são os alunos. É o próprio Pennac quem diz: “O dever de educar consiste, no fundo, no ensinar as crianças a ler, iniciando-as na Literatura, fornecendo-lhes meios de julgar livremente se elas sentem ou não a ‘necessidade de livros’. Porque, se podemos admitir que um indivíduo rejeite a leitura, é intolerável que ele seja rejeitado por ela.”&lt;br /&gt;Aos professores, resta-nos ser responsáveis a ponto de oferecer o máximo de experiências leitoras para que os alunos sejam capazes de entender que o “direito de não ler” é como o direito de não querer viver: alguns desejam, outros não têm certeza, muitos fracassam e se arrependem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A VEZ DO COLUNISTA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando em direito de não ler, tenho observado que ultimamente os leitores do Miolo não respondem aos textos do Pablo Capistrano, colunista que nos recebe com os excelentes artigos e crônica que escreve toda segunda-feira. Professor e escritor, Pablo é romancista premiado, além de excelente articulista. Suas crônicas e artigos são de uma propriedade raríssima na internet. Não sei por que seus textos não provocam os leitores, ou, se provocam, não entendo a razão de COMENTÁRIO ZERO na maioria das semanas que seguem. E já faz tempo que está conosco. Acho que já é a vez do colunista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4263/3089/1600/graciliano7.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4263/3089/320/graciliano7.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;NOVO NOME&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coluna parabeniza Carol Montone, jornalista e atriz, novo nome que engrandece a equipe Miolo de Pote. Já na segunda semana, sempre um ótimo texto, de grande originalidade e inteligência. À Carol, assim como ao Pablo, está faltando resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GRACILIANO RAMOS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revista Entrelivros deste mês traz extraordinário dossiê sobre Graciliano Ramos. Na edição, cinco especialistas analisam os mais importantes livros do escritor, São Bernardo (1934), Angústia (1936), Infância (1945), Memórias do cárcere (1953), e sua obra-prima, Vidas secas (1938), que este ano chega à sua centésima edição.&lt;br /&gt;Alagoano de Quebrangulo, considerado um dos maiores escritores brasileiros, nome de envergadura do chamado romance de trinta, Graciliano é, na exata medida, o modelo do escritor artífice. Enquanto artista sempre estivera preocupado com a forma que assumiria a linguagem de toda obra que publicava. Estilo seco, enxuto, apurado, substantivo. Linguagem de quem sabe que a arte de escrever é, como diria, Drummond, a arte de “cortar palavras”, apurando o verbo na procura de evitar as extravagâncias que comprometem certos estilos, certas poesias e prosas ditas “vulgares”.&lt;br /&gt;Vale a pena comprar a revista. Nos últimos tempos tenho visto várias publicações jornalísticas especializadas em literatura tratar da obra do escritor, mas até agora poucas trouxeram tanta informação e qualidade nos textos quanto a Entrelivros desta edição. Destaco o ensaio do escritor Miguel Sanches Neto sobre Vidas secas e o artigo do jornalista e escritor Manuel da Costa Pinto, sobre Angústia, além da reportagem de Julián Fuks sobre a vida e a obra de “O homem sábio do sertão”. No texto de Fuks só senti falta da expressão “Velho Graça”, forma como era tratado pelos amigos o grande Graciliano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Imagem 01:&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://kapa.blogspot.com/uploaded_images/publico2-791935.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://kapa.blogspot.com/uploaded_images/publico2-791935.jpg&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Graciliano Ramos:&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.vidaslusofonas.pt/graciliano7.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.vidaslusofonas.pt/graciliano7.jpg&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116356959479420873?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116356959479420873/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116356959479420873&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116356959479420873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116356959479420873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/11/babel_116356959479420873.html' title='Babel'/><author><name>Adalberto Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116348973505698158</id><published>2006-11-14T05:35:00.000-02:00</published><updated>2006-11-14T08:29:09.080-02:00</updated><title type='text'>Palimpnóia</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3164/3201/1600/flaviofreitas.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 218px; CURSOR: hand; HEIGHT: 281px; TEXT-ALIGN: center" height="292" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3164/3201/320/flaviofreitas.jpg" width="218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;De saudade para saudade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outra vez a noite de segunda me chega vestida de cansaço e um rasgo de saudade anônima. E outra vez me vejo a uma longa distância dos pensamentos coerentes, das palavras significantes. Mas é dia de escrever para o Miolo-de-Pote. Deitar água no espaço branco que espera ser maculado. Hoje esta água tem cheiro e som de memória enfeitada pelas saudades de mim.&lt;br /&gt;Em meio ao caos do corpo que quer cama, lembro-me de ter lido em algum lugar que a memória está estritamente associada às emoções. Por defesa devo ter me esquecido das emoções negativas. Porque a saudade anônima tem um furtivo gosto de morangos e fantasias. Enfeites da última história que guardo comigo. Éramos jogadores. Nossos movimentos eram como um jogo de xadrez. A cada tirada inteligente, um cavalo se movia. Cada beijo imaginado, uma dama caía. E assim foi por longo tempo. Sem cheque-mate. Ambos os reis eram intocáveis. Não queríamos terminar o jogo. E dizíamos que nos amávamos.&lt;br /&gt;Ainda me pergunto se era mesmo amor. Pode ser que sim. Amor é sentimento tolerante. Dentro dele cabem infinidades de gestos e sentires. Uns brilham espelho, outros alternam trilhas sonoras e caminhos penumbrosos. Mas se estou me lembrando deste amor de tabuleiro é por saudades dos arrepios. Era tão incoersível o que ele causava em mim. Parecia que todo dia eu nascia. E era um nascer novo como de boneca partida que ganha vida. Ferozmente arrepiada.&lt;br /&gt;Mas esta não é saudade de alguém. Saudade é do maravilhamento de estar amando. Amando de qualquer jeito. Daquele jeito poético de mãos que se beijam ou daquele jeito de jogo de xadrez que faz pele atrair pele. Porque amo no outro o meu próprio amor. E meu amor é terra sem bandeiras.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora os dias andam pragmaticamente bobos, redondos e iguais. O tempo, antes parceiro, deixou de bailar na minha janela. Por isto esta vontade de ter novamente os pés à beira do abismo. Viver no limite da emoção. Talvez um longo voo de parapente. Ou quem sabe apenas um bom sono que restaurará as energias para encarar um cheque-mate do coração. E o gozar dos olhos pagãos.&lt;br /&gt;E se você disser que não existe saudade de futuro, não vou discutir. Mas não posso concordar. &lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;Que outro nome eu daria a esta estranha vontade de rasgar bandeiras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagem: Tela de Flávio Freitas&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116348973505698158?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116348973505698158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116348973505698158&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116348973505698158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116348973505698158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/11/palimpnia_14.html' title='Palimpnóia'/><author><name>Euza Noronha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116343078439460706</id><published>2006-11-13T13:07:00.000-02:00</published><updated>2006-11-13T13:13:04.436-02:00</updated><title type='text'>Quase uma paz - Por Pablo Capistrano</title><content type='html'>&lt;a href="http://images.musicclub.it/foto/ia/big/ian_curtis.tif.big.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://images.musicclub.it/foto/ia/big/ian_curtis.tif.big.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na mitologia de diversos povos existem heróis que morrem e que ressuscitam. Mitra, Dionisus, Cristo. Do mesmo modo também existem bandas que morrem e ressuscitam. O New Order, que se apresenta no Brasil essa semana, é um desses exemplos. Na sua origem ela tinha outro nome, Joy Division (esse é um elemento também da ressurreição, ou mesmo de qualquer processo iniciático: a troca de nomes).  Surgida no final dos anos setenta no distrito industrial de Manchester (Noroeste da Inglaterra), o Joy Division canalizou influências dos Stooges e Velvet Underground, para oferecer ao nascente movimento punk um lado denso e sombrio, que iria determinar as regras estéticas nos anos oitenta. Tudo aquilo que se convencionou a chamar de gótico ou pós-punk (do Bauhaus ao Legião Urbana), tem o seu débito com o Joy Division. Mas com dois discos apenas e uma turnê para a América agendada o Joy Division morreu, ou melhor, se suicidou.&lt;br /&gt;Ian Curtis, líder do grupo, vocalista, autor da maioria das letras, epilético, adepto do hábito (pouco recomendado para um epilético) de cheirar cocaína; após uma grave crise conjugal, acabou por se enforcar na cozinha da casa dos pais, ao som de Iggy Pop. O Joy Division estava morto e foi enterrado com seu líder. Mas Peter Hook, Bernad Summer e Stephen Morris, convidaram Gillian Gilbert para os teclados e partiram para a turnê americana, sem Ian. Em 18 de Novembro de 1981 eles se apresentaram em Nova York e o show foi registrado por Taras Shevchenko. No repertório: ansiedades e indefinições. Músicas do Joy, Músicas novas. Ninguém tinha muita certeza se seria Summer ou Hook que arcaria com o ônus de substituir Ian. Quase nada estava claro no primeiro disco pós tragédia. Só uma coisa. Um novo nome, uma nova ordem, uma nova perspectiva estética. O Joy Division morreu, renasceu como New Order e sua trajetória musical carrega uma interessante pedagogia da ressurreição.&lt;br /&gt;Se Ian Curtis compôs um longo bilhete  suicida em forma de disco (Closer/ 1980), cheio de um claustrofóbico sentimento de culpa, desespero e ódio auto direcionado; o New Order transitou, do primeiro disco Movement, passando por Power Corruption and Lies, até Brotherhood, por uma estrada que transforma desespero em alegria. Mas o grande ensinamento estético de morte e renascimento está na certeza de que a cura para o desespero passa pela transformação da claustrofóbica sensação de auto-ódio em melancolia. Se você fizer uma linha e postar todos os discos, do Joy ao New Order, em ordem cronológica e ouvi-los em série durante uma noite de Lua nova, vai começar com velas espalhadas na penumbra e terminar em meio a um festival de luzes coloridas. Mas não antes sem passar pela suavidade de luzes azuis e esverdeadas. O ensinamento estético do New Order é que, para você se libertar do desespero é necessário flertar um tempo com a melancolia. É preciso transformar a densa dor que te enlouquece e que te retira todo o ar, num longo estado de tristeza. A tristeza difere fundamentalmente do desespero porque ela é, antes de tudo, um entregar-se e um resignar-se. A melancolia é criativa porque ela te leva a aceitar aquilo que não se pode mudar e, a partir dessa aceitação, ultrapassar a gangorra que te leva do caixão para o palco.&lt;br /&gt;Análises que simplesmente relacionam o New Order ao surgimento da música eletrônica são parciais. Não abarcam o centro nervoso da catarse estética que criou sucessos com “Blue Monday” ou “Love Bizarre Triangle”. Para mim, a melhor música do New Order é “Your Sillent Face” (Power, Corruption &amp; Lies/ 1983). Ela é a linha, o link, a ponte que une as duas caras da moeda dessa banda que morreu e renasceu após o terceiro disco. O Joy deixou uma pista para a cura. Uma porta aberta para a melancolia e para o abandono do desespero, marcada na música “Atmosphere” (1979). O New Order construiu outra porta, nas mesmas medidas, nos mesmos padrões, mas do lado oposto do salão da música pop, em “Your Sillent Face”. Duas formas de melancolia. Dois modos de manter-se vivo. Ouvir New Order é assim. Uma experiência terapêutica. Quase uma paz.&lt;br /&gt;Imagem: &lt;a href="http://images.musicclub.it/foto/ia/big/ian_curtis.tif.big.jpg"&gt;http://images.musicclub.it/foto/ia/big/ian_curtis.tif.big.jpg&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116343078439460706?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116343078439460706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116343078439460706&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116343078439460706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116343078439460706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/11/quase-uma-paz-por-pablo-capistrano.html' title='Quase uma paz - Por Pablo Capistrano'/><author><name>Nu com a minha musa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08592557786460220984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://i69.photobucket.com/albums/i46/lobamulher/adalperfil.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116323492348807136</id><published>2006-11-11T06:20:00.000-02:00</published><updated>2006-11-11T06:48:43.540-02:00</updated><title type='text'>Sorria sempre... você está sendo filmado - por Carol Montone</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4263/3089/1600/pmd.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4263/3089/200/pmd.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em dias de mau humor conviver é um ato heróico. Imagine sua agenda ainda repleta das pendências das vésperas. Você não conseguiu domar a raiva por ter sempre tanta coisa insuportável para fazer, que lhe vem à cabeça logo ao acordar, momento em que planejou meditar para começar bem o dia. Aí começa uma seqüência desastrosa. Não há tempo de tomar café da manhã. Tem um dia difícil no trabalho, teve que correr no supermercado comprar ração para o cachorro- que estava comendo papinha de pão velho há dois dias – entrou correndo numa farmácia para comprar seu creme de cabelo, que imediatamente descobriu estar em falta, enfim você se danou a manhã inteira e por um triz não iria almoçar também, porque lembrou que tem alguma coisa urgente para fazer às 13h e já são 12h45. Dadas as circunstâncias, você entra no restaurante mais próximo para simplesmente comer, no sentido literal de matar a fome.&lt;br /&gt;Se não estiver apto para encarar as adversidades da convivência recue. Recomendo que, nesses casos, você simplesmente compre algo na padaria, disfarçado com enormes óculos escuros e coma trancado no seu carro, no banheiro da empresa ou em qualquer outro lugar, realmente privativo, que consiga encontrar, se é que ainda existem tais esconderijos. Não é conselho, mas apenas experiência própria. Já insisti muito em correr certos riscos, munida apenas de pensamento positivo e quase acabei uma ermitã, num monte indiano.&lt;br /&gt;Duvido que seu apetite volte, ou que - no caso de você ter se concentrado apenas em seu prato predileto - não terá pelo menos uma queimaçãozinha no estômago de raiva , caso reencontre na fila do self-service seu (a) ex acompanhado (a) em carícias explícitas com outrem. Mesmo que você seja budista agora ou simplesmente tenha mudado de opção sexual e ainda que o garçom te ofereça a nova batata frita 0 calorias é improvável que você perdoe-se por não ter simplesmente engolido algo na companhia solitária daquele relatório, que já devia por sinal estar pronto. O cenário restaurante é propício ainda para vários outros desafios, tipo o encontro casual com tia, que não te vê há uns três anos, para sua sorte , mas hoje vai aproveitar para botar o interrogatório em dia e no final terminar o monólogo comentando que você precisa para de fumar, ou que engordou um pouco desde a “sagrada “ (para você) última vez que se encontraram.Fora aqueles “amigos” que já saíram da sua lista de telefone, do orkut, msn, mas que insistem em achar que ainda são “da família” e claro se oferecem para dividir sua mesa.&lt;br /&gt;Como disse Sartre: o inferno são os outros. Viver em convívio é sempre um risco. Meu pai me ensinou, desde pequena, o princípio básico da lei de Murf : quando estiveres numa situação difícil crestes que coisas piores virão- mas ele me ensinou também que nessas horas a única saída é relaxar e se for necessário acionar o apático simpático que existe em cada um de nós, curtir a batata frita - no caso do self-service - porque afinal uma coisa não tem nada a ver com a outra e prazeres hão de existir sempre, basta concentrar-se.&lt;br /&gt;Brincadeiras à parte sobre as banalidades da convivência, a 27ª Bienal das Artes de São Paulo propõe-se a ser um espaço de discussão do tema que, pela primeira vez na história da mostra, conseguiu unificar os trabalhos em torno de uma mesma inspiração. Conceitualmente talvez tenha funcionado. Questões como a contradição do olhar, o ponto de referência, a descoberta , o encontro estão lá no Ibirapuera. Esteticamente pobre, no entanto, o evento não consegue, paradoxalmente, harmonia. Como mera visitante da mostra, tive a impressão recorrente de que quando o assunto é olhar, sentir, entender e /ou dividir espaço com o outro, o bom humor é a melhor via. A maioria dos trabalhos argentinos e poloneses levaram esse tom de “brincadeira”para Bienal . Imagine uma casa toda de ponta-cabeça, com a mesa no teto e o sofá na parede, ou uma mesa com todos os países do mundo lado a lado dentro de um pão. Torna-se fácil perceber que as fomes humanas são irmãs, a despeito de nacionalidades. Os argentinos encontraram na estética dos protestos, principalmente trabalhistas, uma forma de mostrar sua graça. Muitas outras abordagens saltaram meus olhos na Bienal deste ano: a metáfora das cidades de açúcar, a sutileza encantadora da arte chinesa, algumas exposições fotográficas, entre tantos outros destaques.&lt;br /&gt;Passadas as reflexões profundas sobre convivência mundial, ética, política e outros pensamentos nobres comecei a vagar sobre banalidades de um tempo cada vez mais individual- na Bienal inclusive já havia um balão ( uma bolha, na verdade) de gás hélio, onde dizem ser possível a sobrevivência flutuante de seres vivos como plantas e humanos em geral, quando o caos chegar. A viagem despretensiosa me levou à certeza de que o bom humor é essencial. Entre outros significados literais conviver é viver em familiaridade. Nunca foi e nem é natural viver em comum com a estranheza, que a diferença nos causa. Trata-se apenas do inevitável. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Carol Montone&lt;/strong&gt; é jornalista, atriz e colunista do Miolo de Pote aos sábados&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagem: Foto de Pilar Mendes Dias - &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.1000imagens.com/"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.1000imagens.com/&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116323492348807136?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116323492348807136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116323492348807136&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116323492348807136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116323492348807136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/11/sorria-sempre-voc-est-sendo-filmado.html' title='Sorria sempre... você está sendo filmado - por Carol Montone'/><author><name>Nu com a minha musa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08592557786460220984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://i69.photobucket.com/albums/i46/lobamulher/adalperfil.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116299402227391119</id><published>2006-11-08T11:45:00.000-02:00</published><updated>2006-11-08T12:05:10.730-02:00</updated><title type='text'>Babel</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.brasileirinho.mus.br/palco/fotos/teia-capitu.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 201px; CURSOR: hand; HEIGHT: 251px; TEXT-ALIGN: center" height="369" alt="" src="http://www.brasileirinho.mus.br/palco/fotos/teia-capitu.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Machado-Bentinho ou&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Dom Casmurro para iniciantes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Semana passada falei de Machado de Assis. Esta semana volto ao autor, dessa vez para observar o narrador do Dom Casmurro. Como se sabe, o narrador-protagonista do livro de Machado não é de confiança. Há mais de um século que os leitores fazem a mesma pergunta: Capitu traiu ou não o Bentinho? Para o narrador-personagem, Bento Santiago, sim. E dessa forma também para o leitor comum do romance, vítima da atuação da voz discursiva do narrador.&lt;br /&gt;Para Jose Veríssimo, crítico atuante à época de Machado, e para os primeiros críticos do romance é impossível que Capitu não tenha traído o marido. Mas há interpretações que vão contra essa visão.&lt;br /&gt;A partir de um estudo realizado pela norte-americana Helen Caldwell, publicado em 1960, se declara que os indícios propostos pelo narrador do Dom Casmurro não evidenciavam que a heroína havia traído o marido. Como se sabe, o clímax da história é relevado quando Capitu chora junto ao corpo morto de Escobar. É nesse momento que o personagem-casmurro passa a desconfiar de um suposto caso entre Capitu e o seu ex-companheiro de seminário. A desconfiança aumenta quando Betinho julga perceber no filho traços físicos do amigo. Daí em diante Bentinho tece comentários que pretende levar a si e ao leitor ao convencimento da culpa da esposa. Passa acusá-la; dá a Capitu ares de adúltera. Mas a que atribuir as acusações de Bentinho contra Capitu?&lt;br /&gt;Segundo a visão de Caldwell, no ensaio Brazilian Othello of Machado de Assis, as acusações se fundamentam no excessivo ciúme que Bentinho nutria pela amada. A esse fato ela acrescenta que Machado usou de um habilidoso artifício literário na própria construção da obra, dando ao narrador a sutileza de mostrar a história de Otelo e o castigo que este deu a sua amada Desdêmona, vítima dos ciúmes do mouro no enredo shakespeariano.&lt;br /&gt;Em 1984 o inglês John Gledson, aproveitando as idéias de Caldwell, argumenta que as acusações de Bentinho, além de relacionadas ao caráter emocional do narrador, têm ligação principalmente, com assuntos de ordem social: seria por puro preconceito que Santiago veria em Capitu uma mulher calculista e ambiciosa; capaz de tê-lo traído. O crítico de origem austríaca, residente no Brasil, Roberto Schwarz, aproveita as interpretações de Gledson e Caldwell e sintetiza no Dom Casmurro o fluido entre duas diretrizes. Segundo ele, a tensão individualista do narrador provocada pelo autoritarismo patriarcal da época se incorpora às prerrogativas estéticas e inovadoras utilizadas por Machado na composição do personagem. Por aí se vê que há muito mais que um simples acaso no Dom Casmurro.&lt;br /&gt;Machado nesse romance tem duas faces: a dele, como escritor, e a do personagem; ou seria somente uma única: Machado-Bentinho num só?&lt;br /&gt;Como resultado de muitas leituras é impossível que não haja esse vínculo. Basta que se sobressaiam essas três interpretações apresentadas sobre o romance. A cumplicidade existe a partir do momento em que escritor torna-se vulto de intenções. Machado é o próprio Bentinho quando ousadamente dramatiza o caráter e as aptidões contrastantes da inteligência brasileira, tornado-se o porta-voz da crise da sociedade patriarcal. A natureza ambígua de sua narrativa serve como pano de fundo para exteriorizar os valores sociais da época. O que vem adiante é uma compreensão crítica do significado da vida local. De um lado a objetividade do desmascaramento social e de outro o capricho da expressão individualista.&lt;br /&gt;O certo é atar as duas pontas e Machado será outro. Não há como partir uma fisionomia que é única: o clima do romance é o de atitudes que escondem absolutos interesses. Ao ler Dom Casmurro o leitor comum deve olhar de um outro ângulo. Não aquele da ilusão intelectual provocada pela emoção dominadora dos ciúmes de Bentinho, mas o que esconde ressonâncias obliquas e dissimuladas. Desmistificando a primeira idéia, difundida pelo narrador e há muito aceita pela crítica conformista, é possível entrar no campo de uma especulação mais profunda, como o fizeram Gledson, Caldwell e Schwarz.&lt;br /&gt;Quando os primeiros críticos estudaram o Dom Casmurro eles pretendiam duas coisas: buscar a verdade sobre a culpa ou a inocência de Capitu ou provar que não haveria nenhuma verdade sobre o adultério. Dessa forma, pela história contada por Bentinho seria impossível afirmar que houve traição. Mas o que se inscreve no enredo não é se há ou não há verdade. Há primeiramente um jogo de afirmações sutis sob uma ótica totalmente individualista e autoritária, facilitada pelo engenho e pela ideologia machadiana. Poderíamos dizer que Bentinho não é marido traído, mas provamos a infidelidade de Capitu? Com certeza não. Dom Casmurro é o relato de um marido ciumento que tenta condenar a mulher a todo custo e defender suas intenções.&lt;br /&gt;Ora, o narrador-personagem pode distorcer os fatos caso queira. A primeira pessoa como foco narrativo é única testemunha dos acontecimentos. É quem dita a história de acordo com o seu ponto de vista. Como Machado prefere a não-onisciência, resulta daí uma técnica que autentica a ambigüidade do comportamento de Capitolina, mas não a condena a nenhum veredicto. O réu, o acusado (e não culpado) na história seria Bentinho e não Capitu. Puni-la precipitadamente é enterrar a dúvida; inocentá-la, da mesma forma. Melhor que se deixe de querer tentar desvendar o mistério do Dom Casmurro.&lt;br /&gt;Além do mais, esse livro não existiria sem a ambigüidade, sem esse conflito, sem a confusão que provamos quando o lemos. Mas, importa não esquecer a retórica de Machado-Bentinho, sedutora e atraente como os olhos de ressaca de Capitu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: Elisa Lucas como Capitu. Retirada de &lt;a href="http://www.brasileirinho.mus.br/palco/fotos/teia-capitu.jpg"&gt;http://www.brasileirinho.mus.br/palco/fotos/teia-capitu.jpg&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116299402227391119?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116299402227391119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116299402227391119&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116299402227391119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116299402227391119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/11/babel_08.html' title='Babel'/><author><name>Adalberto Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116288770762400083</id><published>2006-11-07T05:59:00.000-02:00</published><updated>2006-11-07T06:40:42.646-02:00</updated><title type='text'>Palimpnóia</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3164/3201/1600/cuba20.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3164/3201/320/cuba20.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3164/3201/1600/esport2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3164/3201/1600/che.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em meio a papéis, múltiplos exemplares do mesmo livro e a inexorável contagem do tempo, recebi a notícia: morreu Frederico Paz. Morreu como um passarinho. Foi como me disseram. Por segundos, pensei: quem será Frederico Paz, meu Deus? Se estão me dizendo é porque devo saber. Quem sabe até devo me entristecer? Insistiram: Frederico Paz, o leiteiro. Seu Derico! Entristeci. Mais que isso, me senti culpada por nem sequer ter sentido sua falta. Só então me dei conta de que havia mais de um mês era outro a trazer meu leite.&lt;br /&gt;Esta constatação me fez pensar nas diferenças sociais. Até mesmo em relação à morte. A maioria das mortes é anônima e não tem nenhum significado para o mundo. Outras têm o poder de entristecer um país inteiro – ainda que sejam de pessoas que conhecemos apenas de nome e mídia. Lembrei Fidel. Dizem que está em estado terminal. Certamente a morte de Fidel não será como a de um passarinho. Nem será anônima como a do leiteiro, seu Derico. E dividirá o mundo. E me dividirá. Porque há uma parte em mim que cultua a revolução e que tem em Fidel a romântica figura do revolucionário. Quase tão admirado quanto Che. Mas a outra parte não reconhece o regime totalitário. Uma ditadura que se fez em nome da liberdade e igualdade, solidificou-se com a morte de milhares e milhares de pessoas e perdura cerceando o direito de escolha de um povo. Não foi neste socialismo que acreditei e pelo qual lutei.&lt;br /&gt;Será que chorarei dividida pela morte de Fidel? Uma lágrima comprida em apenas um olho. No outro, o brilho de alívio pela liberdade de um povo que não tem o direito de escolher se quer jantar BigMac com coca-cola (por mais que eu desgoste de americanismos, não abro mão desta dupla). Mudei eu ou mudou Fidel? Mudamos nós. Não sou mais revolucionária, mas também não sou reacionária. Não sei o que sou. No entanto, me acho no direito de dizer o que Fidel é. Um julgamento um tanto incoerente, confesso. Mas baseado em fatos, o que é menos mal.&lt;br /&gt;Fidel ainda não morreu e já estou imaginando como me sentirei. E ainda nem levei em consideração o que acontecerá a Cuba, ali tão pertinho do grande predador Bush. Talvez por isso já sinta uma certa tristeza. Mas é melhor nem deixar o pensamento pisar este caminho ou verdadeiramente me entristecerei. E tristeza agora é para a lembrança do sorriso constante e desdentado de seu Derico, que durante dois anos trouxe um leite espesso, engordativo e delicioso para o meu café da manhã. E eu nem imaginava que se chamava Frederico Paz.&lt;br /&gt;Pela minha introspecção entra a voz de Lulu Santos. Fidels e Dericos viram música e fazem caminhar a humanidade. Em passos lentos ou corridos. Com dentes ou sem eles. Lembrados ou esquecidos. Em ditaduras ou democracias. Esperando, cantando, fazendo, chorando. Vivendo.&lt;br /&gt;Não é assim que caminha a humanidade? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Foto: Museu da Revolução de Teotonio Roque&lt;/em&gt; - &lt;em&gt;Galeria Olhar sobre Havana&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116288770762400083?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116288770762400083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116288770762400083&amp;isPopup=true' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116288770762400083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116288770762400083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/11/palimpnia.html' title='Palimpnóia'/><author><name>Euza Noronha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116281740361405185</id><published>2006-11-06T10:47:00.000-02:00</published><updated>2006-11-06T10:50:03.623-02:00</updated><title type='text'>DEMOCRACIA ON LINE – por Pablo Capistrano</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.vermelho.org.br/museu/classe/217/capa-F1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 287px; CURSOR: hand; HEIGHT: 286px; TEXT-ALIGN: center" height="333" alt="" src="http://www.vermelho.org.br/museu/classe/217/capa-F1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Depois dessa eleição presidencial ninguém vai mais negar a força da rede mundial de computadores. Quando o primeiro turno acabou, a impressão que se tinha era que a candidatura do tucano Geraldo Alkimin iria decolar. Os opositores do presidente Lula se encheram de esperança e invadiram as ruas com uma seqüência azul e amarela de adesivos do PSDB. Parecia que agora, o mito do operário mutilado, do retirante sertanejo que sobreviveu ao teste da fome e se tornou presidente iria acabar definitivamente. Embalado pela revolta cidadã de alguns setores da classe média que, ainda no dia da eleição do segundo turno, andavam ameaçando: “se Lula ganhar o governo acaba antes de começar”.&lt;br /&gt;Passado o segundo turno a surpresa prevista nas pesquisas: Alkimin teve dois milhões de votos à menos. Não chego a pensar que a derrota tenha sido humilhante porque há sempre dignidade na derrota assim como há sempre dignidade quando o combate é justo. Mas a derrota do Alkimin foi no mínimo desconcertante. Como explicar que um governo desgastado por quase dois anos de uma inexorável e sistemática campanha da grande mídia tenha conseguido impor uma vitória com margem tão larga?&lt;br /&gt;São vários os fatores que podem explicar o resultado da última eleição presidencial, alguns políticos, alguns econômicos, alguns estratégicos. Politicamente o PSDB não conseguiu pagar o tributo necessário para eleger Alkimin presidente. Esse tributo era o sacrifico de Serra ou de Aécio Neves. Um dos dois deveria ser imolado no altar dos deuses da política para que Alkimin tivesse alguma chance. Isso não ocorreu. Em nenhum momento, nem do primeiro turno nem do segundo, o PSDB teve a coragem de lançar um dos seus dois presidenciáveis de 2010 na fogueira. Entre Serra e Aécio, o PSDB acabou optando por sacrificar Alkimin e deixou-o patinar para ver se um milagre poderia ocorrer, com todas as penitências, jejuns e orações da opus dei. Do ponto de vista       econômico não houve escapatória. Alkimin teve que pagar o ônus dos últimos quatro anos do governo Fernando Henrique e não teve fôlego para impor uma agenda positiva que invertesse o teor da campanha nas últimas semanas, ficando nas cordas, sem força párea reagir quando o tema das privatizações entrou na pauta.