24 junho, 2006

Arte Incomum | Harém

Helena de Tróia

Harém é para os de cultura árabe a parte da casa proibida a homens de fora. Em outras culturas, porém, o termo significa o conjunto das mulheres de um matrimônio poligâmico. Já para os ocidentais a idéia de harém está diretamente ligada ao desejo, à sensualidade e a temas relacionados à diversidade sexual - intimidades, prazeres e orgias concebidas nos haréns, tais como: Virgindade, Fantasia, Dança do Ventre, Erotismo, Sedução, Kama Sutra, Ninfomania, Sodomia, Fornicação, Falicismo, Castração, Pornografia, Motel, Sex Shop, Prostíbulo, Prostituição, Striptease, Afrodisíaco, Pompoarismo, Perversão, entre outros.
No imaginário popular o harém persiste na fantasia sexual em homens de diferentes idades e classe social - onde é comum ouvir “meu sonho é ter um harém de mulheres lindas”.
Como tudo tem lá sua origem, uma exposição sobre o tema harém foi apresentada pelo
Museu de Krems, na Áustria, com 80 telas realizadas no século 19 por pintores ditos "orientalistas". A imagem fantasiada e irrealista dos haréns pelos ocidentais da época se equivale à imagem da mulher “produto”, veiculada pela mídia contemporânea - imprensa, cinema, televisão, revistas (e, dito de passagem, a Internet).
Para Andrea Winkelbaum, curadora da exposição, a exemplo do que fazem a mídia e os sites de pornografia na atualidade essas pinturas mostram mulheres como objetos, escravas lascivas, oferecidas, cuja única função era o serviço sexual e o prazer do macho.
São as manifestações, em tempos diferentes, do eterno sonho masculino de poder e dominação.

Imagem: horvallis

23 junho, 2006

O martelo e a bigorna

Brasil, mas que bandeira é essa?
Rivamar Guedes

Embora tenha tido sua importância minimizada depois da dissolução do bloco comunista, a tese de Karl Marx que afirma ser o Estado apenas o escritório da burguesia continua mais presente do que nunca; Estado que busca reproduzir sua maneira de pensar através de mecanismos ideológicos institucionalizados, valendo-se de símbolos que dão a impressão de unidade política e social. Um desses símbolos é a bandeira nacional – no Brasil, a cada quatro anos retirada do guarda-roupa pelos patrícios, cheirando a uma mistura de mofo e naftalina, sonhos e esperanças.
Em ano de copa do mundo o povo brasileiro faz aflorar um chauvinismo grosseiro, com data para começar e para terminar. O orgulho nacional é estandardizado por uma bandeira cuja referência vincula-se diretamente a uma elite política e econômica, camuflada pela utópica idéia positivista de ordem e progresso. O país que se veste de verde e amarelo não sabe que, na bandeira, essas cores fazem referência à casa real de Bragança, da qual fazia parte o imperador
D. Pedro I, e à casa imperial dos Habsburgos, à qual pertencia a imperatriz D. Leopoldina, à mesma època em que a moda social, cultural e politica no país era uma espécie de positivismo à brasileira.
Por exemplo, em nossa bandeira a estampa positivista da ordem na realidade mostrou-se incapaz de contemplar no novo sistema social a figura do negro, personagem que um ano antes da proclamação da República foi finalmente libertado da condição de mercadoria, mas que em nossa sociedade nunca deixou de ser tido como coisa. E que bandeira é essa cuja idéia de progresso nunca deixou de ser um porvir, num país em que as práticas políticas continuam fossilizadas por uma herança cultural patrimonialista?
Tenho dito que nada melhor do que ser brasileiro em época de copa do mundo. A cada quatro anos o povo brasileiro se transforma em verde e amarelo, como um camaleão que busca se confundir na paisagem. Assim é o povo brasileiro, esperançoso e orientado segundo normas e significados culturais compartilhados.
Que essa bandeira estampada em nosso peito seja digna de uma leitura que vá além de uma simples admiração por nosso futebol, que ela finalmente represente a idéia de um país mais real e menos idílico. Um país que renuncie a condição de um sonho intenso, uma promessa de felicidade que ainda não se concretizou, um país que busque se emancipar de utopismos.
Que o Brasil deixe de ser para o brasileiro a realidade rançosa, uma hemorragia que nos fatiga e nos comprime ao mundo do ostracismo.
Imagens: Web

