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Crônica de Artur da Távola

Belíssima no papo de Boteco
E lá estava a macharia, minha amiga, aqueles coroas que sempre repetem essa mentirinha: “Eu não vejo novelas, mas estava passando pela sala e minha mulher é louca por elas, às vezes dou uma espiada” (mas sabem a novela de cabo a rabo):
1) Mario Porto foi logo dizendo “Que final de novela mais chocho e pouco edificante! Tudo óbvio, sem graça e corolário à ‘Lei de Gerson’. Todo mundo se deu bem, inclusive, e principalmente, a vilã... E a Júlia e o Nikos, que casal mais sem graça!”
2) Eu, noveleiro confesso, provoco com algo que realmente penso: “Mas você deve aceitar que o autor fez uma inovação desafiadora: ela não acabou com o clássico Final Feliz para todos. É preciso coragem.”
3) Fernando Dinamite: “Coragem é o escambau. No Brasil de hoje, dar o exemplo do mal como vencedor é deseducar ainda mais o Brasil.”
4) Ronaldo Teixeira: “E não é isso que acontece, cara? No Brasil de hoje, é assim mesmo. Não vê o Lula? Nenhum escândalo o atingiu, e ele sabia de tudo. Quase nenhum dos mensaleiros foi punido, e os detentos é que mandam nos presídios. Como é que você queria que a novela fosse só evasão? Tá doido?”
5) Paulo Alberto: “Como eu gosto do lado positivo do mundo, lembro à galera a qualidade daquele elenco. Pô, só tinha craque. Até o Gianecchini aprendeu a representar. Nem dá para destacar alguém. Todos deram o seu show de interpretação.”
6) Belisário, o puxa-saco: “E vamos convir que o autor soube manter o suspense até o final. Isso é craqueza.”
7) Marco Antonio Gay (o Gay dele é sobrenome. Nada contra, mas ele é a antítese do sobrenome.): “Craqueza, uma ova! A prática da inverossimilhança existente nas novelas deixa o autor livre para fazer o que bem entende com a estória, em vez de seguir o fio lógico e impecável dos romances policiais de qualidade e geniais. Mesmo sendo folhetim eletrônico, a estória precisa de alguma lógica e menos coincidências.”
8) Antonio Carlos China: “Para mim, o grande erro foi deixar todas as soluções para o capítulo final. Este deveria ser reservado apenas para a questão central da obra.”
9) Eu: “Estou impressionado com a inteligência de vocês. Quase nunca viram a novela e sabem tudo isso. Formidável! Eu sou noveleiro confesso, mas vocês... E se pudesse dava um beijinho na testa daquela menininha linda que fez a Sabrina. E ainda a convidava para se casar com o meu neto. Que talento!
(vaias) (vaias) (“puxa-saco é você”... piegas) (mais debiques daquele grupinho que “não vê” novelas...)

Publicada em 11/07/06
Casa de Cultura Artur da Tavola

Lamento,mas só vejo uma novela que tenha conteúdo, e esse tipo não chega a dois por cento das que são apresentadas. Abraços.

Tá na mídia? Távola elogia.

Somos uma sociedade de perdedores. Muito diferente das novelas. Onde sempre alguém ganha, principalmente a Globo.

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