&lt;br /&gt;Por fim, a estratégia. Contra toda a mídia televisada, a Internet foi uma arma poderosa. Um cérebro autônomo de informação e fofoca, que marcou definitivamente o segundo turno. O PSDB não soube como potencializar o poder da rede mundial de computadores no sentido de pautar a opinião pública. Os E-mails pro-Alkimin pareciam mais uma descarga voificerante de um ódio classista. Apontavam a ignorância do presidente Lula, chamava-no de marginal, ladrão, alcoólatra. Mas não conseguiam puxar um debate que pudesse desmontar o discurso do governo. Contra os impropérios morais e sociais, os cybermilitantes petistas lançaram on-line uma lista de comparações dos números do governo Lula e do FHC que, a despeito de serem ou não verdadeiras, caiu como uma bomba e calou a boca de muita gente que não conseguia encontrar argumentos e apelava para um discurso emocional de uma tecla só. Alkimin patinou nas estratégias políticas no segundo turno. Foi um desastre no primeiro debate da Rede Bandeirantes (apesar da imparcialíssima imprensa brasileira ter dado sua “vitória” por pontos) e depois começou a se afogar numa imensa dificuldade de encontrar um discurso próprio que o diferenciasse de si mesmo e desse esperança para sua militância. Mas o fato é que, depois dessa eleição o impacto da Internet nunca mais vai deixar de ser medido numa eleição presidencial. Lógico que não foi apenas a cybermilitância que definiu essa eleição, mas ela foi fundamental para que Alkimin tenha saído do segundo turno numa situação pior do que a que entrou. Se Lula ganhou pelos méritos de seus acertos, talvez o pobre Alkimin (imolado no altar sagrado da política) tenha mesmo perdido pelos ônus de seus erros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pablo Capistrano&lt;/strong&gt; é escritor e professor de filosofia, colunista do Miolo de Pote às segundas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Site do autor:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.pablocapistrano.com.br/"&gt;www.pablocapistrano.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Imagem:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.vermelho.org.br/museu/classe/217/capa-F1.jpg"&gt;http://www.vermelho.org.br/museu/classe/217/capa-F1.jpg&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116281740361405185?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116281740361405185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116281740361405185&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116281740361405185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116281740361405185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/11/democracia-on-line-por-pablo.html' title='DEMOCRACIA ON LINE – por Pablo Capistrano'/><author><name>Nu com a minha musa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08592557786460220984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://i69.photobucket.com/albums/i46/lobamulher/adalperfil.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116264958987301479</id><published>2006-11-04T11:08:00.000-03:00</published><updated>2006-11-04T11:17:36.630-03:00</updated><title type='text'>Quero ser salva do Complexo de Cinderela -  Por Carol Montone</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://linguasdagata.blogs.sapo.pt/arquivo/pretinhos.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 236px; CURSOR: hand; HEIGHT: 165px; TEXT-ALIGN: center" height="220" alt="" src="http://linguasdagata.blogs.sapo.pt/arquivo/pretinhos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quero ser salva dessa idéia tosca, que me incutiram, de que preciso ser salva. Eu sei me virar sozinha, apesar de não ter sido criada para isso. Cresci e já tenho altura para ascender a luz. Chega dessa dor de espera, que maculou minha inocência. Ninguém vai chegar. Tenho que cessar algumas buscas e traçar planos concretos para encontrar. Não há prêmios no fim da jornada, apenas merecimento. Meninas são criadas para achar que na exata hora em que bater o cansaço, medo, insegurança ou até simplesmente a preguiça, um príncipe surgirá no seu cavalo branco e tudo terá valido a pena. Parece um discurso ultrapassado, pré-feminista? Sim, mas atire a primeira pedra a moçoi-la, que possa gabar-se de nunca ter idealizado um “salvador”, nem que seja apenas para dar colo ou orgasmos, após um dia difícil. Essa expectativa não parece ser condenável, mas a dor está no verso dessa moeda, quando não há um homem momentaneamente na vida da “sofredora”, ou há, mas pode não estar disponível e aí a princesa acredita que é cocô do cavalo do bandido e paira resignada sobre sua psêudo-independência, lamentando gritos de silêncios, que só as células ouvem e para avisarem o mundo se organizam na construção de doenças psicossomáticas e outros males do século.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meninos são mesmo, ainda hoje, criados com mais assertividade no quesito autonomia, afinal é uma prova de masculinidade levantar rápido de um tombo no colégio, mesmo que os tempos de agora permitam uma choradinha básica. Já nós meninas devemos priorizar a feminilidade, a inteligência desenvolvida quase que unicamente para a sobrevivência através da sedução. Trata-se de tornar-se interessante e não auto-suficiente. Estudar, especializar-se numa profissão é o dote de hoje, digamos assim, para algumas mulheres, que na verdade só pensam no casamento e depois na aposentadoria. Onde estará o prazer pelas tão sonhadas independência e igualdade?&lt;br /&gt;Parece não estar na cama, onde muitas de nós regalam-se com o sexo casual para depois chorar à manicure as agruras do telefonema que não veio ou do pai dos filhos planejados, que não chegou. Quem na noite passada poderia supor que aquela mulher inteligente, batalhadora, que entretia a todos com seu decote e sua retórica era um desiludida mascarada, uma fóbica, insegura quanto ao seu poder de sedução, inteligência e até com o tamanho dos seus seios????&lt;br /&gt;Algumas mulheres contra-fóbicas, como classificou a psicóloga americana Colette Dowling, em seu livro o Complexo de Cinderela, gastam a vida para construir carreiras brilhantes, inclusive em áreas tipicamente masculinas, mas no fundo escondem uma marcante auto-estima distorcida e mal trabalhada, são menininhas assustadas e confusas, perturbadas com o fato de aparentemente ninguém saber ou se propor a cuidar delas. Sem contar aquelas companheiras, que ainda se valem da máxima de que atrás de um grande homem vem sempre uma grande mulher e exilam-se voluntariamente - muitas vezes depois de uma breve carreira ou pelo menos de garantirem seus diplomas pró-formes - na segurança de suas responsabilidades domésticas, principalmente de mães. Ainda vale destacar, como comentou a autora, as garotas, que sentem-se profundamente injustiçadas pelo mundo, quando obrigadas a trabalhar e cuidar de si mesmas por questões inerentes às suas vontades, como separação conjugal, viúves , necessidade de sustentar sua prole entre outras.&lt;br /&gt;O livro vale a pena para que nós e eles entendamos que essas crenças e atitudes destrutivas nascem na infância e são cultivadas por um mecanismo de acomodação das meninas induzidas, desde o berço, a acreditarem que sempre haveria alguma pessoa mais forte para protegê-las.&lt;br /&gt;Não é possível que a liberdade nos venha repleta de tristeza meninas. Mãos à obra. Nós podemos mais. O medo há de existir sempre. A cada desafio pensem nos versos de Clarice Lispector (Aprendendo a Viver) “Pelas plantas dos pés subia um estremecimento de medo, o sussurro de que a terra poderia aprofundar-se. E de dentro de mim erguiam-se certas borboletas batendo asas por todo o corpo”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Carol Montone&lt;/strong&gt; é jornalista.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagem: &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://linguasdagata.blogs.sapo.pt/arquivo/pretinhos.jpg"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://linguasdagata.blogs.sapo.pt/arquivo/pretinhos.jpg&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116264958987301479?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116264958987301479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116264958987301479&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116264958987301479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116264958987301479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/11/quero-ser-salva-do-complexo-de.html' title='Quero ser salva do Complexo de Cinderela -  Por Carol Montone'/><author><name>Nu com a minha musa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08592557786460220984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://i69.photobucket.com/albums/i46/lobamulher/adalperfil.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116257173006775962</id><published>2006-11-03T13:33:00.000-03:00</published><updated>2006-11-03T13:39:34.746-03:00</updated><title type='text'>O Martelo e a Bigorna</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.ilhabrasil.net/imagem/redatores/textos/MVC-006F.JPG"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.ilhabrasil.net/imagem/redatores/textos/MVC-006F.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Duprat e a balada de finados&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O céu hoje acordou de ressaca, tamanha foi a farra em celebração a todos os seus habitantes no dia de ontem. Ao som da tropicália, a festa foi uma homenagem ao recém chegado maestro Rogério Duprat, que deixou o mundo dos vivos na semana passada ao embarcar do Hospital Premier, na zona sul de São Paulo, rumo a uma espécie de caixa preta que poucos desejam conhecer apressadamente. Como não precisou fazer check in em nenhum aeroporto nacional, o embarque aconteceu como estava previsto, a saber, às 15h35 de quinta-feira, 26 de outubro.&lt;br /&gt;Acompanhado de perto por músicos como Tim Maia, Nara Leão, Tom Jobim, Nelson Gonçalves e tantos outros que ali se fizeram presentes, Duprat deu o tom da comemoração. A música de abertura foi Domingo no Parque, seguida de mais algumas canções, das quais o maestro participou como arranjador.&lt;br /&gt;De longe três exóticas pessoas chamavam a atenção pelo comportamento meio que inadequado, era Vinicus de Moraes conversando com Cássia Eller e Raul Seixas, sentados envolta de uma cova rasa, com as pernas para o ar, jogando pedra na cruz e soprando as velas que na terra eram acessas pelos parentes vivos . Esse foi, podemos assim definir, o halloween celestial.&lt;br /&gt;Estavam todos vestidos de preto e cercados por velas de todos os lados. O cheiro de flores se misturava ao de parafina. Existiam até camelôs vendendo óculos escuros e colírio. A mídia fez a sua parte, anunciou com antecedência a festa dos mortos ao estilo halloween, tendo Duprat como atração principal e convidado de honra deste ano.&lt;br /&gt;Enquanto no céu todos cantavam e dançam uma mistura de rock in roll com bossa nova, na terra familiares e amigos rezavam e pediam proteção aos seus finados. Essa é a festa dos mortos, um prato recheado de preto, óculos escuro, colírio, música de primeira e conversa de botequim, além de muita oração.&lt;br /&gt;A morte é uma festa, já dizia João José Reis. Enquanto eles comemoram lá em cima, ficamos nós aqui em baixo pedindo a absolvição de seus pecados. Assim é o dia de finados, uma visita que a vida faz à morte. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116257173006775962?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116257173006775962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116257173006775962&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116257173006775962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116257173006775962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/11/o-martelo-e-bigorna.html' title='O Martelo e a Bigorna'/><author><name>Rivamar Guedes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116246649986045810</id><published>2006-11-02T08:19:00.000-03:00</published><updated>2006-11-02T08:25:55.316-03:00</updated><title type='text'>A companhia das coisas - por Adelaide Amorim</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://ervilhas.weblog.com.pt/arquivo/060711_desenho.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 253px; CURSOR: hand; HEIGHT: 339px; TEXT-ALIGN: center" height="375" alt="" src="http://ervilhas.weblog.com.pt/arquivo/060711_desenho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Durante alguns anos de minha vida, pensei que um dia seria dona de uma loja de presentes, desses que a gente gosta de ganhar e de dar para fazer felizes aqueles que amamos. Sou louca por objetos, coisas ditas inanimadas mas capazes de animar as pessoas e fazer seus olhos brilharem. Para isso, um objeto não precisa ser necessariamente valioso e caro. Tenho caixinhas e descansos de mesa feitos de palha, porta-guardanapos de madeira e simples tigelas de uso diário que amo pelo desenho e pelo material de que são feitos. Uma vez fiquei siderada diante de uma molheira e não consegui seguir meu caminho antes de entrar na loja e levar para casa meu presente.&lt;br /&gt;Muitas mulheres correm a mudar a cor dos cabelos ou comprar roupas e sapatos quando estão tristes ou decepcionadas. Eu compro coisas, antes de qualquer outra providência. Também recorro ao cabeleireiro, é claro, mas nunca pintei os cabelos, de modo que faço um novo corte, uma boa massagem; às vezes vou procurar uma roupa nova – esses recursos que a gente tem, graças a Deus, pra mudar o exterior quando o interior está pouco convidativo. Mas antes passo nas lojas de decoração e trago de lá um cinzeiro original, um vaso bonito, um porta-retrato diferente. Tenho uma pequena coleção de caixinhas, adoro luminárias bonitas e estantes, que nunca são demais para os livros que chegam e sempre estão precisando delas. Mas há as almofadas e as mantas, quer coisa mais gostosa de escolher e ver em casa?&lt;br /&gt;Meu pai tinha tinteiros de vidro que não sei onde foram parar, canetas de pena que ele molhava nos ditos, pesos de papel de cristal que me faziam sonhar e um mata-borrão que eu adorava vê-lo manejar sobre o papel de tinta fresca, além da caneta-tinteiro, uma Parker preta listradinha de cinza que nunca esqueci. Guardei dele as sobrecapas de couro para proteger os livros, mas ficaram muito gastas e acabaram guardadas como relíquias.&lt;br /&gt;Quando compro ou ganho algum objeto, experimento seu convívio como quem avalia um vizinho novo. Deixo-o num lugar em que eu o veja a toda hora até que se integre ao dia-a-dia. Paro de vez em quando para conhecer melhor a novidade; examino, pego e invento novos lugares para pousá-lo até que se harmonize com a paisagem e o clima da casa. Quando isso acontece, saio procurando seu lugar definitivo. É a prova de fogo, depois da qual quase sempre o estranho vira membro da família, parte do patrimônio da casa e objeto de afeto e cuidados especiais.&lt;br /&gt;Estranho? Nem tanto. Ao menos essa ligação com as coisas não chega a incomodar ninguém e me dá algumas alegriazinhas inocentes. Há coisas piores – fetiches que às vezes chegam a ser repulsivos, gostos que ninguém explica, manias que incomodam bem mais quem estiver em volta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Adelaide Amorim&lt;/strong&gt; é escritora, carioca por nascimento e convicção e publica seus escritos no Blog Umbigo do Sonho - &lt;a href="http://www.meublog.net/adelaideamorim/" target="_blank" rel="nofollow"&gt;http://www.meublog.net/adelaideamorim/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116246649986045810?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116246649986045810/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116246649986045810&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116246649986045810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116246649986045810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/11/companhia-das-coisas-por-adelaide.html' title='A companhia das coisas - por Adelaide Amorim'/><author><name>Nu com a minha musa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08592557786460220984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://i69.photobucket.com/albums/i46/lobamulher/adalperfil.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116228686960376916</id><published>2006-10-31T06:16:00.000-03:00</published><updated>2006-10-31T07:21:58.650-03:00</updated><title type='text'>Eu amo Clarice</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há um tempo atrás, alguém ironizou os meus escritos chamando-os de catarse que pr&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3164/3201/1600/claricel.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3164/3201/200/claricel.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;etendia ser lispectoriana. Dei a este comentário a mesma importância que dou a pré-julgamentos – especialmente porque foi um pseudo-anonimato. Mas confesso que ele ficou borbulhando por sob a pele. Não pelo seu caráter pejorativo, mas por criar em mim interrogações novas. Nunca havia me perguntado sobre meu grande amor por Clarice Lispector.&lt;br /&gt;Tudo começou quando eu ainda era uma pré-adolescente. Pelas mãos de um professor fui apresentada ao livro Água Viva. A primeira leitura me deixou excitada. Como se as páginas guardassem estimulantes hormonais que me fariam mulher. E guardavam. Não os estimulantes sexuais, mas algo que tinha efeito muito parecido. E esta leitura foi feita com a respiração suspensa e o fôlego à beira de um colapso.&lt;br /&gt;Descobri a chave de muitas outras portas a serem abertas. Água Viva me levou a um sem-número de escritos que, aparentemente irregulares, fugiam a qualquer tentativa de comparação com tudo que eu já tinha lido. Descobri Clarice Lispector. Sua inteligente e inventiva linguagem coloquial e seus profundos questionamentos da condição humana levaram-me, ainda adolescente, a buscar entender o mundo à minha volta. E aguçaram minha intuição para transitar entre os claros e escuros da vida.&lt;br /&gt;Atravessei a adolescência sorrindo para Clarice. Como se através de seus livros eu a tivesse ao lado. E ao longo de todos estes anos, estive de mãos dadas com ela. Fascinada com o mundo poético que ela criou e que reflete a liberdade da escrita. Fascinada com o seu brilhante tormento, que mais parece uma tempestade de raios prestes a rasgar a face oculta do ser. Ao mesmo tempo, invejosa da doçura do feminino que ocupa espaços sem gritos, numa ação interior que convida ao mergulho e promete renascimento. Racional e instintiva, Clarice traduz-se para mim na busca da própria consciência. Portanto, uma sempre instigante, sempre original, sempre libertária leitura.&lt;br /&gt;Então é assim: Clarice foi grande paixão que ocupou os hiatos da minha adolescência e foi ressonância, durante anos, para a clandestinidade dos meus sentimentos. Hoje é amor. E como todo amor, é deriva e porto, partida e chegada, alquimia e exorcismo. E mais não sei explicar, porque amor é vida. E de vida só entendo que &lt;em&gt;viver ultrapassa todo entendimento&lt;/em&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagem: Clarice Lispector retratada por De Chirico&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116228686960376916?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116228686960376916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116228686960376916&amp;isPopup=true' title='29 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116228686960376916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116228686960376916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/10/eu-amo-clarice.html' title='Eu amo Clarice'/><author><name>Euza Noronha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>29</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116220892623589440</id><published>2006-10-30T08:43:00.000-03:00</published><updated>2006-10-30T08:48:46.286-03:00</updated><title type='text'>Nunca diga sempre - Por Pablo Capistrano</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.filmreference.com/images/sjff_02_img0696.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.filmreference.com/images/sjff_02_img0696.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No final de Novembro de 1974, em pleno inverno alemão, o cineasta Werner Herzog recebeu um telefonema. Um amigo que morava em Paris trazia uma notícia terrível. Lotte Eisner, crítica de cinema e responsável pelo impulso necessário ao primeiro longa de Herzog, Sinais de Vida (1969), estava morrendo. Herzog não pensou duas vezes. Pegou uma bússola, um casaco, um par de botas novas e uma sacola com alguns pertences e iniciou uma peregrinação que o levaria, à pé, de Munique até Paris entre os dias 23 de Novembro até 14 de Dezembro daquele ano.&lt;br /&gt;Por algum motivo estranho, por alguma fé avassaladora no mundo e em seus mistérios, Herzog acreditava que poderia salvar a vida de sua amada amiga, bem mais velha do que ele. Enquanto ele andasse, ela permaneceria viva. Enquanto ele enfrentasse o frio e o vento gelado do inverno, ela se manteria no mundo, porque não seria possível, não seria nem justo nem certo que ela morresse antes de vê-lo uma última vez.&lt;br /&gt;Sempre que eu releio os registros da viagem de Herzog, me pergunto o porquê de, em alguma esquina dessa vida, o homem ter se acostumado com o sempre. Sempre vivo, sempre presente, sempre à disposição. Talvez como uma forma de manter firme nossa própria sanidade, criamos a alegoria do sempre. A metáfora da eternidade. A sensação de que as coisas, em sua radicalidade, não passarão. Talvez seja esse um erro de juízo acerca da seqüência dos fatos no mundo, ou mesmo uma sensação forte, derivada da única experiência possível que temos do tempo: O presente.&lt;br /&gt; Sim porque, a rigor, todo o tempo que experimentamos é o absoluto e radical agora. Lembramos do que ocorreu ontem, no instante presente; sonhamos com o que vai ocorrer amanhã, no instante presente. Não sentimos o futuro, assim como não experimentamos, mais uma vez qualquer, o passado. Confinados no presente, somos apresentados à eternidade, que nos salva e nos consome, nos arrebata e nos destrói. Somos livres quando mergulhamos no presente e absolutamente escravos, quando não conseguimos sair dele. Acho que estou escrevendo isso porque hoje, mais do que os outros dias e as outras noites de minha vida, eu tenho medo do futuro. Tenho medo de que o sempre seja apenas o reflexo do giro do tempo na minha mente perturbada pela sensação de fragilidade dos dias em que vivemos.&lt;br /&gt;Como Herzog, não queria que o presente passasse. Porque, se só ele existisse, eu seria livre e eterno, imune à qualquer dor e a qualquer sofrimento. Como Herzog, em sua luta para tornar o futuro um ponto mais distante, para retardar aquilo que vai acontecer de qualquer forma, para evitar que sua amiga morresse de uma doença fatal, gostaria de ter uma chave oculta, num gesto radical e sem sentido, como só os gestos de uma alta magia sabem ser radicais e sem sentido, para que meu presente não passasse. Mas as lições de meu tempo, a mensagem desses dias assombrados por tantos presságios ruins, me ensina a nunca dizer sempre. A nunca acreditar naquilo que minha experiência me mostra. A não aceitar que o agora seja apenas um ponto irreal, no meio de um fluxo que me leva do passado para o futuro. O tempo me atravessa. E meu Eu, atravessado pelo tempo, se metamorfoseia sem parar em todos os infinitos “agoras”, que a eternidade da minha vida me apresenta. Nunca diga sempre, se você não pode realmente, acreditar nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pablo Capistrano&lt;/strong&gt; é escritor e professor de filosofia. Escreve às segundas no Miolo de Pote.&lt;br /&gt;Site do autor: &lt;a href="http://www.pablocapistrano.com.br/" target="_blank"&gt;www.pablocapistrano.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagem: &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.filmreference.com/images/sjff_02_img0696.jpg"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.filmreference.com/images/sjff_02_img0696.jpg&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116220892623589440?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116220892623589440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116220892623589440&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116220892623589440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116220892623589440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/10/nunca-diga-sempre-por-pablo-capistrano.html' title='Nunca diga sempre - Por Pablo Capistrano'/><author><name>Nu com a minha musa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08592557786460220984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://i69.photobucket.com/albums/i46/lobamulher/adalperfil.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116212734952289774</id><published>2006-10-29T09:59:00.000-03:00</published><updated>2006-10-29T10:11:58.206-03:00</updated><title type='text'>Os dois lados da moeda - Por Patrick Gleber</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4263/3089/1600/lulinha%202.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4263/3089/320/lulinha%202.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A possível ducha de votos que Luiz Inácio Lula da Silva promete tomar nesse segundo turno não terá o condão de colocar uma pedra sobre as investigações criminais envolvendo o PT e a campanha do presidente. A Polícia Federal e o Ministério Público não são instituições submetidas ao cronograma do Tribunal Superior Eleitoral. Urna é para eleger, polícia é para investigar, promotoria é para acusar e juiz é para julgar. E a imprensa é para contar às pessoas o que está acontecendo nessas esferas de poder. As coisas são (ou deveriam ser) simples assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O país tem o direito de conhecer todos os detalhes da operação dossiê. Ou de qualquer outra acusação ou dúvida que envolva este governo. Ou governos anteriores. Essa é a regra do jogo da democracia. Mas, se a regra está em vigor, ela vale para os dois lados. Para as duas faces da moeda. Se o julgamento político das urnas não tem o poder de abolver acusados de crimes, tampouco o julgamento político da opinião pública deveria ter o poder de condená-los. Se a maioria eventual nas urnas não apaga a folha corrida de ninguém, tampouco a maioria eventual no tribunal político de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (ou de um plenário, ou de um editorial de jornal) deveria ter o poder de condenar alguém em última instância. Aí parece residir a inconsistência de certas teses. Citações em relatórios de CPIs são tratadas como condenações políticas transitadas em julgado pelos mesmos que recusam ao eleitor a prerrogativa de "anistiar" alguém na base do voto. É o princípio orwelliano de que todos são iguais mas alguns são mais iguais do que os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O linchamento político é legítimo, dizem, se a maioria assim o desejar; mas não aceitam a legitimidade da purificação quando a maioria assim se manifesta. Cassar o mandato de alguém sem provas é razoável, dizem, para efeito de profilaxia política; mas os que se arrogam o direito quase divino de suprimir, sem provas, a vontade do eleitor (expressa num mandato popular) não dão ao eleitor o direito que pedem para si. Quer saber das convicções democráticas de alguém? Tente aferir o quanto ele respeita os direitos de quem está na outra trincheira.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Patrick Gleber&lt;/strong&gt; é paraibano da cidade de Cajazeiras, estudante e editor do &lt;a href="http://www.blogdopatrick.blogspot.com/" target="_blank" rel="nofollow"&gt;http://www.blogdopatrick.blogspot.com/&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Imagem: &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.chargeshopping.com.br/lojavirtual/images/charge_lula_coelho_alckmin_tartaruga.gif"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;http://www.chargeshopping.com.br/lojavirtual/images/charge_lula_coelho_alckmin_tartaruga.gif&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116212734952289774?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116212734952289774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116212734952289774&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116212734952289774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116212734952289774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/10/os-dois-lados-da-moeda-por-patrick.html' title='Os dois lados da moeda - Por Patrick Gleber'/><author><name>Nu com a minha musa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08592557786460220984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://i69.photobucket.com/albums/i46/lobamulher/adalperfil.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116200678208534994</id><published>2006-10-28T00:33:00.000-03:00</published><updated>2006-10-28T00:39:42.130-03:00</updated><title type='text'>Doutor da Praça - Por Crys</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.studium.iar.unicamp.br/tres/republica/images/bloco_11/12.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.studium.iar.unicamp.br/tres/republica/images/bloco_11/12.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;Hoje fui pra minha caminhada costumeira na Praça da República. Já passava das seis e meia da manhã, estava uma manhã tranqüila... Pelo menos é o que parecia a princípio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo estava nublado, o céu com algumas nuvens escuras (nessa época do ano as chuvas são mais constantes em Belém), apesar das nuvens se mostrarem no céu, eu tinha esperança que o sol brilhasse. Durante a caminhada, olhava atenta a tudo que se passava em volta da praça com suas mangueiras majestosas formando um túnel verde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali na praça sempre há concentração de artesões, fazendo bijuterias. Em uma das voltas da caminhada vi ao lado de um artesão uma mulher sentada que de repente caiu para trás e bateu a cabeça na calçada. Nos primeiros minutos parei e fiquei olhando enquanto os outros artesões corriam em socorro à mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi também que se afastaram tão rapidamente de como se aproximaram. Não entendi nada. Mas fiquei curiosa e me aproximei pra ver o motivo pelo qual se afastaram de lá. Afinal, parecia que a moça precisava de ajuda. Foi então que percebi o seu companheiro tentando abrir os olhos da moça desfalecida com força, percebi também, que a mulher estava grávida de uns seis meses mais ou menos. O infeliz do seu parceiro empurrava um garotinho de uns quatro aninhos e pedia insistentemente que ele puxasse o pé da mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo sotaque, parecia ser nordestino. Embravecido ele puxava os olhos da mulher com tanta força que parecia que ia rasgar. Lá fui eu, completamente incomodada com a situação, me aproximei pra prestar a minha solidariedade, falei:- Ei moço, a moça está desmaiada, não adianta forçar o olho dela pra abrir, porque não vai acordar desse jeito, é melhor telefonar para o 192, eles vem buscá-la.O homem arregalou dois "olhões" de ódio em cima de mim e falou:- Vai morrer pra lá sô, eu não quero opinião de ninguém, eu sei que tô fazendo.Falava com tanta raiva que eu me assustei e me afastei de imediato.Alguns metros do casal, uma outra moça sentada, fazia uns brincos e ao notar minha preocupação, sem me fitar e de cabeça baixa, falou:- Não adianta não moça, esse parceiro da Diana é um grosso, mas nós já telefonamos para ambulância.Fiquei ali, sem me afastar do local, aflita esperando o socorro chegar pra ver os acontecimentos finais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minutos depois, chega a ambulância. Dois enfermeiros descem, chegam até a mulher caída e tentam colocá-la na maca. Mas são impedidos pelo parceiro, que grosseiramente, parte para cima dos dois maqueiros. Assustados recuam sem saber o que fazer. Os dois bombeiros que acompanhavam a operação de resgate ao verem aquela cena, aproximam-se para saber o que estava acontecendo. O tal marido valentão parte também pra cima dos dois bombeiros que são obrigados a se defenderem e com uma rasteira imobilizam o "valentão" no chão e o algemam. Ele é carregado para a ambulância junto com a mulher e o filho pequeno. Inconformado o individuo começa a gritar:- Solta eu moço, solta que eu sei tomar conta dela. Não preciso de ninguém. Ela é o meu amor moço... Eu preciso cuidar do meu amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele é ignorado e levado na marra, presenciado por pedestre que se juntaram no local, alguns com expressões de tristezas e outros que riam do acontecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol já brilhava timidamente quando atravessei a rua em direção a minha casa. Escutava o barulho da sirene se afastando, eu com aquela cena toda na mente me perguntava a todo instante?- Meu Deus, que forma de amor é essa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Crys - do  &lt;/strong&gt;Blog Jardim de Letras - &lt;a href="http://letrasecrystais.zip.net/" target="_blank"&gt;http://letrasecrystais.zip.net/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; Imagem:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116200678208534994?