21 junho, 2006

Babel | Esses rudes símbolos trêmulos

“Vamos construir para nós uma cidade e uma torre cujo topo toque o céu e vamos nos dar um nome para não dispersarmos sobre toda a terra”. Então o Senhor desceu das alturas e disse: “Eles agora são um só povo e todos têm uma única língua, enfim iniciam a sua obra. Agora tudo quanto quiserem será possível”.

Verdade, depois de Babel o Deus enxergou que o homem tinha muita vontade (mais do que Ele?) e perguntou o que havia. Perguntou com linguagem, que o Deus também tem linguagem. Foi quando desceu das alturas o Senhor e em linhas tortas escreveu: “sendo assim...” Como um pai que não se conforma da precoce gravidez da filha mais nova, como Adão infeliz por ter sido o último e por ter ficado solto, bicho solto na terra, tão pequeno.

Por razão, nada mais certo. Pós-Babel, o Deus e sua generosidade pondo o homem embaixo, bicho solto. Aí a vida alcançou uma meta: tudo cheiro a ilusões e palavras (sic). Porque era bom dar ao homem o som e a alma das coisas que ele não via. Era só o que faltava. Está na Bíblia: Babel é o cálculo do acúmulo e do alcance do homem aos mistérios do Universo, do descanso infindo do Universo, negócio como ócio e vida como arte. Mais do que o mito é a vida quem vos fala em Babel, sempre.

Borges

Babel é a história, o tempo, o labirinto, o espelho dos mundos. Borges comunicou isso, incansável. Está em tudo: de línguas e escritas, somas de gestos para o homem interpretar as coisas, é a engrenagem que gira a roda da existência. Melhor se corromper por ela que pelo silêncio das coisas que não existem. A língua é a vida, o homem; a escrita são os homens; o Universo, os livros, a biblioteca. Assim a vida existe ab aeterno. Escrita ab aeterno.

- Dessa verdade cujo corolário imediato é a eternidade futura do mundo, nenhuma mente razoável pode duvidar. O homem, o imperfeito bibliotecário, pode ser obra do acaso ou dos demiurgos malévolos; o universo, com seu elegante provimento de prateleiras, de tomos enigmáticos, de infatigáveis escadas para o viajante e de latrinas para o bibliotecário sentado, somente pode ser obra de um deus. Para perceber a distância que há entre o divino e o humano, basta comparar esses rudes símbolos trêmulos que minha falível mão garatuja na capa de um livro, com as letras orgânicas do interior: pontuais, delicadas, negríssimas, inimitavelmente simétricas. Suspeito que a espécie divina - a última – estava por extinguir-se quando o Deus, trêmulo, formulou: “sendo assim...” E falo como se estivesse confuso, como se suspeitasse da suspeita. Assim como se tocasse no ponto secreto de todas as coisas:

Senhor, a certeza de que tudo está escrito nos anula ou nos fantasmagoriza?

Na foto: Jorge Luis Borges - retirada do Mundo Latino

20 junho, 2006

Palimpnóia

Virei cronista! Assim de repente sem sequer saber se sei fazer uma crônica. E porque escrever é minha mais deliciosa paranóia, minha coluna está sendo batizada de Palimpnóia. Talvez seja um sacrilégio agregar pergaminhos a uma escrita paranóica como a minha. Mas se é para apostar no novo, vamos em frente – que me perdoem os deuses dos papiros.
Acontece que tudo que se faz pela primeira vez dá frio no estômago. E estômago vazio quando esfria vira uma orquestra cacofônica. Foi assim que vim de Beagá. Pensando em como preencher o enorme espaço em branco do Miolo-de-pote sem parecer o que realmente sou: uma iniciante!