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116200678208534994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116200678208534994&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116200678208534994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116200678208534994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/10/doutor-da-praa-por-crys.html' title='Doutor da Praça - Por Crys'/><author><name>Nu com a minha musa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08592557786460220984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://i69.photobucket.com/albums/i46/lobamulher/adalperfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116192172487114676</id><published>2006-10-27T00:55:00.000-03:00</published><updated>2006-10-27T01:05:19.250-03:00</updated><title type='text'>O Martelo e a Bigorna</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.guardaqua.it/foto/sperimentali/serief01.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.guardaqua.it/foto/sperimentali/serief01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O caleidoscópio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O nosso amor será como um caleidoscópio, uma realidade sempre curtida por ângulos diferentes para não perder a graça” - dizia com freqüência Cueca Melada, emaranhado aos braços de sua namorada.&lt;br /&gt;“Então façamos dos nossos dias fragmentos de vidros coloridos que dêem às nossas vidas uma feição sempre distinta e encantadora aos nossos olhos” - ratificava sua amada Beterraba numa linguagem sempre contaminada por pronomes possessivos.&lt;br /&gt;Assim eles acreditavam que deveria ser o amor, um sentimento plural, versátil e heterogêneo, capaz de ser provado multifacetadamente. Sua manifestação seria diversa e alegórica, insubordinada a qualquer paradigma.&lt;br /&gt;Cueca Melada e Beterraba faziam questão de ressaltar que a manifestação dos seus amores seria diferente de todas as formas de amar até então observadas. Um amor que não era prosa nem poesia, pois se assim o fosse deixaria de ser um caleidoscópio e passaria a ser pastiche.&lt;br /&gt;Para ser amor, argumentavam, tem que ser diferente, único, transcendente a qualquer fórmula ou enquadramento. Era a mais promissora chance de dar certo.&lt;br /&gt;Defendiam que o amor deveria mesmo era ser posto a prova de tudo, conviver continuamente com turbilhões, maremotos, terremotos e vendavais, assim não sucumbiria a qualquer crise que viesse a chacoalhá-lo. Amor não é esteira de vime, sombra e água de coco, porque se assim se configurar terá uma baixa imunidade. O amor tem que ser resistente, teimoso e ousado, estar acima de qualquer pleonasmo.&lt;br /&gt;O grande equívoco de Cueca Melada e Beterrada foi acreditar que o amor tem uma dinâmica própria que independe de suas partes, que se manifesta espontaneamente. Eles não sabiam que o amor para ser caleidoscópio necessita não apenas do olho atento, da vigília, mas acima de tudo ser inimigo da inércia e embalado pelo movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagem: &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.guardaqua.it/foto/sperimentali/serief01.jpg"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.guardaqua.it/foto/sperimentali/serief01.jpg&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116192172487114676?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116192172487114676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116192172487114676&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116192172487114676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116192172487114676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/10/o-martelo-e-bigorna_27.html' title='O Martelo e a Bigorna'/><author><name>Rivamar Guedes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116187182372546099</id><published>2006-10-26T10:54:00.000-03:00</published><updated>2006-10-26T11:16:00.650-03:00</updated><title type='text'>Da vocação de se contar histórias - por Maria Clara dos Anjos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.duke-energy.com.br/Ecoteca/images/agitesala01.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.duke-energy.com.br/Ecoteca/images/agitesala01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros registros que indicam trocas de comunicação entre os homens datam da pré-história - os desenhos de caçadas de animais nas cavernas representavam, tal como hoje, manifestações da fala, do ato de se comunicar. Hoje as diversas manifestações da fala evoluíram e podemos contar não só com os relatos orais como com tudo o que circula no universo da comunicação humana - desde a impressão de livros, jornais, revistas e tv, ao rádio e à Internet. Meios que continuam a manter viva a capacidade de comunicação entre a espécie humana, permitindo a convivência de igual para igual entre os grupos sociais.&lt;br /&gt;Ora, foi com a organização dos grupos sociais que o homem passou a conviver com o contar-ouvir histórias – experiências que compreendem desde os relatos cotidianos da vida de cada um à leitura individual de um livro, ou à leitura partilhada, coletiva. O contar-ouvir histórias se dá, pois, porque desde sempre o homem sentiu a necessidade de dividir com o outro a sua vida, costumes, sonhos e ideais.&lt;br /&gt;O contar-ouvir histórias envolve toda uma complexidade dos envolvidos que passa pelo simples ato de ouvir o outro com ou sem interesse a uma gama de sentimentos como: tristeza, raiva, irritação, bem-estar, medo, alegria e tantos outros que envolve a arte de contar histórias.&lt;br /&gt;Na verdade, em nossos tempos já não se reúnem mais grupos em volta de um livro ou de um bom narrador, o costume de ler é bem mais solitário, individual mesmo, e poucos de nós tem o hábito de comentar com outros sobre o que leu, trocando impressões sobre o livro lido, ou muito menos nos habituamos a ler em voz alta para um ou outro interessado.&lt;br /&gt;Por outro lado, a cultura do livro permanece viva e se produz em grande escala literatura em todo o mundo. A oferta de materiais de leitura é grande, sabemos, mas infelizmente há no mundo um grande número de analfabetos, pessoas que por diversos motivos não tiveram a oportunidade de se encaixar no mundo dos “letrados”.&lt;br /&gt;Acredito que o relato oral, o contar histórias é de grande valia porque dá oportunidade ao outro de enveredar por um mágico e delicioso mundo, caminhando rumo ao desconhecido, mas é também não apenas conhecer um mundo novo como é descobrir-se e redescobrir um mundo de perspectivas.&lt;br /&gt;Nosso grande desafio hoje é manter viva a memória dos grandes contadores de histórias, resgatar estas e propagá-las, mantendo vivo o elo entre passado e presente na escritura do livro da vida da humanidade, fazendo valer aquela velha máxima: quem conta um conto aumenta um ponto. O contar histórias é um hábito tão antigo quanto a própria existência humana - some-se a isso que ao nascer cada homem dá o pontapé inicial na escritura de sua vida e assim sua história passa a ser contada e recontada todos os dias. Portanto, é esse contar-recontar histórias que faz a vida mais bonita e mais possível de ser vivida, pois sempre que houver alguém disposto a narrar uma boa história confirmaremos que contar história fez e sempre fará parte da vida do ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Maria Clara dos Anjos,&lt;/strong&gt; pedagoga, professora do Ensino Fundamental na cidade de Cajazeiras – PB é colunista convidada desta quinta-feira, no Miolo de Pote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem:&lt;a href="http://www.duke-energy.com.br/Ecoteca/images/agitesala01.jpg"&gt;http://www.duke-energy.com.br/Ecoteca/images/agitesala01.jpg&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116187182372546099?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116187182372546099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116187182372546099&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116187182372546099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116187182372546099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/10/da-vocao-de-se-contar-histrias-por.html' title='Da vocação de se contar histórias - por Maria Clara dos Anjos'/><author><name>Nu com a minha musa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08592557786460220984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://i69.photobucket.com/albums/i46/lobamulher/adalperfil.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116175630922385681</id><published>2006-10-25T03:02:00.000-03:00</published><updated>2006-10-25T03:16:08.176-03:00</updated><title type='text'>Babel</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3246/3201/1600/eliot.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3246/3201/320/eliot.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Eliot e o verso livre&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dramaturgo, ensaísta e poeta americano, Thomas Stearns Eliot (1888-1965) é um dos mais importantes e influentes nomes da literatura de língua inglesa do século XX. Nascido nos Estados Unidos, em St. Louis, Missouri, Eliot foi talvez o poeta que mais soube tirar proveito da mais importante conquista formal da poesia moderna: o verso livre. Poucos valorizaram tanto esse tipo de verso e a partir dele construíram tão extraordinária obra como o autor de &lt;strong&gt;Four Quartets,&lt;/strong&gt; obra prima da literatura de tendência místico-religiosa do Ocidente, publicada pelo autor em 1943, e que tem no uso do verso livre um importante recurso.&lt;br /&gt;Li recentemente a Poesia Completa de Eliot. Do primeiro ao último texto do livro não me saiu da cabeça a impressão que tive do poeta, de quem tanto já ouvira falar por citações e referências, mas de quem não tinha provado ainda o sabor do poema. Impressionou-me o feitio prosaico que Eliot dá ao verso livre, indo muito além das primeiras experiências poéticas que todos conhecemos nos poemas de mestres modernistas como Bandeira, Mario de Andrade e Oswald de Andrade, por exemplo. No Modernismo, não esqueçamos, o verso livre era o recurso ideal para aproximar a poesia da mais comum das linguagens: a cotidiana, a linguagem diária das massas.&lt;br /&gt;Enquanto poeta modernista, Eliot fez do verso livre um experimento incomum na poesia moderna. Na sua obra a linguagem ganha na renovação do estilo literário porque dá ao leitor a sensação de experimentar a um só tempo dois registros lingüísticos: o prosaico e poético. Poema que se lê como prosa e prosa que se lê como poesia, como pregavam os modernistas. Mas muito mais: o idioma de Eliot é, diferentemente, livre dos excessos de estilizações poéticas e de estilizações prosaicas, típico de um parnasiano, num caso, e de um primeiro modernista, no outro. Ou seja, a linguagem eliotiana encontra a medida exata, o equilíbrio ideal entre uma e outra forma de registro, conseguindo uma expressão, diria, pouco comum em termos de linguagem literária. E isso sem que se observe prejuízo semântico de nenhuma natureza.&lt;br /&gt;Tem um poema do Eliot que eu acho fantástico. Simplesmente uma das peças que considero das mais bem escritas em língua inglesa. O poema é de seu primeiro livro, &lt;strong&gt;Prufrock and Other Observations,&lt;/strong&gt; de 1917, e chama-se “Morning at the window” (Manhã à janela). No poema Eliot procura descrever uma cena de rua comum no cotidiano da sociedade americana de início de século XX: enquanto cai a neblina, passeiam as pessoas em suas simples e tristes vidas. Mas o poeta vai além de uma simples descrição do prosaico cotidiano.&lt;br /&gt;Em “Morning at the window” um observador coloca-se em posição voyeur à frente de uma janela onde, inesperadamente, capta o sorriso “sem destino” de uma passante com saias enlameadas que surge entre as “retorcidas faces” das ruas. O quadro é cinematográfico: o poema desenvolve-se num movimento de câmera que parte da intimidade sentimental do sujeito lírico que olha da janela para a rua e desta em direção ao “sorriso sem destino” que modifica completamente sua manhã.&lt;br /&gt;Na versão original do poema, são duas estrofes que totalizam 09 versos, assim divididos: na primeira, quatro versos de total prosaísmo; nos outros cinco da segunda estrofe, recursos estilísticos sonoros e poéticos dão aos versos a carga semântica própria para o equilíbrio entre a prosa e a poesia dos versos.&lt;br /&gt;Para o que estamos dizendo, vale a transcrição do poema, traduzido por Ivan Junqueira: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Há um tinir de louças de café / Nas cozinhas que os porões abrigam, / E ao longo das bordas pisoteadas da rua / Penso nas almas úmidas das domésticas / Brotando melancólicas nos portões das áreas de serviços. // As ondas castanhas da neblina me arremessam / Retorcidas faces do fundo da rua, / E arrancam de uma passante com saias enlameadas / Um sorriso sem destino que no ar vacila / E se dissipa rente ao nível dos telhados. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;Singularíssimo o equilíbrio entre o prosaico e o estritamente poético. Notem que o verso livre age nesse sentido: tão importante é para a construção do poema que por pouco não captamos a mensagem poética nuns versos quase que completamente prosaicos.&lt;br /&gt;Acostumado a poetas da língua pátria, quando você começa a ler um outro poeta reconhece o quanto a poesia tem de universal, o quanto a linguagem poética extrapola limites geográficos, estéticos, políticos, sociais e ideológicos. A obra de Eliot assim me parece. Cultor do verso livre, crítico e renovador da literatura inglesa do século XX, o poeta aprofunda os questionamentos da tradição poética do Ocidente revelando um mundo de possibilidades poéticas ainda pouco em voga na poesia moderna. T. S. Eliot, para além do exímio poeta do verso livre, traduz a justa medida dos movimentos da modernidade. Sua poesia é, ao tempo que crítica e impactante, mística, de sabor metafísico e filosófico. Sem contar as incontáveis referências culturais que perpassam seus poemas e sua, às vezes, negativa e humorística visão de mundo – formidável!&lt;br /&gt;Em certo sentido pode-se dizer que na ponta de lá (1917) está o poeta de cá (dos últimos poemas, de 1956 em adiante). É o que diz o próprio Eliot em dado momento de Four Quartets, “In my beginning is my end” (Em meu princípio está o meu fim). Mas suas palavras ainda se movem, como ele queria: “antes do princípio e depois do fim”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: &lt;a href="http://content.answers.com/main/content/wp/en/thumb/3/3b/180px-Tseliot.jpg"&gt;http://content.answers.com/main/content/wp/en/thumb/3/3b/180px-Tseliot.jpg&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116175630922385681?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116175630922385681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116175630922385681&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116175630922385681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116175630922385681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/10/babel_25.html' title='Babel'/><author><name>Adalberto Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116166209511227693</id><published>2006-10-24T00:50:00.001-03:00</published><updated>2006-10-24T01:04:49.830-03:00</updated><title type='text'>Palimpnóia</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Dona do medo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Detesto avião. Era o que eu dizia até ser obrigada a entrar em um.&lt;br /&gt;Foi há muitos anos. Meu marido trabalhava num longínquo acampamento em Porto Trombetas, plena mata amazônica. Além de ter me negado a morar por lá, me negava a visitá-lo. Só conseguia pensar nos mosquitos, jacarés, piranhas e onças. Nem a falta dele era maior que meu horror aos bichos.&lt;br /&gt;Um dia recebi um telefonema dizendo que ele havia sofrido um acidente. Rezei tudo o que eu não sabia e me vi olhando um destes aviões rombudos, terrivelmente enormes. Ali, prestes a subir a escada, confessei a mim mesma: eu estava me desmanchando de medo. Pensei em desistir e enfrentar &lt;em&gt;não-sei-quantos-dias&lt;/em&gt; em &lt;em&gt;não-sei-quantos-ônibus&lt;/em&gt;. Mas este meu não saber de tempo e espaço poderia ser fatal. Eu não era dona do tempo, nem da vida do meu marido. Será que ele esperaria o tempo do meu medo?&lt;br /&gt;Entrei na aeronave como caipira em cidade grande. Um tantinho maravilhada, outro tanto grande apavorada. Como é que aquele troço enorme conseguiria voar, meu Deus? Por que Santos Dumont tinha que ter inventado aquilo? Melhor teria sido inventar um metrô que cortasse o chão até a Amazônia. E as preces silenciosas brigavam com o terror que me fazia visualizar todas as tragédias possíveis e impossíveis. Lembrei-me até daquele dirigível que despencou lá no começo desta aventura de voar. E ao final de cada pensamento o consolo era saber que a agonia não passaria de alguns minutos.&lt;br /&gt;O medo ainda me paralisou pelo tempo em que o avião ficou no chão. O coração dançou todos os ritmos quando ele começou a taxiar. De olhos apertadíssimos tentei pensar em flores, mares, estrelas e tudo que pudesse me parecer belo. Só não queria pensar nos meus filhos sem mãe. Nem em mim voando sem asas e candidatando-me a um pouso eterno. E tudo isso sem poder acender um cigarro.&lt;br /&gt;Como por milagre, o medo passou completamente ao receber a ordem de desapertar o cinto. Eu não sentia nada. Absolutamente nada. Nenhum movimento, nenhum barulho ensurdecedor, nenhum cheiro de queimado. Foi a viagem mais tranqüila que havia feito em toda minha vida. Até deu fome. E vontade de tomar sorvete. E um íntimo desejo de fazer poesia.&lt;br /&gt;Ainda penso nela toda vez que uma situação nova ameaça me paralisar. Começo por admitir meu medo. O que nem sempre é fácil. Tenho sempre que me lembrar que não é preciso ter medo de ter medo. Porque o medo é natural. Como posso me sentir corajosa se não há o desafio de enfrentar o medo? E lá vou eu provar a mim mesma que sou dona do medo. Que posso mais do que imagino, embora possa menos do que gostaria.&lt;br /&gt;(Agora eu só gostaria de ser dona das asas. Asas do tempo, de preferência.)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116166209511227693?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116166209511227693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116166209511227693&amp;isPopup=true' title='29 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116166209511227693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116166209511227693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/10/palimpnia_116166209511227693.html' title='Palimpnóia'/><author><name>Euza Noronha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>29</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116160901262093116</id><published>2006-10-23T10:07:00.000-03:00</published><updated>2006-10-23T10:10:12.666-03:00</updated><title type='text'>A mãe de Brecht – por Pablo Capistrano</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4263/3089/1600/Brecht.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4263/3089/320/Brecht.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem só conhece o camarada Bertold Brecht (poeta e dramaturgo alemão) pelo mais famoso poema dos livros didáticos de história do ensino fundamental que fala do tal analfabeto político, deve se assustar em saber que nem só de cartilhas ideológicas e militâncias políticas vivem os poetas. Brecht também teve uma mãe. Real ou poética, e entre 1913 e 1926 escreveu uma série de “salmos” (pois é amigo leitor, salmos... quem diria) nos quais as imagens de mulheres passeiam no meio da dor do poeta pela perda da mãe (real ou imaginária). Num dos poemas mais belos, traduzido para o português por Paulo César de Souza, ele diz: “Eu sei, amada: agora que me caem os cabelos, nessa vida dissoluta, e eu tenho que deitar nas pedras. Vocês me vêem bebendo as cachaças mais baratas, e eu ando nu no vento/ Mas houve um tempo, amada, em que era puro./ Eu tinha uma mulher que era mais forte do que eu, como o capim é mais forte do que o touro: ele se levanta de novo./ Ela via que eu era mau, e me amou./ Ela não perguntava para onde ia o caminho que era seu, e talvez ele fosse para baixo. Ao me dar seu corpo ela me disse: Isso é tudo. E seu corpo se tornou meu corpo./ Agora ela não está mais em lugar nenhum, desapareceu como uma nuvem após a chuva, eu a deixei, ela caiu, pois este era seu caminho./ Mas à noite, às vezes, quando me vêem bebendo, vejo o rosto dela, pálido no vento, forte, voltando para mim, e me inclino no vento”.Se as primeiras formas de religiosidade humana prestam ou não reverência a deusa com cara de mãe eu não sei. Há sinais de que essa mulher que aparece com sua face no vento está na base de boa parte dos cultos humanos que floresceram a partir do leito dos grandes rios da Ásia e que seu culto se espalhou pelo ocidente. Ísis, Tiamat, Ishtar, Ceres. Faces de uma mesma e absoluta mulher. Junto com seu culto ocultado pela força masculina do YHWH judaico, muita poesia se escreveu para nosso júbilo. Um dos registros mais antigos escritos em galego-português são as Cantigas de Santa Maria, compiladas durante o reinado de Afonso X e que se disseminaram a partir do norte de Portugal e da Espanha pela resistência celta à influência berbere na península ibérica. As Cantigas ganharam versões modernas e estão à disposição pela Internet. Alguns cristãos reformistas podem até não concordar, mas a base fundamental do culto a Maria na península ibérica, a partir dessas influências celtas, parece mesmo fazer referência ao nosso primeiro grande amor. Um amor cantado nas trovas medievais, no lirismo das musas românticas, nas imagens de olhos oblíquos e dissimulados das Capitus, nas tragédias das madames de Flaubert, na indefinição elouquecedora da Carlota de Werther, na louca morta no hospício do Kadish de Ginsberg, ou mesmo nas mamães coragem de Brecht e Torquato Neto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pablo Capistrano&lt;/strong&gt; é escritor e professor de Filosofia. Escreve às segundas, no Miolo de Pote.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116160901262093116?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116160901262093116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116160901262093116&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116160901262093116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116160901262093116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/10/me-de-brecht-por-pablo-capistrano.html' title='A mãe de Brecht – por Pablo Capistrano'/><author><name>Nu com a minha musa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08592557786460220984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://i69.photobucket.com/albums/i46/lobamulher/adalperfil.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116131816013403567</id><published>2006-10-20T01:19:00.000-03:00</published><updated>2006-10-20T01:22:40.176-03:00</updated><title type='text'>O Martelo e a Bigorna</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3332/3201/1600/escrever.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3332/3201/320/escrever.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt; O alento da Loba&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Desde cedo fui motivado pela pérola chapliniana que afirma ser a persistência o caminho do êxito. Que o diga tantas e tantas paqueras de outrora, que vencidas pelo cansaço acabavam sucumbindo a promover-me namorado, mais pela minha insistência do que por qualquer outro predicativo.&lt;br /&gt;            Insistindo aqui, forçando a barra ali, perseverando mais adiante, essa tem sido a dinâmica que historicamente vem governado as minhas ações. Num esforço quase descomunal, o sujeito tem que buscar transcender a si e a suas limitações, eis o ritual da superação.&lt;br /&gt;            Muito me inquieta quando a Euza Noronha afirma que para alguém manter uma coluna é necessário, antes de tudo, ser um cronista. Se assim o fosse, ou se eu tivesse o bom senso de reconhecer que assim o é, neste espaço já estaria aberta mais uma vaga para colunista. Mas vejo o universo dos blogs como algo que personifica uma existência didática, espaço de divulgação de idéias que não são castradas diante de uma política editorial restritiva, incapaz de dá voz aqueles que se aventuram a trilhar o caminho das letras.&lt;br /&gt;            Longe de serem ridículos, os blogs de adolescentes que devotamente escrevem todos os dias acontecimentos do seu cotidiano, como se o fizessem em um diário, atuam como uma espécie de mão professoral. Um eficaz mecanismo para disciplinar a escrita, não apenas como uma prática corriqueira, mas como um exercício que se encaminha rumo ao aprimoramento literário. Portanto, longe de me considerar cronista, intitulo-me como um mequetrefe da literatura virtual, um marinheiro de primeira viagem que utiliza o ciberespaço para trocar idéias e disciplinar a escrita. Acredito que, entre tantas outras, esta é a função literária dos blogs.&lt;br /&gt;            Portanto, não fiquemos constrangidos ao comparar nossa produção a dos grandes ícones da literatura nacional, a menos que tentemos fazer da produção literária o que fizeram eles, um ofício cotidiano. Mas quem, como eu e tantos outros blogueiros que têm na produção intelectual do blog somente um hobby, devem apenas lamentar que deste universo o que nos falta mesmo é o cheiro de mofo.&lt;br /&gt;            Faço minhas as palavras do antropólogo Evans-Pritchard, uma vez que os homens devem julgar suas obras pelos obstáculos que superou e as dificuldades que suportou e, por tais padrões, não ficar envergonhados dos resultados. Assim é o mundo das letras, um exercício de superação e disciplinamento intelectual.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116131816013403567?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116131816013403567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116131816013403567&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116131816013403567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116131816013403567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/10/o-martelo-e-bigorna_20.html' title='O Martelo e a Bigorna'/><author><name>Rivamar Guedes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116126434236767580</id><published>2006-10-19T10:17:00.000-03:00</published><updated>2006-10-19T10:25:42.413-03:00</updated><title type='text'>Gramática no cordel  - Por Rosenval de Almeida</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4263/3089/1600/Digitalizar0001.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4263/3089/320/Digitalizar0001.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há poucas gramática genuinamente diferenciadas.&lt;br /&gt;Uma é aquela Arte de gramática da língua mais usada na costa do Brasil, escrita pelo Padre Jose de Anchieta em tempos quinhentistas (1595), ainda nos primórdios da colonização lusitana nestas terras da América do Sul. Essa normatização da língua tupi tinha por fim iniciar os catequizadores da Companhia de Jesus no idioma indígena mais falado no litoral brasileiro. Pois, só assim, os padres-mestres poderiam lograr êxito na missão de cristianização da gente nativa de Pindorama.&lt;br /&gt;Uma outra gramática é, seguramente, a obra Gramática no cordel, escrita pelo professor-poeta Janduhi Dantas. Trata-se de um jeito novo de se fazer arte de gramática. O autor, com o seu talento professoral e como seu gosto apurado pela poética do cordel, faz uso magistral da melodia e da métrica da sextilha em favor da língua portuguesa.&lt;br /&gt;A Gramática no cordel é um convite leve e alegre ao exercício das regras essenciais dessa língua de Luis de Camões e Machado de Assis. É justamente essa peculiaridade, a fusão de gramática e poesia, que faz desse livro um instrumento didático-pedagógico de muita valia para o estudante e para qualquer pessoa que nutre interesse pelo registro formal desse idioma que aqui aportou coma as naus de Cabral. A Gramática no cordel é um engenhoso serviço prestado à escola de qualquer recanto deste Planeta em que se fale a língua portuguesa.&lt;br /&gt;Parabéns! Tal atitude deve ser saudada como uma declaração de amor ao Brasil, posto o zelo ao idioma mátrio e à cultura popular brasileira. Viva!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rosenval de Almeida&lt;/strong&gt; – Colunista convidado desta quinta-feira. Professor de sociologia da Universidade Federal de Campina Grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TRECHOS DE GRAMÁTICA NO CORDEL:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntei, leitor, neste livro&lt;br /&gt;A arte com a profissão:&lt;br /&gt;No Cordel, pus a Gramática&lt;br /&gt;De Português, uma paixão...&lt;br /&gt;Uma idéia acalentada&lt;br /&gt;Há tempos, realizada,&lt;br /&gt;Isso dá satisfação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocar acento em coco&lt;br /&gt;É um erro bem danado!&lt;br /&gt;Principalmente no fim&lt;br /&gt;Se o acento é colocado&lt;br /&gt;Pois ninguém está maluco&lt;br /&gt;De beber &lt;em&gt;“cocô gelado”!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Por meio de&lt;/em&gt; Genivaldo&lt;br /&gt;Foi que conheci Moisés”&lt;br /&gt;“Meu pai aprendeu a ler&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mediante&lt;/em&gt; bons cordéis”&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por meio de, mediante&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;E não o nome &lt;em&gt;através.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crase antes do verbo&lt;br /&gt;Não há como colocar:&lt;br /&gt;Verbo não aceita artigo&lt;br /&gt;(é por isso que não dá) –&lt;br /&gt;“Com dinheiro a receber,&lt;br /&gt;Tenho contas a pagar”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116126434236767580?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116126434236767580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116126434236767580&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116126434236767580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116126434236767580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/10/gramtica-no-cordel-por-rosenval-de.html' title='Gramática no cordel  - Por Rosenval de Almeida'/><author><name>Nu com a minha musa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08592557786460220984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://i69.photobucket.com/albums/i46/lobamulher/adalperfil.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116115123477143285</id><published>2006-10-18T02:52:00.000-03:00</published><updated>2006-10-18T03:00:35.273-03:00</updated><title type='text'>Babel</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3246/3201/1600/aleitora.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3246/3201/320/aleitora.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;strong&gt;Aula de literatura&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa aula de literatura o mais importante é o texto literário e o leitor desse texto. Em torno do ritual que se estabelece até que a literatura mesma seja a protagonista da experiência de sala de aula, só ficam duas coisas: a compreensão do texto, ou seja, a apreciação da obra literária enquanto forma de linguagem mediadora de mensagens e significações que vai além da linguagem comum que todos usamos cotidianamente e o leitor educado para a leitura dessa obra.&lt;br /&gt;A conversa em torno da relação entre historiografia e o conjunto da obra do autor, dados em torno da biografia ou do tempo histórico a que o autor está ligado, as observações sobre temáticas e pontos de vistas, os conceitos estéticos e ideológicos de alguma tendência, nada sobrevive tanto quanto a experiência do leitor com o próprio texto literário. Ora, é esse o objetivo último do ensino da literatura: criar leitores capazes de ler satisfatoriamente o texto literário, apreciando-o com posicionamento crítico e compreendendo sua especificidade enquanto produto de uma linguagem tida universalmente como artística.&lt;br /&gt;A leitura de obras em conjunto pode dar mais trabalho que a leitura de um único texto de um autor. Por isso que em aulas de literatura preferem-se os textos menores que, por questões de tempo e por necessidade de se avançar na disciplina, levam ao reconhecimento da importância da obra de determinado autor, ou podem sugerir futuras leituras desse ou de outros autores de igual período. O certo é que se tratando ou não de leitura obrigatória (leia-se vestibulares e afins), o estudo sistemático do texto na sala de aula pode provocar posteriores experiências com a literatura.&lt;br /&gt;Já vi muitas vezes a aula de literatura se transformar numa atividade tão prazerosa quanto qualquer outra que o aluno em idade jovem venha conhecer. Claro que pode haver o contrário, de os alunos não se interessarem por literatura. E aí a culpa pode ser das escolhas que todos fazemos, alunos e professores. Pode ser que a leitura do texto não tenha sido agradável, que ele não tenha sido bulinado o suficiente; também pode ser que, em princípio, ninguém haja sabido tirar do texto seus significados e, com isso, o que ele tem de mais importante: a beleza poética contida nos interstícios do objeto-linguagem.&lt;br /&gt;Mas onde se encontra a beleza do texto poético ou literário? Como reconhecê-la? Para quem está começando a entender o texto literário nada mais certo que retomar a famosa frase do poeta e crítico norte-americano Ezra Pound, segundo a qual literatura é linguagem carregada de significado até o máximo grau. Um professor de literatura que queira dar uma aula de introdução aos estudos literários tem aí uma das melhores definições didáticas para a literatura. Não que esta tenha validade universal, mas convenhamos que, ou Pound ou Poe, essa idéia de literatura entra mais fácil na cabeça de um aluno brasileiro quanto na de um chinês. Quando um leitor consegue “descarregar” os significados escondidos em meio aos textos, é possível que fique satisfeito, pois é de esperar que ele encontre a tão procurada beleza dos textos literários.&lt;br /&gt;A aula de literatura é, pois, a hora do texto e a hora do leitor de literatura, mas principalmente a hora da formação desse leitor. Saber se o leitor continuará ou não como apreciador da literatura é uma outra questão, não diz respeito à função primeira do professor de literatura que é, como se disse, ensinar a leitura do texto.&lt;br /&gt;Ninguém garante que todos os alunos de literatura continuarão lendo mais à frente, em outras etapas da vida. Isso, no mínimo, vai depender de como os professores iniciam os seus leitores na arte de ler a literatura. Alguns o fazem sem paixão, sem entusiasmo pelo texto, sem dar provas de que lêem literatura e que a apreciam com competência. Outros sequer lêem, ou sequer sabem que não sabem ler. Há os que, levados por critérios não muito claros, começam com os clássicos, e outros que aproximam os jovens dos autores contemporâneos, partindo daí para trás: dessa forma buscam tirar proveito de temas mais próximos aos jovens leitores e facilitar a acessibilidade destes à linguagem literária já que, segundo acham, é mais fácil fazer um jovem gostar de literatura lendo os escritores mais atuais.&lt;br /&gt;Borges em O oficio do verso diz o contrário. Para o autor de Aleph, quanto mais tarde os jovens lerem os clássicos mais difícil a experiência prazerosa da leitura: “Há escritores que se deve ler quando se é jovem, porque se a pessoa chega a eles quando está velha, grisalha e entrada em anos, essa leitura dificilmente pode ser prazerosa. Talvez seja uma blasfêmia dizer que, a fim de desfrutar Baudelaire e Poe, devemos ser jovens. Mais tarde é difícil” (O oficio do verso. 2000: 112).&lt;br /&gt;Realmente, a leitura imediata e intransigente, de clássicos ou de contemporâneos, que não reflita os aspectos lingüísticos e estéticos do texto, segundo Northrop Frye , que não passe pelo conhecimento da linguagem e da língua em que o texto foi escrito, não pode ser proveitosa, muito menos prazerosa. Urge que a leitura busque, primeiro através desse meio, os caminhos que levam à floresta dos significados. Porque estes são parte da existência do texto literário. Afinal, repetindo Pound: “grande Literatura é simplesmente linguagem carregada de significado até o máximo grau possível".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagem: &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.cursoarte.hpg.ig.com.br/aulas/imagens/girlread.jpg"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.cursoarte.hpg.ig.com.br/aulas/imagens/girlread.jpg&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116115123477143285?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116115123477143285/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116115123477143285&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116115123477143285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116115123477143285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/10/babel_18.html' title='Babel'/><author><name>Adalberto Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116105769111275261</id><published>2006-10-17T00:47:00.000-03:00</published><updated>2006-10-17T01:56:03.600-03:00</updated><title type='text'>Palimpnóia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3164/3201/1600/so1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3164/3201/320/so1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Angústias de uma colunista&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando levando tão a sério esta minha coluna que as crônicas passaram a ser meu alimento obrigatório. Ler, ler, e ler crônicas – é o que mais tenho feito. Porque manter uma coluna implica em ser cronista. E como cronista, quero escrever textos com uma boa ressignificação do cotidiano, em linguagem coloquial inventiva, e com idéias que proporcionem boas discussões.&lt;br /&gt;Então, toda vez que começo um texto penso em tudo isso. E empaco. Que nem mula velha. E para desempacar, porque algum texto preciso escrever, resolvo não pensar. E sem pensar, não consigo definir o que quero escrever. Até começo com ótimas intenções, mas a minha indisciplina me faz tomar tantos caminhos que o texto vira um amontoado de idéias. A linguagem, pobre coitada, enfia-se em lugares comuns e perde-se em expressões nada originais. O fim desvirtua o começo. E a discussão que é objetivo, e deveria ser conseqüência, vira o martírio do leitor.&lt;br /&gt;Concluí então que apenas ler crônicas não estava me ajudando muito. Fui em busca de descobrir os caminhos do sucesso de um cronista. Meu primeiro encontro foi com Rubem Braga. Parece até que ele estava ali, esperando por mim. Meu alento veio nas palavras dele: &lt;em&gt;“A única informação que a crônica transmite é a de que o respectivo autor sofre de neurose profunda e precisa desoprimir-se.”&lt;/em&gt; Foi um ótimo começo para a minha pesquisa. Mas durou pouco. Descobri também que não basta eu ser neurótica, o que verdadeiramente sou. Preciso ser escritora. Porque ainda que o mesmo Rubem Braga defina a crônica como subliteratura, as suas têm a marca e o estilo do grande escritor que é. Subliteratura ou não, ele, Clarice Lispector, Fernando Sabino, Luis Fernando Veríssimo e todos os grandes cronistas são antes de tudo grandes escritores.&lt;br /&gt;Mas e daí? você há de perguntar. O que isso muda aqui e agora? Minha resposta é uma fuga de responsabilidade e mau uso de Fernando Pessoa: não sou grande em nada. Nem no tamanho. Menos ainda nas pretensões. Como poderia querer ser cronista se não sou jornalista nem escritora?&lt;br /&gt;E porque não sou nada nem nada posso ser, também não sei como terminar este texto. Talvez devesse voltar ao segundo parágrafo – que deu nome ao texto - e discorrer sobre as angústias que rodeiam uma pobre ex-professora que se mete a ser o que não se preparou para. Assim eu estaria verdadeiramente me desoprimindo. Mas ressignificar o cotidiano não é exatamente ficar falando sobre minhas neuras. Então, passo-lhe a bola. E usando as palavras de Clarice Lispector a Rubem Braga pergunto a você: &lt;em&gt;“o que escrevo está se tornando excessivamente pessoal. O que eu faço?” &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto modificada modificada de Jaime Bahia&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116105769111275261?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116105769111275261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116105769111275261&amp;isPopup=true' title='26 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116105769111275261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116105769111275261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/10/palimpnia_17.html' title='Palimpnóia'/><author><name>Euza Noronha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>26</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116100049499185730</id><published>2006-10-16T09:02:00.000-03:00</published><updated>2006-10-16T09:08:15.030-03:00</updated><title type='text'>A eterna novidade – Por Pablo Capistrano</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4263/3089/1600/jota%20medeiros.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4263/3089/320/jota%20medeiros.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quando me casei, Nonato Gurgel e Graça Aquino, meus padrinhos de casamento, resolveram nos presentear com um quadro. Perguntaram qual obra de um artista plástico potiguar que eu gostaria de ter na minha sala.  Lembrei de uma exposição de Jota Medeiros, na UFRN, salvo engano no final dos anos noventa. Jota fazia uma leitura de diversas referências do expressionismo abstrato, inclusive Pollock. Mas sua pincelada era firme, como se gotas de tintas amarelas e vermelhas fossem impressas à força sobre um fundo escuro. As cores quentes das manchas contrastavam com o fundo frio e suas linhas grossas saltavam da tela reforçando a tridimensionalidade do quadro.&lt;br /&gt;Meu filho Uriel (hoje com dez anos) costumava a admirar o quadro. Um dia eu lhe perguntei: “o que é que você mais gosta nesse quadro?”. Ele disse: “o caminhão”. Até hoje eu procuro enxergar esse caminhão no meio das manchas abstratas de Jota Medeiros, mas acho que o tempo e as banalidades da vida andaram mexendo com minha infância e deixando meu olhar mais seco para as maravilhas do mundo. A força da arte reside justamente na busca desse pasmo inicial da vida, perdido pelas forças dos fatos secos que nos obrigam a crescer e desenraizar nossa alma do solo originário que nos construiu.&lt;br /&gt;Assim como uma pintura de um grande artista, a natureza nos leva ao estado essencial, a forma básica da eterna novidade do mundo. Sem esse olhar, a vida nos destrói, nos consome, nos corrompe, nos torna menores, desmonta o colorido de nossos dias e esvazia nossa vontade de viver. Nunca deixei de me espantar com a natureza. Nunca deixei de me sentir transportado para um estado de maravilhamento ingênuo quando, por exemplo, caminho de manhã na praia de Ponta Negra e sou surpreendido pela imagem do Morro do Careca. O cenário daquela duna gigantesca, tão forte e tão frágil, tão intensa e tão delicada, é, para mim, a eterna novidade de Natal. Por isso senti um frio na espinha e uma profunda melancolia, quando soube, pela Internet, que um espigão de quinze andares iria ser construído ao lado do morro. Sei que é difícil entender isso. Sei que, para os homens de negócios, que costumam a passar muito tempo calculando lucros e riscos, pode soar uma ridícula banalidade impedir um empreendimento que injetaria um zilhão qualquer de euros na economia da cidade.&lt;br /&gt;Posso ser só mais um idiota ingênuo, um sonhador romântico assolado por forças invisíveis e por idéias inúteis e perigosas. Posso estar errado, mas sinto que a vida não seria a mesma se, ao lado do meu morro, um gigante de concreto e vidro me obrigasse todo dia pela manhã, a lembrar que a beleza também morre.&lt;br /&gt;Talvez eu fique mais rico, compre mais livros, viaje mais para a Europa, troque de carro todo ano, ou mesmo possa comprar novas obras de arte para decorar minha sala de estar, se o mercado imobiliário transformar Ponta Negra em alguma espécie bizarra de Manhatan dos trópicos. Não sei. Só sei que minha praia perderia seu encanto. Sei que tudo passa, que tudo flui e que a natureza não criou nada que seja imutável. Mas sei também que, se um dia, meu morro tiver que disputar meu olhar com um prédio de quinze andares, uma parte substancial da alma do lugar em que eu nasci vai se perder. Sei que um dia, o mar vai levar meu morro embora, mas queria ter a oportunidade de vê-lo inteiro e sozinho em seu cenário por mais alguns anos. De preservar, da angulação original, sua beleza transportadora. De poder partilhar o meu pasmo essencial com meus filhos, de fazer com que essa beleza possa carimbar seu encantamento na memória deles, como carimbou na minha. Não sei quanto dinheiro vou ter que gastar para indenizar o prejuízo dos digníssimos investidores. Só sei que a arte (a beleza) existe para que a verdade não nos destrua. E isso não tem dinheiro no mundo que pague.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pablo Capistrano&lt;/strong&gt; é escritor e professor de filosofia. Escreve às segunda no Miolo de Pote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: &lt;a href="http://img167.exs.cx/img167/306/jota5ys.jpg"&gt;http://img167.exs.cx/img167/306/jota5ys.jpg&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116100049499185730?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116100049499185730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116100049499185730&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116100049499185730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116100049499185730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/10/eterna-novidade-por-pablo-capistrano.html' title='A eterna novidade – Por Pablo Capistrano'/><author><name>Nu com a minha musa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08592557786460220984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://i69.photobucket.com/albums/i46/lobamulher/adalperfil.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-116054568093405638</id><published>2006-10-11T02:41:00.000-03:00</published><updated>2006-10-11T03:18:48.840-03:00</updated><title type='text'>Babel</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3246/3201/1600/sem%20t??tulo.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3246/3201/320/sem%20t%3F%3Ftulo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Letras brancas sobre um fundo escuro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A poesia dá trabalho. Ao leitor iniciado, nem tanto. A este a poesia parece corresponder de maneira exata àquela famosa idéia de Fernando Pessoa que diz ser o poeta um fingidor, e a poesia, fruto desse fingimento, não deixa que esse leitor atente ao engano da facilidade. O leitor iniciado entende que a poesia pode ser tudo, menos fácil de ler. Ao leitor comum, no entanto, é mais difícil envolver-se no tecido poético com autonomia e visão crítica, daí que até o que não é poesia para ele é. Assim, o poema torna-se fácil de ler, porque não exige outra coisa além de uma facilidade já previamente buscada.&lt;br /&gt;Faço essas observações porque há uma ou duas semanas tenho lido os poemas de os Guarda-chuvas esquecidos (Lamparina Editora, 2005) do poeta paraibano Antonio Mariano e, confesso, não se trata de leitura fácil. Na verdade, li o livro de Antônio Mariano com uma incrível dificuldade. Não que seus textos sejam herméticos, de difícil compreensão, mas porque a tensão semântica de sua poesia dá a medida de como é difícil abstrair os sentidos da forma lapidada pelo poeta. Sem trocadilhos, em certo sentido, o sentido certo do poema nunca se abre à primeira leitura do leitor. Precisa escutar mais fundo as palavras para saber o que elas dizem e até onde.&lt;br /&gt;Essa tensão de que falo pode ser vista num poema muito significativo para o conjunto dos textos de Guarda-chuvas e que, por sinal, tem no seu título a melhor das definições da linguagem poética: escreve-se um poema em “Letras brancas sobre um fundo escuro”, sempre. Ou seja, um poema dá sempre a impressão de que o comunicado é algo claro, mas isso confunde, porque a cor do texto (a forma) não é tudo, mas é o fundo (conteúdo) que esconde a verdadeira mensagem. Lição banal de poesia, é claro, embora o jogo poético não seja para todos. E Antonio Mariano o sabe, porque aos agrados da falsa poesia ele surpreende no vigor poético de uns versos como estes: Às vezes, me fecho / quando sou claro, do mesmo poema.&lt;br /&gt;Nesses versos a certeza de que, no claro-escuro da poesia, na procura do poema, o poeta deve traduzir as mil faces secretas das palavras (Drummond), e o mais eficazmente possível, se puder. É virtude, pois, saber transformar a linguagem, confundir com letras brancas, escrever sobre um fundo escuro, para que, na palavra, as sensações mais humanas e universais ganhem a transcendência própria da arte. Nessa transformação da linguagem o mais difícil para o poeta talvez seja a transposição da linguagem comum à linguagem poética. No Modernismo era isso o que os artistas buscavam e hoje, mais que nunca, os poetas sentem a necessidade de fazer da fala do dia a marca de toda a linguagem poética. Antonio Mariano consegue isso com naturalidade. Daí que em meio a profundas reflexões sobre a vida, salta um verso como este, que busca confundir a explosão dos sentidos no fundo escuro do poema: &lt;em&gt;Indecisos suicidas / voltam para casa&lt;/em&gt; (de “Cromossomos”).&lt;br /&gt;Diríamos que em sua poesia, como que troçando do aforismo poético de Pessoa, as coisas não sabem fingir, e o poeta menos ainda. Tudo é tão puro de vida e fala tão perto ao leitor que, se aquele se desespera no poema, este também; se aquele suspira, também este, e o acompanha no inconformismo como na meditação, na seriedade como na ironia, na alegria como na angústia; em outras palavras, Mariano faz uma poesia tão viva que o dito encontro raízes na fala e na memória do leitor. O poema nele é para o encontro, porque poema e leitor se fazem nos entremeios da fala mariana, como dois que conjugam as mesmas paixões e que por isso se encontram no mesmo universo.&lt;br /&gt;Em Guarda-chuvas esquecidos há achados poéticos fantásticos. Como este da série de haicais de DESORIENTAÇOES, o número VII: Um coqueiro aceso? / Que nada. A Lua, excitada, / brinca de esconder-se. Ou o belo XVIII: Lençol escuro sobre o céu: / contra a janela aberta, / a tarde chora em mim.&lt;br /&gt;Capto ainda em Mariano a palavra enxuta, sem excessos, poeta que muitas vezes exerce a conduta cabralina do jogar-se fora o leve e o oco, a palha e o eco das palavras que sobram no poema (“toda palavra boiará no papel”).&lt;br /&gt;Talvez sua melhor faceta seja a erótica, aí onde o poema, como uma criança astuta, se encolhe e se agiganta em sua carga de poeticidade e ironia. Há, no entanto, poemas mais sérios e profundamente meditativos em Guarda-chuvas esquecidos, como “Exceção à teoria”, “História Universal”, “Existencialismo”, “Da eternidade”, “Poema limpo”, “Lot &amp;amp; Perseu”, “Aula de comunicação’, “Navegadores”, “Alquimia do ódio” e “Coveiro filosófico”, que são de uma universalidade sem par. No poema “Da eternidade”, que fecha o livro, se lê com olho ainda mais sério que a mensagem de todo poeta é, ou deve ser, antes de tudo, de esperança, ainda que esta, como a eternidade, seja "feita de pássaros que riem do vôo em falso dos homens". A conclusão é séria, mas (in) segura: &lt;em&gt;O futuro tem asas, / repete o poeta, / timidamente.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antonio Mariano é, alem de poeta, contista, membro do Clube do Conto da Paraíba e, no gênero, autor de Imensa asa sobre o dia (Editora Dinâmica). Com mais de duas décadas de atividades artísticas, sabe suficientemente o que é a literatura: palavra sempre re-inventada para a comunicação, alguma sempre-comunicação com os homens. Nessas duas décadas, sua obra já foi lida por nomes como Ronaldo Cagiano, Nelly Novaes Coelho, Paulo Henriques Britto, Jose Paulo Paes, Fabrício Carpinejar e Cláudio Daniel. Além, claro, da crítica paraibana, que o tem entre os melhores autores da sua geração. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-116054568093405638?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/116054568093405638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=116054568093405638&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116054568093405638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/116054568093405638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/10/babel.html' title='Babel'/><author><name>Adalberto Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-115659518603407392</id><published>2006-08-26T09:21:00.000-03:00</published><updated>2006-08-26T09:45:35.170-03:00</updated><title type='text'>Arte Incomum</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3380/3201/1600/taanteatro-godot.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3380/3201/320/taanteatro-godot.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;"O atestado de óbito da esperança"&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperando Godot, obra-prima do dramaturgo irlandês Samuel Beckett (1906-1989). A peça estreou em 1953 e se tornou um divisor de águas no teatro do século passado. Na história, dois vagabundos aguardam a vinda do sr. Godot, que nunca aparece. Enquanto aguardam, eles iniciam uma reflexão a respeito da vida. No centro de Godot, estão dois palhaços tristes, implicantes, insatisfeitos e solitários, que passam os dias a esperar a solução de seus problemas. Na trama, os vagabundos Estragon e Vladimir esperam em vão a chegada de um personagem enigmático, um certo Godot (símbolo do inalcançável).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beckett foi capaz de mergulhar nas mazelas inerentes à condição humana, encontrando a solidão e o absurdo dessa condição. Baseando-se na chegada de Godot, as personagens mostram a constante busca pela felicidade para reverter sua condição de miséria. Atualidade social e metafísica e uma incrível comicidade tornam "Godot" um grande espetáculo popular. A obra de Beckett, mais do que representar a superfície inteligível da vida, o autor disseca a consciência humana e os sistemas pelas quais tentamos organizar nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Godot...será que ele vem? Será que não? Talvez virá... amanhã!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Nota:&lt;/strong&gt; Samuel Beckett é considerado o pai do chamado "teatro do absurdo". Abordando o vazio da vida criou um humor: amargo, sombrio, levemente absurdo na sua disposição de ser irônico e zombeteiro. Em 1969, Beckett recebeu o Prêmio Nobel de Literatura.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagem: Intervenção urbana Esperando Godot. Direção:Wolfgang Pannek, SP, 2000.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-115659518603407392?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/115659518603407392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=115659518603407392&amp;isPopup=true' title='51 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115659518603407392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115659518603407392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/08/arte-incomum_26.html' title='Arte Incomum'/><author><name>Helena de Tróia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>51</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-115650614153405436</id><published>2006-08-25T08:33:00.000-03:00</published><updated>2006-08-25T10:09:28.960-03:00</updated><title type='text'>De alcunhas, apelidos, apodos e similares - por Claudio Costa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem apelidos cuja origem são óbvias: "Leo", de Leonardo; "Kiko", de Francisco; "Zé" de José; "Bolão" para quem é gordo, etc.&lt;br /&gt;Mas outros epítetos, a gente nem imagina como nasceram.&lt;br /&gt;O mais legal, pra mim, é assistir, ao vivo e a cores, o surgimento de um epônimo, não é? E o melhor de tudo, o que parece impossível, é ver o prosônimo brotar, saber o por quê de sua adoção e... esquecer-se o nome do portador do dito cujo! Aí, sim, o acessório se torna o principal!&lt;br /&gt;Pois não é que eu tenho um caso assim, verídico de jurar de pé junto que é verdade?&lt;br /&gt;Duvide quem quiser, dou este direito: afinal, é na dúvida que se avança na ciência, dizem os cientistas. Os magistrados decidem: in dubio, pro reo. Já o Descartes concluiu: Cogito, ergo sum - mudado para dubito, ergo sum por alguns filósofos metidos a psicanalistas.&lt;br /&gt;Digressão minha, bem sei, mas as associações pululam mais rápidas que os dedos que batucam este teclado aqui. Olho pro texto que surge na minha frente antes que saiba bem o que estou a escrever. Será efeito da sexta-feira que se aproxima? Taquipsiquismo?&lt;br /&gt;Bom, voltemos ao caso da alcunha que tomou conta do dono e, hoje, não me deixa recordar seu nome de batismo.&lt;br /&gt;Aconteceu no meu tempo de colégio interno, lá nas alturas da Serra do Caraça.&lt;br /&gt;Dormíamos em dormitórios coletivos, uns 80 em cada um, terceiro andar do antigo prédio que, hoje, é só ruínas e museu.&lt;br /&gt;Parece que os padres imaginavam que a gente era anjo, pois só tinha uma - eu disse "uma" - casinha maior. Você não sabe o que é? Apenas designação eufêmica para privada, retrete, vaso sanitário, trono, latrina, só isso!&lt;br /&gt;Casinha menor tinha umas 8 - eu disse "oito", pros 160 jovens que dormiam lá em cima! Você já deduziu o que é casinha menor, né? Para os menos rápidos nas deduções lógicas e ilações fáceis explico: mictório, mijadouro, lugar pra fazer xixi! Até pra essas coisas se arranjaram apodaduras, flagra?&lt;br /&gt;Então, continuemos.&lt;br /&gt;Certa noite, um de nossos colegas estava meio que de piriri - ah, não me peça pra explicar o que é isso, senão esse caso não anda!&lt;br /&gt;Acontece que outros alunos sofriam do mesmo mal e a fila crescia em frente à casinha maior! Descer três andares, à noite, num frio danado, nem pensar! Como resolver o premência evacuatória? O cólon descendente abastecia a ampola retal que, repleta, pressionava o esfínter e... (pára, isso aqui não é aula de fisiologia do intestino grosso! conta logo o caso, sô!)&lt;br /&gt;Tá bom...&lt;br /&gt;A necessidade é a mãe de todas as invenções, disse alguém. Se não disse, digo eu. O que fez o nosso colega?&lt;br /&gt;Voltou à sua cama e abriu a pasta onde guardava sua correspondência - naquela época ainda se escreviam cartas. À tarde, rabiscara uma longa missiva pra família dando notícias, pedindo dinheiro e doces, etc. Faltava apenas colocar o selo no envelope já sobrescrito.&lt;br /&gt;Que fez?&lt;br /&gt;Agachou, despiu a bunda o estrito necessário e depositou no envoltório pardo a produção intestinal prestes a escorrer-lhe pernas abaixo. Com as folhas da carta, fez uma precária higiene loca.Tudo feito com discrição - só não controlou o odor que fez os vizinhos sonolentos desmaiarem de vez.&lt;br /&gt;A tarefa a seguir era: como se livrar daquela "encomenda"?&lt;br /&gt;Lembrem-se de que estávamos no terceiro andar?&lt;br /&gt;Eureka! Pé-ante-pé o dito colega encaminhou-se à janela mais próxima e lançou na escuridão da noite o envelope devidamente repleto.&lt;br /&gt;Dormiu em paz!&lt;br /&gt;Dia seguinte, cedinho, após o café-da-manhã, saímos do refeitório e fomos para o pátio interno do colégio. Era o momento das brincadeiras, correrias, algazarras, idas às "casinhas" antes de subir para os salões de estudo.&lt;br /&gt;Fila indiana, demandamos o pátio.&lt;br /&gt;Eis que, bem ali no chão, rente à porta, banhado pelo sol radiante da manhã, lá estava o envelope pardo, semi-aberto, expondo a "obra" lançada na véspera. Minha imaginação de hoje me força a dizer que as moscas se locupletavam e zumbiam felizes.&lt;br /&gt;Risos, espanto, caras de nojo.&lt;br /&gt;Alguns, narinas tapadas, aproximaram-se e conseguiram ler:&lt;br /&gt;"Remetente: fulando de tal".&lt;br /&gt;A notícia se espalhou. Foi fulano! Este, a princípio, negou. Mas a prova estava lá, legível, nome e sobrenome!&lt;br /&gt;E nasceu o apodo!&lt;br /&gt;Daí pra frente, fulano só era chamado de "Remetente". No começo, não atendia, mas depois... até os padres aderiram. Enfim, a capitulação: solidificou-se o cognome; não houve retorno e meu colega passou a se chamar "Remetente". Ele próprio se apresentava assim aos novatos.&lt;br /&gt;O nome próprio se perdeu na poeira do tempo.&lt;br /&gt;Até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cláudio Costa é médico, Coord. Resid. Psiquiatria da Infância e Adolescência&lt;br /&gt;FHEMIG-Belo Horizonte-MG&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-115650614153405436?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/115650614153405436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=115650614153405436&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115650614153405436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115650614153405436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/08/de-alcunhas-apelidos-apodos-e.html' title='De alcunhas, apelidos, apodos e similares - por Claudio Costa'/><author><name>Nu com a minha musa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08592557786460220984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://i69.photobucket.com/albums/i46/lobamulher/adalperfil.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-115641534511339431</id><published>2006-08-24T06:53:00.000-03:00</published><updated>2006-08-24T07:32:06.036-03:00</updated><title type='text'>Ignorância e Poder – por Angela Merice Lemos Sales</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4263/3089/1600/bart1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4263/3089/320/bart1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Vejo muitas pessoas comentando sobre a ignorância do povo que, de acordo com as pesquisas, votaria em Lula, se a eleição fosse hoje. Penso que a resposta das pesquisas de opinião são respostas a uma questão maior, mais ampla. Na verdade, não se trata de escolher uma pessoa para "governar" o País. A nossa questão é a cegueira em relação ao fato de sermos todos um. Não ficamos reféns da ignorância. Somos parte dela, apenas o lado leitor, informado, da ignorância. Quando reafirmamos a nossa crença de que a escolha de um presidente, seja a escolha feita por "consciência", "informação", "seriedade", "ignorância", "indiferença", vai mudar o País, esta é apenas uma crença, sem respaldo nos fatos. A máquina do Poder, tal como está construída, está pronta para absorver qualquer um que pouse por lá. Os mecanismos desta máquina já estão programados para a corrupção.&lt;br /&gt;Por outro lado, a educação está falida. Não é só um problema de corrupção, de falta de investimento em salários de professores ou em escolas. O currículo do ensino é completamente esquizofrênico. Seja nas escolas públicas ou nas particulares, há um acúmulo de conteúdos que se tem que aprender, engolir, para conseguir os diplomas certos e "progredir" na vida.&lt;br /&gt;Será que aprender a extrair uma raiz quadrada aos onze anos nos torna pessoas melhores? E equações de segundo grau aos quatorze anos nos dá mais sabedoria? O ensino é uma massa de conteúdos descontextualizados, que são um desrespeito à inteligência de nossos filhos. Não se desenvolvem as capacidades de refletir, criar, intuir, construir o próprio pensamento. O importante é dar as respostas certas. Não se valoriza os potenciais criativos e imaginativos individuais, mas o quanto o sujeito se adapta ao esquema escolar.&lt;br /&gt;Para a classe média, o importante é passar no vestibular. Depois, fazer especializações, mestrados, doutorados, saber tudo sobre um nada, super-especialistas de nada. Não aprendemos a ser humanos. Não aprendemos a ser solidários. Não valorizamos a verdade, a justiça, o amor, a criatividade, o respeito ao outro (seja ele quem for), a gentileza, o discernimento, a intuição, como bens humanos básicos a serem estimulados e desenvolvidos em casa e na escola. Isto não é importante. O importante é dar as respostas certas, ser treinado ou adestrado para o mercado de trabalho, seja em que nível for (lixeiro, torneiro mecânico, médico, juiz).&lt;br /&gt;Não vejo mais sabedoria no diretor de uma instituição financeira, com mestrado em finanças, que no jornaleiro da minha rua. Qual dos dois vai votar melhor? Não importa, não é a questão. Que importa morar numa casa de quinhentos metros quadrados, sair à rua num carro blindado, sem olhar para os lados, sem saber o que sentem e pensam os outros seres humanos que estão nas ruas? Eles só têm valor como voto, que pode eleger um Lula ou um Alckmin.&lt;br /&gt;E aí o círculo se fecha sobre si mesmo. A ignorância e insensibilidade de uns em relação ao estado de outros se junta à ignorância e insensibilidade de outros em relação ao que se passa nos altos círculos do poder. Um litro de leite a mais no fim do mês está muito mais próximo e é mais vital do que uma raiz quadrada. Eles estão certos. Não são loucos. A situação que vivemos tem uma lógica muito mais complexa (do ponto de vista do sistema) ou muito mais simples (do ponto de vista do povo "ignorante") do que imaginamos. Quem é o sujeito mais miserável: aquele que alimenta a família catando lixo ou aquele que, tendo feito uma carreira acadêmica completa, tendo todas as necessidades básicas e secundárias satisfeitas, rouba, enche cofres de dinheiro no exterior? Quem é mais humano? Quem é mais louco? Quem é mais "pé-no-chão"? O que foi ensinado ao catador, e o que foi ensinado ao Doutor? O que aprenderam? Quem é mais "humano"?&lt;br /&gt;Só consigo pensar numa saída para estas situações numa mudança em cada indivíduo. Sensibilidade, se importar com quem está em volta. Família, vizinhos, o faxineiro do prédio, o menino que vive na esquina, olhar em volta e lidar com gentileza com um mar de seres humanos que nem vemos, que não olhamos nos olhos, a quem nunca damos um sorriso. Agradecer ao menino, com um sorriso e umas moedas pelo serviço prestado de limpar o vidro do carro no sinal. Você vai dizer que está errado, que este menino não deveria estar ali, que não quer estimular este tipo de situação, já sei. O problema é que, na REALIDADE, ele está ali, e com fome. E precisa ser tratado como ser humano, precisa ser olhado como ser humano JÁ, não quando acabar a corrupção, não quando todos forem alfabetizados.