Mas dirigir pensando em crônica não podia mesmo dar certo. O pé pesou sem que eu percebesse e dois conscienciosos funcionários federais me pararam. Pediram-me documentos. Levei alguns minutos para encontrá-los. Nem preciso dizer que pescar alguma coisa na minha bolsa é como pescar dourado em rio de piaba . Entreguei-os olhando o guarda nos olhos. Enquanto um levou meus documentos o outro ficou parado do lado oposto. Olhando para mim. Eu para ele.
Perguntou-me algo. Não escutei. Delicadamente deu a volta e me pediu para diminuir o volume do som. Percebi que Renato Russo estava alguns decibéis acima do aconselhável aos ouvidos humanos. Volume abaixado, perguntei-lhe o que dissera. Não era nada importante. Apenas queria saber por que eu estava com tanta pressa. Pressa? Mas não estava com pressa. Seu guarda, estou é preocupada. Preciso fazer uma crônica e nem sei por onde começar. Crônica? O rosto dele virou um enorme ponto de interrogação. E fui salva de explicar o que não sabia com a chegada dos meus documentos e um papelzinho que marcava a velocidade em que eu estava.
Com um palavrão pensado, despedi-me. A vontade era sair arrancando pneus. Como um carrinho popular podia ultrapassar o limite de velocidade? E a crônica voltou a povoar meu estômago.
Agora, duplipensada. Crônica sobre a falta de grana para pagar uma multa. E quem estaria interessado na minha pobreza? Melhor reler Rubem Braga e buscar nele alguma inspiração. Ou não. Em tempos de Copa do mundo não deveria me faltar assunto. Não! Não há brasileiro que não esteja falando ou escrevendo sobre o hexa. Quero ao menos ser original. Nem política nem futebol.
E de tanto pensar, nada saiu. Com o espectro de um editor desconhecido marcando prazo para a entrega, cheguei em casa. O som do micro sendo inicializado, marcou o fim do meu prazo para pensar. Agora era escrever ou escrever.
- Sr. Editor, estou fazendo valer o título da coluna! E agora vou comer uma pizza porque também sou filha de Deus!
Imagem: Salvador Dali

16 junho, 2006

Bem vindos ao ::miolo-de-pote::

Demorou, mas eis o blog®

Pois é, neste fim de semana estamos apresentando o ::miolo-de-pote:: à comunidade virtual, a você, que agora nos lê. Acreditamos que, se veio nos visitar é porque, com certeza, é uma pessoa de cérebro, plena de capacidade intelectual, tem bom gosto, aprecia as boas idéias e, por isso, está com a gente! Que bom!
Desde já esperamos contar sempre com você.

ABAIXO um pouco mais sobre o blog:

::o que é o miolo::
O ::miolo-de-pote:: é um blog sem fins lucrativos formado por um grupo de sete autores brasileiros que pretende dinamizar o universo blogueiro através de textos individuais e/ou coletivos de assuntos os mais variados, todos os dias da semana.

::a nossa proposta::
Divulgar textos interessantes de diversos tipos, gêneros e temas escritos por autores de vários estilos, áreas, faixa etária, profissões e regiões do Brasil. Pessoas inteligentes que, como você, tem o miolo funcionando.

::quem faz o miolo-de-pote::
Adalberto Santos (PARAÍBA), Beatriz Saldanha (CEARÁ), Euza Noronha (MINAS GERAIS), Helena de Tróia (RIO GRANDE DO SUL), Luciana Barbosa (PERNAMBUCO) Rivamar Guedes (PARAÍBA), Weberth Mota (SAO PAULO)

::você também tem miolo::
Estamos convidando você para participar conosco deste projeto. Em breve o blog contará também com outros colaboradores. Se você tem boas idéias e quer se tornar nosso parceiro, fique à vontade. Visite-nos, comente, mande seu texto, divulgue nosso blog e faça parte do Miolo você também.