&lt;br /&gt;Se olharmos as pessoas teoricamente, alimentamos a esquizofrenia da nossa sociedade, levando uma vida virtual, entre os que passam necessidades reais e os que roubam de verdade. Proponho uma revolução pelo olhar, pela sensibilidade, pela gentileza, pelo sorriso, pela boa vontade, silenciosa, nas vizinhanças, sem preocupação de levantar bandeiras, passeatas. Proponho uma revolução silenciosa só com quem cruzar o nosso caminho, no cotidiano. Um olhar sorridente e gentil tem um poder de transformação e contágio tão grande que até dá para entender porque não está nos currículos escolares. Como seria possível controlar e dizer o que deveria pensar um Ser Humano com todas as suas capacidades desenvolvidas? Proponho que nos aceitemos mais, que nos amemos mais, que sejamos mais humanos JÁ!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Angela Merice é professora, formada em Comunicação Social pela UFRJ e em Consultoria Educacional pela UNIFAZ-BA, morando atualmente em Salvador/BA.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagem: Foto de Bart - &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.olhares.com/"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.olhares.com/&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-115641534511339431?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/115641534511339431/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=115641534511339431&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115641534511339431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115641534511339431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/08/ignorncia-e-poder-por-angela-merice.html' title='Ignorância e Poder – por Angela Merice Lemos Sales'/><author><name>Nu com a minha musa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08592557786460220984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://i69.photobucket.com/albums/i46/lobamulher/adalperfil.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-115632527545083629</id><published>2006-08-23T06:24:00.000-03:00</published><updated>2006-08-23T15:54:51.113-03:00</updated><title type='text'>Babel</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3246/3201/1600/pcoelho.0.gif"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3246/3201/320/pcoelho.0.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3246/3201/1600/pcoelho.gif"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Paulo Coelho é assim&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3246/3201/1600/pcoelho.gif"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escritor brasileiro mais lido atualmente no mundo é, sem dúvida, o Paulo Coelho. Não por causa da morte de Jorge Amado, que durante décadas se tornou o brasileiro mais lido por número de livros vendidos no mundo, mas porque parece que desde a aparição do autor de O alquimista a literatura brasileira no exterior só tem um nome, o de Paulo Coelho. Podem pensar que é exagero a afirmação, mas não faltam motivos.&lt;br /&gt;Coelho é tido como um grande autor, um grande romancista, e parece que o leitor brasileiro finalmente o aceitou com tal, principalmente após o escritor ter se tornado um imortal da ABL. Se esse feito é critério certo para dizer do poder de destaque de um autor entre as letras, não há dúvidas que Coelho é agora um dos grandes da literatura.&lt;br /&gt;Mas nem toda a crítica concorda com o fato de se receber os louros da Academia. E nem toda crítica é a favor do Paulo Coelho, embora os críticos nunca o leiam, para falar a verdade. Os que leram, mentiram a verdade sobre o autor. Pelo menos só conheço uma crítica sincera sobre o mago dos livros até então, a do Décio Pignatari, que perguntado sobre se tinha gostado da obra de Coelho, respondeu: Não li e não gostei.&lt;br /&gt;Quem o lê mesmo são os leitores brasileiros e mundiais, de todas as classes, ao que parece, salvando-se apenas um ou outro intelectual que o lê para lhe atirar pedras. Há críticas sobre os livros do autor em várias revistas e jornais brasileiros desde a época de sua estréia, e lá a ladainha é a de sempre: é autor medíocre, pobre coitado que não chega aos pés de um Guimarães Rosa.&lt;br /&gt;Coelho faz uma literatura que é menos literatura que a de Rosa, sim, no sentido de que carece de maior elaboração, de riqueza vocabular, de domínio estético, de composição e conteúdo humano mais vibrante. Mas para quem lê Coelho, basta saber as suas histórias que, na verdade, prendem o leitor de um lado ao outro do livro.&lt;br /&gt;O maior mérito de Paulo Coelho é que se trata de um excelente contador de histórias. Há a frase de um personagem seu em O Demônio e a Senhorita Prym (livro que reli, sem nenhum interesse, apenas por estar amarrado à narrativa) que diz há certa altura sobre a protagonista: “Essa menina sabe contar uma história”. Frase que se aplica perfeitamente ao escritor.&lt;br /&gt;Se por um lado os livros de Paulo Coelho não têm o apuro semântico da melhor literatura brasileira, por outro é uma obra que tem cativado muita gente e tem introduzido pessoas, os jovens, principalmente, no fascinante mundo do romance. Concluo que Paulo Coelho é assim: o iniciador dos leitores jovens. Conheço casos de jovens que não liam nada até conhecer Paulo Coelho e que, após ler um único livro seu, foram a outros e mais outros, descobrindo autores e novos valores literários. Na escola sempre me perguntam pelo autor. E se me pedem livros dele, nao me envergonho de dizer que já li os seus livros e ainda dou a dica do que que ler sobre ele.&lt;br /&gt;Na verdade, não importa se um autor tem ou não dívida com a tradição, se a tradição arremata-lhe os excessos e as faltas. Importa que esse autor tem contribuído com a literatura de seu país, com a difusão de sua língua através do mundo e que principalmente tem formado leitores, tem instigado pessoas a sair da passividade e participar mais dos debates naturais da cultura de seu povo.&lt;br /&gt;Esses dias o escritor Carlos Romero falou sobre o fenômeno Paulo Coelho em sua coluna sobre livros num jornal paraibano. Realmente o escritor é o cara, como diria um jovem leitor do autor de Maktub. Romero escreve que em recente visita ao exterior, encontrou em várias cidades duas coisas: celular no ouvido e livros do Paulo Coelho. Ele disse que as obras do autor são tantas e em tão variadas traduções, que é de cair o queixo: holandês, inglês, francês, alemão, espanhol, russo, e até grego! O poeta Francisco Dantas também lembra que na França, aliás, na maioria dos países europeus, em todo lugar que se olha, livrarias, farmácias, botecos, etc, os livros do Paulo Coelho crescem aos bocados. Às vezes a vista cega de tanto livro do autor brasileiro. “Por certo, um cara como esse deve ter algum valor”, diz Dantas. E tem, com certeza. Acredito que o valor do Paulo Coelho é este: um artista que enquanto escritor escreve diretamente para um leitor. Um leitor que ele parece conhecer mais que a maioria de nós, os que escrevemos. Muitos escrevem bem melhor que o Coelho, mas suas mensagens não chegam à maioria. Por que? Talvez porque a maioria deve ler autores como Paulo Coelho, iniciadores, bons iniciadores, primeiro, em seguida lerá Guimarães Rosa, Machado de Assis, Dostoievski, Flaubert...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: &lt;a href="http://www.paulocoelho.com.br/"&gt;http://www.paulocoelho.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-115632527545083629?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/115632527545083629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=115632527545083629&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115632527545083629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115632527545083629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/08/babel_23.html' title='Babel'/><author><name>Adalberto Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-115623665396435606</id><published>2006-08-22T05:45:00.000-03:00</published><updated>2006-08-22T16:19:37.883-03:00</updated><title type='text'>Palimpnóia</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i69.photobucket.com/albums/i46/lobamulher/consistencia1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;A pergunta que não respondi&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre ressuscito na segunda-feira. Porque a noite de domingo invariavelmente me mata um pouco. Esta segunda me acordou com uma dúvida cruel: corto ou não corto os cabelos? Gosto dos cabelos da Fafi Siqueira e eles combinariam com meus óculos quase vermelhos. Mas gosto também das madeixas rebeldes e encaracoladas que me dão ares remotos da década de 70. E que combinam com quaisquer óculos!&lt;br /&gt;Uma vozinha interior, aquela chata de sempre, me lembrou que as horas passam por mim. Deixei a difícil decisão para depois e me sentei para o café da manhã. Automaticamente uma mão pegou o leite e a outra os jornais. Ler jornais antes de começar o dia é um masoquismo que conservo há anos. E para variar, caíram sobre mim todas as notícias que eu até posso precisar saber, mas bem que poderia ser depois do almoço.&lt;br /&gt;Imediatamente a postura mudou. Política, guerra, crimes – me lembrei desta coluna. Segunda é o dia de escrever algo que preste. E a pergunta da Ray bailou frente aos meus olhos: este mundo tem jeito? Fiz a pergunta em voz alta e recebi um olhar de espanto do marido. Gostei e resolvi repeti-la. Agora, diretamente para ele. Quem sabe uma discussão à mesa do café não me inspiraria?&lt;br /&gt;Com olhar de quem-está-perdendo-a-hora ele se levantou: não venho almoçar, tenho outra reunião. Um beijo e lá se foi ignorando completamente minha necessidade de inspiração. Mas levo a sério o que me proponho e passei a pensar em como escrever sobre o jeito do mundo. Lembrei-me que há alguns anos a ONU fez um pacto com vários países, inclusive o Brasil, para que todos se comprometessem com a promoção da cidadania. Mas o que aconteceu de lá para cá? Pergunta boba, me respondi. O que existe é um expressivo retrocesso na qualidade de vida, sobretudo nos países em desenvolvimento, e uma brutal soberania dos fabricantes de guerra.&lt;br /&gt;Parei por aí e fui me vestir. Mas o tema é instigante demais para ser posto de lado assim, assim. Enquanto me vestia, daquele jeito confuso de escolher várias roupas, fatos e fotos viraram um filminho na minha cabeça. E o que sempre sobressai quando penso nas dores do mundo são as crianças. Crianças morrendo na guerra, crianças morrendo de fome na África e as nossas crianças comendo lixo, cheirando tíner, já na universidade do crime. As crianças, estas que são o nosso futuro.&lt;br /&gt;Mas nesta linha de raciocínio seria quase impossível descobrir um jeito para o mundo. Dei no cérebro um giro de 180 graus e concluí que mais interessante seria escrever sobre esperança. Não é fácil ter esperanças, mas é necessário. Eu, especialmente, não consigo viver sem acreditar que amanhã ou depois as coisas podem mudar. E a chata da vozinha voltou a me lembrar: esperança sem ação, morre na contramão! Não se espante, leitor. Esta rima é ridícula, mas inventei esta frase para usar comigo mesma, com meus filhos e meus alunos. É que realmente acredito nisso. Para mim, esperança necessita de investimento pessoal. É preciso engajamento, idealismo, é preciso abraçar uma causa e lutar por ela. Mudanças não acontecem por acaso ou por milagre. E fiquei por aí, porque havia uma entrevista de emprego me esperando.&lt;br /&gt;A manhã passou, fiz tudo que precisava e estou aqui neste palavrear maluco. Não consigo escrever sobre nada especial e nem sei responder à pergunta da Ray. Mas sei acreditar nesta imagem aí de cima que peguei da Valéria. E sei também que preciso ir ao cabeleireiro para tratar da minha auto-estima. Afinal, preciso dela para dar consistência à vidinha das minhas poucas, mas queridas, crianças. Estas que me fazem acreditar que estou contribuindo para que o mundo tenha jeito. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagem sem autoria trabalhada por Valéria C - http://pensar_e_um_ato.blig.ig.com.br/ .&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-115623665396435606?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/115623665396435606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=115623665396435606&amp;isPopup=true' title='47 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115623665396435606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115623665396435606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/08/palimpnia_22.html' title='Palimpnóia'/><author><name>Euza Noronha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>47</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-115617876106267098</id><published>2006-08-21T13:33:00.000-03:00</published><updated>2006-08-21T14:08:19.556-03:00</updated><title type='text'>O Rio da Minha Aldeia - por Pablo Capistrano</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sempre fui fanático por mapas. Uma das imagens mais recorrentes da minha primeira infância são os mapas de um imenso Atlas branco que minha mãe ganhou após ter comprado todos os fascículos da Enciclopédia Barsa. Talvez por ter nascido numa cidade litorânea sempre desconfiei do horizonte. Sempre desconfiei que, depois do horizonte, não poderia haver um abismo, um buraco, uma linha divisória onde se lê uma placa com os dizeres: “aqui acaba o mundo”.Então eu passava um bom tempo da minha vida de criança olhando os mapas de lugares estranhos e distantes. Foi assim que eu aprendi o nome de quase todas as capitais, os nomes dos desertos, dos oceanos e das cadeias de montanhas. Lembro que tinha medo da Ásia. Não sei porque, mas eu tinha medo da Ásia. Ela era muito grande, muito estranha e muito distante. A África também me assustava, mas, talvez devido algum impulso genético também me deixava fascinado. Especialmente a costa oriental. Sempre que eu olhava o mar meu pai dizia: “Do outro lado é a África”. Por causa do meu bisavô escravo (Antônio Fernandes de Macedo, negro alforriado pela lei da princesinha brasileira) sabia que a África guardava algo meu, assim como sabia também que algo meu estava em Portugal.&lt;br /&gt;Foi olhando o mapa de Portugal que eu vi o nome daquele rio.&lt;br /&gt;Não sei qual é seu sobrenome, amigo leitor, mas deve ser estranho para você também ter no seu nome, o nome de um rio. O meu rio é o rio Paiva. Afluente do rio Douro, nos limites entre a região das Beiras e a região Norte de Portugal. Tem gente que tem nome de árvore, outros de bicho, eu, tinha o nome de um rio. Mas esse deveria ser um rio muito pequeno porque ninguém no Brasil sabia que ele existia. Conheciam o Tejo, alguns conheciam o Douro, mas o Paiva... nem minha avó que me respondia: “nossa família veio de Portugal”; de onde? “não sei... só sei que é de Portugal”; quando? “Não sei... só sei que faz tempo”.&lt;br /&gt;Na verdade a região de Paiva parece ser uma importante região desconhecida de Portugal. Isso porque ela não aparece no meu guia de viagens publicado pela Folha de São Paulo e porque ninguém que eu tenha perguntado em Lisboa sabia onde ela ficava. Se a Folha não sabia que a região de Paiva existia e ninguém em Lisboa também sabia, é porque, talvez, de um modo ou de outro, ela não existisse mesmo.Na Internet, num site de famílias portuguesas o rio de Paiva não é citado. Sobre a família e o brasão eles dizem apenas: “o seu nome é de raízes toponímicas, pois deriva do nome da terra de Paiva”. O nome da família parece ter surgido como apelido com um tal João Soares de Paiva. Um trovador que viveu entre 1275 e 1325. Nascido setecentos anos antes de mim, João Soares de Paiva parece ser o primeiro Paiva registrado na história. Nesses setecentos anos, o nome desse rio atravessou o mar e foi parar na Serra do Martins, no oeste de um estado minúsculo do nordeste do Brasil. Como isso pode ter acontecido é um mistério dos mais densos. Mas o fato de não se saber muito sobre a existência desse rio não implica que, de um modo ou de outro, essa não seja uma região importante.&lt;br /&gt;Afirma a Internet (essa grande matrix cheia de porcarias geniais) que a região de Paiva teria refugiado as primeiras tribos celtas que habitavam Portugal antes mesmo da invasão romana. Esses celtas adoradores da virgem teriam ido parar lá depois da invasão moura, e teriam formado um núcleo de resistência cristã, contra a influência semítica. Paiva seria então uma região de fronteira. Um limite que separava os mundos.&lt;br /&gt;Comprei um mapa mais detalhado e teci um plano de viagem até um lugar chamado Castelo de Paiva. Atravessaríamos o Porto e pegaríamos uma estrada pela margem norte do rio Douro. Uma hora de viagem ou um pouco mais e chegaríamos no castelo. Ele fica bem na confluência do Douro com o Paiva. Lá eu encontraria meu rio, meu castelo e um bocado de parentes que me receberiam com festa e poderiam me responder a estranha questão: “como eu fui parar em Natal?”. &lt;em&gt;(Continua na próxima semana)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.pablocapistrano.com.br"&gt;www.pablocapistrano.com.br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-115617876106267098?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/115617876106267098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=115617876106267098&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115617876106267098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115617876106267098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/08/o-rio-da-minha-aldeia-por-pablo.html' title='O Rio da Minha Aldeia - por Pablo Capistrano'/><author><name>Nu com a minha musa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08592557786460220984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://i69.photobucket.com/albums/i46/lobamulher/adalperfil.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-115606107503131528</id><published>2006-08-20T05:04:00.000-03:00</published><updated>2006-08-20T05:04:35.043-03:00</updated><title type='text'>Jovem Guarda</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Hein!?...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Jovem Guarda surgiu com músicas que falavam de beijos, amor, sexo e com tudo numa linha de rebeldia contra os costumes da época. Esse fenômeno que conquistou o Brasil na década de 60 é um bom exemplo de como os artistas se utilizavam da cultura norte-americana para construir nossa música e os movimentos do país. Os grandes hits de sucesso de muitas bandas e músicos da época eram não menos que covers traduzidos de músicas estrangeiras, claro que com novos arranjos e aquela pitada de rebeldia. Cantores como Wanderléia, Silvinha, Eduardo Araújo, Renato e Seus Blue Caps, Jerry Adriane, The Fevers, Golden Boys, Ronnie Von e muitos outros, tornaram-se famosos por causa dos covers. É claro que, todos eles também tinham suas próprias canções, e que ganharam reconhecimento do público mais tarde, mas sem dúvida, para aparecer nas paradas tinha que ter os covers de sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois dos maiores compositores dessa época eram Roberto Carlos e Erasmo Carlos, cujas músicas foram cantadas por quase toda a turma da Jovem Guarda. Na verdade existia um grande rodízio de composições feitas e cantadas por todos, como se a Jovem Guarda fosse uma grande família. A divulgação dessa grande turma de roqueiros brasileiros era feita através de um programa televisivo e de muito sucesso transmitido pela TV Record nas tardes de domingo, também chamado de Jovem Guarda, de onde saiu a denominação do movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imprensa noticiou assim: “Vai ao ar o primeiro programa Jovem Guarda. – Roberto Carlos arrumava seu microfone, e seus dedos exibiam anéis de ouro e jade. Após uma dose de San Raphael, diz algumas gírias em voz baixa, curva o tronco até a altura dos joelhos. O medalhão salta da camisa. Ele estica o braço, entra no palco e anuncia. – O meu amigo, Erasmo Carlos!”. Então se tinha início o maior show da música brasileira e juvenil da história do Brasil. Assim foi comandada a estréia da Jovem Guarda, sob o carisma de Roberto Carlos, todos os domingos das 16:30 até às 17:30hs, o público lotava o teatro, aplaudiam cantando e berrando freneticamente por seus ídolos. Participaram do programa de estréia; Tony Campello, Wanderléia, Rosemary, Ronnie Cord, The Jet Blacks, Erasmo Carlos, e Prini Lorez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-115606107503131528?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/115606107503131528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=115606107503131528&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115606107503131528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115606107503131528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/08/jovem-guarda.html' title='Jovem Guarda'/><author><name>Weberth Mota</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-115596946021575835</id><published>2006-08-19T03:34:00.000-03:00</published><updated>2006-08-19T03:37:40.226-03:00</updated><title type='text'>Um Enigmático Sorriso</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3380/3201/1600/monalisamiolo.4.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3380/3201/320/monalisamiolo.4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A Monalisa e seu enigmático sorriso foram inspirados em um modelo vivo, Lisa Gherardini, esposa de um rico mercador florentino, Francesco Del Giocondo, dezenove anos mais velho. Francesco encomendou um retrato da mulher para pendurá-lo na sala de jantar. Lisa começou a posar em 1503. Leonardo da Vinci (1452-1519) levou quarto anos fazendo o trabalho e jamais chegou a concluí-lo como desejava. É que Francesco ficou impaciente com a demora, proibiu sua mulher de continuar posando e não pagou pela obra. O rei francês Francisco I comprou o quadro para decorar o seu banheiro. Alguns estudiosos dizem que Monalisa poderia ser Constanza d'Avalos, amante de Giuliano de Médici. Monalisa é provavelmente o retrato mais famoso na história da arte, senão, o quadro mais famoso de todo o mundo. Poucos outros trabalhos de arte são tão controversos, questionados, valiosos, elogiados, comemorados ou reproduzidos. Lillian Schwartz, cientista dos Laboratórios Bell, sugere que a Mona Lisa é na verdade um auto-retrato de Leonardo, porém, vestido de mulher. Esta teoria baseia-se no estudo da análise digital das características faciais do rosto de Leonardo e os traços do modelo. Monalisa não tinha sobrancelhas já que a moda da época (Renascença) era raspá-las. Um algoritmo de computador desenvolvido na Holanda pela Universidade de Amsterdã, em colaboração com a Universidade de Illinois nos Estados Unidos, descreveu o sorriso de Mona Lisa como uma mulher: 83% feliz, 9% enjoada, 6% atemorizada e 2% incomodada. Mas, a harmonia total conseguida no quadro, visível especialmente no sorriso, reflete a unidade entre Natureza e Humanidade que era parte importante da filosofia pessoal de Leonardo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-115596946021575835?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/115596946021575835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=115596946021575835&amp;isPopup=true' title='32 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115596946021575835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115596946021575835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/08/um-enigmtico-sorriso.html' title='Um Enigmático Sorriso'/><author><name>Helena de Tróia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>32</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-115581092732405098</id><published>2006-08-17T07:33:00.000-03:00</published><updated>2006-08-17T07:39:17.883-03:00</updated><title type='text'>Máquinas que falam – Por Carla Rodrigues</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4263/3089/1600/help.1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4263/3089/320/help.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Boas compras e divirta-se, anuncia a voz metálica da máquina no estacionamento de um grande shopping no Rio. Não esqueça do cinto de segurança, ordena a mesma gravação, na saída.&lt;br /&gt;Faz pouco tempo escrevi aqui como me sentia quase um robô, tendo as máquinas como extensão dos meus dedos. Estou sempre conectada – wi-fi e notebook em casa, email no celular, palmtop na pasta de trabalho –, o que me faz parte permanente dessa grande rede de comunicações. &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4263/3089/1600/help.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Enquanto prestava atenção nessa robotização, descobri também a humanização das máquinas. O meu programa de anti-vírus fala quando pretende chamar minha atenção. Anuncia upgrades e dá outras providências.&lt;br /&gt;Já andei em elevadores que também conversam e avisam o andar no qual o passageiro pretende desembarcar.&lt;br /&gt;Mas nada é mais terrivelmente humano do que a atendente virtual da Telemar. Entonação impressionantemente parecida com a de uma mulher simpática, quase sensual, ela é absolutamente detestável com aquele falso “Olá, sou sua atendente virtual”.&lt;br /&gt;Ainda na Telemar, é uma gravação que liga para informar se a conta está atrasada (a minha está porque estão me cobrando indevidamente uma ligação para Angola que eu não fiz).&lt;br /&gt;Nesse planeta cada vez mais calorento, somos nós, seres humanos, que estamos entrando em extinção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carla Rodrigues&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;é colunista da Revista Eletrônica No Mínimo. Crônica publicada em 13/08/06.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagem: &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.wisarts.com/lib/one/help.jpg"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.wisarts.com/lib/one/help.jpg&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-115581092732405098?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/115581092732405098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=115581092732405098&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115581092732405098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115581092732405098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/08/mquinas-que-falam-por-carla-rodrigues.html' title='Máquinas que falam – Por Carla Rodrigues'/><author><name>Nu com a minha musa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08592557786460220984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://i69.photobucket.com/albums/i46/lobamulher/adalperfil.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-115554940026622708</id><published>2006-08-14T06:53:00.000-03:00</published><updated>2006-08-14T07:04:56.586-03:00</updated><title type='text'>Saudades do amor - por Pablo Capistrano</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.centroculturalruso.org.pe/Petersburgo/amur%20i%20pshea.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.centroculturalruso.org.pe/Petersburgo/amur%20i%20pshea.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sempre desconfiei de Romeu. Acho que ele nunca amou Julieta de verdade. Romeu amava a morte, porque tem um certo tipo de amor, um certo tipo de paixão que é para a morte. Aliás, poucas vezes no ocidente a morte ganhou contornos tão nítidos como nas peças de Shakespeare. Poucas vezes a profundidade psicológica da morte foi estetizada de um modo tão convincente. Mas o amor que é para a morte (como o de Romeu) também é um resto, uma sobra moderna de uma experiência religiosa. Da pulsão de adoração de uma grande deusa perdida, oculta pelos véus do monoteísmo judaico e retirada do seu casulo inconsciente quando Freud tentou dar sua versão shakespereana de Édipo.&lt;br /&gt;Mas nós empobrecemos o amor. Reduzimos sua abrangência criando uma super palavra (amor, love, Liebe). Super palavras são assim. Elas misturam coisas diferentes e confundem mais do que esclarecem. Os gregos tinham várias palavras para o amor e por trás de cada palavra eles apontavam para um amor diferente. Havia o amor doença (pathos) que matou Romeu e Werther; o amor divino (ágape) que cegou Paulo de Tarso; o amor pulsão de vida (Eros) que fez você que me lê, nascer; o amor afinidade (philos) que unia amigos em torno de um bom vinho nos simpósios filosóficos da antiguidade. Uma super palavra como “amor” confunde tanto quanto causa dor, mistura o que deveria estar separado e separa, muitas vezes, o que deveria estar unido. Sem saber qual o amor que se ama, sem sentir o amor que se quer sentir, muita gente oscila numa linha que separa a solidão e o êxtase. Filhos perdidos de um mundo arruinado por imagens intangíveis, os órfãos do amor caminham pela terra. Tecendo suas tapeçarias particulares de desejos, morrendo e renascendo a cada dia. Olhando toda manhã em busca da porta que possa nos levar de volta para casa.&lt;br /&gt;Rigorosamente planejado para afogar os sonhos humanos, o mundo tem ritmos estranhíssimos. Nos arrebata e nos lança de volta à planície dos desejos. Nos oferece as chaves e, às vezes, por pura falta de sentido, muda a fechadura.&lt;br /&gt;A glória de Romeu foi ter encontrado uma Julieta que topasse morrer com ele, porque o amor que ele amava não era um amor para a vida. Se suas famílias tivessem chegado a um acordo moderno de vontades, se tivessem aceitado a visão contratual do casamento nesse mundo de mercado liberal; se tivessem ajeitado as arestas de seus embates comerciais e resolvido a disputa que separava seus filhos, ainda sim, haveria uma tragédia. Romeu morreria de saudades do amor. Seria possuído por um fogo furioso e ressentido e terminaria numa vara de família, discutindo com Julieta a percentagem da pensão que deveria pagar para cada um dos filhos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O mundo está cheio de Romeus. Cultores da fé da velha deusa. Devotos da religião do amor que é doença, euforia e arrebatamento. Às vezes eles se tornam grandes poetas, às vezes homens secos de olhos foscos. De vez em quando eles se transformam junto com o amor, mas, às vezes eles também afundam com o seu peso. Porque Ginsberg já mostrou quase tão bem quanto Shakespeare que o peso do mundo é o amor. “Nenhum descanso sem amor/ nenhum sono sem sonhos de amor/ quer esteja eu louco ou frio/ obcecado por anjos ou por máquinas/ o último desejo é o amor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pablo Capistrano&lt;/strong&gt; é escritor e professor de filosofia. Capistrano assinará a partir de hoje no Miolo de Pote a coluna da segunda-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagem: Amor e Psyche&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.centroculturalruso.org.pe/Petersburgo/amur%20i%20pshea.jpg"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.centroculturalruso.org.pe/Petersburgo/amur%20i%20pshea.jpg&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-115554940026622708?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/115554940026622708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=115554940026622708&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115554940026622708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115554940026622708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/08/saudades-do-amor-por-pablo-capistrano.html' title='Saudades do amor - por Pablo Capistrano'/><author><name>Nu com a minha musa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08592557786460220984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://i69.photobucket.com/albums/i46/lobamulher/adalperfil.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-115545132063998892</id><published>2006-08-13T03:41:00.000-03:00</published><updated>2006-08-13T03:57:28.636-03:00</updated><title type='text'>Hein!?</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Música eletrônica...?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 5px 5px 0px 0px" alt="Música Eletrônica?" src="http://i75.photobucket.com/albums/i300/musicoteca/miolo/imagens/musica_eletronica.jpg" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;Sobre o significado do termo ‘techno’ existem várias teorias, umas verdadeiras, outras não. É verdade que esse nome foi usado em épocas diferentes para dar nome a gêneros novos da música. Os criadores do ‘tal’ termo foram os integrantes do grupo ‘Wraftwerk’, que no começo dos anos 70 criaram a música sintética. A princípio o nome ‘techno’ servia apenas para apresentar músicas construídas com efeitos sonoros, ruídos e de computação. Por alguns anos ficara vista assim pelos grandes estúdios de gravação até a evolução da tecnologia nos anos posteriores. Hoje o certo é dizer que a música ‘techno’ é também ‘eletrônica’ e que não mais usam somente os efeitos e ruídos da computação, mas sim aproveitam toda a sua multiplicidade dentro da cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 80 existiram inúmeros movimentos musicais em toda a Europa, e o mais famoso era o ‘Techno Club Frankfurt’, fundado em 1984, e que a mais de 13 anos foi o templo culto da dança e do movimento ‘Techno’. Teve também o ‘Acid House’ que era a moda de 1988 nos EUA e um ano mais tarde na Inglaterra, onde surgiram as ‘Raves’. Em 1990 veio a fusão, conhecida como a “Revolução Techno” até hoje, um mix trazido pela globalização que unia as influências americanas do ‘House Gruve’ e o ‘Techno Europeu’ que se misturavam num novo estilo chamado hoje de “Tchno House’. E é esse estilo que até o momento vem proliferando diversos segmentos no meio eletrônico, misturando batidas de todos os lugares do mundo, cada um com seu estilo próprio ganhando as pistas e bebendo muito das raízes musicais de cada cultura. É a música na era tecnológica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-115545132063998892?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/115545132063998892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=115545132063998892&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115545132063998892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115545132063998892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/08/hein_13.html' title='Hein!?'/><author><name>Weberth Mota</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-115529543086488819</id><published>2006-08-11T08:12:00.000-03:00</published><updated>2006-08-11T08:23:51.130-03:00</updated><title type='text'>Pai, por que não sê-lo?</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3332/3201/1600/Pai.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3332/3201/320/Pai.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Se eu morresse hoje poderia dizer, sem hesitação, que acabei sendo um sujeito que não cumpriu efetivamente o seu papel aqui no mundo dos homens, a saber: plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. Se de fato esta é a missão a que nos cabe, diria então que deixei um legado de incompletude à humanidade. Porém, como a vida é um processo e as realizações são sempre um porvir necessário, a publicação de um livro continua sendo uma proposta em maturação.&lt;br /&gt;Nas minhas leituras de infância o poeta Vinícius de Moraes sempre teve assegurado um lugar de destaque, ao lado de alguns cronistas que através de suas penas reproduziam o cotidiano brasileiro e trabalhavam em função da consolidação do nosso pensamento social. Mas o poeta da paixão era quem dividia comigo o desagradável odor de mijo expelido pela fianga que dormia, companheiro inseparável das antigas noites iluminadas por uma luz incandescente de apenas 20 watts.&lt;br /&gt;Fã incondicional de um Vinicius escritor, mas acima de tudo de um Vinícius boêmio, cheio de namoradas e de um paladar etílico incomparável, tinha algo na minha cabeça que não conseguia resolver com facilidade. Como é que uma pessoa que aparentemente não via a menor graça em criança tinha a proeza de afirmar sua paternidade ao colocar cinco dessas criaturas no mundo? Que o diga o poema enjoadinho, escrito pelo autor.&lt;br /&gt;O filho na visão de Vinícius aparece como um mal necessário, um incômodo prazeroso e desejável. Desde então passei a alimentar a idéia de tê-los em quantidade: um, dois, três, quatro, uma dúzia. Mas na ocasião apenas plantava árvores e sonhava com livros. Eis Monteiro Lobato para nos falar que uma nação se constrói com homens e com livros.&lt;br /&gt;Hoje, depois de tantas árvores plantadas e de um rebento de quase três anos, começo a compartilhar com Max Nunes a tese de que filho único é uma coisa tão chata, mas tão chata que ninguém no mundo consegue ter dois. Por isso multiplicai-vos e nos deixemos perceber “que coisa louca, que coisa linda que os filhos são”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Texto dedicado a Caio Pinheiro Guedes, responsável pela minha paternidade.&lt;/em&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagem: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.meutesouro.blogs.sapo.pt"&gt;www.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;meutesouro.blogs.sapo.pt&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-115529543086488819?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/115529543086488819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=115529543086488819&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115529543086488819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115529543086488819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/08/pai-por-que-no-s-lo.html' title='Pai, por que não sê-lo?'/><author><name>Rivamar Guedes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-115521517520768960</id><published>2006-08-10T09:57:00.000-03:00</published><updated>2006-08-10T10:06:15.256-03:00</updated><title type='text'>Vantagens Literárias - por Dora Vilela</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4263/3089/1600/ler.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4263/3089/320/ler.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Às vezes, fico pensando como é difícil para um escritor de país subdesenvolvido e sem longo passado encontrar coragem para escrever sobre sua terra. Digo escrever de uma forma literária e artística. Ou então querer competir com escritores de países tão antigos como os da Europa, com aquele acervo cultural por trás dos ombros.&lt;br /&gt;Para um medíocre escritor francês, ao redigir suas memórias, por exemplo, basta evocar a infância nos becos de Paris, e já o relato se torna interessantíssimo e fascinante. Alguém que o lê, põe-se logo a imaginá-lo um cidadão do mundo, uma pessoa letrada, alimentada desde bebê pela civilização francesa, versejando desde os tenros anos, ou orando à Notre-Dame antes de dormir.&lt;br /&gt;É ainda agradável seguir os passos de qualquer inglês, nascido em Londres, contando, mesmo em péssima literatura, seus momentos de juventude nos “pubs”, em meio ao “fog”londrino, sendo despertado pelo toque do Big Ben, na manhã seguinte.&lt;br /&gt;A narrativa reporta o leitor a símbolos tão prenhes de significado próprio, que só o fato de serem mencionados já torna a leitura atraente.&lt;br /&gt;As pessoas se deleitam, repentinamente, com estes escritores, intuindo, de certa maneira, que, se eles não disserem nada de tão profundo ou original, pelo menos têm em comum a terra natal de pensadores geniais que atravessaram os ecos dos séculos.&lt;br /&gt;A um autor romano, também é o bastante falar de suas lembranças de “bambino”, distraidamente brincando perto do Coliseu, para se ficar embasbacado diante de alguém que respira, desde o nascimento, o cheiro de monumentos de 2 000 anos de idade.&lt;br /&gt;Já o pobre escriba, cidadão de país de recente vida, terá a árdua tarefa de torná-lo conhecido, escrevendo com extrema originalidade, destreza e arte. Tocar-lhe-á a missão de fazer com que um dia, por exemplo, a simples menção da Praia de Ipanema sugira ao mundo as mesmas fantasias que tal nome acende no coração de um carioca da gema.&lt;br /&gt;Mas, especulações à parte, não deixa de ser verdadeiro que tais escritores estrangeiros, mesmo se aproximando de uma parva mediocridade, contarão sempre com a vantagem de despertar o interesse de leitores de outros países que terão, no mínimo, ouvido falar dos venerandos tesouros europeus.&lt;br /&gt;Não chegam a ser um exagero estas afirmações, porque comigo mesma já aconteceu de ler o livro todo, de um autor francês, obcecada pelas citações de recantos do país, comprazendo-me em um texto de conteúdo banal e fútil.&lt;br /&gt;Meu suspense ficou por conta dos locais, carregados de significados para mim, esperando emergirem dali os pensamentos profundos do autor, os quais, infelizmente, até o final, não vieram à tona. Porém, o que quero dizer, é que fiquei presa nessa espera, o que não me ocorreria no caso de ler um escritor medíocre, talvez do meu próprio país.&lt;br /&gt;Poderão até me contestar esta tese, que me veio à mente, justamente por ocasião da leitura do tal livro francês. Ela merecerá talvez o riso de quem a levar a sério.&lt;br /&gt;Contudo, digam-me: quem já conheceu de perto e sentiu a estranha magia da beira de um rio Sena ou dos becos de Paris, não estremece só em ver uma fotografia com estas cenas?&lt;br /&gt;É a demonstração da minha tese. Se não fui, porém, devidamente clara na minha teimosa exposição, não há problema algum.&lt;br /&gt;Porque bom mesmo é ler os grandes escritores, de qualquer país, de preferência a gente recostada em uma rede, presa às arvores de nosso solo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;Dora Vilela - &lt;/strong&gt;Professora de língua portuguesa e francesa – São Paulo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Imagem: &lt;a href="http://www.poesialusa.blogs.sapo.pt"&gt;www.poesialusa.blogs.sapo.pt&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-115521517520768960?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/115521517520768960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=115521517520768960&amp;isPopup=true' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115521517520768960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115521517520768960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/08/vantagens-literrias-por-dora-vilela.html' title='Vantagens Literárias - por Dora Vilela'/><author><name>Nu com a minha musa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08592557786460220984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://i69.photobucket.com/albums/i46/lobamulher/adalperfil.jpg'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-115510236302925098</id><published>2006-08-09T02:41:00.000-03:00</published><updated>2006-08-09T02:49:30.466-03:00</updated><title type='text'>Babel</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3246/3201/1600/lessa.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3246/3201/320/lessa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;20 anos sem Orígenes Lessa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano da morte de Mario Quintana, 1994, foi também o do piloto brasileiro de Fórmula 1, Ayrton Senna, que aliás morreu quatro dia antes do poeta gaúcho. Lembro a comoção que tomou conta do país e o destaque dado à morte do piloto pela mídia, imprensa e televisiva. Àquela altura, Senna era indiscutivelmente o “fenômeno” da velocidade, daí ter sido bastante explorado pela televisão, que o patrocinava e foi responsável por sua rápida aceitação pública e pela “sensação” mítica que se criou em torno do piloto após sua morte. O poeta Mario Quintana não era fenômeno, nem de mídia nem de venda, era um simples poeta. Daí a televisão ter dado pouco destaque à sua morte, como o perceberam artistas e jornalistas à época, em artigos publicados em jornais e revistas e em declarações feitas em diversos meios. Se não me engano, no Jornal Nacional, uma pontinha com uma informação sem imagem. Enquanto para Senna, honras num funeral que quase durou uma semana na tela da tv Globo.&lt;br /&gt;Fizeram injustiça com o Mario Quintana, diziam naqueles dias. De fato, fizeram injustiça com o poeta gaúcho, tão importante para a nossa cultura e tão merecedor de louros como o herói da Fórmula 1. Mas hoje, na data do centenário de Mario Quintana faz-se injustiça a um outro nome. Trata-se de Orígenes Lessa, escritor e jornalista nascido em Lençóis Paulista, São Paulo, de quem muitos leitores brasileiros ainda desconhecem a obra (talvez nem saibam que o autor é pai do - mais conhecido - escritor Ivan Lessa).&lt;br /&gt;Não é porque o centenário de nascimento do escritor paulista já tenha se passado (foi em 2003) que nesse mês de julho ele não tenha sido lembrado, e porque devido a data dos 100 anos de Quintana as atenções tenham se voltado para o poeta, mas porque esqueceram-se que em julho deste ano também completaram-se 20 anos da morte de Lessa, curiosamente ocorrida um dia após o escritor ter completado 83 anos, em 13 de julho de 1986.&lt;br /&gt;Nascido no dia 12 do mês sete de 1903, Orígenes Lessa era jornalista de profissão, mas foi principalmente na literatura que se destacou, realizando uma importante obra de ficção, excepcional entre os escritores de sua época. Foi um autor que começou cedo, tendo escrito contos, novelas, romances e ensaios desde a juventude, a partir dos anos 20 do século passado, chegando a publicar ininterruptamente por mais de seis décadas. Só diminui mesmo o ritmo de produção após o avanço da idade, e mesmo assim, ainda trabalhava muito, mesmo após sua eleição em 9 de julho de 1981 para a Cadeira n. 10 da Academia Brasileira de Letras.&lt;br /&gt;Orígenes Lessa, para além do trocadilho com o nome, era um escritor muito original. Um mestre na narrativa curta e um excelente observador da cena brasileira do século XX, que ele soube retratar muito bem através da caracterização de seus personagens e da técnica de construção narrativa que o consagrou na literatura brasileira: o uso do diálogo bem construído, parte inconfundível do seu estilo de narrar. Como lembrou o escritor Antonio Olinto em solenidade de homenagem a Orígenes na ABL, em julho de 1999, “poucos escritores, não só do Brasil, mas de nosso tempo, tiveram o domínio do diálogo como Orígenes Lessa. A contenção e a rapidez dos diálogos de Orígenes fazem pensar em terem sido gravados, extraídos da própria vida de personagens reais”.&lt;br /&gt;Além de obras de ficção, Orígenes Lessa escreveu reportagens e foi um dos principais nomes da redação publicitária no Brasil. Consagrado como romancista, publicou O feijão e o sonho, romance de 1938 (adaptado para a televisão), João Simões continua (1959) e O evangelho de Lázaro (1972), entre outros. De contos trataria de acolher os leitores brasileiros em diversas histórias, muitas delas de teor reconhecidamente biográfico, como as que aparecem nos volumes de Garçon, garçonnette, garçonnière, (1930); Omelete em Bombaim (1946); Balbino, o homem do mar (1960) e Nove mulheres (1968).&lt;br /&gt;Lessa também escreveu livros infanto-juvenis. São mais de trinta obras ao todo, entre os quais os títulos: O sonho de Prequeté (1934); Memórias de um cabo de vassoura (1971); Seqüestro em Parada de Lucas (1972); Memórias de um fusca (1972); Napoleão ataca outra vez (1972) e A escada de nuvens (1972).&lt;br /&gt;Em tempo: antes de Jose Saramago ter se saído com suas Intermitências da morte (2005), Orígenes Lessa escreveu um livro, em 1948, cujo título é A desintegração da morte. Trata-se de uma novela de ficção científica cujo assunto é o mesmo do romance do escritor português ganhador do Nobel: uma sátira admirável sobre os limites da condição humana, quando o homem se vê diante do inusitado. Em ambos os casos, a falta de perspectiva do homem diante da vida, para quem a morte agora é ausente. Na novela de Orígenes, um cientista chamado Klepstein consegue desintegrar a morte, sumir com ela, fazer com que desapareça da história com o único propósito de diminuir o sofrimento e a dor da humanidade. Resultado: com a “morte” da Morte, a vida humana vira um caos, e os mais inesperados problemas começam a aparecer: como observa o ensaísta Gilberto Mendonça Teles, problemas sociais, a exemplo do desemprego (fecham-se farmácias, hospitais, funerárias, fábricas de remédios etc) e religiosos, já que, não morrendo mais o ser humano estaria condenado a não mais ter a “divina esperança de gozar um dia a bem-aventurança do céu”. Nessa novela, ainda segundo Teles, Lessa parece se antecipar a alguns temas que são objetos de preocupação científica, como é caso dos transplantes – nos dias de hoje, lembraríamos a clonagem de órgãos e outros avanços da ciência. Mas bem mais, Lessa parece ter antecipado toda a estrutura de uma obra que só seria escrita quase sessenta anos depois. Coincidência ou não, vale conferir os dois textos: Saramago e Orígenes. Este em primeiro lugar. Ou aquele.&lt;br /&gt;Bem, não importa. Já são 20 anos sem Orígenes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Imagem: Foto Orígens Lessa - &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.lpnet.com.br/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;www.lpnet.com.br&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-115510236302925098?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/115510236302925098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=115510236302925098&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115510236302925098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115510236302925098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/08/babel_09.html' title='Babel'/><author><name>Adalberto Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-115501398104598954</id><published>2006-08-08T02:10:00.000-03:00</published><updated>2006-08-08T11:25:06.683-03:00</updated><title type='text'>Palimpnóia</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3164/3201/1600/bebe.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="219" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3164/3201/320/bebe.jpg" width="190" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;De alhos e bugalhos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja só que coisa: descobri que estou de sacanagem comigo mesma. Passo horas pensando numa coisa e quando vou passá-la para o papel (leia-se tela do micro) sai outra completamente diferente.&lt;br /&gt;Prometi a mim mesma que hoje faria uma verdadeira crônica para colocar aqui. Leve, divertida e com ares de Veríssimo – se é que posso ao menos aspirar aos seus ares. O tema existe e, se bem desenvolvido e bem escrito, até poderia ser divertido e agradável. Tem a ver com uma afirmação categórica de um amigo meio bruxo. Segundo ele, fui prostituta do império austríaco, o que significa que estou reencarnada. E sem ironias, muito mal reencarnada, já que escorreguei no mapa e vim parar muito abaixo da linha do equador.&lt;br /&gt;Lá fui eu escrever e já no segundo parágrafo a reencarnação virou política. Reencarnação política eu nunca ouvi dizer que existia – pensei ao descobrir meu lapso. Mas ao invés de mudar o rumo da escrita, parei para pensar. Tudo bem que não exista nenhum ser apolítico, já que cada tomada de decisão – independente de tamanho ou importância - é um ato político. E eu, em especial, jamais conseguiria me olhar ao espelho se de repente optasse por ser heterônoma. Imediatamente me respondi: mas nem por isso preciso mastigar, engolir e vomitar política.&lt;br /&gt;Neste momento, acabou o clima. Lá se foi a intenção de fazer subliteratura. O jeito foi deixar o pensamento navegar entre os barquinhos de papel da inconsciência popular e o meu eterno papel de água mole em pedra dura. Pensei na conversa tida com meu vizinho. Ponto para mim. Mas o ponto se tornou reticências quando me lembrei do caixa do banco, do feirante, do dono do posto e de todas as pessoas que passam por mim com cara de Pôncio Pilatos. Pior foi lembrar daquela minha amiga, que eu respeitava tanto, me dizendo que vai anular o voto porque não acredita mais em nenhum político. Esta eu não sei se vai acordar do pesadelo da omissão.&lt;br /&gt;Daí para frente, nem vale a pena dizer em que mares naveguei. Digo apenas que o tal texto da reencarnação naufragou definitivamente. Mas tenho que terminar este e como estou mesmo de sacanagem comigo, vou subverter o meu pessimismo. Como diz um amigo meu, temos pouco mais de 500 anos de história e nossa democracia é um sorridente bebê que apenas engatinha. Então só me resta ajudar a ensiná-lo a andar! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-115501398104598954?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/115501398104598954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=115501398104598954&amp;isPopup=true' title='40 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115501398104598954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115501398104598954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/08/palimpnia_08.html' title='Palimpnóia'/><author><name>Euza Noronha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>40</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-115495148702560049</id><published>2006-08-07T08:45:00.000-03:00</published><updated>2006-08-07T08:56:27.520-03:00</updated><title type='text'>Ficção e Desatino</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3024/3201/1600/almodovar.2.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 249px; CURSOR: hand; HEIGHT: 255px; TEXT-ALIGN: center" height="320" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3024/3201/320/almodovar.2.jpg" width="277" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“Volver” *&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Depois de explorar o masculino em seus últimos filmes, “Fale com Ela” (2002) e “Má Educação” (2004), Pedro Almodóvar volta a falar da sua maior paixão: as mulheres. O título escolhido para o filme significa, em espanhol, “voltar”. Não é novidade que essa é mais do que uma simples palavra para o cineasta. Primeiramente, o seu filme fala do retorno de uma mulher já morta que precisa resolver alguns probleminhas pendentes que deixou durante a vida. A personagem, uma avó-fantasma (que já fora citada no filme anterior de Almodóvar, podem confirmar os mais atentos), é interpretada por ninguém menos do que Carmen Maura. Para quem desconhece a antiga obra do cineasta, deve questionar-se por que diabos a volta dessa “zinha” é tão badalada. Maura é a Pepi de “Pepi, Luci, Bom y Otras Chicas Del Montón” (1980), primeiro filme de Almodóvar; encarnou a Irmã Esterco em “Maus Hábitos” (1983), provavelmente o filme mais polêmico do diretor; interpretou um transexual em “A Lei do Desejo” (1987); ou seja, Maura manteve uma parceria de peso com Almodóvar em alguns de seus filmes mais importantes, e esse retorno, que aconteceu depois de quase vinte anos, era aguardado pelos fãs há muito tempo. Outra promessa do cineasta é a volta ao seu velho estilo escrachado, de humor inigualável e, ao mesmo tempo, de drama humano, que vai mais além, com um quê de naturalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda sobre o elenco, Penélope Cruz, enfim, parece ter conquistado o papel principal. Depois de trabalhos coadjuvantes em “Carne Trêmula” (1997) e no magnífico “Tudo Sobre Minha Mãe” (1999), lhe foi confiado um papel maior e uma linda foto colorida no pôster do filme. A trilha sonora, vinda de uma parceria que perdura desde “A Flor do Meu Segredo” (1995), é de Alberto Iglesias, um dos compositores espanhóis mais cogitados da atualidade. A produção, claro, ficou por conta (literalmente) da El Deseo S.A., produtora de Pedro e Agustín Almodóvar (este, irmão e braço direito do cineasta) fundada em 1987, tendo como primeiro filme produzido, “A Lei do Desejo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o considerado rompimento de estilo, com “Carne Trêmula” (“A Flor do Meu Segredo” seria considerado o divisor de águas), Almodóvar tem sofrido preconceito da parte de seus fãs mais antigos, o que, convenhamos, é uma grande besteira e ignorância não reconhecer a beleza de filmes como “Tudo Sobre Minha Mãe” ou “Fale com Ela”. O que quero dizer é que, por mais criticado que seja, o cineasta sempre retorna com uma surpresa, sendo esta agradável ou não. Quanto a vocês, eu não sei, mas eu já posso ver as cores inebriantes de “Volver” enquanto permaneço extasiada ao som de fortes pisadas de flamenco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagem: Pedro Almodóvar. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.clubcultura.com/"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;www.clubcultura.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Último texto da coluna Cinema e Ficção. Próxima segunda, estréia a coluna Zumbido, com Linaldo Guedes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-115495148702560049?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/115495148702560049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=115495148702560049&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115495148702560049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115495148702560049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/08/fico-e-desatino.html' title='Ficção e Desatino'/><author><name>Beatriz Saldanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-115488494150573679</id><published>2006-08-06T14:14:00.000-03:00</published><updated>2006-08-06T14:41:55.200-03:00</updated><title type='text'>Hein?!</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3428/3201/1600/tropica.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3428/3201/320/tropica.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mais60&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O Brasil era, como se dizia na época, um país de Terceiro Mundo, sufocado por uma ditadura militar. A geração dos anos 60 passou por aquele tufão numa escala subdesenvolvida, própria do Brasil naquele tempo, que tinha 90 milhões de habitantes e uma renda per capta duas vezes menor que a atual. A mulher de classe média começou a trabalhar fora de casa e a chegada da pílula liberalizou os hábitos sexuais, a música abriu-se ao deboche tropicalista e uma parte da juventude, mais politizada e urbana, imprimiu à época a marca do radicalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O auge da implosão ocorreria em 1968, o ano da liberação do comércio da pílula no país. Mais tarde viria o divórcio e a dessacralização do matrimonio. A relação entre pais e filhos, autoritária e unilateral, também foi pelos ares. Deu-se legitimidade à busca de novas formas de vida, como os hippies, as comunidades alternativas e a liberdade sexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no plano político começaram as passeatas contra o regime militar e terminou com o país amordaçado pelo AI5, o ato institucional que censurou uma nação. A tortura virara rotina e um punhado de jovens entregou-se à aventura delirante de combater o regime com a guerrilha, colhendo uma derrota definitiva. Grande parte dos universitários foi às ruas nas grandes cidades e muitos deles foram exilados ou presos. Os jovens da política agiam sob o signo do voluntarismo. Democracia era um conceito vago, tanto para os generais do Marechal Costa e Silva em Brasília quanto para os jovens amantes da revolução. No fundo, o que os jovens queriam era uma coisa mais radical, uma outra ditadura – a do proletariado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esquerda era autoritária e policialesca e depois de 68 ela ficou mais tolerante. No balanço final o ano de 68 marcou mais pela revolução cultural do que pela revolta política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagem: &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://mixbrasil.uol.com.br/cultura/musica/tropicalia/tropicalia.shtm"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://mixbrasil.uol.com.br/cultura/musica/tropicalia/tropicalia.shtm&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-115488494150573679?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/115488494150573679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=115488494150573679&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115488494150573679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115488494150573679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/08/hein.html' title='Hein?!'/><author><name>Weberth Mota</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-115477859044382210</id><published>2006-08-05T08:47:00.000-03:00</published><updated>2006-08-05T08:51:08.093-03:00</updated><title type='text'>Arte Incomum</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3380/3201/1600/foto_geral_casa.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3380/3201/320/foto_geral_casa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"construtores do imaginário"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;"Uma linguagem só não bastava a esse autor. Construía, esculpia, pintava, grudava, revestia. No entanto, ainda faltava expressão: aí escrevia dentro da casa, fazendo dela agenda, arquivo, dicionário. A obra poética foi esticada até os limites". (Carlos Nelson Ferreira dos Santos, arquiteto e antropólogo).&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Rio de Janeiro. São Pedro da Aldeia. Uma pequena casa. Uma jóia. Obra-prima da arquitetura espontânea, construída por inspiração de sonhos e devaneios de um homem pobre e semi-alfabetizado. É a Casa da Flor, obra de Gabriel Joaquim dos Santos (1892-1985), simples trabalhador nas salinas, filho de uma índia e de um ex-escravo africano, foi embelezando seu lar com materiais recolhidos no lixo doméstico e no refugo das obras civis do local, guiado por sonhos e uma fértil imaginação. Considerada uma obra prima da arquitetura espontânea no país, a Casa da Flor, tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural precisa ser preservada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arquitetura Espontânea é uma arquitetura baseada em soluções surpreendentes porque foge dos padrões tradicionais e porque nascida do uso de materiais considerados pouco nobres e nada convencionais. Vem despertando a atenção de críticos e teóricos em todo o mundo e seus autores - os "construtores do imaginário" - estão sendo redescobertos e merecendo, em outros países, a publicação de livros de arte, estudos críticos, filmes, etc. No Brasil, infelizmente, essa discussão é quase inexistente e precisa ser introduzida, já que contamos com um exemplar perfeito e de qualidade inquestionável que é a Casa da Flor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: Amelia Zaluar. A casa da Flor: uma tentativa de compreensão. In: FUÃO, Fernando Freitas, coord. Arquiteturas fantásticas. Porto Alegre, UFRGS, 1999. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-115477859044382210?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/115477859044382210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=115477859044382210&amp;isPopup=true' title='33 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115477859044382210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115477859044382210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/08/arte-incomum.html' title='Arte Incomum'/><author><name>Helena de Tróia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>33</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-115466568727256744</id><published>2006-08-04T01:23:00.000-03:00</published><updated>2006-08-04T08:18:47.413-03:00</updated><title type='text'>O Martelo e a Bigorna</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3332/3201/1600/Marcola.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 201px; CURSOR: hand; HEIGHT: 248px" height="319" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3332/3201/320/Marcola.jpg" width="236" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Autocrítica da incompetência&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos mais graves e, o que parece, insolúveis problemas do Brasil tem sido de fato a segurança pública e a maneira medíocre com que lida com ela as autoridades desse país. O Estado nacional tem se mostrado impotente diante do fenômeno da violência, alienando um dos princípios constitucionais mais importantes, que é assegurar o direito à vida do cidadão. O Estado democrático e de direito brasileiro está cada vez mais aquém de suas prerrogativas, numa evidente demonstração de inoperância de uma burocracia que só serve para aviltar a ética e subestimar nossa inteligência.&lt;br /&gt;Em recente entrevista ao Jornal O Globo, o Marcola, líder do PCC, facção criminosa que desde maio vem aterrozirando São Paulo e pondo em risco a soberania do Estado, afirmou que a solução para se resolver o problema do Brasil só viria com muitos bilhões de dólares gastos organizadamente, com um governante de alto nível, uma imensa vontade política, crescimento econômico e revolução na educação. Segundo Marcola, os políticos e intelectuais brasileiros são incapazes de propor soluções satisfatórias para tentar resolver esse aparente estado de caos, sendo por isso necessário fazer uma autocrítica da sua própria incompetência.&lt;br /&gt;Enquanto cientistas políticos caracterizam essa falência do Estado frente ao fenômeno da violência como atos subersivos de terceiros que afrontam o Estado democrático e de direito, o povo brasileiro forja sua própria proteção e assiste em rede nacional os mensaleiros e sanguessugas cavarem ainda mais o buraco em que deverão enterrar este país.&lt;br /&gt;Com o ensino fundamental concluído na prisão, Marcola é exemplo de mais uma vítima da sociedade empurrada para o mundo do crime e da corrupção moral. Aos 38 anos de idade, afirma ser a morte uma possibilidade constante, o presunto diário desovado numa vala; enquanto que para o restante da sociedade a morte representa um drama cristão numa cama.&lt;br /&gt;Pop star do mundo do crime, depois de ter muitos anos sua identidade camuflada pelos números que quantificam a desumanização e precarização das condições de existência das pessoas que vivem no Brasil, Marcola diz ser um intelectual que aproveita o ócio para cultivar sua subjetividade através de leituras como a de Dante, e diz que compõe um acervo de mais de três mil livros lidos na prisão. Marcola é, ao lado de todos os seus pares, o início tardio da consciência social deste país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: &lt;strong&gt;Marcola&lt;/strong&gt; -  &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.aquidauananews.comwww.aquidauananews.com/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;www.aquidauananews.comwww.aquidauananews.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-115466568727256744?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/115466568727256744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=115466568727256744&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115466568727256744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115466568727256744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/08/o-martelo-e-bigorna.html' title='O Martelo e a Bigorna'/><author><name>Rivamar Guedes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-115456946920310146</id><published>2006-08-02T22:36:00.000-03:00</published><updated>2006-08-03T14:22:20.663-03:00</updated><title type='text'>Armorial X Rinocerontal - Por Carlos Gildemar Pontes</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4263/3089/1600/Suassuna.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4263/3089/320/Suassuna.