::a estréia::
Segunda-feira, 19 de junho, o blog estreará com a coluna Ficção e Desatino. Beatriz Saldanha, do Ceará, estará mostrando o nosso primeiro miolo. Só para começar. Daí em diante, os miolos serão muitos. Até lá!

Abraços.
equipe ::miolo-de-pote::

contatos: noteco_teco@yahoo.com.br

Adalberto e sua coluna, 'Babel'

Adalberto, o Santos
Por Paul Hasen

Adalberto Santos
Adalberto Santos, escritor paraibano, 29 anos, quatorze perdidos na escola, 20 e poucos gastos lendo porcarias (e algumas delícias), dois ou 12 (doze) vendo coisas sem graça e programas de tv idem, qu4tro indo a missas, velórios, casamentos, conhecendo lugares e pessoas, dez dando aulas, e 11 ganhando a vida com o capim pago por empresas e pelo governo. O resto do tempo plantou árvores e preencheu estatísticas em sua sobrevida(1).

Fluente em línguas batidas, passa as noites lendo e relendo ou escrevendo e reescrevendo (seu esporte); os dias, reclamando do mundo e das pessoas. Quis ser pintor quando criança, não deu (sonha que na aposentadoria se realiza pintando). Quis ser músico, não deu. Estudou violão de plástico, violinos de mosquito, flauta de talo de mamoeiro, entre outros. Mas nunca engoliu um piano. Acha que por isso desafina cantando e toca ruim qualquer instrumento. Ama a música, contudo. Sem tudo, apesar dos fracassos, nunca desanimou. Acredita que, se der, Deus dará.

Têm coisas que detesta, mas não diz. Têm coisas que adora, mas também não diz. As coisas que detesta mas não diz são muito, muito complexas, e ficam mal resumidas assim, mas vamos: gente metida, gente com lombriga, gente sem guarida. “Às vezes da dó de ver essas coisas”, afirmou quase chorando em entrevista ao escritor Luís dos Perdões(2). As coisas de que gosta se resumem sem muita complexidade: se dormiu, gosta de acordar, se sujou, gosta de limpar, se comeu e não gostou, diz (ou uma outra ordem, tanto faz).

É branco, estatura médica e salário de funcionário público, olhar esbugalhado como o de um pássaro assombrado (olhos esverdeados apenas, do que se ressente). Já fumou, já bebeu e foi deus muito, deus de muita coisa e nada. Ganhou concursos, passou em concursos, perdeu concursos, amou mulheres, perdeu mulheres, amou mulheres...
Os amigos o adoram. Principalmente se, juntos, ele não opina, não... Como não diria sua avó, é rico das graças e da seriedade de Deus, o que talvez explique sua doidice, sua calvície e sua chatice proibida para menores de 29 anos e em diante.
Como Platão, acredita que a Natureza são duas: uma é a de verdade, outra é a de mentira. Esta última é a que gozamos.

Dizem que a ironia é a sua marca, assim no esporte como na vida. Não importa, para mim trata-se de um bom sujeito, triste, embora. Tenho por ele uma admiração mística. Devo chamá-lo Santos, Adalberto raras vezes. Na verdade, ele é assim: Meu São Francisco dentro dele, minha Santa Clara, meu São Sebastião, minha Santa Luzia, todos os santos.

1. Por favor, entendam: o autor é, por natureza, ecologista, mas não trabalha no IBGE, embora haja ocupado cargo temporário no Instituto, em 1996, como ajudante de um cara que assinava uns papéis. O termo “estatísticas”, no contexto, foi usado em sentido estritamente literário. Se tiverem dúvida, consultem meu livro Viel Schläger, viel Schläger. Lá tudo explicadinho está. Obrigado.