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;Numa discussão sobre cultura não me venham falar de&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="mailto:poetasecríticosalmofadinhaspequenosburgueseseetal@blábláblá.quesacom.br"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;poetasecríticosalmofadinhaspequenosburgueseseetal@blábláblá.quesacom.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;vamos falar e procurar conhecer pensadores como o nosso&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;poetadaporramaiúsculoparaibanobomdebriga.nordeste.comorgulho.br&lt;br /&gt;Concordo com o Ariano Suassuna e não tenho medo de defender as raízes do povo nordestino e da língua-filha da portuguesa. Tem gente que tenta agradar aos bêbados e ao pessoal do AA e termina tendo crise de labirintite, em cima do muro da cultura. Eu aprecio cultura brasileira, nordestina, cearaibana, icoense, patoense e dos confins dos sítios mais esquecidos. É tanto que considero universal qualquer arte rudimentar ou refinada do espírito, seja ela produzida na caótica São Paulo ou no distrito de Estaca Zero, na região de Taperoá.&lt;br /&gt;As contradições do homem vêm desde o autraloptecus e não podem ser transferidas para o artista, que se utiliza da sua função para marcar uma posição política definida. A obra do artista Ariano representa as idéias do homo taperoalensis e universal. Quem produziu A pedra do reino e O Auto da Compadecida tem o direito de esbravejar contra a cultura enlatada americana ou brasileira.&lt;br /&gt;Que eu saiba, ele nunca foi contra os grandes gênios da humanidade de nenhum país. Mesmo que eu goste das músicas do Maicou Géquisson (e eu gosto), o Ariano tem razão. Se o povo não conhece todas as músicas, não conhece música.&lt;br /&gt;Num país que produz grãos que dá para matar a fome de meio mundo da humanidade, se criar fome zero e pib negativo pra dar satisfação ao Banco Mundial e ao FMI, e a gente ainda ter que dar lucro à indústria cultural americana, paciência, está faltando uma boa dose de criticidade a um bocado de alienado deste país com suas províncias inchadas de puxa-sacos e apedeutas.&lt;br /&gt;Se o Ariano está gagá, como insinua uns rinocerontes se coçando em loja de cristal, e não satisfaz a meia dúzia de intelectualóides de fachada, o que fazer das páginas escritas por estas sumidades que nem sequer leram a poesia armorial suassûnica?&lt;br /&gt;Sei que daqui a cem anos lembraremos do Ariano, e dos rinocerontes?&lt;br /&gt;- Por esta época já estarão extintos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carlos Gildemar Pontes&lt;/strong&gt; - Cearense, poeta e escritor. Editor do Folhetim Literário Acauã. Colaborador do Miolo de Pote&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagem: Ariano Suassuna &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.azulcalcinha.com.br"&gt;http://www.azulcalcinha.com.br&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-115456946920310146?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/115456946920310146/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=115456946920310146&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115456946920310146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115456946920310146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/08/armorial-x-rinocerontal-por-carlos.html' title='Armorial X Rinocerontal - Por Carlos Gildemar Pontes'/><author><name>Nu com a minha musa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08592557786460220984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://i69.photobucket.com/albums/i46/lobamulher/adalperfil.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-115448411404799022</id><published>2006-08-01T22:56:00.000-03:00</published><updated>2006-08-01T23:05:53.950-03:00</updated><title type='text'>Babel</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3246/3201/1600/Capitu.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 238px; CURSOR: hand; HEIGHT: 209px" height="230" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3246/3201/320/Capitu.jpg" width="238" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Relendo um clássico&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quando lemos é sempre por preferência. Ninguém lê um livro por obrigação, e ainda que o façamos essa leitura não se torna agradável e em conseqüência proveitosa. Daí que livros lidos sem que o leitor tenha a experiência da escolha, da preferência e do prazer de ler, não se tornam importantes.&lt;br /&gt;Mas se os textos nos são apresentados respeitando nosso apreço por eles, vale a pena. É ler uma vez e querer ler de novo. A releitura é, pois, determinada, em principio, pela livre experiência tida com o livro. Outra forma de reler é ser questionado pelo livro, é ser inquietado após lê-lo. Os que muito lêem sabem que a aventura da leitura é uma coisa como um jogo: o leitor é perguntado, o livro espera resposta. Ninguém fecha um bom livro sem que fique assim de questões, senão não valeu, jogo perdido.&lt;br /&gt;Assim com os livros, assim com os autores. Estaremos sempre relendo os grandes que nos marcaram. Costumamos reler autores como Goethe, Camões, Flaubert, Dostoievski, Balzac, os clássicos. Principalmente os clássicos. Por que? Primeiro porque, como disse Ítalo Calvino, um clássico é um livro em que se está debruçando sempre por mais de uma vez: livro cheio de aberturas, o leitor preso em seus questionamentos. O leitor obriga-se a voltar ao livro porque caso não o faça ficará preso dentro dele. Não quer ficar preso, aí se debruça e o lê novamente. É possível ler uma única Shakespeare, Cervantes? Diante desses nunca dizemos: estou lendo, comenta Calvino, mas: estou relendo.&lt;br /&gt;Outra definição de clássico do escritor italiano: “Um clássico é um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha pra dizer”. Essa idéia mais que aquela diz mais sobre as obras clássicas. Na verdade, quando se procura reler um livro clássico não é apenas porque a obra tenha esse estatuto, mas porque, com certeza, ela nos deixou algo indefinido em suas páginas, algum mistério, um pouco de segredo que só o desvendamos a cada vez que voltamos ao texto.&lt;br /&gt;Machado de Assis: este não há quem não o tome por clássico. Em alguns de seus melhores livros somos levados a relê-los não apenas pelo gosto (que é infindo), mas por essa qualidade que os faz serem obras que nunca nos disseram tudo o que gostaríamos. Tomo Machado como exemplo para relembrar uma de suas melhores obras, Dom Casmurro. A propósito há algum tempo escrevi um sobre esse romance (quando do centenário da primeira publicação) e outro a respeito de um livro de poemas que procurava exercitar a releitura da obra machadiana através de um critério bastante curioso: a da retomada de um texto inconcluso que aparece no próprio Dom Casmurro. Trata-se do livro Olhos de ressaca, do poeta cearense Francisco Carvalho, publicação restrita a alguns amigos do poeta.&lt;br /&gt;O exame de releitura é interessantíssimo pois parte do entendimento de que há um texto latente nas entrelinhas do discurso do narrador de Dom Casmurro, e assim entendido toma-o com forma e acabamento, num exercício arrebatador de construção estética que acaba nos convencendo, leitores, de que o texto descoberto é mesmo do próprio narrador.&lt;br /&gt;Para relembrar os leitores de Dom Casmurro, os versos em questão são aqueles do capitulo LV do romance, versos escritos por Bento Santiago no quarto do seminário a que foi mandado se fazer padre a contragosto e a contragosto de Capitu. Ali o narrador dizia não se consolar por não ter conseguido completar o soneto que tanto desejou fazer, e, com sua habitual desfaçatez desafia o leitor a tomá-los e concluir o poema. Os versos são esses três: Oh! flor do céu! oh! flor cândida e pura! e Perde-se a vida, ganha-se a batalha!/ Ganha-se a vida, perde-se a batalha!&lt;br /&gt;Francisco Carvalho, pois, aceita o desafio de Machado, digo, de Bentinho, e escreve não um mas dez sonetos a partir desses três versos. O resultado é bem isso de que vimos falando: vem à tona o escondido, o embutido nos espaços do texto, até então não visto pelo leitor. Ora, a todo o momento Bentinho tenta convencer o leitor de que não acha motivo para o seu texto. E assim como procura fazer o leitor cúmplice da ciumeira por Capitu, quer nesse momento do texto apostar que a flor do céu cândida e pura não é a Capitolina, que poderia ser, mas que não é, que talvez fosse “qualquer outro conceito a que coubesse o conceito da flor”, como a religião, a poesia, a virtude.&lt;br /&gt;Em 1999, quando da publicação de Olhos de ressaca, escrevi: “Francisco Carvalho sabe o instante da palavra. O livro é um retrato de Capitu feito com a tinta daquele ‘fluido misterioso e energético’, cuja imagem reflete na pena de Carvalho”. E acrescentava: em Olhos de ressaca, Capitu é revisitada, recapitulada, poetizada e amada pelo poeta. O mesmo que fazemos nós aos clássicos, relendo-os.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagem: Capitu pintada por J. da Rocha. IN:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.vidaslusofonas.pt/machado_de_assis.htm" target="_top"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;www.vidaslusofonas.pt/machado_de_assis.htm&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-115448411404799022?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/115448411404799022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=115448411404799022&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115448411404799022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115448411404799022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/08/babel.html' title='Babel'/><author><name>Adalberto Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-115441606695063625</id><published>2006-08-01T03:57:00.000-03:00</published><updated>2006-08-01T09:05:21.800-03:00</updated><title type='text'>Palimpnóia</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3164/3201/1600/Orgasmo.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="169" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3164/3201/200/Orgasmo.0.jpg" width="213" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O dia do orgasmo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sou&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3164/3201/1600/Orgasmo.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;be que ontem foi o dia do orgasmo. Tudo bem que exista dia para tudo, mas para mim orgasmo é o tipo da coisa que é melhor não ter dia. E nem hora. E nem limites. Mas o dia do orgasmo é um bom mote para começar um texto sobre um fato que me irritou tremendamente. Alguns preconceitos me causam indignação, outros urticária. O preconceito sexual, além de me irritar profundamente, também me causa pena. Porque fico pensando que aqueles que usam a moralidade para condenar o ato sexual, seja ele qual for, certamente são os mesmos que gostariam de ter a coragem de fazê-lo. Ou quem sabe aqueles que se envergonham dos próprios atos, por isso os condenam nos outros. Atitude cruel e covarde, própria desta falsa moral onde ainda se escondem muitas pessoas.&lt;br /&gt;É. O texto começa com cara de desafio. Mas é como o preconceito me deixa. Com vontade de desafiar o mundo para que se enxergue e se perceba pequeno ao julgar e condenar, como se fosse juiz supremo de todas as causas.&lt;br /&gt;Aquela senhora que teve a coragem de dizer publicamente que conheceu o orgasmo através da masturbação na terceira idade foi massacrada com todo tipo de discriminação, em sua maioria de forma jocosa e desrespeitosa. E esta reação mostra claramente alguns pontos que discuto.&lt;br /&gt;Para começar, o desrespeito à velhice. Embora o discurso vigente seja de respeito ao idoso, este fato mostra claramente que no país tupiniquim deixa-se de viver muito antes de se morrer. Ou espera-se que o idoso recolha-se à sua insignificância e deixe as atividades humanas para aqueles que se consideram ainda aptos.&lt;br /&gt;Outro ponto discutível é em relação ao sexo. Como as pessoas reagiriam se a opinião da senhora tivesse partido de uma jovem? Evidentemente seria considerado um processo natural. Afinal, é sabido que a maioria das mulheres conhece o orgasmo através da própria manipulação de seus pontos erógenos. Aliás, quanto mais cedo isso acontece, mais chances a mulher tem de se realizar sexualmente. Fato conhecido e indiscutível.&lt;br /&gt;Então o problema parece ser o sexo na terceira idade. Ou na velhice, se ficar mais explícito. Mas sexo, como amor, não tem idade. E, pelo que me consta, não existe nenhum preceito ético ou moral que defina a idade em que se deve sentir prazer sexual. Ou estou enganada?&lt;br /&gt;Seja como for, uso o dia do orgasmo para fazer o meu protesto contra todo e qualquer preconceito sexual. Em especial contra esta falsa moralidade com que alguns se cobrem para definir com quem, como e quando uma mulher deve se sentir integralmente fêmea. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E para terminar, que o orgasmo continue sendo amplo, geral e irrestrito - em qualquer tempo, em qualquer idade, em qualquer parceria!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagem: &lt;a href="http://www.menina-shiva.blogger.com.br"&gt;www.menina-shiva.blogger.com.br&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-115441606695063625?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/115441606695063625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=115441606695063625&amp;isPopup=true' title='45 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115441606695063625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115441606695063625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/08/palimpnia.html' title='Palimpnóia'/><author><name>Euza Noronha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>45</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-115434501411640804</id><published>2006-07-31T08:20:00.000-03:00</published><updated>2006-07-31T09:04:13.490-03:00</updated><title type='text'>As ruas que andei - por Linaldo Guedes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Entre a rua Doutor Coelho e a praça João Pessoa repousa meu coração cajazeirense. E um repouso aparentemente singelo, que leva a um mergulho em um tempo onde Cajazeiras ainda pontuava no Estado como a terra da Cultura.&lt;br /&gt;A rua Doutor Coelho é a primeira etapa de uma infância guardada com carinho no coração. Uma infância onde predominavam as brincadeiras nas calçadas, logo após os seriados exibidos pela Rede Globo, numa época em que a emissora dos Marinhos ainda não ditava rumos e modas nesse país. Fazíamos dos cabos de vassoura o suporte ideal para brincar imitando os velhos filmes de faroeste.&lt;br /&gt;Nos finais de semana, a corrida para o Cine Pax assistir aos filmes que estavam em cartaz. Tempos bons aqueles! Quando saíamos do cinema imitando as lutas marciais de Bruce Lee e não queríamos felicidade maior do que aquela! Uma felicidade que, imagino, a atual juventude cajazeirense não tenha, já que se limita a curtir os últimos lançamentos da sétima arte no vídeo-cassete. Alguns, infelizmente, tenho certeza, jamais tiveram o prazer de constatar in loco a magia que é assistir a um filme no próprio cinema, comendo pipoca.&lt;br /&gt;Mas a Doutor Coelho era muito mais do que a expectativa dos filmes, ou as brincadeiras nas calçadas. De um lado, se abria o caminho para o Açude Grande, que já naquela época lavava a roupa de toda Cajazeiras, embora não banhasse quase ninguém. Soube que hoje o açude está remodelado e se transformou na área lazer que a cidade sempre mereceu. O fascínio pelo pôr do sol às margens do açude, começou numa das escapadas pelo braço da Doutor Coelho.&lt;br /&gt;Outra vereda que se abria era a subida para a Camilo de Holanda. Mas ali era proibida a presença de garotinhos imberbes. Diziam que era o caminho do prazer e a gente ouvia as conversas com um misto de excitação e temor. Enquanto isso, olhávamos para o horizonte, para as veredas que levavam ao Ceará. Mas quem queria sair de Cajazeiras naqueles idos?&lt;br /&gt;A Praça João Pessoa já chegou na pós-adolescência. Também de lá, se podia ter o privilégio de chegar ao Açude Grande, mas as noites do pós-adolescente não comportavam tais mergulhos traquinas.&lt;br /&gt;Por isso, a Praça João Pessoa tinha outras mil e uma utilidades. Era o caminho mais rápido de acesso ao Tênis Clube. O velho Tênis Clubes, com seus shows e festas que varavam as madrugadas, em trilhas sonoras já incentivadas na Patamuté durante os dias que antecediam as festas por nomes como Lúcio Vilar e Maxwel. Trilhas sonoras que iam dos Pholas e Trepidantes (quantos e quantos shows do Trepidantes não lotaram o Tênis) ao moderno axé baiano de Luís Caldas e outros contemporâneos.&lt;br /&gt;Praça João Pessoa que depois serviria de ponte também para o Xamegão, a bela festa sãojoanina cajazeirense. Impossível não lembrar de Chico Amaro afinando a sanfona e esquentando o público para as principais atrações do evento. Ou mesmo bandas que não tinham nada de forró, como o Apocalipse, mostrando o ecletismo e a força sempre marcante da cultura na Terra do Padre Rolim.&lt;br /&gt;Ah, a praça João Pessoa, com seus bancos e bares! Descanso para os corações enamorados? Qual o que! Quem queria descanso naqueles tempos do Bar FM? A energia da juventude não dava para ser desperdiçada assim, sentada num banco da praça.&lt;br /&gt;Nas madrugadas, podia-se criar outra ponte entre a praça João Pessoa e a Doutor Coelho. Mas aí o cronista já tinha descoberto novos caminhos, novos becos e avenidas cajazeirenses. Agora, o caminho é para o alto. Melhor dizendo: para o Alto Belo Horizonte, o atalho mais fácil e divertido, no meio daquela gente simples, para o caminho do saber, para o campus universitário e o primeiro alumbramento com a literatura. Pelas mãos da professora Elionita de Sá, a paixão pelas letras se intensificou, ao descobrir a poesia de João Cabral, Carlos Drummond de Andrade e dos poetas portugueses. Ai já era hora de alçar vôo, para onde o verso e a prosa soprassem. Era hora de escrever novas linhas no destino. Quem sabe no litoral? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Linaldo Guedes&lt;/strong&gt; é jornalista e poeta paraibano, eventual colaborador do Miolo.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-115434501411640804?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/115434501411640804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=115434501411640804&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115434501411640804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115434501411640804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/07/as-ruas-que-andei-por-linaldo-guedes.html' title='As ruas que andei - por Linaldo Guedes'/><author><name>Nu com a minha musa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08592557786460220984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://i69.photobucket.com/albums/i46/lobamulher/adalperfil.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-115422711502724513</id><published>2006-07-30T01:00:00.000-03:00</published><updated>2006-07-29T23:47:25.383-03:00</updated><title type='text'>Hein!?</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Um pouco da nossa música nos anos 70&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a&gt;&lt;img alt="" src="http://i75.photobucket.com/albums/i300/musicoteca/miolo/brasil_musica_70.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;Na década de 70 nasce a história do rock no Brasil, uma inspiração do primeiro movimento de cultura jovem do Brasil, a &lt;em&gt;Jovem Guarda&lt;/em&gt; de &lt;em&gt;Roberto&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Erasmo Carlos&lt;/em&gt;. A partir daí, a rapaziada começou a misturar a guitarra elétrica com elementos da música brasileira dando outro empurrão na música brasileira com a &lt;em&gt;Tropicália&lt;/em&gt; - 1967. Passando a revolução musical causada por &lt;em&gt;Gil, Caetano&lt;/em&gt; e os &lt;em&gt;Mutantes&lt;/em&gt;, o rock ganhou uma cara marginal no cenário da música brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários fatores colaboraram para que nos anos 70 o roqueiro tivesse cara de bandido, como cantou &lt;em&gt;Rita Lee&lt;/em&gt;, que saiu dos &lt;em&gt;Mutantes&lt;/em&gt;, se juntou a banda &lt;em&gt;Tutti-Frutti&lt;/em&gt; e virou nossa rainha do rock. O maior ícone do rock nacional surgiu também nesta mesma época, vindo da Bahia. &lt;em&gt;Raul Seixas&lt;/em&gt; misturava &lt;em&gt;Elvis Presley&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Jerry Lee Lews&lt;/em&gt; com &lt;em&gt;Luiz Gonzaga&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Jackson do Pandeiro&lt;/em&gt;, com muito esoterismo e irreverência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;em&gt;Secos &amp; Molhados&lt;/em&gt; adaptaram a música folclórica com o Glitter Rock de &lt;em&gt;David Bowie&lt;/em&gt; alcançando um sucesso nunca visto na cena – quebrando recordes de vendas com o primeiro disco em 1973 – e ainda revelando um grande nome da música popular brasileira, &lt;em&gt;Ney Matogrosso&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda metade da década as poucas bandas que insistiam em fazer rock no país geralmente tendiam para o &lt;em&gt;Hard&lt;/em&gt; – &lt;em&gt;Made in Brazil, Patrulha do Espaço, Bixo da Seda&lt;/em&gt; – ou para o &lt;em&gt;Progressivo&lt;/em&gt; – &lt;em&gt;O Terço, Moto Perpétuo, Casa das Máquinas, Veludo Elétrico, Vímana&lt;/em&gt;. Restavam ainda outras vertentes da música como o &lt;em&gt;Rock Rural&lt;/em&gt; com &lt;em&gt;Sá&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Rodrix &amp;amp; Guarabira&lt;/em&gt; e o &lt;em&gt;Pré Punk Joelho de Porco&lt;/em&gt;. Caminhando para o fim da década de 70 o rock nacional perdeu sua força devido a grande massificação nas rádios do som &lt;em&gt;Discoteque&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Por Weberth Mota&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;[ Trilha para a semana; Build Up - Rita Lee ]&lt;br /&gt;[ Dica de Leitura; O Caçador de Pipas ]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-115422711502724513?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/115422711502724513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=115422711502724513&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115422711502724513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115422711502724513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/07/hein_30.html' title='Hein!?'/><author><name>Weberth Mota</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i75.photobucket.com/albums/i300/musicoteca/miolo/th_brasil_musica_70.gif' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-115415374433622759</id><published>2006-07-29T03:10:00.000-03:00</published><updated>2006-07-29T10:30:38.706-03:00</updated><title type='text'>Arte Incomum</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3380/3201/1600/745px-Muybridge_disk_step_walk.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3380/3201/320/745px-Muybridge_disk_step_walk.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;strong&gt;Os nus de Muybridge&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros nus masculinos na história da fotografia surgiram em 1872, com fins científicos. O britânico Eadweard Muybridge uniu fotografias individuais, captadas separadamente, tornando visíveis as fases da locomoção, utilizando como modelos animais domésticos, além de mulheres e homens nus, inclusive ele mesmo. Seus estudos foram publicados somente em 1887 e conquistaram uma comedida respeitabilidade científica, já que os modelos nus, principalmente os masculinos, representavam um escândalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A divulgação do escândalo de Muybridge serviu de estímulo a outros artistas, que não buscaram qualquer justificativa científica para fotografar ou utilizar fotografias de nus masculinos. Thomas Eakins, considerado o maior pintor norte-americano do século XIX, utilizou os trabalhos de Muybridge na composição de suas pinturas, mas foi forçado a renunciar ao cargo de professor da Academia de Belas Artes da Pensilvânia, por trabalhar com modelos masculinos nus em uma turma mista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A circulação paralela e ilegal do nu artístico masculino perdurou em muitos países até o final da década de 1960. Em 1968, a revista americana Grecian Guild Pictorial venceu uma ação na Suprema Corte dos Estados Unidos, que finalmente reconheceu essa modalidade de fotografia como arte. A profusão de revistas explorando o nu masculino, de apelo artístico, erótico ou mesmo pornográfico, cresceu vertiginosamente desde então.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Crédito imagem: &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://wikipedia.org/" target="_blank"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;wikipedia.org&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-115415374433622759?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/115415374433622759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=115415374433622759&amp;isPopup=true' title='32 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115415374433622759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115415374433622759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/07/arte-incomum_29.html' title='Arte Incomum'/><author><name>Helena de Tróia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>32</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-115405522438774257</id><published>2006-07-27T23:48:00.000-03:00</published><updated>2006-07-28T00:34:02.386-03:00</updated><title type='text'>O Martelo e a Bigorna</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3332/3201/1600/Lendo.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 211px; CURSOR: hand; HEIGHT: 287px" height="294" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3332/3201/320/Lendo.jpg" width="194" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E se os livros sumirem?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Este mês a revista Entrelivros publica um artigo sobre a atividade de empresas ligadas ao ramo da informação virtual que estão possibilitando a transferência das informações impressas nos livros tradicionais, no velho estilo papel, para o meio eletrônico. É um projeto ambicioso que já reúne várias companhias na busca do que os pesquisadores e investidores chamam de biblioteca universal. Com o desenrolar do trabalho dos pesquisadores, em tempo menor que um simples virar de página teremos um banco de dados que poderá ser acessado de qualquer lugar do mundo ao alcance de um clique de mouse, como acontece hoje através dos vários mecanismos de busca e pesquisa existentes na Internet.&lt;br /&gt;Empresas como o Google, Amazon, Yahoo e MSN são as maiores investidoras. A americana Amazon, por exemplo, vem desde há muito digitalizando o acervo de pelo menos centenas de milhares de obras contemporâneas. E num ritmo muito rápido se comparado à velocidade com que a informação mundial foi construída e registrada ao longo dos séculos, segundo os dados apresentados por Kevin Kelly, que assina o artigo publicado na Entrelivros: “Dos tabletes sumérios até hoje, os humanos "publicaram" pelo menos 32 milhões de livros, 750 milhões de artigos e ensaios, 25 milhões de canções, 500 milhões de imagens, 500 mil filmes, 3 milhões de vídeos e programas de TV e 100 bilhões de páginas da Internet”. A tecnologia proporciona a transmissão de pelo menos mil páginas por hora, através do trabalho de um robô que folheia as páginas das raridades enquanto o scanner das câmeras digitais vai copiando a informação.&lt;br /&gt;Também paises europeus juntam-se à idéia, como forma de reagir ao projeto americano representado por empresas como Goolge de dominar a iniciativa que, como não podia deixar de ser, devolve aos investidores cifras bilionárias. Em maio de 2005, a França, Alemanha, Itália, Espanha, Hungria e Polônia assinaram um acordo comum em que criavam o que seria a sua Biblioteca Digital Européia, prometendo escanear cerca de 6 milhões de obras em cinco ano. Mas os números não acabam por aí. É cada vez maior a quantidade de escaneamentos de obras e o interesse de paises e empresas no negócio. Lucrativo, como dissemos, pois envolve critérios de ordem jurídica, como a manipulação de direitos autorais de obras que ainda não caíram no domínio público, alem de infinitas vantagens comerciais.&lt;br /&gt;O interessante do projeto da biblioteca universal é o fato de, após a digitalização do acervo mundial o mais simples cidadão poder obter, como num toque de mágica, páginas e páginas de informação virtual que ficarão armazenadas dentro da rede mundial de computadores, obras inteiras de todas áreas do conhecimento humano. Com certeza será um grande avanço no processo de democratização e acesso à informação e à leitura em todo o planeta. Preocupa, contudo, o prazo de vida do velho e poético livro impresso. Com a biblioteca universal digitalizada o livro poderá sair de cena? E se os livros sumirem de nossos olhos e mãos (mãos principalmente)?&lt;br /&gt;Se contarmos o aumento cada vez maior da formas virtuais de leitura (a exemplo do e-book), como muitos observam, as formas originais correrão grandes riscos. Pensa-se assim, mas sabemos que falta a um enorme número de pessoas no mundo o mínimo de condições de acesso à informação digital caso, futuramente, os livros impressos tornem-se tão virtuais quantos os leitores reais que conhecemos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Felizmente na atualidade o livro digital não domina por completo as preferências dos leitores. Há ainda quem não se adapte à tela do computador para ler livros. Por isso, acredita-se que, mesmo a um passo da universalização do conhecimento via Internet, o livro dificilmente desaparecerá. Não custa lembrar Umberto Eco que dizia ser o livro um desses objetos que a humanidade não dispensa, sua utilidade está para a vida humana como um espremedor de laranja para uma cozinha. Por isso, aos leitores dos velhos impressos, a calma, os livros não sumirão. E mesmo se sumirem, começaríamos tudo de novo, como os primeiros sumérios da era digital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagem: &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.maschamba.weblog.com.ptmaschamba.weblog.com.pt/"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;www.maschamba.weblog.com.ptmaschamba.weblog.com.pt&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-115405522438774257?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/115405522438774257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=115405522438774257&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115405522438774257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115405522438774257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/07/o-martelo-e-bigorna_27.html' title='O Martelo e a Bigorna'/><author><name>Rivamar Guedes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-115397378458665846</id><published>2006-07-27T01:06:00.000-03:00</published><updated>2006-07-27T01:20:05.443-03:00</updated><title type='text'>Miolos - Por Dácio Jaegger</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4263/3089/1600/miolos.1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4263/3089/320/miolos.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Tem tempo. mas não muito! Não conto no relógio, no calendário ou na folhinha. Conto no miolo da cabeça, não no de pote que isto é besteira, segundo o que tenho guardado de passagens pela net e que é linguagem de cearense, será? Achei num “dicionarim” que dizia ele, lá com ele mesmo e pra qualquer um: “miolo de pote” significa bobagem, besteira, “água”. Veio-me à mente dos vários usos de miolos, seja de gente ou de animais; estes servindo-se quando possível dos tecidos crus quando podem penetrar dentro de crânios, mister de larvas, formigas, besouros e outros. Mamíferos carnívoros ou aves tais, não podem rachar, penetrar nos crânios, não se dão ao requinte da degustação dos cérebros isoladamente, salvo os das pequenas vítimas, aí, de mistura com pêlos, penas, olhos e mais. Não sinta nojo, amiga! A vida tem sido assim.&lt;br /&gt;Miolo de porco, vaca (mesmo que seja boi), cavalos, carneiros, cabras, são iguarias disputadas por este mundo, desde fogão de terreiro até restaurantes de qualidade. São comidos os miolos, tanto nas boas casas como nas de beira de estrada, temperados com ervas aromáticas, pimentas e bebidas alcoólicas, pelo simples prazer ou como afrodisíacos e haja cérebros.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Em romances e filmes macabros mortos-vivos são apresentados como comedores de cérebros. Dão-nos conta historiadores, que silvícolas brasileiros, já sabedores de que o espírito morava dentro da cabeça dos índios, quando um inimigo era trucidado, um bom e grosso tacape rachava seu “coco” como se fazia e ainda hoje fazemos ao estilhaçar um legítimo coco da Bahia, ou um anão para nos deliciarmos com seu miolo, aproveitada a água antes.&lt;br /&gt;No livro ‘Os mestres Secretos do Tempo de J Berrier’, diz um Prof Homet que: “Numa cerâmica (do povo Chimus, do litoral do Peru, aparentado com os Maias) há grafado um homem com a boca cheia de folhas (coca?), parece adormecido. Seu crânio está raspado e mostra um orifício circular. Ao seu lado junto à cabeça, outro homem tem uma faca em forma de T ligeiramente curvo.”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Como foram descobertos crânios que foram trepanados por um formato laminar curvilíneo, com sinais de crescimento de tecido ósseo, deduz-se nitidamente que foram operados em vida. Não existir um prontuário dos donos dos crânios leva pesquisadores ao “achismo”; pensam em operações neurológicas avançadas para cura de tumores, coágulos, hidrocefalia, arre! Até uma proteína, Príor, “resolveu” criar a doença da vaca louca, criando esponjosidade nos cérebros bovinos, principalmente na Inglaterra, depois do sucesso comercial de aproveitar carcaças de animais para fornecer àqueles herbívoros aminoácidos que sempre encontraram nos vegetais. Mau aproveitamento da máxima de Pasteur.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dácio Jaegger, &lt;/strong&gt;fluminense, brasileiro médico cirurgião plástico&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagem: &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.barnabe.weblog.com.ptbarnabe.weblog.com.pt/"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;www.barnabe.weblog.com.ptbarnabe.weblog.com.pt&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-115397378458665846?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/115397378458665846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=115397378458665846&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115397378458665846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115397378458665846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/07/miolos-por-dcio-jaegger.html' title='Miolos - Por Dácio Jaegger'/><author><name>Nu com a minha musa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08592557786460220984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://i69.photobucket.com/albums/i46/lobamulher/adalperfil.jpg'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-115388338239867418</id><published>2006-07-26T00:04:00.000-03:00</published><updated>2006-07-26T00:20:55.956-03:00</updated><title type='text'>Babel</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3246/3201/1600/Hildeberto.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 254px; CURSOR: hand; HEIGHT: 205px" height="240" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3246/3201/320/Hildeberto.jpg" width="240" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Gostar ou não gostar ou não gostar de poesia?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normal se gostar, mas o poeta e crítico literário paraibano Hildeberto Barbosa Filho escreveu um artigo em que afirmava odiar a poesia. E após tal disparate (nem Platão foi tão ousado!), criou-se um acalorado debate sobre as idéias do crítico. Não pára de se gerar comentários, opiniões de toda ordem e respostas as mais diversas, ora contra, ora a favor do autor.&lt;br /&gt;Escrevemos um longo texto a respeito. Mas aqui, por questões de espaço, limitamo-nos a resumir e descrever o conteúdo do artigo. A polêmica tem sua razão nas observações do crítico acerca de dois grupos de poetas, de duas práticas de poesia contemporânea que, como leitor e crítico o autor rebate.&lt;br /&gt;Muitos viram generalizações no texto do Hildeberto, outros a expressão de um preconceito e de um ódio verdadeiro contra pessoas e de sentimentos pessoais contra grupos e poetas. Ainda outros aplaudiram a atitude, viram-na como justa e corajosa, uma simples questão de opinião, um esclarecimento a favor do leitor e da poesia.&lt;br /&gt;Como o lembrou Linaldo Guedes acerca de Hildeberto Barbosa, trata-se de um leitor calejado, um crítico experiente e de renome. Sua atitude, no entanto, foi correta?&lt;br /&gt;Entre o sim e o não, por ora estamos empatados. São pontos iguais para os dois lados. Apesar disso, tanto o crítico quanto os criticados por certo estão à procura do desempate. Caberá ao leitor somar novos pontos aos lados e, em resposta, compreender à sua maneira as idéias do Hildeberto, dando a este a razão ou o condenando.&lt;br /&gt;Babel sugere a quem ainda não leu, que leia o artigo e responda a mais difícil das questões: Gostar ou não gostar ou não gostar de poesia? Cuidado com a resposta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Leia &lt;a href="http://www.cronopios.com.br/site/artigos.asp?id=1568"&gt;&lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;o&lt;/em&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;artigo &lt;strong&gt;Odeio poesia!&lt;/strong&gt; de Hildeberto Barbosa Filho).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: Germano Romero, Carlos Romero e Hildeberto Barbosa: &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.aplpb.com.br/"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;www.aplpb.com.br&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-115388338239867418?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/115388338239867418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=115388338239867418&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115388338239867418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115388338239867418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/07/babel_26.html' title='Babel'/><author><name>Adalberto Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-115382455464804809</id><published>2006-07-25T07:47:00.000-03:00</published><updated>2006-07-25T10:26:55.036-03:00</updated><title type='text'>Palimpnóia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Cá entre nós&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Você vai me achar repetitiva e tem toda razão, mas tenho que confessar: nunca sei o que escrever neste espaço. Estar aqui tem sido um grande desafio, porque exige que eu pense antes de escrever. Coisa que raramente faço e quando faço, nem sempre dá certo. Então hoje fiz o exercício de pensar sobre e o que de mais interessante me ocorreu foi fazer um pacto com você, leitor.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Antes, preciso contar o que me fez aderir à idéia de ser uma colunista – já que não sabia e ainda estou descobrindo o que é manter uma coluna. Das propostas do Miolo-de-Pote, existem duas que não só me encantam como traduzem o que penso de um espaço democrático. Uma delas é que este seja um espaço onde cada um de nós, colunistas, exercitará livremente seu pensar. Isto me coloca completamente à vontade para abordar, do meu jeito, qualquer tema. É também proposta do Miolo que estejamos em constante diálogo com o leitor. Como dialogar com você é o que faço de mais interessante, sinto-me não apenas integrada à proposta, mas feliz pela oportunidade de ter mais um espaço para o nosso diálogo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Portanto, é assim que me sinto: às terças-feiras, coloco aqui o que penso e encontro em você um espelho onde busco meus erros, meus acertos e o incentivo para seguir em frente. Desta forma, estabelecemos uma troca que faz de você meu parceiro nesta coluna. Percebeu o quanto você é importante aqui? Porque ela, a coluna, só se justifica se faz sentido também para o leitor. Por isso, vamos ao pacto.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Já que você é meu parceiro, gostaria da sua participação efetiva sobre os todos os textos. Não apenas comentando, mas também fazendo sugestões, inclusive de temas a serem colocados aqui. É bem verdade que tenho me preocupado com temas mais sociais, até porque o espaço permite textos um pouco mais profundos. Além disso, admito, gosto de falar sobre o social que, por sua complexidade, permite múltiplas abordagens e várias reflexões. Mas podemos e devemos diversificar a Palimpnóia, transformando-a numa coluna nossa, minha e sua. Portanto, a idéia é que você me diga o que gostaria de estar lendo, comentando, discutindo aqui. Mas por favor, pega leve! Não falemos sobre ciências exatas, religião ou ciências políticas. Sou uma nulidade em tais assuntos! Com certeza, há muitos outros temas interessantes que poderão ganhar vida entre nós.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Então, ficamos combinados? Você passa a ser meu parceiro e, juntos, plantaremos idéias no miolo deste pote.&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-115382455464804809?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/115382455464804809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=115382455464804809&amp;isPopup=true' title='43 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115382455464804809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115382455464804809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/07/palimpnia_25.html' title='Palimpnóia'/><author><name>Euza Noronha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>43</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-115374790862591569</id><published>2006-07-24T10:26:00.000-03:00</published><updated>2006-07-24T10:38:03.953-03:00</updated><title type='text'>Ficção e Desatino</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3024/3201/1600/Quando%20chegar.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3024/3201/320/Quando%20chegar.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Breve comentário sobre o papel&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;de Chico Buarque no cinema&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Alguns devem ter soltado um ruidoso “ahn?”. Outros, mais atenciosos, devem já saber do que se trata. Pois é, um dos maiores artistas da música brasileira também teve considerável participação no cinema. Para quem não sabe, esse senhor que possui um currículo musical de mais de quarenta anos, teve a sua estréia como compositor em 1967, no filme “Anjo Assassino”, de Dionisio Azevedo. Em “Garota de Ipanema”, filme baseado na música de Vinicius de Moraes e Tom Jobim, Chico teve participação na trilha sonora, além de atuar ao lado de personalidades como Rubem Braga, Fernando Sabino, Otto Lara Rezende, entre muitos outros, inclusive o próprio Vinicius de Moraes. Em 1972, no filme “Quando o Carnaval Chegar”, de Cacá Diegues, teve a oportunidade de tomar conta de praticamente toda a trilha sonora e de atuar ao lado de amigos como Nara Leão, Maria Bethânia e Hugo Carvana, interpretando um artista mambembe. Para “Joana Francesa”, também de Cacá, compõe a música de mesmo nome, inspirado na atriz Jeanne Moreau, protagonista do longa e de quem Chico sempre foi fã. Para “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, de Bruno Barreto, o músico compôs uma de suas canções mais cultuadas, até hoje: “O Que Será (À Flor da Terra)”. Para inspirar-se, utilizou o romance de Jorge Amado, no qual o filme é baseado. Tudo indica que funcionou direitinho, mas, ao ser perguntado sobre do que se trata a letra da música, Chico respondeu: “é uma música de perguntas, e não de respostas”. Marcando para sempre a vida das crianças brasileiras, Chico compôs a trilha sonora de “Os Saltimbancos Trapalhões”, em 1981. Claramente baseado em “O Circo”, de Charles Chaplin, o filme mostra um grupo de comediantes como artistas de um circo. Talvez o filme não seja o melhor, mas difícil é tirar da cabeça letra e melodia de “Piruetas”. Foi em 1986 que “A Ópera do Malandro”, peça escrita por Chico, foi adaptada para o cinema pelas mãos de Ruy Guerra, cineasta português. Pela primeira vez, Chico participa de forma quase que integral em um longa-metragem, sendo responsável por toda a trilha sonora, atuando e escrevendo parte do roteiro. Mais recentemente o trabalho de Chico pode ser conferido no filme “A Máquina”, de 2005, ainda em cartaz em vários cinemas do país. O romance de Adriana Falcão virou peça e não tardou para virar filme. A trilha sonora, primorosa, ficou por conta de Robertinho do Recife, DJ Dolores e, claro, Chico Buarque. Dele, podemos ouvir as músicas “Porque era ela, porque era eu”, em versões instrumentais e com letra; além de “Acalanto”, cantada pela mãe de Karina (personagem de Mariana Ximenes) para que a moça adormeça tranqüilamente em seu colo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dessa extensa atividade no cinema, Chico teve livros adaptados e muitas outras trilhas compostas (cerca de cinqüenta). Esse foi um breve comentário sobre um assunto que gera pano pra manga, tema pra tese, assunto pra livro... ou, quem sabe, um futuro especial no CCR dedicado exclusivamente à imensa participação do compositor no mundo do cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Imagem: Chico Buarque e Nara Leão: Quando o carnaval chegar (1972)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.adorocinemabrasileiro.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;www.adorocinemabrasileiro.com.br&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-115374790862591569?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/115374790862591569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=115374790862591569&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115374790862591569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115374790862591569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/07/fico-e-desatino_24.html' title='Ficção e Desatino'/><author><name>Beatriz Saldanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-115362639465923198</id><published>2006-07-23T00:40:00.000-03:00</published><updated>2006-07-23T01:29:55.940-03:00</updated><title type='text'>Hein!?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 5px 5px 0px 0px" alt="Jack Kerouac" src="http://i75.photobucket.com/albums/i300/musicoteca/imagens/kerouac01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Geração Beat&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ainda com resquícios da segunda Guerra Mundial, duas gerações de jovens de todo o mundo se equilibravam em ideologias de liberdade e paz nos anos 60. Numa vida de copos, sedas, isqueiros e muita carona, embarcavam todos em uma nova viagem, a viagem de uma geração chamada Beat. Mais tarde batizada de Beatniks.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Movimento criado pelo escritor Jack Kerouac, o termo &lt;em&gt;beat &lt;/em&gt;era usado para descrever umaa fechada comunidade de amigos, formada por artistas, escritores e marginais boêmios da época. Todos jovens americanos que durante a segunda guerra mundial não se identificavam com os soldados e nem com a sociedade dominante na época. Não acreditavam em empregos normais e tinham de lutar para sobreviver, viajando de carona o país inteiro porque não conseguiam ficar em um lugar certo tempo sem se entediar. &lt;em&gt;Beat&lt;/em&gt; também representa santidade e Kerouac, um católico devoto – antes do budismo – que estava tentando resgatar a santidade dos oprimidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A geração Beat escrevia literatura e poesia, experimentava novos estilos como a “Prosa Espontânea”, de Kerouac, e novos caminhos de sobrevivência. Os Beatniks empurravam o termo liberdade para sua limitada “Sociedade Responsável” com aventuras que incluíam crimes, festas hedonistas e o uso de drogas expansoras da mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A geração Beat abriu os olhos do mundo para o não convencional, e fez sua marca como o movimento literário mais significante dessa década, gerando um estilo de literatura bem particular. Caracterizados por uma maneira bem solta de escrever, esquecendo regras, usando gírias e criando termos, os escritores dessa geração eram considerados autênticos transgressores. E fizeram história. Entre eles se destacam: Allen Ginsberg, autor de &lt;em&gt;Hownl&lt;/em&gt; e Jack Kerouac, com &lt;em&gt;On The Road.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na fotografia: Jack Kerouac, 1958&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Weberth Mota&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;[ouvindo: Pedro Moraes]&lt;br /&gt;[lendo: O Mundo Acabou, Alberto Villas]&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-115362639465923198?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/115362639465923198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=115362639465923198&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115362639465923198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115362639465923198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/07/hein_23.html' title='Hein!?'/><author><name>Weberth Mota</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i75.photobucket.com/albums/i300/musicoteca/imagens/th_kerouac01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-115353670582092684</id><published>2006-07-21T23:49:00.000-03:00</published><updated>2006-07-22T14:11:30.820-03:00</updated><title type='text'>Arte Incomum</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3380/3201/1600/post%205%20-%20figura_multidao1.png"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 207px; CURSOR: hand; HEIGHT: 204px" height="294" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3380/3201/320/post%205%20-%20figura_multidao1.png" width="263" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Política de Eventos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo das décadas governantes brasileiros tratam a cultura pelo seu aspecto "espetacular". A cultura é "show". Dirigido a um determinado mercado cultural, focalizado um certo extrato da população. Neste entendimento só teriam acesso à cultura os grupos sociais intelectualmente preparados para consumir aquela obra ou aquele produto ofertado. Na verdade o que interessa aos gestores oficiais é se o "espetáculo" produz visibilidade política. Em todo o País tem se praticado de maneira uniforme os "megaeventos" em nome da cultura. Exemplo disso são os carnavais fora de época - nichos de mercado de gravadoras, companhias de bebidas e marketing político. Um formato multiplicado nas capitais brasileiras. A prática reforça a postura "dirigista", já que desconsidera diferentes modos culturais. À margem de uma política de apoio à produção e ao artista, as populações urbanas e rurais praticam as várias formas de expressão, geralmente ignoradas pela grande mídia e pelo mercado formal. A política de eventos no Brasil é caracterizada pelo efêmero, interesse político e favorecimento econômico. Um grande evento governamental ou não, só se justifica se tiver sentido na vida das pessoas e que o acontecimento venha irrigar o tecido social. Novas tendências na arte, lançamento de produtos, avanços tecnológicos, abertura de mercados, encontros com temas amplos na mobilização da comunidade científica e no intercâmbio das culturas, na certa, são necessários. Esse tipo de ação de grande porte, pela própria natureza, traz no seu interior resultados provocadores ao fortalecimento cultural, a tomada de rumos e novas posturas frente as grandes questões do mundo contemporâneo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Imagem: &lt;a href="http://www.sescsp.com.br/sesc/hotsites/estresse/nucleo.htm"&gt;http://www.sescsp.com.br/sesc/hotsites/estresse/nucleo.htm&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-115353670582092684?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/115353670582092684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=115353670582092684&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115353670582092684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115353670582092684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/07/arte-incomum_21.html' title='Arte Incomum'/><author><name>Helena de Tróia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-115345829691670662</id><published>2006-07-21T00:50:00.000-03:00</published><updated>2006-07-21T02:14:53.250-03:00</updated><title type='text'>O Martelo e a Bigorna</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3332/3201/320/Televisao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A novela e os brasileiros&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mal deixamos a Belíssima, e já nos vemos diante das Páginas da vida, com todo o realismo, com a sempre tendência dos autores de buscar a reprodução da gramática social que permeia a vida real. O título parece dizer ao que veio: o novo folhetim é mais um que procura dar à realidade diária dos brasileiros, ao modo da ficção, um papel temporário (senão decisivo) no estabelecimento de novas práticas e comportamentos sociais.&lt;br /&gt;Mas, afinal, o que é uma novela?&lt;br /&gt;A novela pode ser definida como um retrato social de uma época, um recurso que permite compreender o social numa dimensão espaço-temporal específica. Grosso modo, Janete Clair definiu a novela como sendo um novelo que aos poucos vai sendo desenrolado. Daí sua capacidade de prender a atenção do espectador, daí sua popularidade entre nós.&lt;br /&gt;Na novela, há a construção social da realidade, cujo propósito é criar no indivíduo uma identificação com o real. Por isso temas e assuntos polêmicos do nosso cotidiano passam a ser os mais explorados pelos novelistas; as histórias muito raramente se apresentem numa perspectiva alheia à vida real.&lt;br /&gt;Ora, a novela enquanto uma forma de arte, procura na realidade um reflexo; de forma geral, mimetiza o real. E não seria exagero afirmar que nas telenovelas há a busca harmoniosa entre a ficção e a realidade. Muitas vezes, sem se dividirem, sem que se separem, real e fictício acabam se dissolvendo e enveredando na busca da unidade entre essas duas instâncias: uma correlação que resulta um prato diário para o consumidor.&lt;br /&gt;Sem nenhum trocadilho, na realidade a telenovela é a configuração satirizada do nosso universo social, uma modalidade de lazer com a qual os indivíduos se reconhecem, se identificam e se envolvem emocionalmente.&lt;br /&gt;E muitas são as tramas que se enovelam nas novelas: amores incompreendidos, mistérios, segredos, desilusões, alegrias, aventuras, sagas, violência urbana, violência doméstica, homossexualismo, e tantos outros: assuntos que dão substância a nossa gramática social.&lt;br /&gt;Bem, ao que em parece, o novo título da novela do Manuel Carlos não poderia ser mais apropriado. Agora ele adivinhou de vez: no fundo, uma novela é tudo isso, e mais ainda: novelas cena a cena, capítulo a capítulo, começam e terminam sendo páginas da história pessoal de cada indivíduo e da vida social de todos nós.&lt;br /&gt;Mas a Janete Clair também estava certa. Afinal, os brasileiros viramos as páginas da telinha como se a um novelo, que a cada noite se desenrola, quando não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: &lt;a href="http://www.bocc.ubi.pt/"&gt;http://www.bocc.ubi.pt/&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-115345829691670662?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/115345829691670662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=115345829691670662&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115345829691670662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115345829691670662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/07/o-martelo-e-bigorna_21.html' title='O Martelo e a Bigorna'/><author><name>Rivamar Guedes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-115336130460564975</id><published>2006-07-19T22:39:00.000-03:00</published><updated>2006-07-19T23:21:01.423-03:00</updated><title type='text'>PRECISA-SE DE COLUNISTA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4263/3089/1600/Chegou%20a%20sua%20vez!!!.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 162px; CURSOR: hand; HEIGHT: 241px" height="288" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4263/3089/320/Chegou%20a%20sua%20vez%21%21%21.jpg" width="182" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#330099;"&gt;&lt;strong&gt;PRECISA-SE&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#330099;"&gt;&lt;strong&gt;DE COLUNISTA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Vagas para:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Blog MIOLO DE POTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Regime de Trabalho:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;ÀS QUINTAS-FEIRAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Habilidades exigidas:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;CRIATIVIDADE, INTELIGENCIA, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;CAPACIDADE DE EXPRESSAO ESCRITA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Seleção:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;ENTREGA DOS SEGUINTES ITENS:&lt;br /&gt;a) Perfil do Autor&lt;br /&gt;b) Nome e Perfil da Coluna&lt;br /&gt;c) Amostra de texto(s) inédito(s) do autor - no mínimo 2 - que exemplifique o tipo de trabalho a ser desenvolvido como colunista&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Podem Participar:&lt;/strong&gt; Todos os visitantes, leitores e admiradores do Miolo de Pote &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Salário:&lt;/strong&gt; Credibilidade, Amizade e Diversão&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Enviar Propostas para:&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:noteco_teco@yahoo.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;noteco_teco@yahoo.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#ff0000;"&gt;A SELEÇÃO SE DARÁ MEDIANTE ANÁLISE DAS PROPOSTAS PELOS EDITORES E DEMAIS COLUNISTAS DO BLOG&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4263/3089/320/participe.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;DIVULGAÇÃO DO RESULTADO&lt;/span&gt;:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Quinta-feira, 27 de julho de 2006&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-115336130460564975?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/115336130460564975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=115336130460564975&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115336130460564975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115336130460564975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/07/precisa-se-de-colunista.html' title='PRECISA-SE DE COLUNISTA'/><author><name>Nu com a minha musa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08592557786460220984</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://i69.photobucket.com/albums/i46/lobamulher/adalperfil.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-115326257066874030</id><published>2006-07-18T19:35:00.000-03:00</published><updated>2006-07-18T23:56:31.506-03:00</updated><title type='text'>Babel</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3246/3201/1600/garcia_marquez_gabriel.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 181px; CURSOR: hand; HEIGHT: 251px" height="288" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3246/3201/320/garcia_marquez_gabriel.0.jpg" width="206" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3246/3201/1600/Cem%20anos.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Gabo para iniciantes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3246/3201/1600/Garcia.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Romance mais popular de Garcia Márquez, traduzido para quase 40 idiomas, com mais de 30 milhões de exemplares vendidos no mundo inteiro, &lt;em&gt;Cem anos de solidão&lt;/em&gt; (1967) narra a trajetória dos fundadores de Macondo ao longo de um século de história. Aldeia imaginada por Márquez, localizada num ponto remoto e distante de toda civilização, em Macondo conhece-se os Buendia (Úrsula Iguarán, José Arcadio, Amaranta, José Arcadio (filho), o coronel Aureliano Buendía, protagonista, Rebeca Montiel, Melquíades - os dois últimos, espécie de Buendía por adoção) e mais não sei quantos personagens que entram e saem de Macondo, morrem, desaparecem, enlouquecem e testemunham os mais extraordinários acontecimentos. Situações que extrapolam o convencional, aquilo que razoavelmente aceitamos como lógico e temos como próximo de uma realidade plausível.&lt;br /&gt;Há vários exemplos na narrativa, como a epidemia de insônia que afeta toda Macondo, deixando a população sem dormir, sem lembrar os nomes das pessoas, dos objetos e da própria identidade, o dilúvio que dura mais de quatro anos, ininterruptamente, mortos que conversam com vivos, moças que voam, personagens que sobrevivem a seqüências de pestes e doenças de todos os tipos. Diante de tais episódios, inevitavelmente a pergunta: como é possível?&lt;br /&gt;Diríamos ao leitor surpreso, em linguagem atual, que ele está diante do que se pode chamar de “efeitos especiais da ficção”. Aí a ficção dá um giro maior que o mundo real do leitor e por isso o espanta. Acuado, ele não foge: é decifrar a charada ou perder a aposta. Em linguagem crítica, explica-se que se trata de uma realidade estritamente literária (apesar de poder ter sua origem em dados reais, vividos pelo escritor e recriados a seu modo), mas nem por isso menos real ou lógica que não possamos entendê-la.&lt;br /&gt;O estranho dos acontecimentos responde pelo poético nome de “realismo mágico”, ou “realismo fantástico”, prática ficcional de que faz uso Garcia Márquez em seu trabalho artístico e que consiste, segundo João de Melo, &lt;em&gt;numa atividade simples e simultaneamente deslumbrada, recorrendo aos grandes temas sociais, sem dúvida, mas envolvendo as realidades descritas numa auréola de sonhos, crenças e rituais lendários.&lt;/em&gt; Assim, no mundo imaginário criado pelo artista, tudo é possível, e tudo se explica, os acontecimentos mais improváveis ganham uma lógica própria, porque possíveis e explicáveis no próprio contexto da narração. E há uma definição de Gabo para o romance que se encaixa perfeitamente na descrição de “realismo fantástico”: "Acho que um romance é uma representação cifrada da realidade, uma espécie de adivinhação do mundo. A realidade que se maneja num romance é diferente da realidade da vida, embora se apóie nela. Como acontece com os sonhos" (palavras de Márquez em &lt;em&gt;Cheiro de goiaba,&lt;/em&gt; 1982).&lt;br /&gt;Por “realismo mágico” entende-se ainda grande parte da arte feita na América Latina na década de 50 do século XX por autores que juntavam a tais procedimentos estéticos o diálogo com a realidade latino-americana, daí ora ser chamado de “realismo mágico latino-americano”, com estatuto de gênero literário surgido quando do lançamento de &lt;em&gt;Cem anos de solidão.&lt;/em&gt; &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3246/3201/1600/CE.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 157px; CURSOR: hand; HEIGHT: 201px" height="257" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3246/3201/320/CE.jpg" width="189" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Embora a noção de um procedimento que explica a existência de alguns acontecimentos na ficção de Garcia Márquez, temos que as experiências de vida do escritor de alguma forma também lhe tocam a obra. Não por pura confissão, mas, como disse Gabo (apelido do escritor), porque a história da vida de cada um não é apenas o que se viveu, mas o que se lembrou e o que se contou sobre ela. As palavras de um escritor num romance podem ser, pois, parte de sua experiência real, como muitas vezes sugeriu o Nobel de 1982.&lt;br /&gt;Macondo, sabemos, Macondo não existe, mas vive nas lembranças do escritor como um reflexo do povoado da costa atlântica da Colômbia chamado Aracataca, onde Márquez nasceu aos 06 de março de 1928. Jose Arcadio Buendía, pai do protagonista, Aureliano, é um pouco o avô de Gabo, o coronel Márquez, e, de alguma forma, o próprio Aureliano, herdeiro da solidão dos Buendía e personagem recorrente nos romances do colombiano. O coronel Aureliano Buendía torna-se tão importante na obra de Gabo que o encontramos em mais dois de seus livros, &lt;em&gt;El coronel no tiene quien le escriba&lt;/em&gt; (1961) e &lt;em&gt;Crónica de una muerte anunciada&lt;/em&gt; (1981). Recentemente li que o personagem também aparece num conto do escritor intitulado “Los funerales de la Mamá Grande".&lt;br /&gt;Bem, Arcadios e Aurelianos à parte, é sempre um prazer ler a literatura de Gabo: é como adivinhar o mundo, magicamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Imagens:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Garcia Marquez: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.ilcollediscipio.it"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;www.ilcollediscipio.it&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Livro: Editora Dom Quixote&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29126538-115326257066874030?l=blog-miolo-de-pote.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/feeds/115326257066874030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29126538&amp;postID=115326257066874030&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115326257066874030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29126538/posts/default/115326257066874030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-miolo-de-pote.blogspot.com/2006/07/babel_18.html' title='Babel'/><author><name>Adalberto Santos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29126538.post-115319200224849479</id><published>2006-07-18T00:03:00.000-03:00</published><updated>2006-07-18T08:00:40.910-03:00</updated><title type='text'>Palimpnóia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3164/3201/1600/mulher_sentada_picasso.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3164/3201/320/mulher_sentada_picasso.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Correta ou incorreta&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Hoje acordei querendo passar longe de questões sociais. Resolvi me alienar propositalmente porque estou no meu primeiro dia de férias compulsórias e pretendo passar o resto do mês falando, pensando, agindo como se fosse Alice e este fosse o país das maravilhas!&lt;br /&gt;E fui tão fiel à minha própria promessa, que me esqueci desta coluna. Sentei-me para escrever sem sequer imag