2. Perdões, Luís dos. Os druídas. Editora do Porto, Portugal, 1977.


Babel se apresenta

Esta coluna poderia ter outro nome. Talvez algo próximo à alegria e ao otimismo, pois nela, em princípio, as coisas mais extraordinárias teriam voz. Não que ousasse tratar de assuntos místicos ou de auto-ajuda. Isso é lá com o Paulo Coelho. Tudo menos dicas para embelezar a alma alheia. Poderia ter outro nome mas não tem. Chama-se Babel. É que à força do compromisso com outros compromissos, os colunistas elegem o espírito da total liberdade ao escrever. Sem que não se cobre nada, sem que se cobrem um dos outros. Ou seja, escrever por prazer, e dessa forma, sem que haja um só caminho pelo qual correr da pena.

Em verdade, escreve-se sobre diversos temas, em diversos textos e linguagens - não em várias línguas, sorry!, ainda que, aos leitores mais distraídos, o nome da coluna o sugira, apesar de o título lembrar o fabuloso mito bíblico inscrito em Gênesis!
Ainda assim, nas alturas de uma Babel a língua estará solta. Aos que esperam ler com liberdade escritos livres e independentes, na confusão de vozes, culturas, conhecimentos, referências, signos e perspectivas em permanente re-criação na qual nos inseriram, Babel se apresenta.

Babel no Miolo de Pote será como um espetáculo de música, desses de difícil classificação. Haverá vezes em que se ouvirão os instrumentos, depois uns solos de voz, noutras vocais, e ainda noutras combinações entre a orquestra e o resto. Muitos movimentos, variados ritmos, infinitos temas... Misturas, como toda Babel mistura sonhos e mitos.
Palavra-torre, Babel. Subamos!

E-mail: PoteDoAdalberto@gmail.com
Blog pessoal do Adalberto Santos:
Nu com a minha musa

15 junho, 2006

Coluna "Arte Incomum", por Helena de Tróia

A autora:

Helena de Tróia, mais recente personagem: ácida, às vezes doce ou engraçada. Arquiteta sem querer, sem pretender - não queria. Depois, escultora por opção. Gaúcha e desgarrada: arrancou seus livros, juntou bagagens; levou em seu dorso quilômetros de poesia. Acabou blogueira.

A coluna:

Arte incomum. Não espere um tratado sobre obras de arte produzidas por pessoas estranhas ao ambiente cultural. Tampouco uma crônica formal aos modos literários. Incomum sim, porque a obra aqui contada nem sempre fará parte de clausuras: museus, galerias, vernissage ou a indefectível décor... São pequenos flashs, onde o artista ao criar revela - a bem da verdade, mais do que a sua obra material – nos conta a história dos homens.

E-mail da Helena de Tróia: PoteDaHelena@gmail.com
Blog Pessoal da Helena:
Blog da Santa

O Miolo-de-pote

Nome Completo:
Miolo-de-pote

Data de Nascimento:
15 de junho de 2006.

Nacionalidade:
Brasileira

Local de nascimento:
www.blogspot.com.br

Peso:
35 kb de puro HTML

Tamanho:
26 caracteres (miolo-de-pote.blogspot.com)

O que é o Miolo-de-pote?
O ::miolo-de-pote:: é um blog sem fins lucrativos formado por um grupo de sete autores brasileiros que pretende dinamizar o universo blogueiro através de textos individuais e/ou coletivos de assuntos os mais variados, todos os dias da semana.

A Proposta:
Divulgar textos interessantes de diversos tipos, gêneros e temas escritos por autores de vários estilos, áreas, faixa etária, profissões e regiões do Brasil. Pessoas inteligentes que, como você, tem o miolo funcionando.

Miolo de quem?
Adalberto Santos (PARAÍBA), Beatriz Saldanha (CEARÁ), Euza Noronha (MINAS GERAIS), Helena de Tróia (RIO GRANDE DO SUL), Luciana Barbosa (PERNAMBUCO) Rivamar Guedes (PARAÍBA), Weberth Mota (SÃO PAULO)

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